Uma nova escola na Resex Rio Ouro Preto está em construção em Guajará-Mirim. A Prefeitura informou em 5 de outubro que a unidade terá salas de aula climatizadas e espaços planejados para estudantes e profissionais da educação, dentro da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto.
O comunicado, porém, não informa o nome oficial da escola, a comunidade exata atendida, o número de estudantes ou salas, o valor da obra, a fonte do recurso, a empresa responsável, o percentual executado nem o prazo de conclusão. Essas lacunas impedem tratar a obra como próxima da inauguração ou estimar sua capacidade de atendimento.
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Nova escola está em construção na Resex Rio Ouro Preto
A Prefeitura de Guajará-Mirim afirma que a obra está avançando e que atende a uma demanda antiga de moradores da região. A publicação apresenta a escola na Resex Rio Ouro Preto como investimento voltado à melhoria das condições de aprendizagem em uma área distante do núcleo urbano.
O estágio exato da construção não foi quantificado. O município não divulgou percentual físico executado, data de início, cronograma ou previsão de inauguração. Por isso, o fato confirmado neste momento é a existência de uma nova unidade em construção, e não a proximidade de entrega.
A obra está em andamento dentro da Resex Rio Ouro Preto e o projeto prevê salas climatizadas e espaços destinados a estudantes e profissionais da educação.
Prefeitura prevê salas climatizadas na nova unidade
Segundo o comunicado municipal, a nova escola terá salas de aula climatizadas e ambientes planejados para oferecer mais conforto, segurança e condições de trabalho e aprendizagem. A publicação não detalha, entretanto, quantas salas serão construídas nem quais outros espaços farão parte da estrutura.
Também não foi informado quantos estudantes deverão ser atendidos. Sem esses dados, ainda não é possível medir o tamanho da unidade nem comparar sua capacidade com a demanda educacional existente dentro da reserva.
A existência da obra está confirmada, mas capacidade, custo, cronograma, comunidade atendida e data de abertura ainda não foram divulgados.
Registros oficiais mostram escolas anteriores dentro da Resex
O comunicado de 5 de outubro chama a obra de “primeira escola” dentro da reserva. A TVdoPOVO não adota essa expressão como fato porque documentos anteriores do próprio município registram unidades escolares localizadas na Resex Rio Ouro Preto.
O Decreto Municipal nº 17.453/GAB-PREF/2025, ao atualizar a relação de escolas com atividades paralisadas havia mais de cinco anos, lista a EMREF Ecologista Francisco Mendes, na Comunidade Sapezal; a EMREF 10 de Abril, no Ramal do Seringueiro; e a EMREF Ernandes Costa, no Ramal dos Macacos, todas com localização associada à Resex Rio Ouro Preto.
Há ainda registro municipal de 2018 sobre a aquisição de um grupo gerador para atender a Escola Municipal Rural de Ensino Fundamental Ecologista Francisco Mendes, então localizada na Comunidade Sapezal do Rio Ouro Preto. Esses documentos mostram presença escolar anterior na reserva.
A Prefeitura não explicou, na publicação atual, em que sentido usa a expressão “primeira escola”. Os documentos anteriores não permitem afirmar que a obra atual substitui qualquer uma das unidades antigas nem identificar qual comunidade receberá a nova estrutura.
Resex Rio Ouro Preto tem mais de 204 mil hectares
A Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto é uma unidade de conservação federal de uso sustentável no bioma Amazônia. O ICMBio informa área atual de 204.631,55 hectares. Criada pelo Decreto nº 99.166, de 13 de março de 1990, a unidade alcança os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
O plano de manejo da reserva registra historicamente cobranças de moradores por melhoria de serviços básicos, incluindo educação, saúde, energia e transporte. Esse contexto ajuda a explicar a relevância de infraestrutura pública dentro de uma área extensa e com comunidades afastadas, sem permitir concluir que uma única obra resolverá todas essas necessidades.
A nova escola na Resex Rio Ouro Preto, portanto, deve ser acompanhada também pelo que ainda será informado sobre acesso, capacidade, funcionamento e atendimento às comunidades.
Valor, prazo e capacidade da escola ainda não foram informados
A publicação municipal não apresenta o valor do investimento, a origem dos recursos, o número do contrato, a empresa executora, o percentual físico da obra, o início da construção ou uma data prevista para conclusão. Também não informa a comunidade exata atendida, o nome oficial da unidade ou a quantidade de estudantes prevista.
Esses dados serão importantes para acompanhar a evolução da obra e verificar quando a unidade estará efetivamente pronta para receber estudantes. Até que haja novos documentos ou comunicação oficial, a informação segura é que a construção está em andamento e que o projeto prevê salas climatizadas e espaços planejados para a comunidade escolar.
Nome da escola, comunidade atendida, número de salas e estudantes, custo, fonte do recurso, contrato, empresa responsável, avanço físico, cronograma e previsão de entrega.




