VÍDEO: Pink Floyd volta após 28 anos com canção inédita em apoio à Ucrânia

Gravação traz a voz do cantor ucraniano Andriy Khlyvnyuk, que virou soldado, captada em uma praça de Kiev e posterior arranjo da banda inglesa

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Pink Floyd volta após 28 anos com uma canção inédita em apoio à Ucrânia. A lendária banda inglesa lançou Hey Hey Rise Up, faixa criada a partir da interpretação do cantor ucraniano Andriy Khlyvnyuk, integrante da banda Boombox e membro da Defesa Territorial de seu país.

A música marca o primeiro lançamento inédito do grupo em décadas. Desde o álbum The Division Bell, cujas sessões ainda renderam The Endless River, de 2014, os músicos não se reuniam para gravar uma nova canção com esse impacto simbólico.

Pink Floyd volta após 28 anos com canção inédita em apoio à Ucrânia
Pink Floyd lançou Hey Hey Rise Up em apoio à Ucrânia, com participação de Andriy Khlyvnyuk.

Pink Floyd volta após 28 anos com Hey Hey Rise Up

A nova faixa é uma espécie de colagem musical construída em torno da voz de Andriy Khlyvnyuk. O cantor havia publicado no Instagram um vídeo em que aparecia fardado, sozinho, na Praça Sofiyskaya, em Kiev, cantando a canção de protesto ucraniana The Red Viburnum In The Meadow.

A canção original foi escrita durante a Primeira Guerra Mundial e ganhou novo significado em meio à invasão russa da Ucrânia. O título Hey Hey Rise Up foi retirado da última linha da música interpretada por Khlyvnyuk.

Resumo rápido

  • Canção: Hey Hey Rise Up;
  • Motivo: apoio à Ucrânia durante a guerra;
  • Participação: voz de Andriy Khlyvnyuk, da banda Boombox;
  • Integrantes: David Gilmour e Nick Mason participaram da gravação;
  • Destino da renda: ajuda humanitária ucraniana.

Música tem voz de cantor ucraniano ferido na guerra

Andriy Khlyvnyuk deixou uma turnê nos Estados Unidos com a banda Boombox para retornar à Ucrânia e se juntar à Defesa Territorial. O vídeo em que ele canta em Kiev chamou a atenção de David Gilmour, que decidiu transformar aquele momento em música.

Enquanto finalizava os arranjos, Gilmour conseguiu falar com Andriy por telefone. O cantor estava em uma cama de hospital em Kiev, onde se recuperava de um ferimento causado por estilhaço de morteiro. Mesmo à distância, ele aprovou a gravação.

Pink Floyd volta após 28 anos com formação especial

Na nova faixa, além da voz de Andriy Khlyvnyuk, participam David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd, e Nick Mason, baterista original da banda. A gravação também conta com Guy Pratt no baixo e Nitin Sawhney nos teclados.

O coral de abertura da canção é executado pelo grupo ucraniano VERYOVKA Folk Song and Dance Ensemble. A combinação da voz gravada em Kiev com a base criada pelos músicos dá à faixa um tom de protesto, homenagem e solidariedade.

Quem participa da faixa

David Gilmour

Guitarrista do Pink Floyd e idealizador da gravação em apoio à Ucrânia.

Nick Mason

Baterista original da banda participou da nova gravação.

Andriy Khlyvnyuk

Cantor ucraniano da Boombox teve sua voz usada na faixa.

Renda será destinada à ajuda humanitária

Toda a renda obtida com as execuções de Hey Hey Rise Up será destinada à ajuda humanitária ucraniana. A iniciativa nasceu do desejo da banda de expressar apoio ao povo ucraniano e ampliar a atenção internacional sobre a guerra.

David Gilmour, que tem uma nora e netos ucranianos, afirmou que sentiu fúria e frustração diante da invasão de um país democrático e independente. Para ele, a gravação também serve para elevar o moral e arrecadar fundos para instituições humanitárias.

Pink Floyd volta após 28 anos com mensagem política

O fato de o Pink Floyd voltar após 28 anos com uma música ligada diretamente à guerra reforça o peso simbólico da faixa. A banda sempre teve uma trajetória marcada por álbuns conceituais, crítica social e reflexões sobre poder, violência, alienação e humanidade.

Dessa vez, o retorno ocorre com uma mensagem direta de solidariedade à Ucrânia. A canção não é apenas um lançamento musical, mas também um gesto político e humanitário diante do conflito.

Vídeo foi gravado no mesmo dia da faixa

O vídeo de Hey Hey Rise Up foi dirigido por Mat Whitecross e gravado no mesmo dia em que a faixa foi registrada. A produção aconteceu no estúdio usado por Gilmour durante transmissões ao vivo feitas no período de lockdown.

Segundo Gilmour, Andriy cantou na tela enquanto os músicos tocavam. Mesmo sem estar fisicamente presente, o cantor ucraniano funcionou como o vocalista da gravação, dando à faixa um caráter visual e emocional muito forte.

Capa faz referência ao girassol da Ucrânia

A arte da capa mostra uma pintura de girassol, flor nacional da Ucrânia, criada pelo artista cubano Yosan Leon. A imagem faz referência a uma mulher vista em vídeo dando sementes de girassol a soldados russos e dizendo para carregá-las nos bolsos.

O gesto simbólico ficou conhecido mundialmente e transformou o girassol em uma imagem de resistência. Ao usar essa referência, o Pink Floyd ligou a capa da canção à memória visual da guerra e à identidade ucraniana.

Pink Floyd volta após 28 anos e reforça impacto cultural

Quando o Pink Floyd volta após 28 anos com uma canção inédita, a notícia ganha peso não apenas pela música, mas também pelo contexto. A banda é uma das mais influentes da história do rock e seu retorno com material novo mobiliza fãs de diferentes gerações.

Com Hey Hey Rise Up, o grupo une memória musical, apoio humanitário e denúncia política. A faixa transforma um canto de resistência ucraniano em uma mensagem global de solidariedade.

Pink Floyd volta após 28 anos em gesto de solidariedade

O retorno do grupo mostra como a música pode funcionar como linguagem de apoio em momentos de crise internacional. Ao transformar a voz de Andriy Khlyvnyuk em uma faixa global, a banda amplia a visibilidade da causa ucraniana.

Mais do que uma reunião musical, o lançamento marca um ato simbólico. Por isso, a frase Pink Floyd volta após 28 anos ganhou destaque entre fãs, veículos de imprensa e admiradores da banda em todo o mundo.

Mais informações sobre ajuda humanitária internacional podem ser consultadas no portal da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.

Fonte da notícia:
Estado de Minas

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