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Rondônia registra 16 prisões por furto de energia em outubro

O combate ao furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, resultou na prisão de 16 pessoas em outubro, em Rondônia. As ocorrências foram registradas em quatro municípios do estado e envolveram desde residências e estabelecimentos comerciais até um parque de diversões. Com os novos registros, o número de prisões relacionadas a esse crime já ultrapassa 120 em 2026.

Porto Velho concentrou o maior número de prisões no mês, com nove registros. Em Cacoal e Ji-Paraná, foram três prisões em cada município, enquanto Ariquemes contabilizou uma.

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Irregularidades em residências, comércios e lazer

Os números reforçam que o furto de energia não está restrito a imóveis residenciais. A prática também ocorre em grandes estabelecimentos ou atividades comerciais e representa um risco para toda a comunidade, já que as ligações clandestinas são realizadas sem os critérios técnicos de segurança exigidos.

Os exemplos de imóveis mencionados no levantamento também mostram que a fiscalização alcança situações diferentes: consumo doméstico, atividades comerciais e estruturas de entretenimento. Em todos esses contextos, a preocupação destacada pela empresa envolve tanto a utilização irregular da energia quanto os possíveis efeitos de instalações clandestinas sobre quem circula ou trabalha nos locais.

Fiscalização permanente e riscos à população

De acordo com Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, o trabalho de fiscalização é permanente e tem como principal objetivo combater irregularidades que colocam em risco a segurança da população.

“Quando falamos em furto de energia, não estamos tratando apenas de prejuízo financeiro. Uma ligação clandestina pode provocar curtos-circuitos, incêndios, acidentes graves e até interromper o fornecimento de energia para toda uma região. Nosso trabalho é identificar essas situações, proteger a população e atuar em conjunto com as autoridades para combater essa prática criminosa”, destaca Daniel.

A fala do gerente chama atenção para um aspecto que vai além do consumo não registrado. Uma intervenção irregular na rede pode criar condições inseguras para moradores, trabalhadores e pessoas que estejam próximas às instalações. Por isso, a explicação apresentada pela Energisa relaciona a fiscalização à prevenção de acidentes e à proteção do fornecimento elétrico nas áreas atendidas.

Arte de prevenção ao furto de energia com canais de denúncia 190 e 0800 647 0120 e ilustração de fiscalização.
Ligações clandestinas oferecem riscos à população. Composição editorial com IA / TVdoPOVO.

Furto de energia é crime e coloca vidas em risco

Além de ser considerado crime, conforme previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, o furto de energia pode provocar sérias consequências. As ligações clandestinas comprometem a segurança das instalações elétricas, aumentam o risco de choques e incêndios e podem afetar a qualidade do fornecimento de energia para outros consumidores.

A referência ao artigo 155 do Código Penal trata da tipificação do furto. Isso não significa que toda ocorrência informada corresponda a uma condenação judicial: o levantamento divulgado pela Energisa apresenta números de prisões. A eventual responsabilização depende da análise de cada caso pelas autoridades competentes, e não pode ser presumida a partir do total divulgado pela concessionária.

As fiscalizações são realizadas pela Energisa com base em critérios técnicos e, quando identificados indícios de crime, os órgãos de segurança pública são acionados. Além da responsabilização criminal, os envolvidos podem ser cobrados pelos valores referentes à energia consumida irregularmente.

Para o consumidor, a distinção entre uma instalação regular e uma ligação clandestina também é uma questão de segurança. Diante de suspeitas, o caminho indicado no próprio comunicado é informar os canais competentes, em vez de tentar intervir no medidor ou na fiação. A comunicação permite que a situação seja encaminhada aos responsáveis pela verificação técnica e, quando cabível, às autoridades.

População pode denunciar

A Energisa reforça que a participação da população é fundamental para identificar ligações clandestinas e prevenir acidentes. Suspeitas de furto de energia podem ser denunciadas de forma anônima pelo 190, da Polícia Militar ou pelo 0800 647 0120, da Energisa.

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