A doença renal crônica pode avançar sem sintomas claros, especialmente nas fases iniciais. Pessoas com pressão alta, diabetes, obesidade, doença cardiovascular ou histórico familiar precisam conversar com a equipe de saúde sobre acompanhamento dos rins.
Os rins filtram o sangue, ajudam no equilíbrio de líquidos e minerais e participam do controle da pressão arterial. Quando uma alteração é identificada cedo, a equipe pode ajustar o cuidado e reduzir o risco de perda progressiva da função renal.
Em Rondônia, a avaliação pode começar na Unidade Básica de Saúde de Porto Velho ou do município onde a pessoa mora. A doença renal crônica não deve ser investigada apenas quando aparecem dor, inchaço ou redução da urina. O leitor também encontra outras orientações de saúde no TVdoPOVO.
- quem tem maior risco de doença renal crônica;
- como pressão alta e diabetes prejudicam os rins;
- por que a obesidade também merece atenção;
- quais exames podem ser solicitados na UBS;
- quais cuidados ajudam na prevenção.
Quem corre mais risco de doença renal crônica
Hipertensão e diabetes estão entre os principais fatores de risco. A pressão alta pode danificar os pequenos vasos responsáveis pela filtração, enquanto a glicose elevada por muito tempo pode afetar estruturas delicadas dos rins.
A doença renal crônica também exige atenção entre idosos, pessoas com obesidade, fumantes, pacientes com doença cardiovascular e quem tem casos de problema renal na família. Ter um desses fatores não confirma diagnóstico, mas indica que a avaliação não deve ser adiada.
Como os exames ajudam a identificar a doença renal crônica
A creatinina no sangue ajuda no cálculo da taxa de filtração glomerular, uma estimativa de quanto os rins conseguem filtrar. O exame de urina pode apontar proteína, sangue ou outras alterações que precisam ser interpretadas pela equipe.
Na doença renal crônica, um resultado isolado não costuma ser suficiente para definir a situação. A equipe considera o histórico, a repetição dos exames e a permanência das alterações ao longo do tempo.
A orientação oficial do SUS recomenda avaliação periódica para pessoas com hipertensão e diabetes. A frequência e os exames dependem do risco individual, dos resultados anteriores e dos medicamentos utilizados.
Obesidade e doença renal crônica precisam ser acompanhadas sem estigma
A obesidade pode aumentar o risco de forma indireta, ao favorecer hipertensão e diabetes, e também pode sobrecarregar a filtração dos rins. O cuidado precisa ser individualizado, sem culpa ou constrangimento, com metas possíveis e acompanhamento profissional.
Emagrecer não deve ser tratado como solução única. Alimentação adequada, atividade física compatível com a condição da pessoa, controle da pressão e da glicemia e abandono do tabagismo fazem parte de um plano mais amplo de proteção.
Quando procurar atendimento em Rondônia
Quem tem hipertensão, diabetes, obesidade, doença cardiovascular ou histórico familiar deve perguntar na UBS quando precisa avaliar a função renal. A doença renal crônica pode ser acompanhada na Atenção Primária, com encaminhamento para serviço especializado quando houver indicação.
Inchaço persistente, queda importante na quantidade de urina, falta de ar, náuseas, fraqueza intensa ou confusão exigem avaliação rápida. Esses sinais podem ter diferentes causas e não confirmam, sozinhos, um problema nos rins.
A prevenção da doença renal crônica depende do controle dos fatores de risco e de exames orientados pela equipe. Não existe quantidade única de água ou dieta igual para todos; as recomendações devem considerar a saúde e os medicamentos de cada pessoa.


