A morte do narcotraficante El Mencho desencadeou uma intensa onda de violência no México neste domingo (22). Como resultado, ao menos 25 membros da Guarda Nacional morreram em ataques coordenados no estado de Jalisco. Além disso, autoridades confirmaram a morte de 34 suspeitos e a prisão de 70 pessoas em sete estados.
O governo mexicano reforçou o alerta de segurança enquanto forças militares ampliam operações contra o cartel.
Ataques coordenados deixaram 25 agentes mortos

De acordo com o secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, os ataques ocorreram em seis pontos distintos de Jalisco. Os criminosos agiram em retaliação direta à morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).
Além dos 25 membros da Guarda Nacional, também morreram:
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Um agente penitenciário
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Um integrante do Ministério Público estadual
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Uma mulher não identificada
Enquanto isso, confrontos com forças de segurança resultaram na morte de 30 suspeitos em Jalisco e outros quatro no estado de Michoacán.
Segundo Harfuch, os grupos criminosos organizaram bloqueios, incendiaram veículos e espalharam terror em rodovias estratégicas.
México entra em alerta com escolas fechadas
Após os ataques, o México entrou em estado de alerta. Escolas permaneceram fechadas em pelo menos oito estados. Ao mesmo tempo, autoridades registraram 229 bloqueios de estradas apenas no domingo.
A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma à população e afirmou que as forças de segurança atuam de forma coordenada. Segundo ela, o governo trabalha para garantir estabilidade e impedir uma nova escalada de violência.
Além disso, um grupo especial investiga possíveis esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao cartel.
Como El Mencho morreu
El Mencho morreu durante uma operação militar na cidade de Tapalpa, em Jalisco. Segundo o Ministério da Defesa, ele sofreu ferimentos graves durante o confronto e não resistiu enquanto era transferido para a Cidade do México.
As forças armadas apreenderam veículos blindados, armamento pesado e até lançadores de foguetes durante a ação. Três militares ficaram feridos, mas seguem fora de risco.
Sob o comando de El Mencho, o CJNG se consolidou como um dos cartéis mais violentos do país, com atuação internacional no tráfico de cocaína, metanfetamina e fentanil.
Reação internacional e pressão dos EUA
Após a operação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis. O governo americano confirmou que forneceu informações estratégicas à operação.
O Departamento de Estado emitiu alerta para que cidadãos norte-americanos permaneçam abrigados em regiões afetadas.
Enquanto isso, autoridades mexicanas garantem que mantêm controle da situação, embora continuem monitorando possíveis reorganizações internas do cartel.
O que pode acontecer agora
Especialistas avaliam que a morte de El Mencho pode provocar disputas internas pelo controle do cartel. Portanto, o risco de novos confrontos ainda preocupa autoridades.
O governo promete manter presença militar reforçada nas áreas mais sensíveis. No entanto, a estabilidade dependerá da capacidade do Estado de conter represálias e evitar fragmentação violenta da organização criminosa.
A situação segue em monitoramento constante.
Fonte: G1









