Quem tem diabetes em Porto Velho pode ser encaminhado para receber sapatos e palmilhas terapêuticas gratuitos quando houver indicação clínica para prevenir complicações do pé diabético. O acesso, porém, não funciona por retirada direta: o caminho começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), com avaliação dos pés.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que médicos e enfermeiros avaliam sensibilidade e circulação dos membros inferiores. Quando a equipe identifica necessidade de adaptação ou proteção ortopédica, o paciente segue pela Regulação do SUS, passa por triagem e moldagem e só então entra no fluxo de confecção sob medida.
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Pé diabético: quem pode ser encaminhado
O serviço não significa que toda pessoa com diabetes receberá automaticamente calçado ou palmilha. A indicação depende da avaliação clínica realizada na rede municipal e da identificação de risco ou necessidade de proteção ortopédica.
A Semusa informa que o acompanhamento ocorre principalmente na Atenção Primária e no Hiperdia. Durante a consulta, a equipe verifica sensibilidade e circulação dos pés, sinais importantes para identificar situações que podem favorecer feridas e outras complicações do pé diabético.
o paciente não deve procurar a oficina ortopédica para buscar uma peça por conta própria. O fluxo começa na UBS e depende de indicação clínica e Regulação do SUS.
6 etapas até a confecção do calçado terapêutico
O percurso informado pela rede municipal pode ser resumido em seis etapas.
2. Passar pela avaliação de sensibilidade e circulação dos pés.
3. Receber indicação clínica, quando houver necessidade de proteção ou adaptação.
4. Seguir pelo Sistema de Regulação do SUS.
5. Passar por triagem e moldagem individual.
6. Ter a peça confeccionada de acordo com a anatomia e a necessidade identificada.
A Prefeitura não informou prazo médio de entrega, quantidade mensal de peças nem o número atual de pacientes atendidos.
Como calçados e palmilhas ajudam na prevenção
Segundo a Semusa, o diabetes pode causar neuropatia e reduzir a percepção de dor, temperatura e pressão nos pés. Com menos sensibilidade, pequenas lesões podem passar despercebidas e evoluir para quadros mais graves.
Os calçados e palmilhas adaptados ajudam a reduzir atrito, distribuir a pressão durante a caminhada e proteger áreas de maior risco. No cuidado do pé diabético, essas peças funcionam como parte da prevenção, mas não substituem consultas, controle da glicemia nem a observação diária dos pés.
feridas, mudança de cor, inchaço, perda de sensibilidade ou outras alterações devem ser informadas à equipe de saúde durante o acompanhamento.
Onde os calçados terapêuticos são confeccionados
A confecção ocorre na oficina ortopédica do Centro de Reabilitação Santa Marcelina, depois do encaminhamento e do diagnóstico feitos pela rede municipal. No local, o paciente passa por triagem e moldagem personalizada.
A moldagem permite produzir uma peça adaptada à anatomia e às necessidades de cada pessoa, reforçando o caráter individual do cuidado com o pé diabético.
O que o paciente deve fazer agora
A orientação municipal é procurar a UBS mais próxima da residência e manter o acompanhamento do diabetes em dia. Se a equipe identificar risco e necessidade de proteção terapêutica, o próprio serviço organiza o encaminhamento pela Regulação.
Quem já faz acompanhamento pelo Hiperdia pode pedir avaliação dos pés nas consultas periódicas. O acesso às peças depende de avaliação profissional e indicação individual.
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Fonte e estágio da informação: informações oficiais da Semusa divulgadas em 5 de outubro de 2026. O acesso depende de avaliação clínica, Regulação do SUS, triagem e moldagem individual. Prazo médio de entrega, volume mensal de peças e número atual de pacientes não foram informados.





