A formação do contador do futuro está no centro de uma revisão curricular discutida pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Cacoal. Em entrevista ao RuralCast, o professor Dr. Éverton Gugliotti Coelho, coordenador do curso de Ciências Contábeis, explica como a reforma tributária, a análise de dados e a prática em laboratório entram nas propostas de atualização da graduação.
A conversa foi conduzida pelo professor Charles Carminati, no AgroHub da UNIR, durante a cobertura do Agro&Cont 2026, em Cacoal. O programa integra o RuralCast, do Grupo Amazun, exibido pelo canal Olá Rondônia. A seguir, acompanhe como o contador do futuro é abordado em seis trechos selecionados da gravação original, além da entrevista completa.
Conversa de aproximadamente 34 minutos sobre ensino, contabilidade, tecnologia e agronegócio.
Curso de Ciências Contábeis em Cacoal tem mais de 35 anos
O curso de Ciências Contábeis da UNIR em Cacoal iniciou sua primeira turma em 1989, com conclusão em 1993, segundo Éverton Gugliotti Coelho. Mais de 35 anos depois, a graduação precisa responder a necessidades diferentes das enfrentadas por seus primeiros estudantes.
Na entrevista, ele lembra que cada geração de profissionais passou por mudanças no mercado, na legislação e nas ferramentas de trabalho. Esse histórico é o ponto de partida para a atualização do projeto pedagógico que está sendo discutida no campus.
O professor conta quando a graduação começou e explica por que o conteúdo precisa acompanhar mudanças econômicas e profissionais. Trecho: 12:42–14:07.
Reforma tributária entra na revisão do currículo
A preparação do contador do futuro passa pela revisão das disciplinas de legislação, contabilidade tributária e planejamento. O professor relata que a equipe do curso trabalha, desde 2024, para adaptar o projeto pedagógico às Diretrizes Curriculares Nacionais de Ciências Contábeis, instituídas naquele ano.
Segundo ele, a estrutura tem aproximadamente 40 disciplinas, distribuídas em quatro anos. O projeto pedagógico atual é de 2022, e a proposta em discussão busca aproximar a formação das mudanças em regimes tributários e na transição para IBS e CBS. Não se trata de um novo currículo já aprovado e implantado; o docente apresenta um processo de revisão ainda em andamento.
Coordenador detalha o trabalho de revisão das disciplinas e a preparação para as novas regras tributárias. Trecho: 14:08–17:50.
Contador do futuro usa tecnologia e Business Intelligence
O professor defende que o contador do futuro precisa analisar informações para orientar decisões, e não apenas registrar operações. Por isso, a revisão curricular prevê reforçar conteúdos de Business Intelligence (BI), métodos quantitativos, estatística e uso de softwares na rotina das organizações.
Essas ferramentas podem ajudar a transformar registros financeiros e fiscais em indicadores úteis para empresas, escritórios e empreendimentos do agronegócio. Na entrevista, a inclusão de uma disciplina de BI é apresentada como planejamento curricular, não como componente novo já oferecido a todas as turmas.
O episódio mostra por que ferramentas de análise de dados e softwares deixaram de ser um assunto separado da contabilidade. Trecho: 20:27–23:13.
Laboratório aproxima os estudantes da rotina das empresas
Para aproximar o contador do futuro da rotina das empresas, uma experiência já realizada na UNIR é o Laboratório de Práticas Contábeis. Éverton explica que, a partir do quinto período, os estudantes simulam a criação de uma empresa: definem o negócio, levantam patrimônio, calculam capital necessário e percorrem etapas semelhantes às de uma abertura empresarial.
Nas etapas seguintes, utilizam software para simular notas fiscais e lançamentos contábeis, antes de analisar os resultados para a tomada de decisões. O exercício se desenvolve ao longo de aproximadamente um ano e meio. O objetivo é integrar teoria e prática em ambiente acadêmico, sem confundir a simulação com a abertura real de empresas.
No laboratório, estudantes alternam os papéis de empresário e contador para compreender abertura, registros e gestão. Trecho: 26:28–29:42.
UNIR estuda flexibilização e formação voltada ao agronegócio
Entre as possibilidades descritas pelo coordenador estão atividades parcialmente a distância e uma organização de aulas de segunda a quinta-feira, reservando a sexta para projetos de pesquisa e extensão. A proposta ainda depende da conclusão e da aprovação da revisão curricular; portanto, não é uma mudança que os ingressantes já possam considerar garantida.
Éverton também defende que a formação do contador do futuro inclua conteúdos ligados ao agronegócio de Rondônia, onde planejamento tributário, gestão e análise de custos têm aplicação na atividade produtiva. A conversa ocorreu durante o Agro&Cont 2026, organizado em Cacoal nos dias 30 e 31 de outubro.
O coordenador apresenta a ideia de combinar parte presencial, parte a distância e atividades de pesquisa e extensão. Trecho: 31:01–32:00.
Carreira do contador do futuro reúne setor público e agronegócio
Na conclusão do RuralCast, o coordenador destaca oportunidades em escritórios contábeis, empresas, órgãos públicos, concursos e empreendedorismo. A formação reúne conteúdos de contabilidade, direito e administração, embora nenhuma dessas possibilidades represente promessa de contratação ou aprovação em concurso.
Para quem pretende continuar os estudos, ele menciona a conexão com atividades de pesquisa e o mestrado em Gestão de Agronegócio e Sustentabilidade. É uma trajetória que pode unir a formação contábil à investigação de problemas econômicos e produtivos de Rondônia.
Na mensagem final, o professor aborda áreas de atuação, pesquisa e continuidade dos estudos após a graduação. Trecho: 32:07–33:30.
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RuralCast — entrevista integral no canal Olá Rondônia.
Produção: Grupo Amazun. Apresentação: Charles Carminati. Convidado: professor Dr. Éverton Gugliotti Coelho.
Documentação institucional: MEC — Diretrizes Curriculares Nacionais de Ciências Contábeis (2024); CRCRO — Agro&Cont 2026.
Os seis capítulos reproduzem trechos do vídeo original pelo YouTube, com marcas de início e fim; não há reedição ou hospedagem independente. As mudanças curriculares e a proposta de parte a distância foram apresentadas pelo entrevistado como planos em discussão, não como medidas já implementadas.




