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domingo, novembro 1, 2026
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Seminário debate avanços e diretrizes para a produção e agronegócio no estado do Acre

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Até o próximo dia 12 de julho, gestores e técnicos dos mais de 30 escritórios locais de atendimento da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Companhia de Armazéns Gerais do Acre (Cageacre) espalhados nos 22 municípios acreanos participam do I Seminário sobre Produção e Agronegócio como Visão de Futuro.

Entre os participantes está a coordenadora administrativa da unidade da Sepa em Cruzeiro do Sul, Gleiciane Oliveira. Segundo a gestora, a iniciativa é fundamental para que os servidores de todo o estado sejam orientados sobre as diretrizes que nortearão a produção rural do Acre.

“Aqui será um ponto crucial porque neste encontro discutiremos quais são as melhores metodologias, estaremos nos planejando de tudo aquilo que faremos nos escritórios e como os técnicos de todos os municípios estão reunidos em um só local isso é muito importante para o sucesso do agronegócio e da assistência rural”, ressaltou.

Coordenadora administrativa da Sepa em Cruzeiro do Sul, Gleiciane Oliveira, avalia como positivo seminário para traçar diretrizes sobre o agronegócio Foto: Diego Gurgel/Secom

Já para o técnico da Divisão de Planejamento da Sepa, engenheiro agrônomo Ronei Santana Menezes, a realização do seminário é estratégica para que as ações de governo voltadas ao homem do campo sejam efetivadas na prática nos próximos anos.

“Como eu desenvolvo atividades na parte de planejamento da secretaria, temos discutido muito essas diretrizes dessa nova fase do desenvolvimento da produção familiar no Acre para que consigam sair da fase de planejamento e cheguem ao nível das unidades locais de atendimento de assistência técnica e extensão rural”, enfatizou.

Ronei Santana de Menezes é técnico da Sepa há 27 anos (Foto: Diego Gurgel/Secom)

A uniformização da política agrícola do estado do ponto de vista da Sepa; ações de treinamento e capacitação da equipe para atender os fundamentos básicos do planejamento do governo no crédito rural e a regularização fundiária; e o planejamento geral com o trabalho realizado e as dificuldades encontradas nos últimos seis meses estão entre os principais destaques do seminário estadual.

Temas como o desenvolvimento de projetos como o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), o Programa Global REM financiado pelo banco KfW e o Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socioeconômica do Acre (Proser), todos com relação à área produtiva do Acre também serão abordados durante o evento.

De acordo com o secretário de Produção e Agronegócio, Paulo Wadt, o encontro com os servidores da Sepa, Emater e Cageacre é uma excelente oportunidade para o alinhamento da nova política voltada para o setor rural que está sendo implementada pelo governo do Estado visando, sobretudo, o desenvolvimento e a geração de emprego e renda.

Secretário Paulo Wadt afirmou que o encontro é oportuno para alinhar e definir estratégias para o setor agrícola Foto: Diego Gurgel/Secom

“Este é um seminário interno para que possamos rever tudo aquilo que fizemos nos últimos seis meses e ajustar a equipe para enfrentar os desafios baseados na mudança proposta pelo governador Gladson Cameli na área do agronegócio”, explicou Wadt.

Responsável pela abertura do seminário, o governador Gladson Cameli afirmou que o agronegócio está entre as principais prioridades do seu audacioso plano de governo. Grande entusiasta da produção rural, o gestor acreano não tem medido esforços para que o setor cresça e se consolide.

Governador Gladson Cameli pede empenho dos gestores e técnicos para o fortalecimento e consolidação do agronegócio Foto: Diego Gurgel/Secom

Aos servidores presentes no auditório da Sepa, em Rio Branco, Cameli foi enfático ao dizer que eles são protagonistas neste processo e pediu o apoio e dedicação para que o agronegócio seja sinônimo de sucesso.

“Sabemos que para o agronegócio dar certo, precisamos desburocratizar nossas leis e, mais que isso, contamos com todos vocês para que consigamos alcançar o nosso objetivo. Não temos dúvida da competência de vocês e precisamos que nos ajudem ainda mais. Sou um governador totalmente aberto ao diálogo e contem comigo para que juntos possamos desenvolver o Acre e gerar muitos empregos para o nosso povo que tanto precisa”, pontuou Cameli.

Prefeito Hildon Chaves busca inclusão da EFMM no Plano de Recuperação de Ferrovias

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O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, se reuniu com o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, e Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, na manhã desta terça-feira (9/7), em Brasília/DF, para solicitar a liberação de recursos para a recuperação de trecho da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

A meta é a recuperação de oito quilômetros da estrada de ferro, entre o Complexo da Ferrovia até a Igreja de Santo Antonio. Parte do trajeto que se pretende restaurar (cerca de um quilômetro) teve um desbarrancamento no ano de 2014, durante cheia do rio Madeira.

O objetivo é aumentar o fluxo de turistas em Porto Velho, tendo em vista a história e a importância da estrada de ferro na formação do estado de Rondônia. Hildon Chaves quer que a EFMM seja inclusa no Plano de Recuperação de Ferrovias. “A inclusão da EFMM no Plano Nacional de Recuperação de Ferrovias do Governo Federal alavancará nossas potencialidades para o turismo”, salientou Hildon Chaves.

Além do prefeito Hildon Chaves, participaram da reunião a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB), o vice-presidente da Associação dos Ferroviários da EFMM, George Telles de Menzes, o chefe da Assessoria Institucional e Internacional do Ministério, Gustavo Sabóia, o gerente da Assessoria de Assuntos Institucionais do Ministério, Ivan Falconi, o presidente da Funcultural de Porto Velho, Antônio Ocampo, o vereador Maurício Carvalho e o secretário adjunto da SGG, Devanildo Santana.

O ministro da Infraestrutura e o ministro do Turismo garantiram que se unirão para contemplar a Madeira-Mamoré entre as prioridades do Governo Federal. De acordo Marcelo Álvaro, a revitalização da EFMM será um passo importante para o fomento do turismo em Rondônia.

VÍDEO -Maia abre sessão para discutir PEC da Previdência em primeiro turno

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, abriu a sessão de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reforma a Previdência. Os debates sobre a PEC, no entanto, ainda não começaram porque os deputados discutem um projeto de lei que regulamenta práticas da vaquejada, do rodeio e do laço no país.

A PEC da Previdência é o próximo item da pauta. Para dar início à ordem do dia, o plenário aguarda o quórum regimental. Ao todo, são necessários 308 votos, o equivalente a três quintos da Casa, para aprovar a PEC, em dois turnos de votação.

Acompanhe ao vivo a sessão do plenário da Câmara:

A oposição está obstruindo a sessão. Depois de reunião no início da tarde, os deputados da oposição recusaram o acordo proposto pelos parlamentares favoráveis à reforma e estão apresentando requerimentos para atrasar a votação e retirar a PEC da pauta, que precisam ser votados em plenário.

PALESTRA GRATUITA: Marketing Pessoal – Um diferencial para o sucesso em vendas

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O Senac Rondônia estará realizando, no próximo dia 18 de julho, a palestra gratuita “Marketing Pessoal: um diferencial para o sucesso em vendas”, com a palestrante Nagma Dias. O evento, promovido pelo Programa Senac Comércio, que tem como foco a qualificação dos profissionais do setor,  terá início às 19h, seguindo até às 22h, no auditório do Senac Esplanada.

“A palestra visa proporcionar aos empresários e profissionais dos segmentos de comércio de bens, serviços e turismo do Estado de Rondônia, uma noite repleta de conhecimento, reunindo técnicas, ferramentas, informações, integração e muito networking”, destaca o presidente daFecomércio/RO, Sr. Raniery Araujo Coelho.

Ministro do MDR oficializa liberação de R$ 32 milhões para obras de infraestrutura em Porto Velho

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Em reunião com o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e com o senador Marcos Rogério (DEM), nesta segunda-feira (8/7), em Brasília/DF, o Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, oficializou a liberação de R$ 32 milhões, oriundos de emenda parlamentar da bancada de 2017, para investimentos no recapeamento, drenagem e pavimentação asfáltica das principais ruas da capital.

A liberação da verba é resultado da articulação do prefeito Hildon Chaves junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Segundo ele, o projeto contemplará 34 ruas que servem ou servirão como linhas de ônibus. “É o primeiro passo para liberação de uma emenda de quase R$ 90 milhões”, salientou Hildon Chaves.

O trabalho de infraestrutura contará ainda com a construção meio-fio e de sarjetas. “O valor disponibilizado será somado a uma contrapartida de R$ 5 milhões da Prefeitura, aumentado para R$ 37 milhões o valor que aplicado nas obras”, explicou Hildon Chaves.

Na reunião, foi tratada ainda a aprovação da contrapartida da Prefeitura, referente aos bairros Lagoa, Igarapé e trechos das avenidas Calama e Rio de Janeiro. Agora, o Município aguarda o MDR aprovar o valor da contrapartida para, só depois da aprovação, licitar emendas nos bairros e avenidas supracitados.

O processo licitatório contemplará o recapeamento e alargamento da Av. Rio de Janeiro, além de obras de drenagem, asfaltamento e construção de sarjeta e meio-fio.

Arara-azul nasce no Zoológico de Curitiba

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Uma arara-azul nasceu no Zoológico de Curitiba. De acordo com a prefeitura, esse é o 4º filhote de arara-azul que nasce no local.

Trata-se de uma arara-azul-grande, considerada vulnerável na escala de risco de extinção.

Equipes do zoo notaram que o casal de arara-azul estava passando mais tempo no ninho e, então, descobriram o filhote. Eles estimam que o nascimento tenha acontecido há cerca de quatro meses.

Quatro filhotes de arara-azul já nasceram no Zoológico de Curitiba — Foto: Luiz Costa/SMCS

Quatro filhotes de arara-azul já nasceram no Zoológico de Curitiba — Foto: Luiz Costa/SMCS

O filhote está sob os cuidados dos pais e fica em um recinto fora de exposição. Ele é irmão do Blu, que também é morador do zoológico. Ao todo, cinco aves dessa espécie – contando com o filhote – são habitantes do local.

A arara-azul é uma espécie que vive nas regiões do Pantanal e da Amazônia.

Arara-azul é uma espécie ameaçada de extinção — Foto: Luiz Costa/SMCS

Arara-azul é uma espécie ameaçada de extinção — Foto: Luiz Costa/SMCS

Espécies de arara-azul — Foto: Roberta Jaworski / G1

Espécies de arara-azul — Foto: Roberta Jaworski / G1

Governador do Amazonas, Wilson Lima se reúne com Bolsonaro e ministro do Meio Ambiente e define acordo para avançar no licenciamento da BR-319

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O governador do Amazonas, Wilson Lima, esteve reunido, nesta terça-feira (9/7), em Brasília, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na pauta, a recuperação da BR-319 (que liga Manaus a Porto Velho). O presidente Jair Bolsonaro mostrou interesse em participar da caravana pela rodovia programada para acontecer ainda este ano.

Durante a reunião ficou acertado a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para agilizar o processo de licenciamento ambiental, hoje o principal entrave para o recapeamento da rodovia.

De acordo com o governador Wilson Lima, a reunião foi extremamente produtiva, uma vez que as demandas do Estado foram encaminhadas pelo Governo Federal de forma célere. “Nós tivemos uma primeira reunião em Parintins, durante o Festival Folclórico, e essa aqui foi resultado desse alinhamento. O ministro está muito disposto a nos ouvir e a discutir as soluções em conjunto, sobretudo, no que se refere a BR-319, que é hoje uma das nossas prioridades”, destacou Wilson Lima.

“Para a nossa surpresa o presidente passou pelo Ministério do Meio Ambiente no momento em que estávamos reunidos e entrou e participou da nossa reunião. Aproveitamos para voltar a tocar nas demandas do Amazonas, falamos da ideia de percorrermos a BR-319 e ele se interessou em entrar na caravana, esperamos que essa intenção que ele demonstrou amadureça. Para nós vai ser um prazer”, declarou o governador.

“O principal foco do acordo de cooperação técnica é a gente criar um elo participativo da atuação do Governo do Amazonas nessa questão do destravamento das licenças ambientais necessárias para o avanço da BR-319. O ACT é um instrumento administrativo favorável para que o Estado esteja mais presente nas decisões que competem ao Governo Federal. Hoje quem faz a obra é o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) e quem licencia é o Ibama, o Governo do Estado ficava na expectativa das ações”, explicou o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente.

ZEE do Purus – Outra demanda do Amazonas encaminhada pelo ministro do Meio Ambiente, diz respeito à aprovação do Zoneamento Ecológico Econômico da Calha do Purus. O ministro Ricardo Salles garantiu que ainda nesta terça-feira iria encaminhar o projeto para apreciação da Casa Civil.

“O Zoneamento Ecológico Econômico da Calha do Purus ordena a questão produtiva e ambiental numa área muito sensível do Estado do Amazonas e vai ser um golaço para destravar o desenvolvimento daquela região, além de apontar mecanismos e modelos para os próximos, em especial a área do Madeira, do Baixo Amazonas e também da Região Metropolitana de Manaus”, explicou o secretário da Sema, Eduardo Taveira.

Experiência no Acre servirá de base para criação de unidade de atendimento a queimados na região Norte

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A explosão do barco que fez várias vítimas em Cruzeiro do Sul, no dia 7 de junho, serviu de alerta para a necessidade de criação de um centro de atendimento especializado para vítimas de queimaduras na região Norte. Já está sendo articulada a criação de uma unidade no Acre, que deverá servir de base para a instalação de um centro de alta complexidade destinado a atender queimados de todo o Norte do país.

A informação é do chefe da Unidade de Atendimento a Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília (DF), cirurgião plástico José Adorno, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Adorno estava no centro das articulações de socorro às vítimas da explosão do barco no Acre, que foram enviados para tratamento em Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG) e Brasília, numa operação que envolveu os governos estaduais e federal e uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias do Acre, José Adorno, que atua há cerca de 26 anos no setor de queimados do HRAN, faz um balanço sobre o acidente no Acre, as necessidades evidenciadas e aponta soluções para esse tipo de problema, além de avaliar a situação das vítimas e os cuidados que ainda precisarão ter – dos quatro pacientes encaminhados a Brasília, três deles já receberam alta médica e o terceiro poderá ser liberado ainda esta semana.

Como o senhor tomou conhecimento e qual o seu envolvimento com o socorro às vítimas da explosão do barco em Cruzeiro do Sul, no Acre?

Soube no sábado, dia seguinte ao acidente, por meio de grupos de redes sociais, mobilizado como presidente da SBQ. Fiz contatos com hospitais profissionais locais e com a secretária de saúde, Mônica Feres, que relatou as situação que estavam recebendo os pacientes e que era grave. Como o Acre não tem estrutura específica para atendimento a queimados, pela urgência e como é um tratamento longo, decidiu-se pela remoção desses pacientes.

Como isso foi feito?
Foi acionado o sistema de regulação do SUS (Sistema Único de Saúde), que regula a disponibilidade de leitos e UTIs. Foram disponibilizadas seis vagas em Belo Horizonte (MG) e uma Goiânia (GO), que contam com estrutura para receber os pacientes mais graves, além de quatro vagas para Brasília, que é referência no tratamento de queimados. O sistema de regulação do SUS, que é o maior sistema público de saúde da América Latina e precisa ser melhor conhecido, permitiu que o Acre pudesse oferecer e se responsabilizar financeiramente pelo tratamento dos pacientes.

Foi uma operação ampla, que envolveu governos locais e federal, incluindo o Ministério da Defesa e a Força Aérea Brasileira, a FAB…
A preocupação era transporte. Os pacientes estáveis poderiam ser transportados de avião comum, mas outros estavam mais graves, entubados, precisando de ventilação mecânica, o que exigia UTI aérea. Era uma estratégia de guerra. Fizemos articulações, o governo do Acre (via Representação em Brasília) acionou a Presidência da República e o Ministério da Defesa, pois quem tinha essa estrutura era a FAB. Em cerca de 24 horas saiu a ordem para transportar os pacientes e tudo funcionou como um relógio suíço.

Como o senhor avalia a gravidade do acidente no Acre?
O protocolo é de catástrofe. Aqui no HRAN, por exemplo, se eu recebo até cinco, seis pacientes numa tarde, entra no protocolo comum. Se são mais do que cinco até dez, é catástrofe média e tenho que mobilizar outros recursos. Se tiver mais de 10 ou 15, é catástrofe grande. Lá foram 18 pacientes. E em Cruzeiro do Sul, à margem do rio Juruá. Então precisou montar uma operação militar, de guerra, para conseguir atender e transportar as vítimas.

Qual a diferença entre atendimento de vítimas de queimaduras e de outros traumas?
O trauma é completamente diferente e exige treinamento específico. Quando a pessoa se queima, ele já perde um dos principais sistemas de proteção, que é pele e que controla nossa temperatura, nosso meio interno, as infecções…Quando a pessoa perde a pele, começa a perder líquido rapidamente, entra em insuficiência renal e, se for um grande queimado, é sujeito a infecção muito precocemente e morre fácil de sepse, infecção. Por isso precisa de um centro especializado, com equipe treinada para atendimento imediato.

Então o acidente no Acre foi um alerta para a necessidade dessa estrutura no Estado?
O acidente no Acre exigiu uma operação gigante, com transferência de vítimas numa distância de mais de três mil quilômetros, e mostrou a necessidade de treinamento e estrutura especializada para atendimento às vítimas de queimaduras naquela região. É isso que estamos articulando, junto com o governo do Acre por meio da Secretaria de Saúde.

Como isso será feito?
A SBQ tem curso específico nessa área. Inicialmente vamos treinar as equipes locais e discutir uma política de atendimento para esse tipo de vítima na Região Norte, que não conta com essa assistência. Isso está sendo tratado com a secretária de Saúde do Acre, Dra. Mônica Feres. Já tivemos reunião via Skype com equipes locais do Samu e da área de regulação do SUS. O curso presencial ocorrerá entre os meses de julho e agosto.

A ideia, então, é que seja estruturado esse tipo de atendimento no Acre e expandir essa experiência para a Região Norte?
A ideia é que o Acre seja um caso piloto para que, a partir dele, se possa criar um centro de referência de alta complexidade no Norte do país, para atender às vítimas de queimaduras de toda essa região, que tem distâncias difíceis de serem vencidas. Quanto mais cedo esses pacientes chegam a um centro de referência e recebem um atendimento especializado, mais se reduz a mortalidade e a morbidade, que são as complicações desse trauma.

O que é preciso para o funcionamento de um centro desse?
Estrutura e equipe. Um centro de alta complexidade tem capacidade para atender os casos mais graves. Precisa de centro cirúrgico especializado, áreas para fazer curativo, materiais especiais e, essencialmente, equipes bem treinadas para tratamento de queimados. Montar estrutura é fácil, é construção e equipamento, embora dependa de decisão política. Difícil e demorado é montar uma equipe multidisciplinar nessa área.

Quanto às vítimas da explosão do barco em Cruzeiro do Sul encaminhados para tratamento em Brasília, qual a avaliação?
Três deles já tiveram alta médica: Francisco Rodrigues de Oliveira, José Francisco do Nascimento Neto e Francisco Rodrigues da Rocha. O outro, João Oliveira da Silva, depende de avaliação da ferida nesta sexta-feira. Eles tiveram queimaduras superficiais, porém extensas, entre 30% a 40% do corpo. Passaram por alguns procedimentos sob sedação para limpeza das feridas, utilização correta de curativos e coberturas especiais, além de atendimento psicológico, nutricional e até do serviço social.
Brasília é referência no atendimento a queimados e há o atendimento de uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar, com reuniões semanais para avaliar a situação integral de cada paciente, porque isso implica no tratamento e no impacto da volta deles para seu lugar de origem.

Depois de liberados, eles precisam continuar o tratamento?
Sim, de forma ambulatorial. Fazemos a contra-referência (reencaminhamento) desses pacientes para as equipes do Acre, informando o tratamento recebido e sugerindo os tratamentos ambulatoriais que precisarão seguir. Vão precisar de fisioterapia, malha compressiva e os cuidados com a pele que devem fazer.

Por quanto tempo eles precisarão de atendimento ambulatorial?
Varia muito, porque a resolução cicatricial é individual e também depende da adesão deles ao tratamento, se eles vai vão comparecer às consultas marcadas e cumprir as orientações médicas. São pacientes crônicos, pois ficarão com as cicatrizes que devem ser tratadas ao longo do tempo e precisam de dedicação ao tratamento.

Qual a lição que fica da tragédia no Acre?
Primeiro, é preciso melhorar a prevenção a esse tipo de acidente por meio da fiscalização dos barcos. Segundo, é preciso melhorar o atendimento às vítimas de queimaduras, como estamos articulando no Acre com o treinamento de equipes e abrindo a possibilidade de estruturação de centro especializado de atendimento às vítimas de queimaduras na região. Também é preciso que haja, no País, campanhas de prevenção de queimaduras, inclusive nas escolas, para as crianças, como ocorre nos países desenvolvidos.

Capacidade de produção da piscicultura em Rondônia cresceu 8,63%, segundo dados da Sedam

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Nos últimos três anos segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) a área total destinada a piscicultura no estado de Rondônia cresceu 8,63%, saindo dos 14.544 hectares de espelho-d’água em 2016 para 15.800 em 2018. “Mesmo que não tenha crescido a passos largos em termos de número de empreendimentos, as áreas alagadas onde são produzidos os pescados tem aumentado sucessivamente, explica Maria Mirtes Pinheiro gerente de aquicultura e pesca da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Para explicar o crescimento, Mirtes especifica que os empreendimentos piscicultores no Estado de Rondônia estão concentrados em duas regiões produtoras: uma na região central e a outra no Vale do Jamari. “O território do Vale do Jamari concentra os grandes empreendimentos e a região central se caracteriza pelos piscicultores familiares,” esclarece Mirtes.

Além disso, ela destaca que ocorreu crescimento da piscicultura em Rondônia nos últimos anos, principalmente pela entrada de médios e grandes empreendimentos que estão localizados no território do Vale do Jamari e a adoção de novas tecnologias na produção, que em pouco tempo permite ao produtor aumentar a densidade de peixes nos tanques. “Historicamente a piscicultura no Estado se desenvolveu pela agricultura familiar. E nos últimos anos percebemos o crescimento dos médios e grandes empreendedores aquícolas”, lembra Mirtes.

O Estado possui 4.308 empreendimentos cadastrados e licenciados exclusivamente para comercialização e produção, ocupando uma área de 15.810,26 hectares de espelho d’água, com uma projeção de produção de 95.534,37 toneladas ao ano.

EXPORTAÇÃO 

As exportações de peixe do estado de Rondônia tiveram início em 2017 com destino ao Vietnã, segundo os dados do Comex Stat – o sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro – do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midic). Em 2019, de janeiro a junho já foram exportados mais de 259 toneladas de peixe para o Peru, Bolívia e Estados

Guia eletrônica de transporte animal em smartphones facilita cada vez mais a rotina de trabalho de pecuaristas e piscicultores em Rondônia

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Está cada vez melhor, eficaz e procurada, a emissão eletrônica da guia de trânsito animal (GTA) pela Agência Idaron. O aplicativo resultou em 10,3 mil emissões de guias, de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano.

Em qualquer lugar com acesso à internet, pecuaristas e piscicultores de Rondônia podem emitir, 24 horas, com segurança GTAs por celulares,  notebook, smartphone e tablets.

O serviço online criado pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia começou em 30 de junho de 2016. Desde 14 de julho de 2017 está incluída a produção pesqueira.

Além da emissão da GTA, o aplicativo oferece a emissão de declaração para fins de imposto de renda; empréstimo bancário (declaração cadastral); e consulta de saldo das propriedades.

“O trânsito animal em todo o estado é rigorosamente fiscalizado e os produtores agora usam o celular, escolhem o banco de sua preferência e evitam ter que ir à agência”, explica o presidente da agência, Júlio César Rocha Peres.

As GTAs atendem a proprietários de bovinos, bubalinos ou peixes, tanto para abate, engorda ou reprodução. “Basta que seja impressa a guia”, diz a coordenadora de T.I. Lays Pinheiro. Rondônia tem um rebanho bovino estimado em 14 milhões de cabeças.

AUMENTO

A quantidade de guias emitidas foi aumentando gradativamente. Segundo Lays Pinheiro, em 2016 a agência emitiu 1.067 documentos para bovinos destinados ao abate em frigoríficos; em 2017 o número de emissões subiu para 2.636, incluindo as GTAs para peixes; e em 2018 alcançou 7.027, com bovinos peixes nos itens abate, engorda e reprodução.

A plataforma integrada abrange módulos de recursos humanos, desempenho e produtividade, avaliação funcional de progressão de servidores e módulos de diárias.

A coordenadora informou que a oferta de opções de serviços eletrônicos da Idaron aumentará. “O objetivo, ela assinalou, é chegar à ULSAV Virtual, na qual o produtor terá à sua disposição as mais diversas facilidades de maneira rápida, eficiente e segura”.

COMO FAZER

O produtor deve procurar a unidade mais próxima da Agência Idaron, para se cadastrar e obter senha. Para acessar o cadastro online, ele visitará a página da Agência Idaron: www.idaron.ro.gov.br

► Em seguida clicar sobre o ícone GTA Online, inserir CPF, senha para emissão da guia, escolher a propriedade e preencher com os dados solicitados, de origem e destino.

► A agência informa que não é cobrada taxa sobre movimentações entre o mesmo CPF ou CNPJ. A transação é imediata.

► Já para movimentações que envolvam CPF e CNPJ distintos, a emissão da GTA se vincula ao pagamento da DARE, e sua compensação bancária fica sob a responsabilidade da Secretaria de Finanças do Estado.

No próprio site está disponível o manual para orientações quanto a possíveis dúvidas, e da mesma forma, os telefones do suporte. Técnicos e analistas trabalham para garantir a integridade nas transações e operações feitas no aplicativo.

Agronegócio de Rondônia em ilustração editorial com entrevista em microfone, lavouras, pecuária, colheita e gráficos de custos.

RuralCast: FAPERON alerta sobre crédito e custos no agro

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RuralCast debate crédito caro, custos, regularização e dados para o agronegócio de Rondônia.
Escavadeira sobre ponte de madeira em estrada rural, em imagem editorial sobre pontes rurais em Porto Velho.

Porto Velho programa recuperação de cinco pontes rurais

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Prefeitura confirma uma ponte recuperada e programa serviços em outras quatro estruturas rurais de Porto Velho.
Capa ilustrativa do RuralCast com pesquisador diante de lavoura, trator, globo ambiental, gráficos, produtos do campo e referências à sustentabilidade.

ESG no agronegócio: pesquisa da UNIR analisa empresas do G20

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No RuralCast, Lucas Bispo explica pesquisa ESG sobre empresas do G20 e desafios do agro em Rondônia.
Composição editorial ilustrativa de ambiente escolar para notícia sobre o Ensino Médio em Rondônia e diretrizes da Seduc.

Seduc disponibiliza diretrizes do Ensino Médio em Rondônia

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A Seduc disponibilizou diretrizes e matrizes do Ensino Médio em Rondônia para consulta no portal oficial do Governo do Estado.
Cacau de Rondônia: ilustração com pesquisadora, frutos abertos, amêndoas e lavoura cacaueira ao fundo.

Cacau de Rondônia: pesquisa mira rastreabilidade e novos mercados

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No RuralCast, mestranda da UNIR discute pesquisa, origem das amêndoas e novos mercados para o cacau.