
O Wi-Fi Brasil, programa do Ministério das Comunicações, exibe vídeos institucionais do governo Jair Bolsonaro sempre que usuários acessam a internet gratuita em pontos públicos.
Segundo a reportagem citada no material, quem entra na rede precisa assistir a um vídeo de cerca de 30 segundos antes da conexão ser liberada. O programa foi criado para levar conectividade a locais sem internet ou com acesso precário.

Wi-Fi Brasil exibe vídeo antes da conexão
De acordo com o conteúdo apresentado, usuários do Wi-Fi Brasil são obrigados a assistir a uma peça institucional do governo Bolsonaro antes de usar a internet gratuita. O formato é aplicado em acessos feitos por meio de pontos públicos de conectividade.
O Ministério das Comunicações afirmou, em nota, que a veiculação está prevista no projeto básico da implantação dos pontos de acesso gratuito do Wi-Fi Brasil.
Pontos centrais do programa
Tempo aproximado do vídeo institucional exibido antes da conexão.
Programa instala roteadores em praças e outros espaços de acesso gratuito.
Objetivo oficial é levar internet a áreas sem conexão ou com rede precária.
Ministério diz que medida está prevista
Em nota, a pasta argumenta que a exibição dos vídeos institucionais tem base no projeto do programa e se enquadra na divulgação de ações de governo com caráter educativo, informativo ou de orientação social.
O ministério também afirmou que o vídeo exibido era uma mensagem usada como teste na implantação do piloto e que o conteúdo seria atualizado conforme o contrato firmado com a Telebras.
Internet precária atingiu milhões na pandemia
O material destaca ainda que a dificuldade de acesso à internet atingiu principalmente os mais pobres durante a pandemia. Em maio, cerca de 70 milhões de brasileiros tinham acesso precário ou nenhum acesso à rede.
Além da discussão sobre conectividade, a reportagem relaciona o caso ao uso de peças institucionais pelo governo em meio a ações de divulgação da gestão Bolsonaro e ao debate sobre limites entre publicidade oficial e promoção política.
Fonte da notícia: YouTube











