Café de Rondônia deve voltar a ganhar força em 2026 e alcançar uma produção estimada em cerca de 2,7 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. O dado consta no primeiro levantamento da safra de café divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi destacado pela Embrapa Rondônia no Informativo Agropecuário do estado.
A projeção indica uma recuperação importante depois de dois anos de baixa, período marcado por condições climáticas desfavoráveis e pela renovação de lavouras. Com produtividade média estimada em 63,6 sacas por hectare, Rondônia aparece com um dos desempenhos mais fortes do país e reforça o peso da cafeicultura na economia regional.
Os números que explicam a recuperação
Volume estimado reforça a retomada da cafeicultura em Rondônia.
Produtividade média mostra avanço técnico nas lavouras.
A safra aponta recuperação depois de ciclos mais difíceis.
Café de Rondônia reage após perdas climáticas
A recuperação do Café de Rondônia ocorre em um cenário de reorganização das lavouras. Nos últimos ciclos, parte da produção foi afetada por clima adverso e por áreas em renovação, o que reduziu o desempenho no campo.

Agora, a expectativa é de uma safra mais favorável, sustentada por melhores condições produtivas e pelo avanço do manejo nas propriedades. A produção rondoniense é fortemente ligada ao café canéfora, especialmente o conilon, variedade adaptada ao clima da região Norte.
Da dificuldade no campo à expectativa de safra forte
Clima adverso e renovação de áreas reduziram o desempenho de parte das lavouras.
Produtores avançaram em manejo, renovação e uso de materiais mais produtivos.
A estimativa de 2,7 milhões de sacas indica retomada e reforça o peso do café no agro estadual.
Produtividade reforça destaque nacional
O desempenho projetado coloca o Café de Rondônia em posição estratégica dentro da produção nacional. A produtividade média de 63,6 sacas por hectare mostra o efeito da modernização das lavouras, do uso de materiais mais produtivos e do conhecimento técnico aplicado no campo.
Esse avanço também ajuda a consolidar Rondônia como referência em café na Amazônia. Para os produtores, uma safra mais forte pode significar melhor aproveitamento da estrutura produtiva, mais circulação de renda e maior capacidade de negociação no mercado.
A força da safra não fica só na lavoura
Ganha fôlego para colher, vender e reinvestir.
Transporte, beneficiamento e mão de obra entram no ritmo da safra.
Comércio local sente maior circulação de renda.
Na prática, uma safra mais forte movimenta não apenas propriedades rurais, mas também cidades que dependem do agro para gerar renda, compras e serviços.
Agro de Rondônia também cresce em outras frentes
Além do café, o levantamento agropecuário também aponta expansão em outras áreas da produção rural. A estimativa para a safra de grãos em Rondônia é de 5,6 milhões de toneladas, volume 3,1% maior que o registrado na safra anterior.
A área plantada deve alcançar aproximadamente 1,3 milhão de hectares. A soja segue como principal cultura agrícola do estado, com produção estimada em 2,7 milhões de toneladas, enquanto a cafeicultura mantém papel essencial em municípios produtores e propriedades familiares.

O que esse resultado sinaliza para Rondônia
A estimativa indica reação depois de ciclos pressionados por clima e renovação de lavouras.
O café fortalece renda rural e amplia o giro financeiro em municípios produtores.
Rondônia reforça sua posição como polo relevante do café canéfora na região Norte.
A expectativa para o Café de Rondônia em 2026 reforça uma leitura positiva para o agro estadual. Mesmo após períodos de dificuldade, a atividade mostra capacidade de recuperação, apoiada em tecnologia, renovação produtiva e condições mais favoráveis no campo.
Com a nova projeção, o Café de Rondônia ganha ainda mais relevância para produtores, cooperativas e municípios que dependem da atividade para movimentar a economia local.
Para Rondônia, a safra projetada do Café de Rondônia representa mais do que volume colhido. Ela indica renda, permanência de famílias na atividade rural, fortalecimento de municípios produtores e valorização de uma cadeia que se tornou símbolo do agro amazônico.
Fonte da notícia:
Embrapa Rondônia




