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terça-feira, novembro 3, 2026
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Mega-Sena sorteia R$ 120 milhões hoje

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A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (18) às 20h (horário de Brasília) o prêmio de R$ 120 milhões, que está acumulado pela décima segunda vez.

As seis dezenas do concurso 2.189 serão sorteadas no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O sorteio é aberto ao público.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia aproximadamente R$ 412 mil por mês. O valor seria suficiente também para adquirir oito mansões de R$ 15 milhões cada.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. O bilhete simples, com sei dezenas, custa R$ 3,50.

 

Equipe Médica do Centro Obstétrico do Hospital de Base realiza parto raro em Porto Velho

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A professora Mônica Gisele de Freitas, moradora de Cacoal, recebeu, durante o pré-natal, o diagnóstico de que tinha placenta acreta (ou acretismo placentário), na qual a formação da placenta, órgão compartilhado entre a mãe e o bebê durante a gestação, ultrapassa os limites esperados dentro do útero e passa a invadir outros órgãos. Um caso raro, porém de alto risco e que pode levar à morte materna.

Ao completar 34 semanas de gestação, ela teve um mal-estar e foi transferida para a Maternidade do  Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), em Porto Velho, referência em gravidez de alto risco, via sistema de regulação. A coordenadora do centro obstétrico e maternidade do HBAP, médica ginecologista e obstetra Denise Nocrato, explica que uma equipe médica de diversas especialidades foi acionada para a realização da cirurgia de grande porte.

” O acrestismo placentário é um quadro grave na gestação porque é responsável por até 7%  de mortalidade materna no pós parto por causar uma  hemorragia maciça. A paciente realizou novos exames que comprovaram o diagnóstico e, então, foi disponibilizada, pelo Hospital, a equipe multidisciplinar envolvendo obstetra, neonatologista e médico cirurgião vascular para a realização da cirurgia, que aconteceu no dia 6 de setembro. A cesárea teve que ser seguida da retirada do útero (histerectomia).”

Após quatro horas de cirurgia, mãe e recém-nascido apresentaram a melhor evolução possível e a professora pôde conhecer o seu filho depois de receber alta da UTI . “Um encontro emocionante”, relata a professora.  “To muito grata a Deus porque, sinceramente, eu achei que fosse morrer por causa dos riscos. Foi muito emocionante quando eu abri o olho na UTI e vi que eu estava viva. Pegar meu filho nos braços foi uma emoção indescritível”.

A mãe e o recém-nascido passam bem, já receberam alta e retornaram pra Cacoal.

PLACENTA ACRETA

A médica ginecologista e obstetra Denise Nocrato explica que é uma doença grave e que, infelizmente, tem aumentado devido ao crescimento do número de partos cesáreos. “A maior prevenção é evitar a cesárea sem indicação. Uma cesárea mal indicada pode evoluir no futuro, em uma próxima gravidez, para um acretismo placentário. Isso é um grande risco. Quanto mais cesáreas, mais a mulher está exposta a desenvolver essa condição”.

A gestante deve fazer todos os exames de pré-natal regularmente na rede básica de saúde. A condição pode ser detectada através de exames de ultrassonografia. E se houver indicação de gravidez de alto risco, a paciente é referenciada ao Centro Obstétrico do HPAP, especializado em gestação de alto risco e que conta com o suporte multidisciplinar para o tratamento das mais diversas patologias relacionadas a gestação.

Que cor o Ciclope enxerga? Entenda meme que é sucesso nas redes sociais

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O personagem Ciclope, integrante do grupo de mutantes X-Men, virou protagonista de uma série de memes nas redes sociais. Como o herói da Marvel tem o poder de disparar raios vermelhos pelos olhos, a brincadeira é fazer piada com que cor o Ciclope enxerga. Tamanho foi o sucesso que o meme do Ciclope ganhou páginas e perfis próprios no Facebook e Twitter.

Segundo o Google Trends, ferramenta de monitoramento de buscas na Internet, o nome do personagem teve um pico de procura no domingo (15), quando usuários começaram a tentar entender por que o Ciclope virou meme.

Acontece que, até o momento, não há explicação para a origem da brincadeira, que se popularizou rapidamente nas redes sociais. No Twitter, os perfis @drogaciclope e @ciclopememes acumulam juntos mais de 28 mil seguidores – até a data de publicação desta matéria. O Facebook também ganhou uma página dedicada aos memes do Ciclope. Batizada de “Ciclope Mito”, a fanpage está prestes a chegar aos 90 mil likes.

Os posts trazem zoações sobre os mais diversos assuntos, sempre usando como mote da piada o fato de que o Ciclope enxerga em vermelho. Em uma publicação no Twitter, por exemplo, o personagem olha para uma cesta de limões e diz: “droga, só tem tomate”. Já em outro meme, o herói está em um jogo de futebol e, ao ver o juiz levantar o cartão amarelo, reclama que foi expulso.

Ciclope enxerga em amarelo ou vermelho?

Embora a piada divirta os internautas, os quadrinhos dos X-Men mostram que, na verdade, o Ciclope vê em amarelo. Em uma edição da história, foi revelado que o visor de quartzo ruby, responsável por impedir que o personagem dispare raios pelos olhos, faz com que o herói enxergue em amarelo, e não em vermelho, como muitos pensam.

Comissão de Saúde aprova projeto que proíbe a queima de pneus em todo o Estado

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social se reuniu no Plenarinho 2 na manhã desta terça-feira (17), sob a presidência do deputado Adailton Fúria (PSD), e aprovou o Projeto de Lei nº 110/19, de autoria do deputado Geraldo da Rondônia (PSC). A matéria trata da proibição de queima de pneus no Estado.

A relatoria do projeto coube ao deputado Dr. Neidson (PMN). Ele disse que a queima de pneus causa danos à saúde de quem inala ou fica exposto, podendo causar mortalidade prematura, devido a problemas no coração e no sistema nervoso central. Assim, ele foi favorável ao PL.

Depois disso, Dr. Neidson disse que no hospital de Extrema, cinco médicos pediram demissão devido à implantação do ponto eletrônico, medida adotada pelo Governo do Estado devido a uma determinação do Ministério Público. Ele afirmou que a medida deveria ter sido iniciada nos hospitais maiores.

“O secretário de Saúde me disse que teria problemas. Vejo a medida como necessária, mas acredito ser preciso fazer um estudo sobre isso”, disse Adailton Fúria.

Os deputados Fúria, Dr. Neidson e Ismael Crispin (PSB) votaram favorável e o projeto foi aprovado, seguindo agora para o Plenário.

Depois disso Adailton Fúria distribuiu para relatorias os projetos 180/2019; 213/2019 e 215/2015.

Texto: Nilton Salina-Decom-ALE/RO

Fotos: José Hilde–Decom-ALE/RO

Roupa do filme ‘Batman’, de 1989, vai a leilão por R$ 600 mil

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A roupa usada por Michael Keaton no primeiro filme do Batman, de 1989, está sendo leiloada. A empresa britânica Prop Store anunciou que o traje pode ser adquirida por fãs do homem-morcego pelo preço inicial de US$ 98,5 e 148 mil (entre R$ 402,3 e 604,5 mil).

O filme completou três décadas em junho deste ano. No longa, o público é apresentado ao anti-herói que viu seus pais serem cruelmente mortos quando criança na saída de um teatro e que jurou vingar a morte de sua família protegendo Gotham City da criminalidade. O primeiro filme da saga foi dirigido por Tim Burton e trouxe Jack Nicholson no papel do psicopata Coringa.

Além da vestimenta do homem-morcego, outras peças da franquia também serão leiloadas, como: roupas do vilão interpretado por Nicholson em 1989, o Charada de Jim Carrey (1995), o Robin de Chris O’Donnell (1995 e 1997) e componentes da fantasia de Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer (1992).

O evento está previsto para acontecer em 30 de setembro e 1º de outubro em Londres. Vale lembrar que um novo filme da saga de Batman está sendo produzido, com Robert Pattinson, conhecido por interpretar um vampiro na saga Crepúsculo, no papel do anti-herói. O novo longa deverá entrar em cartaz em junho de 2021.

Arábia Saudita Comprará Derivados de Ovos, Castanhas e Frutas do Brasil

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Em visita à Arábia Saudita, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou nesta terça-feira, 17, que a autoridade sanitária do país autorizou a importação de castanhas, derivados de ovos e frutas do Brasil. De acordo com a pasta, os produtos têm um potencial de mercado superior a 2 bilhões de dólares (cerca de 8,2 bilhões de reais).

O acordo foi fechado pela comitiva brasileira em seu último dia de visita ao país. Segundo o ministério, o presidente da autoridade sanitária saudita, Hisham Al Jadhey, teria dito que o país importa 80% dos alimentos que consome — de mais de 150 países.

Atualmente, carne de frango, açúcar de cana, carne bovina e soja são as principais exportações do Brasil à Arábia Saudita. Segundo o Ministério da Agricultura, em 2018 as exportações de produtos agropecuários ao país renderam 1,696 bilhão de dólares (6,5 bilhões de reais). Foram mais de 2,959 milhões de toneladas. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido em 2018 para a Arábia Saudita, com 804 milhões de dólares (cerca de 3,3 bilhões de reais) e 486 mil toneladas.

Agora, caberá às empresas brasileiras se candidatarem para a exportação desses produtos, disse a ministra, em vídeo publicado no site do ministério. Ela não detalhou, no entanto, como será feito o processo ou se existem contrapartidas da parte do Brasil.

Presidente Laerte Gomes anuncia comissão especial para apurar denúncias contra Energisa

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Em entrevista à rádio Transamérica na tarde de segunda-feira (16) em Porto Velho, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, anunciou a formação de uma comissão especial hoje (17) para apurar várias denúncias de consumidores contra a atuação da Energisa. No momento da sua participação nos estúdios da emissora, dezenas de ouvintes utilizaram as plataformas de interação da emissora para falar dos eventuais abusos da nova concessionária. “De Nova Mamoré a Costa Marques e de Porto Velho a Vilhena a reclamação contra a Energisa é absurda. Precisamos apurar as denúncias de que relógios estão sendo adulterados, trocados por outros equipamentos; aumento substancial nas contas de energia e cortes durante os finais de semana, desrespeitando uma Lei aprovada pela Assembleia Legislativa e a própria recomendação na ANEEL”, disse o presidente.

Segundo o parlamentar, dependendo do desdobramento da comissão especial, os deputados poderão criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar até o processo de privatização da antiga Ceron. “Sabemos que a Energisa pagou R$ 50 mil pela empresa, mas deve a Rondônia R$ 1 bilhão. O caso é que a Energisa só quer pagar R$ 700 mil e o resto transformar em incentivo fiscal. Isso não vamos aceitar. Devem ao nosso Estado, então paguem”, acrescentou o parlamentar. Laerte relata que ouviu um relato pessoalmente de um usuário que teve sua energia cortada, o relógio foi levado de sua residência e após as contas pagas somente 7 dias depois o fornecimento foi regularizado.

Na entrevista, Laerte também respondeu a questionamentos de servidores da Saúde, aproveitando para falar da agilidade da Assembleia em aprovar o PCCR dos professores, regulamentando o piso salarial da categoria, e cobrar do Executivo o mesmo tratamento para as categorias da Saúde e aos policiais civis, que estão há anos com os salários congelados. Sobre a economia de R$ 200 milhões do Governo, o presidente lembrou aos ouvintes que o Estado estava com um déficit de R$ 300 milhões e que aos poucos estão sendo realizados investimentos em infraestrutura, citando o exemplo da RO-135 que liga a região central a 429. “Lembrando que o Governo está fazendo serviços paliativos. É necessário um planejamento para recapear as rodovias no próximo ano”, aconselhou.

Por fim, o presidente Laerte Gomes anunciou a assinatura da Ordem de Serviço, provavelmente nesta semana, das obras de saneamento em Ji-Paraná no valor de R$ 180 milhões. O deputado considera a maior obra do município e que colocará a cidade em outro patamar de desenvolvimento. Ele lembrou na entrevista que quando foi prefeito de Alvorada do Oeste em meados de 2004/2005 conseguiu trazer 100% de esgotamento para a cidade. “Conheço bem como a cidade se desenvolve após essas obras”, arrematou.

Texto: Decom-ALE

Fotos: Diego Queiroz-ALE/RO

MP do Rio defende foro especial para Flávio Bolsonaro no caso Queiroz

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O Ministério Público do Rio deu parecer favorável para que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tenha direito a foro especial na investigação que apura prática de “rachadinha” na época em que era deputado estadual.

O pedido feito pela defesa do filho do presidente Jair Bolsonaro alega que o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal, não tem competência para julgar o caso, já que o parlamentar teria direito a foro especial.

Quem assina o parecer do MP é a procuradora Soraya Taveira Gaya, que é da segunda instância e não faz parte do grupo de investigadores que analisava os dados de Flávio. Agora, cabe à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidir se o caso vai ou não para o Órgão Especial, composto por 25 desembargadores – os 13 mais antigos e 12 eleitos pelo tribunal.

Os supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa teriam sido praticados por Flávio quando ele era deputado estadual, cargo que ocupou entre 2003 e 2019.

A investigação do Ministério Público do Rio teve início com relatórios de inteligência financeira fornecidos pelo antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira) que identificaram “movimentações atípicas” na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo em dezembro do ano passado. Queiroz seria o operador dos supostos crimes praticados no âmbito do gabinete.

Em julho, Flávio Bolsonaro conseguiu suspender provisoriamente a investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Dias Toffoli.

A sequência de vitórias, no STF e na esfera estadual, se dá num contexto em que, em Brasília, Flávio age para barrar a instauração da CPI da Lava Toga, que investigaria o Judiciário. O filho do presidente tem atuado nos bastidores para impedir o que poderia representar uma crise entre os Poderes.

Antes da vitória no STF com a decisão de Toffoli, a defesa do senador acumulava derrotas no Rio. Em duas ocasiões, o desembargador Antonio Carlos Nascimento Amado negara pedidos de habeas corpus apresentados pela banca. O caso seria analisado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal, da qual Amado é presidente, no dia em que o ministro do Supremo mandou suspender as investigações. A defesa de Queiroz também havia tido um habeas corpus negado pelo desembargador.

Medidas de biossegurança para suspensão da vacinação contra Aftosa são reforçadas pela Idaron

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As medidas de biossegurança previstas no Plano Estratégico do PNEFA (Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa), que prevê a retirada da vacinação contra a doença no estado de Rondônia em 2020, estão sendo reforçadas pelo Governo estadual, através da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastorial (Idaron).

O reforço acontece através da construção, melhoramento e recuperação das unidades de fiscalização e supervisões da Agência em todo o Estado. Mais recentemente foram atendidas as regionais de Rolim de Moura, Ariquemes e Ji-Paraná. O passo seguinte é a implantação de dois novos postos de fiscalização na divisa com o Mato Grosso, em Vilhena e Cabixi.

Segundo o presidente da Idaron, Júlio Cesar Rocha Peres, a medida é de extrema importância para o estado, uma vez que Mato Grosso só deverá alcançar o mesmo status sanitário de Rondônia, livre de Aftosa sem a vacina, em 2023. “Por isso é essencial o fortalecimento da fiscalização nas nossas fronteiras”, salientou.

Ainda segundo Júlio Cesar, o principal é garantir a total separação das subpopulações livres de Febre Aftosa sem vacinação, de Rondônia, da subpopulação livre de febre aftosa com vacinação do Mato Grosso.

“O código zoosanitário internacional da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) é bem claro quanto às medidas rigorosas de biossegurança que devem ser imposta a área livre de febre aftosa sem vacinação”, destacou, acrescentando que, com a implantação dos dois novos postos na fronteira, as medidas de biossegurança para mitigação de risco e das vulnerabilidades à área livre se vacinação, Rondônia e Acre (Bloco I), será uma realidade. “Com isso, elevar-se-á qualitativamente nossa capacidade de trabalho, bem como as ações de fiscalização da Agência”.

PORTO VELHO

Em Porto Velho, a Idaron reformou o posto fiscal localizado na divisa de Rondônia com o estado do Amazonas. O posto, localizado no quilômetro 130 da BR-319, sentido Humaitá, já teve duas intervenções de reforma. “Primeiro foram realizadas reforma e ampliação, logo após a entrega da obra, uma carreta transportando um trator, de forma inadequada, passou por baixo da estrutura e abalou o galpão, danificando colunas e a cobertura. Mas, em um processo rápido, o posto foi restaurado e a estrutura deixada em perfeita condição de uso”, informou Júlio Cesar.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

No planejamento estratégico da Idaron está prevista, ainda para este ano, a licitação de uma Ata de Registro de Preço. O objetivo é iniciar, em 2020, reformas de 42 unidades (entre próprias e cedidas) em Porto Velho (flutuante de Calama, Jaci-Paraná, União Bandeirantes, posto fiscal do km 130), Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Surpresa, Palmeira, Triunfo, Ariquemes, Rio Branco, Alto Paraíso, Buritis, Cujubim, Campo Novo, Rio Crespo, Nova Colina, Vale do Paraíso, Presidente Médici, Urupá, Bom Jesus, Theobroma, Machadinho do Oeste, Posto Fiscal MA 28, Ministro Andreazza, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno, São Felipe, Vilhena, Chupinguaia, Colorado, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras, Boa Esperança, Porto Rolim, Alto Alegre, Izidolândia, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Fazenda Pau D’Óleo e São Domingo.

Governo e garimpeiros defendem viabilidade ambiental de mineração na Amazônia

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Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e do setor de mineração defenderam nesta terça-feira (17), em audiência pública na Câmara dos Deputados, a viabilidade de atividades mineradoras sustentáveis na região Amazônica. Segundo eles, o esforço para regularizar os garimpos aumentaria a arrecadação de tributos e aprimoraria o controle do Estado sobre as unidades de conservação.

Autoridades federais e garimpeiros discutem o assunto com os deputados

Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal entende que o atual modelo de mineração é mais sustentável do que a construção civil e a indústria. “Não há mineração hoje sem o compromisso com as próximas gerações, tanto do ponto de vista social quanto ambiental“, disse Vidigal, mesmo reconhecendo o impacto socioambiental do rompimento de barragens rejeitos de mineração em Brumadinho e Mariana, ambas em Minas Gerais.

Segundo o MME, o setor de mineração representa 4% do Produto Interno Bruto PIB e 22% da pauta de exportações do País (US$ 11 bilhões entre janeiro e julho).

Vidigal ressaltou ainda o compromisso assumido pelo governo para destravar mais de 200 mil processos envolvendo pesquisa e lavra de minérios que aguardam a análise da Agência Nacional de Mineração (AMN). “Não queremos mais tratar a mineração apenas como patrimônio e sim transformá-la em riqueza”, completou.

Garimpos ilegais
Representando o Departamento de Desenvolvimento Sustentável do MME, Gabriel Maldonado citou exemplos de compatibilidade entre exploração de minérios e preservação ambiental e destacou o potencial arrecadatório da regularização de garimpos ilegais no País, que, segundo ele, faturam entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões por ano.

Para Maldonado, o Estado deve ser educador e não apenas repressor. “Precisamos levar tecnologias, ensinar técnicas de manejo adequado e de recuperação de áreas.”

Durante o debate proposto pelos deputados Silas Câmara (REPUBLICANOS-AM) e Joaquim Passarinho (PSD-PA) na Comissão de Minas e Energia (CME), entidades ligadas ao garimpo criticaram a criação de diversas unidades de conservação colocando tradicionais áreas de garimpo na ilegalidade.

“Enquanto o País não reconhecer a existência do garimpeiro como ele é, esse País não vai chegar a lugar nenhum. Nós não conseguimos sair de uma simples mendicância mineral para chegar ao topo como minerador. Essa lei não nos permite”, observou o fundador da União Nacional dos Garimpeiros e Mineradores do Brasil, José Machado.

Joaquim Passarinho defendeu a legalização dos garimpos

O deputado Joaquim Passarinho comentou os benefícios de transformar os garimpos em empresas legalizadas. “Quando você legaliza, você conhece o CNPJ de quem está explorando lá. Se houver excessos, a polícia pode bater lá para cobrar”, disse. “Nós precisamos é dar dignidade para quem está ali produzindo”, disse.

Sugestões
Por sua vez, Silas Câmara, que preside a Comissão de Minas e Energia, disse que as sugestões do debate poderão ser usadas para embasar propostas legislativas de regularização da lavra e da comercialização de produtos do garimpo. “Se for apresentada de forma coletiva pela comissão, quem sabe nós possamos juntos produzir uma legislação moderna, atual, e tenhamos essa matéria brevemente em condição de ser aprovada”, observou.

Silas Cãmara avisou que sugestões podem ser aproveitadas para aperfeiçoar a lei

A atividade garimpeira é regulada pela Lei 7805/89 por meio de permissão de lavra garimpeira (PLG), que é concedida pela ANM – sucessora do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) –, após prévio licenciamento ambiental.

Lentidão
Representante da Associação Brasileira de Metais Preciosos (ABRAMP), Valmor T. Bremm, disse na audiência que mineração e garimpo não são crimes. “Minerador não é criminoso. O que não podemos é esperar 10 anos para termos a concessão de lavra”, disse ele, ao comentar a demora na análise de processos pela ANM.

Garimpeiro no Pará há 40 anos, Marcelo Duarte disse que o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) permite a existência de garimpos legalizados dentro de unidades de conservação, mas, segundo ele, isso é impossível na prática.

“A área de preservação permanente do Triunfo do Xingu, que é a estadual do Pará, tem 13 anos e 1 milhão e 700 mil hectares. Ela não tem plano de uso, não tem zoneamento, nenhuma documentação. Como é que eu vou tirar licença mineral?”, questionou Duarte, destacando a existência de garimpos na região desde a década de 70.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein
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