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quinta-feira, agosto 6, 2026

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Anvisa inicia revisão da propaganda de alimentos e medicamentos

A revisão da Anvisa sobre a propaganda de alimentos e medicamentos começou com a abertura de dois processos administrativos de regulação. A decisão foi aprovada por unanimidade em 5 de agosto de 2026 durante reunião pública da Diretoria Colegiada.

A medida não cria proibição, obrigação ou resolução nova neste momento. O objetivo inicial é estudar regras elaboradas antes da expansão das redes sociais, dos influenciadores digitais, dos marketplaces e do comércio eletrônico.

Guia da revisão
Neste artigo, você vai ver
O que a Anvisa decidiu e quais processos foram abertos.
Por que redes sociais e marketplaces entraram no debate.
Quais setores de Rondônia poderão acompanhar as mudanças.
Quais regras continuam valendo enquanto o estudo avança.

Revisão da Anvisa abre dois processos regulatórios

O processo nº 25351.916755/2026-16 trata da propaganda de alimentos. Já o processo nº 25351.914400/2026-92 é voltado à propaganda de medicamentos.

As propostas estão sob responsabilidade da área de fiscalização da Agência e não integravam originalmente a Agenda Regulatória 2026–2027. A abertura autoriza estudos, mas não antecipa qual será o conteúdo de uma eventual norma futura.

Situação regulatória
O que aconteceu e o que ainda não mudou
Aconteceu: foram abertos dois processos administrativos de regulação.
Não aconteceu: nenhuma nova RDC foi aprovada ou entrou em vigor.
Continua valendo: a legislação atual sobre propaganda sanitária.

Ambiente digital mudou a forma de anunciar produtos

A revisão da Anvisa considera que as normas atuais foram elaboradas em outro contexto tecnológico. A RDC nº 96/2008 regula a propaganda de medicamentos, enquanto a RDC nº 24/2010 trata da promoção comercial de determinados alimentos.

Desde então, anúncios passaram a circular em vídeos curtos, publicações patrocinadas, transmissões ao vivo, lojas virtuais e conteúdos apresentados como recomendações pessoais. A publicidade, a influência digital e a venda direta ficaram mais próximas.

Consumidora consulta produtos digitais durante a revisão da Anvisa sobre propaganda sanitária.
Redes sociais, marketplaces e vendas pela internet motivaram a atualização do debate sobre publicidade sanitária.

O estudo deverá avaliar se as regras ainda oferecem proteção adequada à saúde pública, informação suficiente ao consumidor e instrumentos para reduzir riscos sanitários nos novos formatos de divulgação.

O início da revisão da Anvisa, porém, não confirma proibição específica contra influenciadores nem cria responsabilidade imediata para plataformas digitais ou vendedores em marketplaces.

Impacto regional
Setores que poderão acompanhar o processo em Rondônia
Farmácias, drogarias, supermercados e lojas de suplementos.
Vendedores em marketplaces e agências de publicidade.
Influenciadores, academias e profissionais que divulgam produtos.
Consumidores expostos a anúncios e promessas relacionadas à saúde.

Regras atuais continuam em vigor durante a revisão

Enquanto a revisão da Anvisa avança, a legislação atual permanece como referência. Para o público em geral, a publicidade de medicamentos é permitida somente para produtos isentos de prescrição.

Medicamentos com tarja vermelha ou preta não podem ser anunciados diretamente ao público. A publicidade sanitária também deve apresentar informações claras, equilibradas e compatíveis com a regularização do produto.

Na área de alimentos, suplementos e alegações de saúde, as exigências existentes também não foram suspensas. Alegações funcionais precisam ter sido avaliadas e aprovadas antes de serem utilizadas na divulgação.

Alimentos e suplementos não podem ser apresentados como tratamento, prevenção ou cura de doenças. Promessas de resultado garantido, emagrecimento rápido ou efeito absoluto devem ser vistas com cautela.

Orientação ao consumidor
O que continua valendo hoje
Medicamentos anunciados precisam estar regularizados.
Remédios sujeitos a receita não podem ser anunciados ao público em geral.
Alimentos e suplementos não podem prometer cura ou tratamento de doenças.
O consumidor deve desconfiar de resultados rápidos ou garantidos.

Processo regulatório ainda terá novas etapas

A revisão da Anvisa está em fase inicial. A Agência ainda deverá estudar alternativas, elaborar propostas e definir mecanismos de participação antes de uma eventual aprovação de novas normas.

Até o momento, não foi divulgado texto final de resolução, cronograma de entrada em vigor ou prazo para conclusão dos trabalhos. Qualquer mudança futura dependerá das próximas etapas do processo regulatório.

Consumidores de Rondônia devem continuar verificando se medicamentos, suplementos e alimentos estão regularizados e se as alegações apresentadas nos anúncios são compatíveis com as autorizações sanitárias.

A revisão da Anvisa poderá modificar futuramente a forma como as informações são apresentadas nas plataformas, mas nenhuma alteração imediata foi anunciada com a simples abertura dos dois processos.

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