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segunda-feira, junho 22, 2026
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Ethiopian Airlines: por atraso de dois minutos, homem perde voo que caiu deixando 157 mortos

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Antonis Mavropoulos chegou ao portão de embarque do voo ET302 neste domingo, que partiria de Adis-Abeba, capital da Etiópia, para Nairóbi, no Quênia, e o encontrou fechado. Por dois minutos, ele não entrou na aeronave que despencou 6 minutos depois da decolagem, matando todos os 157 passageiros.

“Eu estava furioso porque ninguém tinha me ajudado a chegar ao portão a tempo”, afirmou o grego, ao recapitular o que considera ter sido seu “dia de sorte”.

Um outro homem também alega ter perdido por pouco o voo operado pela Ethiopian Airlines.

As vítimas são de mais de 30 países – entre elas, há 32 quenianos, 18 canadenses e 7 britânicos.

Antonis Mavropoulos: ‘meu dia de sorte’

Mavropoulos, que é presidente da Associação Internacional de Manejo de Resíduos Sólidos, disse ter ficado irritado, inicialmente, por achar que estava desassistido no aeroporto.

“Eu tinha uma conexão de 30 minutos e meu voo tinha chegado no horário. O funcionário da companhia encarregado de me direcionar para o portão de embarque chegou pouco depois que desembarquei”, ele relata.

“Ele estava tentando me encontrar. Gostaria de agradecer esse funcionário, ele salvou a minha vida. Como minha bagagem estava comigo, o avião não precisava esperar por mim. Eu ainda vi os últimos passageiros no corredor [a caminho da aeronave]”, disse à BBC.

Em um post no Facebook intitulado “Meu dia de sorte”, ele contou ter sido realocado no voo seguinte com destino a Nairóbi e só ter descoberto sobre a tragédia quando foi impedido de embarcar novamente.

O grego foi levado a uma delegacia para depor depois de ter sido informado que era o único na lista de passageiros que não estava a bordo.

Com uma foto do cartão de embarque, Mavropoulos escreveu: “Um agente me disse para não reclamar, mas para agradecer a Deus.”

A polícia verificou sua identidade e o questionou sobre as razões para não ter embarcado no voo. Ele soube por uma mensagem enviada por um amigo que a aeronave havia caído.

Ele viajaria a Nairóbi para participar de um encontro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Pelo menos 19 das vítimas tinham algum tipo de ligação com a ONU – e Mavropoulos conhecia algumas delas.

“Perdi amigos naquele voo. Todo mundo na conferência está arrasado. É um momento muito triste para todos nós. Pode acontecer com qualquer um. Foi algo aleatório.”

“Estou grato por viver e por ter tantos amigos que me fizeram sentir amado.”

Durante homenagem às mulheres na ALE, presidente anuncia projeto que proíbe contratação de condenados pela Lei Maria da Penha

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A Assembleia Legislativa realizou na tarde desta segunda-feira (11), uma sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, proposta em conjunto pelo presidente da Casa, Laerte Gomes (PSDB), e pelas deputadas Cassia Muleta (Podemos) e Rosângela Donadon (PDT). A secretária de Ação Social (Seas) e primeira-dama, Luana Rocha, a promotora Tânia Garcia, da 14ª Promotoria de Justiça, e a secretária adjunta da OBA/RO, Aline Silva.

“Sempre é momento de homenagearmos as mulheres. Mas, esta data especial marca o nosso reconhecimento ao brilhante trabalho desempenhado pelas mulheres, nas mais diversas funções, aqui nesta Casa. Também estendemos nossas homenagens às mulheres rondonienses, que trabalham e contribuem com a sociedade”, destacou.

Laerte lamentou que muitas mulheres ainda sofram com a violência doméstica e outros tipos de crimes. “Infelizmente, temos que criar meios que possam garantir a integridade das mulheres e assegurar o pleno exercício de sua cidadania. Mesmo com os avanços da legislação, ainda não tem sido suficiente para coibir os crimes contra as mulheres. Isso precisa mudar e essa discussão precisa estar sempre em pauta”, completou.

Ao final, o presidente anunciou que vai encaminhar ao plenário, projeto de Lei que veda a nomeação no âmbito de todos os poderes para cargos em comissão, de condenado por crimes alcançados pela lei Maria da Penha.

Rosângela Donadon presidiu a sessão e destacou que a Assembleia, com a homenagem, é um reconhecimento à importância das mulheres para a sociedade, mas também um momento de reflexão sobre a violência a qual muitas mulheres ainda sofrem.

“Se por um lado as mulheres ocupam cada vez mais espaços e mostram a sua força de luta, por outro lado, temos muitas sofrendo os mais variados tipos de agressão e de violência. Hoje, homenageamos as mulheres, mas também é um alerta para que toda a sociedade reflita sobre a violência que muitas mulheres, infelizmente, são submetidas”, destacou.

Cassia Muleta lembrou que a mulher, por sua capacidade, consegue desempenhar inúmeras funções, sempre com muita dedicação e empenho. “A mulher atua no seu trabalho com excelência, exerce sua função de mãe com maestria e cuida dos filhos com atenção. Somos um ser que carrega o dom de gerar a vida e a sociedade precisa respeitar e proteger as nossas mulheres”.

 

Alerta para a violência  

A promotora Tânia Garcia, que é natural de Espigão do Oeste, citou como referência a saudosa ex-deputada estadual Lúcia Tereza, em sua breve palestra sobre a importância de se promover políticas de proteção às mulheres.

“Que as mulheres se façam ouvidas pelas autoridades. São 536 mulheres vítimas de violência por hora no Brasil. Morrem 15 por dia e mais de 5 mil por ano. Um estupro a cada 45 minutos. Uma mulher apanha a cada 15 segundos. Os homens podem ser gentis, entregar flores e etc., mas, não podemos deixar de ver que há um número muito grande de homens que matam mulher por machismo”, lamentou.

Segundo a promotora, “temos que nos fortalecer para nos manter vivas. Quero conscientizar a todos dos riscos que as vidas das mulheres sofrem. Há um ciclo da violência, dividido em três momentos. A fase inicial é de tensão, com ofensas verbais e morais, que se tornam quase cotidianas. Depois passam à explosão, com socos, apertões, chutes e outros tipos de violência física. Depois vem a fase de ‘lua de mel’, com os pedidos de desculpa e a promessa de que aquilo não vai se repetir”.

Tânia Garcia declarou que “muitas vezes, as mulheres que sofrem esse ciclo, tem muitas limitações para romper essa realidade. E as pessoas no entorno, tem a crença de que em briga de marido e mulher, nãos e mete a colher. Mas, essa violência quase sempre não acaba e vai ficando cada vez mais perigosa”.

A representante do MP disse ainda que “os meios sociais como a igreja, o trabalho, os amigos e vizinhos, precisam estar atentos aos sinais e oferecer apoio à mulher. Muitos dos que cometem feminicídio, não têm sequer antecedentes criminais. Temos que pensar em políticas públicas que ofereçam apoio, inclusive, aos homens que cometem abusos ou crimes contra as mulheres, para que não façam mais isso”.

Ao final, ela fez uma reflexão: “Não somos mais as mulheres que as nossas mães foram. Nem os homens também. Temos que ter um espaço de respeito mútuo, de respeito às liberdades das mulheres, em suas escolhas de vida. A gente precisa olhar para as mulheres que não têm muito espaço para falar e mostrarem suas necessidades. Convivendo em harmonia, com respeito”.

Pronunciamentos 

O líder do Governo na Assembleia, Eyder Brasil (PSL) disse que as mulheres precisam ocupar a cada dia mais espaços na sociedade. “O Brasil tem que virar a página do estupro, do assassinato e de outros crimes. Se com todo o aparato de leis, ainda existe esse número elevado de crimes contra as mulheres, é sinal de que há muito ainda a ser feito”, garantiu.

Já o deputado Luizinho Goebel (PV) declarou que a palavra para resumir esse momento é “gratidão”. “Estava acompanhando as falas que me antecederam, e imaginei que a gratidão seria a expressão mais apropriada. Quero sugerir que a nossa Escola do Legislativo possa realizar palestras de conscientização sobre os direitos das mulheres e contra a violência”.

Ao final de sua fala, Goebel apontou que “este plenário leva o nome da deputada Lúcia Tereza, que sempre acolheu a todos, que sempre se dedicou à sociedade. É uma justa homenagem que simboliza um pouco de como as mulheres agem e de como elas cuidam da família, de como se dedicam ao que fazem e de como contribuem para a nossa sociedade”.

O deputado Cirone Deiró (PP) iniciou sua fala enaltecendo a importância de sua mãe, Jacirene, na condução da família. “Ela é um exemplo inspirador para mim, por sua luta, por sua dedicação. E como ela, temos muitas mulheres com histórias de vida parecidas de superação. Que a luta por respeito e por igualdade possa assegurar mais direitos e proteção às mulheres”.

Chiquinho da Emater (PSB) disse que “não se pode mais admitir que, em pleno século XXI, a mulher continue sendo ameaçada, estuprada, machucada e morta de forma brutal e inaceitável. As mulheres que solidificam as famílias e peço que Deus as protejam”.

Já Alex Silva (PRB), que preside a Comissão destacou que. “tem mulher que faz o papel de mãe e de pai. Perdi meu pai muito cedo, mas ele me disse que homem de verdade não bate em mulher e respeita a sua mãe, suas filhas e as demais mulheres. Fui criado por minha mãe e minhas irmãs e louvo a Deus por isso”, relatou.

O deputado disse que o papel do verdadeiro homem, que assume um compromisso com a mulher, é cuidar dela. “Não temos homenagem que possa simbolizar o quanto a mulher merece ser respeitada. Temos que defender essa causa. Os dados da violência contra a mulher são assustadores. Essa violência não vem de agora, ela sempre existiu. Isso precisa ser enfrentado pela sociedade com muita seriedade”.

Cabo Jhony Paixão (PRB) abriu a sua fala citando um versículo bíblico e em seguida citou a importância de sua mãe, dona Rosinei, e da avó, dona Rosária, na sua formação como pessoa. “Foram e são tudo para mim. São a minha base, minha referência. Fui policial militar por 14 anos e vi muitos casos de mulheres que sofreram com a violência doméstica, nas mais cruéis e variadas formas. Que possamos refletir e combater essa violência. Lugar de mulher é onde ela quiser”.

A secretária da Seas defendeu que sejam ensinados os valores da família, para que sejam formados cidadãos que respeitem as mulheres. “Se bem ensinados, que eles não venham a se desvirtuar quando adultos. É preciso trabalhar mais políticas para assegurar a proteção e os direitos das nossas mulheres. E o Governo, através da Seas e das demais pastas, está atento e atuando para superar esse enorme desafio”, destacou.

A servidora Mara Valverde, que é membro do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindler), alertou que é preciso estabelecer uma política efetiva de defesa da mulher. “Defendo que haja uma política de enfrentamento da violência contra a mulher, com recursos para campanhas permanentes de alerta e outras ações, como geração de renda, acesso à educação e qualificação, entre outros”.

hoje 15 Horas – AO VIVO Direto da CÂMARA de VEREADORES de Porto Velho

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Caminhão estava a 40 km/h quando colidiu com helicóptero de Boechat, aponta laudo

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O laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta que o caminhão que se chocou com o helicóptero que levava o jornalista Ricardo Boechat estava a cerca de 40 km/h no momento da batida, perto da Rodovia Anhanguera. O acidente também vitimou o piloto Ronaldo Quattrucci no dia 11 de fevereiro. As informações são do G1.

De acordo com o site, que obteve documentos do Núcleo de Engenharia da Polícia Técnico-Científica do Instituto de Criminalística, o caminhão trafegava dentro do limite de velocidade permitido no local. Vídeo gravado por câmeras de segurança mostra que o helicóptero tentava um pouso de emergência, corroborando a tese de que não houve crime na colisão.

O caminhão, que possuía um equipamento para não parar no pedágio, reduziu de forma gradual a velocidade até chegar a 40 km/h. Na sequência, ao passar pela cancela do pedágio, estava a 20 km/h e subiu até 40 km/h, quando aconteceu a colisão com a aeronave. “Uma fatalidade. O piloto [do helicóptero] realizou a manobra de emergência e o motorista do caminhão também vinha em velocidade compatível”, disse Alexandre Marcos Kerckhof Cardoso e Silva, delegado do 46º DP, onde o caso foi registrado.

A polícia também apura as causas do que possa ter causado a pane no helicóptero. Policiais militares, a mulher que ajudou no resgate do motorista do caminhão e o filho de Ronaldo Quattrucci já prestaram depoimentos na delegacia. De acordo com o G1, peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) disseram a policiais que é provável que o piloto da aeronave tenha desligado o motor do helicóptero ao notar a pane, evitando a explosão e procurando um local seguro para pousar.

Evento sobre mulheres na atualidade conta com presença de atriz de série da HBO em Porto Velho

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Na próxima sexta-feira (15), acontece em Porto Velho o seminário Mulheres na atualidade: conquistas e desafios, no auditório do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO). O evento tem como objetivo abordar temas relacionados aos direitos das mulheres e terá a participação da atriz Aline Jones, protagonista da série ‘O Negócio’, da HBO.

Segundo a organização do evento, as palestras abordarão a conquista de espaço profissional, violência doméstica e sexual, entre outros assuntos. O seminário está previsto para ter início às 10h.

Entre as convidadas, está a atriz Aline Jones, da aclamada série ‘O Negócio’, da HBO. A atriz brasileira acumula participações no cinema nacional e internacional e declarou publicamente ter sofrido assédio no seu ambiente de trabalho.

A iniciativa, segundo a presidência da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), reforça o apoio do Poder Judiciário aos direitos das mulheres, diante dos alarmantes números de casos de feminicídios e assédio sexual em setores da sociedade. A associação afirma, ainda, que o seminário pretende discutir o papel da mulher no espaço profissional e os desafios enfrentados.

Confira a programação:

– Seminário “Mulheres na atualidade: conquistas e desafios”
Data: 15/03
Local: TJ-RO

– Abertura: “Mulheres ao longo da história: o espaço profissional conquistado”
Palestrante: Dra. Inês Moreira da Costa, vice-presidente da Ameron.
Horário: 10h

– “Mulheres visíveis”
Palestrante: Dra. Tânia Garcia Santiago, promotora da Vara de Violência Doméstica.
Horário: 10h30

– “A atuação do Poder Judiciário do Estado de Rondônia no combate à violência doméstica”.
Painel com o Dr. Fabiano Pegoraro Franco, juiz auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça e titular do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da comarca de Porto Velho.
Horário: 11h

“A violência sexual contra a mulher como ato de consumir um corpo coisificado”
Palestrante: Aline Jones, atriz da série ‘O Negócio’, da HBO
Horário: 11h30

– Debates
Mediadora: Dra. Euma Mendonça Tourinho, juíza auxiliar da Presidência do TJ-RO
Horário: 12h.

Aline Jones em Rondônia

Aline Jones é uma atriz brasileira e ganhou reconhecimento após participar, como um das protagonistas, da série ‘O Negócio’, da HBO.

A série conta a história de quatro garotas de programa de luxo e estreou sua quarta e última temporada em março do ano passado, em mais de 50 países.

Jones atuou, ainda, em produções nacionais e internacionais. Recentemente, a atriz declarou publicamente ter sofrido abuso e assédio por um diretor de teatro no Brasil. A atriz iniciou também a carreira universitária, na área de sociologia e política.

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