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Reforma tributária deve ser pensada para diminuir as desigualdades, diz Confúcio

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O senador Confúcio Moura (MDB–RO) afirmou nesta sexta-feira (1º), em Plenário, que as duas propostas que tratam da reforma tributária no Congresso (PECs  45/2019 e 110/2019) não apresentam soluções para diminuir a desigualdade no país.

O parlamentar ressaltou que, segundo o IBGE, os 10% mais ricos da população controlam 43% da renda do Brasil. A renda média dos mais ricos é de quase R$ 28 mil por mês, enquanto a dos mais pobres é de apenas R$ 820.

Para Confúcio, esse desequilibro econômico ainda é intensificado com a cobrança de tributos, que, se pensada proporcionalmente à renda, é muito mais pesada para os mais pobres.

— A Constituição brasileira define o Imposto de Renda como um tributo progressivo, ou seja, quem ganha mais contribui com uma proporção maior de seus rendimentos. No entanto, em função de isenções existentes no nosso sistema tributário, os mais ricos do nosso país terminam por pagar proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, aprofundando o fosso da desigualdade — disse.

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O pirarucu é conhecido na região Norte como o bacalhau da Amazônia, podendo alcançar até 300 quilos, é uma das espécies nativas de grande potencial para a aquicultura. Com um sabor suave e ausência de espinhas, a espécie tem uma boa aceitação no mercado consumidor e os produtores têm investido em novas tecnologias para ampliar o cultivo.

Na quarta-feira (31), o vice-governador de Rondônia, José Jodan, conheceu a produção em cativeiro da Fazenda Bem-te-vi, em Porto Velho. A propriedade possui 20 hectares e está sobre os cuidados do médico veterinário, Carlindo Filho (Maranhão) e do ex-servidor da Emater-RO, Marcos Carvalho, que investem em tecnologias no melhoramento da produção de pirarucu.

A Neovia desenvolveu uma nova ração com 15 de ômega 3 para os pirarucus e testa na produção da fazenda Bem-te-vi. Uma equipe técnica da fazenda e uma médica veterinária realizam todo o acompanhamento do processo de desenvolvimento dessa nova tecnologia que garantirá uma produção de qualidade em Rondônia.

“O pirarucu tem uma carne nobre, com uma excelente aceitação no mercado Brasileiro e no exterior, com isso ganha a cada dia o interesse de novos produtores. Agora na fase final dos testes com essa nova tecnologia a produção será ampliada”, pontuou o vice-governador, José Jodan.

O que é o rosto ‘assustador’ captado no espaço pelo telescópio Hubble

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A imagem acima foi capturada em junho pelo telescópio Hubble, que pertence às agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), mas só foi divulgada nesta semana, como parte das comemorações do Halloween.

“Quando os astrônomos olham as profundezas do espaço, não esperam encontrar algo olhando de volta para eles”, diz o comunicado da Nasa sobre a descoberta.

Mas o fenômeno fotografado não tem nada de sobrenatural.

A imagem mostra uma colisão entre duas galáxias, mas muito mais violenta que o normal:

“Uma colisão frontal titânica”, afirmam a Nasa e a ESA.

‘Interações incomuns entre galáxias’

O fenômeno que o Hubble capturou está listado no “Catálogo de Galáxias e Associações Peculiares do Sul”, elaborado pelos astrônomos Halton Arp e Barry Madore entre 1966 e 1987, a 704 milhões de anos-luz da Terra.

É daí que vem o nome — nada assustador — do que vemos na foto: sistema Arp-Madore 2026-424 (AM-2026-424).

O catálogo em que está inserido foi criado para inventariar milhares de interações incomuns entre galáxias.

E, como seu nome indica, o AM 2026-424 apresenta certas peculiaridades.

Forma de anel

Os “olhos” do “rosto fantasmagórico” são o núcleo de cada galáxia.

Anéis de estrelas azuis jovens e discos de gás e poeira das galáxias dão forma ao rosto, nariz e boca do “espectro”.

As agências espaciais enfatizam que, embora as colisões de galáxias sejam comuns na formação do universo, os choques frontais não são.

Essas colisões violentas dão origem à forma anelar do sistema.

“As galáxias em forma de anel são raras; apenas algumas centenas residem em nossa vizinhança cósmica. As galáxias precisam colidir na direção certa para criar o anel”, afirmam a Nasa e a ESA.

Outra característica “frequente” da colisão entre galáxias é que uma grande se choca com uma menor e a devora, acrescentam as agências.

Mas, neste caso, o tamanho semelhante dos “olhos” do sistema AM 2026-424 sugere que as duas galáxias são aproximadamente do mesmo tamanho.

Os astrônomos estimam que esse fenômeno manterá sua aparência “assustadora” por “apenas” aproximadamente 100 milhões de anos:

“As duas galáxias vão se fundir completamente em aproximadamente 1 a 2 bilhões de anos”.

Onze anos depois, brasileiros recebem bronze das Olimpíadas de Pequim

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A equipe brasileira que disputou a final do revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, enfim, recebeu sua medalha de bronze. Nesta quinta-feira, Bruno Lins, José Carlos Moreira, Sandro Viana e Vicente Lenilson participaram da honraria no Museu Olímpico, na cidade de Lausanne, na Suíça.

O Brasil herdou a medalha de bronze depois de Nesta Carter, atleta jamaicano, ser flagrado em exame antidoping posterior aos Jogos. Desta maneira, a medalha de ouro da Jamaica passou para Trinidad & Tobago, que havia ficado com a Prata. O Japão, consequentemente, ficou com a prata, e o time verde e amarelo com o terceiro lugar.

“É uma sensação maravilhosa, inexplicável, medalha olímpica é diferente de tudo. Fiquei congelado ali em cima na hora de receber a medalha. Agradeço muito ao Comitê Olímpico do Brasil, à Confederação Brasileira de Atletismo que também fazem parte disso. Essa medalha não é só minha, é do Brasil, da minha família, dos meus treinadores, de todos que estiveram comigo até esse momento. Simplesmente desejo a todos os atletas que se dediquem, que treinem, que deem o seu melhor para chegar a um momento como esse, épico e único”, ressaltou José Carlos Moreira, conhecido como Codó, nome de sua cidade de nascimento.

Muito aplaudidos pelas cerca de 100 pessoas presentes ao Museu Olímpico, o quarteto brasileiro se emocionou com as medalhas finalmente no peito.

“A ficha não tinha caído ainda. Depois que colocaram a medalha, eu a olhei, passou um filme na minha cabeça e as lágrimas vieram. Foi um choro de felicidade, de ser reconhecido como um medalhista olímpico. Pequim 2008 foi minha primeira participação em Jogos, foi especial e único. Gostaria de agradecer a todos os brasileiros que sempre torceram por nós. É um momento mágico na nossa vida. Agora somos, realmente, medalhistas olímpicos, finalmente com nossa medalha em mãos”, comemorou o alagoano Bruno Lins.

Com a medalha do revezamento 4x100m masculino, o Brasil passa a ter 17 pódios nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta também é a 17ª medalha olímpica do atletismo nacional na história.

“Tudo que eu fiz foi me dedicar ao esporte nos últimos 20 anos. Quando saí de Manaus, vendi tudo para me tornar um atleta. Só pensava em fazer o meu melhor todos dias até chegar aos Jogos Olímpicos. Quando tive contato com o universo olímpico, minha vida mudou. De lá pra cá, a única coisa que eu fiz foi cultivar o esporte olímpico da melhor maneira possível, através do meu exemplo de vida. Já era um atleta muito satisfeito, muito realizado com o quarto lugar. E quando veio essa notícia, tudo mudou na minha vida. Veio uma explosão de emoções onde passado, presente e futuro acabaram se misturando”, revelou Sandro Viana, o mais experiente da equipe, com 42 atualmente.

4 ataques (e recuos) da família Bolsonaro a instituições democráticas

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Declarações controversas do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos Eduardo e Carlos contra instituições democráticas têm gerado uma série de reações inflamadas de políticos, magistrados e entidades de classe.

A dimensão da repercussão tem levado a alguns recuos da família, mas estes parecem apenas anteceder a polêmica seguinte.

Na quarta-feira (30), Bolsonaro ameaçou não renovar a concessão pública da TV Globo depois que a emissora veiculou reportagem sobre uma citação ao presidente na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco. Horas depois, ele disse não ter feito ameaças e negou liderar uma ditadura.

No dia seguinte, o presidente anunciou o cancelamento de todas as assinaturas do jornal Folha de S.Paulo no âmbito do governo federal e fez ameaças aos anunciantes do veículo. “Não vamos mais gastar dinheiro com esse tipo de jornal. E quem anuncia na Folha de S.Paulo presta atenção, está certo?”, disse Bolsonaro em uma live nas redes sociais.

Na mesma quinta-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que, caso o Brasil enfrentasse protestos de rua como o Chile, a resposta poderia ser um AI-5, medida de 1968 que endureceu a ditadura militar brasileira.

“Os ventos, pouco a pouco, estão levando embora os ares democráticos”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, à Folha.

A principal tese defendida pelos autores do livro best-seller Como as Democracias Morrem é que os sistemas democráticos passaram a declinar com ataques sutis e coordenados contra instituições, e não mais com os tradicionais tanques nas rua e fechamento do Congresso.

“Muito frequentemente, quando um populista chega ao poder, você vê rapidamente uma crise institucional entre um presidente e o Congresso, o Judiciário, a imprensa. E isso leva ao colapso da democracia”, afirmou Steven Levitsky, professor da Universidade Harvard e um dos autores da obra, em entrevista à BBC News Brasil em 2018. “E é claramente o caso de Bolsonaro.”

Reedição do AI-5

A reação mais forte às declarações da família Bolsonaro ocorreu depois que o deputado federal mais votado do país, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), afirmou em entrevista que o governo poderá reagir com um “novo AI-5” caso haja “radicalização” por parte de militantes de esquerda. A declaração foi dada após uma pergunta sobre os protestos que estão ocorrendo no Chile.

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta, ela pode ser via um novo AI-5. Pode ser via uma legislação aprovada através de plebiscito, como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, disse ele em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube.

O Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi um decreto assinado pelo então presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968 que dava a ele próprio o direito de fechar o Congresso.

PM reprime confronto entre estudantes da USP e Mackenzie na região central de São Paulo, em 1968

A instauração da medida levou à cassação de deputados opositores da ditadura militar, suspensão de garantias constitucionais dos cidadãos e fim do habeas corpus para pessoas acusadas de cometerem crimes com motivação política.

A declaração de Eduardo Bolsonaro foi recebida com manifestações de repúdio de partidos de todo o espectro ideológico — desde o Democratas até o PSOL. Parlamentares do próprio PSL também se manifestaram contra Eduardo. Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reagiram com veemência.

O filho do presidente acabou desautorizado publicamente pelo próprio pai horas depois. “Não apoio. Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando. Está sonhando, está sonhando. Não quero nem ver notícia nesse sentido aí.” E completou: “Cobrem vocês dele, ele é independente”. Segundo Bolsonaro, “qualquer palavra nossa vira um tsunami”.

Em seguida, Eduardo decidiu conceder uma entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, para recuar da declaração e pedir desculpas ao tratar de um “cenário hipotético”.

“Eu talvez tenha sido infeliz em falar do AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno. Mas nesse cenário, o governo tem que tomar as rédeas da situação, não pode simplesmente ficar refém de grupos organizados para promover o terror.”

Foto ampla mostra plenário da Câmara dos Deputados

Ele afirmou também que por ter sido “democraticamente eleito, não convém a mim, não é interessante, a radicalização.”

A declaração do parlamentar foi alvo de uma série de representações no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados e pode, em última instância, levar à cassação do mandato dele. Foram apresentadas ações contra ele também no Supremo Tribunal Federal sob acusação de “Incitar publicamente ato criminoso”, crime previsto no Código Penal.

Ameaças à concessão da TV Globo

Bolsonaro fez uma série de ataques à TV Globo depois que a emissora publicou no último dia 29 uma reportagem sobre uma citação ao presidente por uma testemunha da investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Segundo o Jornal Nacional, o porteiro do condomínio onde Bolsonaro morava no Rio de Janeiro afirmou à Polícia Civil que um dos acusados de participação direta nos homicídios visitou o local no dia do crime e pediu para ir à casa do presidente (e teria sido autorizado a entrar no condomínio por “Seu Jair”, segundo a testemunha).

No dia seguinte, o Ministério Público do Rio de Janeiro classificou essa citação no depoimento como falsa, porque não constava no sistema de gravações de interfone do condomínio a ligação para a casa de Bolsonaro. Só que o órgão não deu indícios de ter sequer investigado a possibilidade de o áudio ter sido apagado, e uma das promotoras fez campanha para Bolsonaro em 2018.

Horas depois da veiculação da reportagem da Globo, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em sua conta no Facebook na qual fez ameaças ao processo de renovação da concessão pública da emissora.

“Teremos uma conversa em 2022”, disse o presidente, que estava em visita oficial à Arábia Saudita, se referindo ao prazo de renovação da concessão. “Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ter perseguição, Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem para ninguém. É essa a preocupação de vocês? Continuem fazendo essa patifaria contra o presidente Bolsonaro e sua família. Continua, TV Globo!”, disse o presidente, aos gritos.

Marielle Franco

Horas depois, questionado por jornalistas, ele negou que tenha feito ameaças à imprensa.

Perguntado pela BBC News Brasil se não teme comparações com Hugo Chavéz, mandatário venezuelano que em 2007 não renovou a concessão da RCTV, emissora de maior audiência no país, após discordar da cobertura do canal sobre seu governo e acusá-la de ser “golpista”.

“Ô, ô, ô, aqui não tem ditadura, aqui não tem ditadura”, rebateu o presidente brasileiro. “Qualquer concessão tem que cumprir a lei, nada mais além disso. Nunca, em nenhum momento, partiu de mim nenhuma ameaça a qualquer órgão de imprensa no Brasil.”

A decisão por uma não renovação ou aprovação de uma concessão passa inicialmente pelo Poder Executivo, mas precisa ser autorizada por dois quintos do Congresso Nacional.

Prisão em segunda instância e leão cercado por hienas

Na terceira vez em pouco mais de dez anos, o Supremo Tribunal Federal pode mudar seu entendimento sobre o momento em que o réu deve começar a cumprir a pena a que foi condenado.

Até 2016, era preciso esperar o “trânsito em julgado”, com o fim de todos os recursos disponíveis em tribunais superiores. Naquele ano, porém, o STF entendeu que o réu pode começar a cumprir pena logo depois da decisão da segunda instância do Judiciário.

Agora, novamente, a Corte pode rever mais uma vez este entendimento, decisão com potencial de tirar da cadeia milhares de pessoas hoje presas, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula

Em meio ao debate inflamado na mídia e nas redes sociais, o perfil do presidente Jair Bolsonaro no Twitter publicou em 17 de outubro uma defesa do cumprimento da pena imediatamente após condenação em segunda instância.

“Aos que questionam, sempre deixamos clara nossa posição favorável em relação à prisão em segunda instância. Proposta de Emenda à Constituição que encontra-se no Congresso Nacional sob a relatoria da Deputada Federal @CarolDeToni.”

A mensagem foi recebida por autoridades como uma tentativa de pressão sobre os poderes Judiciário e Legislativo, e foi apagada logo depois.

Responsável pelas redes sociais do pai, o vereador Carlos Bolsonaro pediu desculpas pela publicação. “Eu escrevi o tuíte sobre segunda instância sem autorização do Presidente. Me desculpem a todos! A intenção jamais foi atacar ninguém! Apenas expor o que acontece na Casa Legislativa!”

No dia 28 do mesmo mês, uma nova mensagem foi publicada e em seguida apagada das redes sociais de Jair Bolsonaro.

Plenário do STF

O vídeo veiculado trazia um leão identificado como Bolsonaro e cercado por hienas identificadas como PT, STF, OAB, ONU e veículos de imprensa, entre outros. Decano do Supremo, Celso de Mello afirmou que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

Horas depois, Bolsonaro, que havia autorização a publicação do vídeo, pediu desculpas públicas à Corte. “Me desculpo publicamente ao STF, a quem por ventura ficou ofendido. Foi uma injustiça, sim, corrigimos e vamos publicar uma matéria que leva para esse lado das desculpas. Erramos e haverá retratação.”

Fechar Supremo com cabo e soldado

Em julho de 2018, Eduardo Bolsonaro afirmou em um cursinho no Paraná para candidatos de um concurso da Polícia Federal que bastariam um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal. O vídeo veio à tona em outubro.

O parlamentar fez sua declaração após ser questionado sobre uma hipotética possibilidade do STF de impedir que Bolsonaro assumisse a Presidência da República em caso de vitória nas eleições.

“Aí já está caminhando para um estado de exceção. O STF vai ter que pagar para ver e aí vai ser ele contra nós. Se o STF quiser arguir qualquer coisa, sei lá, recebeu uma doação ilegal de R$ 100 do José da Silva, pô, impugna a candidatura dele. Não acho improvável, não, mas aí vai ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força mesmo?”, disse.

Rosa Weber

“Cara, se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo, não.” E completou: “O que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF. Se prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular a favor do ministro do STF, milhões na rua?”

A declaração gerou reação dura nas cortes superiores. “Juiz algum no país, juízes todos no Brasil (que) honram a toga, se deixam abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como conteúdo inadequado”, afirmou Rosa Weber, ministra do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“As declarações do deputado Eduardo Bolsonaro merecem repúdio dos democratas. Prega a ação direta, ameaça o STF”, declarou o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Questionado sobre o assunto, o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro desautorizou o filho Eduardo: “Isso não existe. Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra. Desconheço. Duvido. Alguém tirou de contexto”.

Ante a repercussão, Eduardo Bolsonaro afirmou que a declaração “não era motivo para alarde” e que as reações eram “mais uma forçação de barra para atingir Jair Bolsonaro”.

Áudios vazados: Polícia Civil de Rondônia anuncia afastamento de delegados, apuração do caso e pedido ao MP para investigar imprensa

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Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, assinada pelo delegado geral Samir Fouad Abboud, a direção da Polícia Civil de Rondônia anunciou o afastamento dos delegados da  Delegacia de Repressão às Atividades Criminais Organizadas (DRACO) e a abertura, desde terça-feira, 29, de uma apuração, pela Corregedoria, de fatos relacionados à divulgação de áudios atribuídos ao delegado Júlio César, em que este declara que a instituição induziu deliberadamente a erro o desembargador Oudivanil de Marins, do Tribunal de Justiça, para que o magistrado deferisse pedido de busca e apreensão na casa do ex-governador Daniel Pereira durante a segunda fase da Operação Pau Oco que investiga possíveis atos de corrupção na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental.

Horas antes da nota ser divulgada, vieram a público novos áudios atribuídos ao mesmo delegado. Desta vez o foco é o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, Walter Waltenberg Silva Júnior. Na gravação, o delegado fala na  possibilidade de seus colegas de Polícia Civil “terem o gostinho de trabalhar diretamente com o procurador geral da República” para “prender o presidente do Tribunal de Justiça”. As gravações não explicam se  existe alguma investigação policial contra o magistrado, mas, nestes áudios  o delegado cita diretamente seu superior hierárquico, o delegado geral.

Júlio César diz na gravação que vai preparar  uma “emenda  demoníaca”  para que Samir apresente ao presidente do Poder Legislativo Estadual,  Laerte Gomes (PSDB), a fim de “quebrar a pica dele lá na Assembleia  (referindo-se a Waltenberg)” , para esvaziar os poderes do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia. “Aí é que ele vai pegar ódio de mim mesmo”, diz.

INVESTIGAÇÃO CONTRA A IMPRENSA

Em sua nota, a Polícia Civil informa que oficiou ao Ministério Público para que investigue supostas ofensas da imprensa ao delegado geral e diz que encaminhou ao MP prints e áudios sobre reportagens publicadas a respeito do caso. Segundo a interpretação da polícia, foram atribuídos fatos criminosos ao delegado geral. A instituição afirma que serão investigados, inclusive, fatos que ainda vierem a ser divulgados e que possam macular a imagem da instituição e de seus servidores.

Governo precisa apoiar trabalhadores e estudantes brasileiros na Bolívia, diz Gurgacz

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O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) pediu nesta sexta-feira (1º) em Plenário que o governo busque uma solução para o caso de trabalhadores e estudantes brasileiros na Bolívia, país vizinho que passa por um momento de instabilidade política depois do primeiro turno da eleição presidencial.

Segundo ele, o impasse nasceu depois que a oposição a Evo Morales, eleito para um quarto mandato, questionou o resultado do pleito. Por causa disso, a Bolívia sofre com greves, manifestações e fechamento de avenidas e estradas e até da fronteira.

Assustados com essa situação, os brasileiros solicitam ajuda para deixar a Bolívia e retornar ao Brasil, disse o senador. Ele relatou ainda que os estudantes querem poder concluir o semestre por meio de atividades pela internet, até que a situação se normalize no país vizinho.

— São quase 3 mil estudantes rondonienses, dentre os mais de 6 mil que cursam medicina e outros cursos na Bolívia. Alguns até já deixaram o país vizinho. Muitos estão fazendo contato com suas famílias, relatando o clima de insegurança que estão vivendo, temendo a intensificação da violência entre partidários e opositores do governo — disse.

Procurador-Geral de Justiça se reúne com dirigentes da Energisa e do IPEM

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O Procurador-Geral de Justiça, Aluildo de Oliveira Leite, e a Promotora de Justiça de Defesa do Consumidor, Daniela Nicolai de Oliveira Lima, se reuniram nesta quinta-feira (31/10), no edifício-sede do Ministério Público do Estado de Rondônia, com dirigentes do Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia (IPEM) e da empresa Energisa/Rondônia.
O objetivo da reunião foi ouvir os esclarecimentos do IPEM e da Energisa sobre as reclamações de consumidores acerca dos reajustes das tarifas elétricas e da aferição dos relógios de consumo de energia, para tentar uma solução extrajudicial.
Na semana passada, o Procurador-Geral de Justiça esteve reunido com o relator da CPI da Energisa, deputado Jair Montes, que fez um relato sobre o que está sendo apurado pela Comissão instalada na Assembleia Legislativa.

APOSENTADORIA | Mais de 100 servidores efetivos da Prefeitura de Porto Velho já aderiram ao PAI

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Mais de 100 servidores estatutários da Prefeitura de Porto Velho já aderiram este ano ao Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), implantado na gestão de Hildon Chaves. Todo trabalhador municipal querecebe o abono permanência ou que vai receber até 31 de dezembro, têm prazo até o próximo dia 16 de novembro para solicitar o benefício.

Pelos cálculos iniciais realizados pela Secretaria Municipal de Administração (Semad), a previsão era que no máximo 320 servidores teriam direito de aderir ao PAI este ano. No entanto, esse número já passa de 400 pessoas. No ano passado, apenas 140 trabalhadores solicitaram a aposentadoria incentivada.

“Aquele servidor que dentro do período de requisição (até 16/11) for até a Semad requerer sua adesão ao PAI, tendo direito ao benefício até 31 de dezembro, por mais que não consiga a documentação até 31 de dezembro, não tem problema, ele vai ter direito ao PAI. O importante é que ele faça o requerimento dentro do prazo”, explica o secretário Alexey da Cunha Oliveira (Semad).

O secretário enfatiza que, caso algum servidor tenha interpretado de outra forma, pode retornar à Semad para dar entrada ao pedido de adesão ao Programa de Aposentadoria Incentivada, desde que até o final deste ano ele tenha direito ao benefício. Documentação, segundo Alexey Oliveira não é problema.

“Não tem problema se demorar a CTC, as certidões, não importa. O que importa é que dentro desse período, até 31 de dezembro, ele tenha o direito ao PAI”, pontuou.

Comissão aprova repasse de recursos de loterias para esporte feminino

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei (PL 4089/19) que prevê a aplicação no esporte feminino de 30% do dinheiro das loterias federais destinado ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Apresentado pela deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), o texto insere dispositivos na Lei 13756/18. Segundo a parlamentar, os repasses às duas entidades totalizaram em 2017 mais de R$ 350 milhões oriundos das loterias administradas pela Caixa Econômica Federal, conforme os dados mais recentes disponibilizados pelo banco.

O parecer da relatora, deputada Rose Modesto (PSDB-MS), foi favorável à proposta. “É preciso dar recursos e visibilidade às atletas mulheres e ao desporto feminino”, disse.

Ela cita dados de pesquisa realizada em 2018 pela Sporting Intelligence, que mostra que atletas mulheres ganham até 40% menos que o mínimo recebido pelos homens.

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões do Esporte; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ônibus gratuitos Enem 2026: ilustração editorial de passageiros embarcando em ônibus urbano roxo de Porto Velho.

Porto Velho terá ônibus gratuitos no Enem; veja horários

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Candidatos terão ônibus gratuitos nos dois domingos do Enem em Porto Velho, com horários diferentes.
CAF em Porto Velho: ilustração editorial de atendimento comunitário a agricultores em mesa com documentos, próximo a um rio.

Semagric emite 563 cadastros para agricultores em Porto Velho

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Semagric emitiu 563 cadastros em dez meses e levou atendimento itinerante a agricultores do Baixo Madeira.
TAF da Guarda Municipal: ilustração editorial de candidatos em pista de atletismo e exercício de barra fixa.

Justiça libera TAF da Guarda Municipal para sábado e domingo

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Justiça revoga suspensão do teste físico em Porto Velho; candidatos devem conferir convocação retificada.
Licitação da Praça da Bíblia em Ji-Paraná: ilustração editorial do espaço público com monumento em forma de livro.

Ji-Paraná abre licitação de R$ 2 milhões para reformar Praça da Bíblia

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Prefeitura abriu concorrência para reformar a Praça da Bíblia; valor de R$ 2,03 milhões ainda é estimado.
Mounjaro falsificado: ilustração de embalagem e dispositivo de tirzepatida em farmácia, com referência à Anvisa.

Anvisa proíbe unidades falsificadas de Mounjaro; veja os lotes

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Resolução lista cinco lotes e esclarece que unidades autênticas não são alvo da proibição.