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segunda-feira, maio 11, 2026

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Dia das Vítimas de Trânsito vira lei e reforça alerta nas rodovias

Dia das Vítimas de Trânsito virou lei nacional e passará a integrar o calendário oficial de mobilização no Brasil. A nova data, criada pela Lei nº 15.403, será lembrada todos os anos no terceiro domingo de novembro, com foco na memória das pessoas que perderam a vida em sinistros de trânsito e no reforço das ações de prevenção.

A norma foi publicada no Diário Oficial da União e também altera a Lei nº 13.614/2018, que criou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, conhecido como Pnatrans. Com isso, a mobilização passa a ter ligação direta com políticas públicas voltadas à redução de mortes, feridos e comportamentos de risco nas vias brasileiras.

Dia das Vítimas de Trânsito será lembrado em novembro

A criação do Dia das Vítimas de Trânsito busca transformar a memória das vítimas em uma agenda nacional de conscientização. A data não deve funcionar apenas como homenagem simbólica, mas também como momento de alerta sobre atitudes que aumentam o risco de mortes, como excesso de velocidade, direção após consumo de álcool, ultrapassagens perigosas e falta de equipamentos de segurança.

Segundo o texto divulgado pelo governo federal, a nova lei também reforça a participação da sociedade nas metas estabelecidas pelo Pnatrans. Essa atuação deverá ser apoiada por órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, com uso de recursos próprios disponíveis e também com a alocação de recursos específicos para projetos ou eventos previamente programados.

O que muda

Nova lei cria uma data nacional de mobilização

3º domingo
de novembro será a data anual de mobilização
Lei 15.403
institui a data nacional em memória das vítimas
Pnatrans
plano nacional também é atualizado pela nova norma

Dados da PRF mostram peso dos sinistros nas rodovias

O anúncio da nova data ocorre em meio a um cenário ainda preocupante nas rodovias federais. Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal apontou que, em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito e 6.044 mortes. Em 2024, haviam sido contabilizados 73.201 sinistros e 6.163 óbitos.

Embora os números indiquem redução nos principais indicadores, o volume de ocorrências segue alto. Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná aparecem entre os estados com maiores acumulados de sinistros em rodovias federais. No recorte de mortes, Minas Gerais e Paraná permanecem entre os maiores registros, enquanto a Bahia aparece na terceira colocação.

Alerta nas rodovias

Mais de 6 mil mortes ainda mostram a gravidade do trânsito

72.483
sinistros registrados nas rodovias federais em 2025
6.044
mortes contabilizadas pela PRF no último ano
6.163
óbitos haviam sido registrados em 2024

Faixa do Dia das Vítimas de Trânsito mostra avenida brasileira com trânsito intenso, motos, ônibus e pedestres
Movimento nas vias reforça a necessidade de prevenção, fiscalização e respeito à vida.

Fiscalização também mira álcool ao volante

Além da criação do Dia das Vítimas de Trânsito, os dados oficiais reforçam a importância da fiscalização permanente. Em 2025, a PRF informou ter fiscalizado mais de 4,6 milhões de veículos e 5,4 milhões de pessoas nas rodovias federais de todo o país.

No combate à alcoolemia ao volante, foram realizados mais de 3,5 milhões de testes. Essas ações resultaram em 51 mil infrações e 3.643 pessoas detidas por embriaguez. O tema tem relação direta com a nova data, já que a condução sob efeito de álcool continua entre os fatores de risco mais observados em ações de segurança viária.

Fiscalização em 2025

Números mostram o tamanho da operação nas rodovias

4,6 milhões de veículos
foram fiscalizados pela PRF nas rodovias federais.
5,4 milhões de pessoas
passaram por ações de fiscalização ao longo do ano.
3,5 milhões de testes
foram feitos no combate à alcoolemia ao volante.

Mobilização busca transformar memória em prevenção

A criação do Dia das Vítimas de Trânsito amplia o espaço para campanhas educativas, ações de fiscalização, eventos públicos e iniciativas de conscientização. A data também pode ajudar famílias, entidades e órgãos públicos a manterem viva a memória das vítimas, ao mesmo tempo em que reforça a responsabilidade coletiva pela segurança nas vias.

Na prática, a nova lei coloca o tema em uma agenda nacional fixa. Isso pode fortalecer ações em escolas, rodovias, áreas urbanas, campanhas de comunicação, operações educativas e projetos voltados à redução de mortes e lesões no trânsito.

Por que importa

Memória, fiscalização e educação caminham juntas

A data nacional reforça que a redução de mortes no trânsito depende de políticas públicas, fiscalização contínua e mudança de comportamento. Ao transformar a memória das vítimas em mobilização, a lei também amplia o debate sobre responsabilidade ao volante, proteção de pedestres, uso de equipamentos de segurança e combate à mistura entre álcool e direção.

Plano nacional segue como referência para reduzir mortes

O Pnatrans foi criado para orientar metas de redução de mortes e lesões no trânsito. Com a alteração trazida pela nova lei, a participação social passa a ser reforçada com apoio dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito. A intenção é permitir que projetos e eventos de mobilização tenham respaldo dentro da estrutura e do orçamento dos próprios órgãos responsáveis.

Dessa forma, o Dia das Vítimas de Trânsito não se limita a uma marca no calendário. A data passa a funcionar como ponto de convergência entre memória, prevenção, educação, fiscalização e planejamento público. Para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, o recado é direto: segurança viária depende de escolhas diárias e de ações permanentes.

Fonte da notícia:
Agência Gov, via Planalto.

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