Brasil livre de febre aftosa foi reconhecido pela China, que suspendeu as proibições sanitárias relacionadas à doença no norte do país. A agência alfandegária chinesa informou que todo o território brasileiro passa a ser reconhecido como livre da enfermidade.
A decisão tem peso para o agronegócio nacional, já que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango. No ano passado, mais da metade das exportações brasileiras de carne bovina teve a China como destino.
O peso da decisão chinesa
Mais da metade da carne bovina exportada pelo Brasil foi enviada à China no ano passado.
Foi o valor aproximado comprado pela China em carne brasileira no primeiro trimestre deste ano.
Segundo o governo brasileiro, a decisão ocorre após mais de duas décadas de negociação.
Brasil livre de febre aftosa ganha aval sanitário
O reconhecimento de Brasil livre de febre aftosa foi anunciado nesta terça-feira (2). Com isso, deixam de valer as restrições ligadas à febre aftosa que atingiam o norte do Brasil.
Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores afirmaram que a medida deverá ampliar oportunidades de exportação de produtos bovinos e suínos para o mercado chinês, incluindo miúdos e carne com osso.
O que muda com a suspensão das restrições
Reconhecimento nacional: a China passa a considerar todo o território brasileiro livre da doença.
Fim das proibições: as restrições sanitárias relacionadas ao norte do Brasil foram suspensas.
Nova abertura: produtos bovinos e suínos podem ganhar mais espaço no mercado chinês.
A China é a maior importadora mundial de carne bovina. Por isso, o reconhecimento de Brasil livre de febre aftosa tem impacto comercial relevante para o país, especialmente em uma relação já marcada por forte volume de exportações.
No mês passado, o Brasil pediu à China autorização para enviar mais carne bovina. Durante visita a Pequim, o ministro da Agricultura, André de Paula, solicitou que cotas não utilizadas por outros países fossem reatribuídas ao Brasil, mas a China rejeitou o pedido, segundo a Reuters.
Produtos citados na abertura
Bovinos: a nota menciona ampliação de oportunidades para produtos bovinos.
Suínos: produtos suínos também foram citados pelo governo brasileiro.
Miúdos e carne com osso: esses itens aparecem entre os segmentos com potencial de exportação.
China registrou casos recentes da doença
Enquanto reconhece o Brasil livre de febre aftosa, a China enfrentou um surto da doença no noroeste do país. A fonte informa que foram confirmados 219 bovinos infectados em dois rebanhos que somavam 6.229 animais na província de Gansu e na região de Xinjiang.
Após os surtos, a China reforçou controles nas fronteiras, acelerou aprovações de vacinas e adotou medidas de abate e desinfecção. O caso mostra a sensibilidade sanitária do tema no comércio internacional de carnes.
Por que o anúncio é relevante
Mercado: a China concentra parte decisiva da demanda externa por carne bovina.
Sanidade: o status de Brasil livre de febre aftosa reforça a confiança no país.
Exportação: a expectativa oficial é ampliar oportunidades para bovinos e suínos.
Brasil livre de febre aftosa reforça agenda comercial
O reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa pela China retira uma barreira sanitária importante relacionada ao norte do país. A decisão também fortalece a imagem brasileira em um setor no qual confiança sanitária e acesso a mercados caminham juntos.
Com a suspensão das restrições, o Brasil livre de febre aftosa passa a ter novo elemento favorável na relação com a maior importadora global de carne bovina. O efeito prático, porém, dependerá das negociações, da demanda chinesa e das condições comerciais aplicadas aos produtos brasileiros.
Assim, a confirmação de Brasil livre de febre aftosa representa avanço sanitário e comercial para o Brasil, sem significar garantia automática de aumento imediato nas vendas. O ponto central, segundo a fonte, é a ampliação de oportunidades para produtos bovinos e suínos.

