A estiagem em Porto Velho motivou uma campanha educativa anunciada pela Prefeitura em 27 de outubro de 2026. A iniciativa orienta moradores a economizar água, prevenir queimadas e buscar informações sobre o apoio às famílias afetadas pela seca.
A mobilização ocorre durante a situação de emergência declarada no início do mês. O levantamento municipal contabilizou 7.442 famílias e aproximadamente 22.962 pessoas afetadas em 85 localidades. Esses números não representam novos atingidos identificados no lançamento da campanha.
Como a campanha orienta a prevenção
A campanha de prevenção sobre a estiagem em Porto Velho incentiva a economia de água, a proteção das nascentes e os cuidados para evitar incêndios durante o período de pouca chuva. Entre as recomendações estão fechar torneiras, identificar vazamentos e evitar o desperdício na limpeza de calçadas.
Na estiagem em Porto Velho, outra orientação é não usar fogo para queimar lixo ou limpar terrenos. Com vegetação seca, pequenos focos podem se espalhar e ameaçar moradores e áreas de vegetação. A iniciativa também chama atenção para a importância de preservar rios e mananciais.
A campanha voltada à estiagem em Porto Velho tem caráter educativo. Essas recomendações não substituem o combate a incêndios, a fiscalização ambiental nem a assistência emergencial às famílias afetadas pela seca.
Decreto reconhece emergência em 85 localidades
O Decreto Municipal nº 22.515, publicado em 1º de outubro de 2026, declarou situação de emergência de nível II em áreas atingidas pela estiagem. O levantamento que fundamenta a medida registra 7.442 famílias e cerca de 22.962 pessoas em 85 localidades ou recortes territoriais. Esses números são anteriores à campanha de 27 de outubro.
As áreas relacionadas abrangem comunidades do Baixo, Médio e Alto Madeira, com localidades rurais, ribeirinhas e indígenas. A inclusão no decreto não significa que todas as casas estejam sem abastecimento, mas indica necessidades identificadas nos relatórios técnicos.
A estiagem em Porto Velho levou o município a organizar medidas de resposta e solicitar apoio complementar. O prazo previsto de 180 dias da situação de emergência não deve ser confundido com a duração da campanha, que não foi informada.

Campanha não equivale a novas entregas de água
Durante a estiagem em Porto Velho, a Defesa Civil Municipal coordena as ações de resposta à seca. O decreto prevê abastecimento emergencial por caminhões-pipa e embarcações, além de reservatórios, filtros, tratamento de água e assistência humanitária conforme as necessidades apuradas.
A divulgação da campanha sobre a estiagem em Porto Velho, por si só, não comprova uma nova entrega de galões, alimentos ou equipamentos. O balanço de atendimento deve ser consultado em comunicados específicos.
A TVdoPOVO já informou que mais de 180 mil litros de água haviam sido distribuídos até o balanço de 22 de outubro. Esse resultado pertence a outra frente de atendimento e não deve ser apresentado como efeito da campanha educativa.
Onde buscar orientações e informações de apoio
Quem pretende ajudar comunidades afetadas pela estiagem em Porto Velho deve confirmar com a Prefeitura e a Defesa Civil se existe arrecadação ativa, quais materiais são necessários e onde eles podem ser entregues. O anúncio da campanha não estabelece endereços específicos de coleta nem calendário de doações.
O decreto prevê articulação entre Defesa Civil, assistência social, saúde e educação. Famílias com dificuldades de abastecimento devem buscar os canais oficiais para saber como o atendimento é organizado em cada comunidade.
A importância da logística fluvial também aparece na reportagem da TVdoPOVO sobre sistemas de tratamento instalados em Firmeza e Ilha de Assunção, uma medida distinta da campanha atual.
O que ainda falta confirmar sobre a iniciativa
A Prefeitura não detalhou a duração, o custo de divulgação, os locais de coleta de donativos nem os indicadores que usará para avaliar os resultados. A campanha, portanto, não permite afirmar que houve redução mensurada de queimadas ou do consumo de água.
A estiagem em Porto Velho continua exigindo prevenção e apoio às localidades atingidas. A população deve acompanhar as informações atualizadas dos órgãos públicos e conferir separadamente anúncios educativos, ações programadas e entregas já realizadas.
Para compreender impactos ambientais e de saúde mais amplos, veja também a reportagem sobre o plano de adaptação da saúde de Rondônia a eventos climáticos extremos.
Fontes: Prefeitura de Porto Velho, comunicado de 27/10/2026 e Decreto Municipal nº 22.515/2026.


