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terça-feira, abril 14, 2026

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Câmara aprova regras para venda de remédios em supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/2023, que autoriza a instalação de farmácias no interior de supermercados. O texto determina que o espaço seja físico, delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica. Agora, a proposta segue para sanção presidencial.

A medida reacende o debate sobre acesso a medicamentos, concorrência no setor e proteção à saúde pública.

Farmácias deverão cumprir todas as exigências sanitárias

Farmácia instalada dentro de supermercado brasileiro com farmacêutica atendendo cliente no balcão
Projeto aprovado pela Câmara permite instalação de farmácias completas em supermercados, com presença obrigatória de farmacêutico

A farmácia instalada dentro do supermercado poderá operar sob a mesma identidade fiscal do estabelecimento ou por meio de contrato com drogaria licenciada. No entanto, deverá cumprir integralmente todas as normas sanitárias e técnicas vigentes.

Entre as exigências obrigatórias estão:

  • Presença de farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento;
  • Estrutura física adequada, com consultório farmacêutico;
  • Controle rigoroso de temperatura, ventilação, iluminação e umidade;
  • Sistema de rastreabilidade e assistência farmacêutica.

Além disso, o projeto proíbe a venda de medicamentos em gôndolas abertas, bancadas ou caixas comuns do supermercado. A comercialização deverá ocorrer exclusivamente dentro do espaço da farmácia.

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Medicamentos de controle especial terão regras específicas

Para medicamentos de controle especial, que exigem retenção de receita, a entrega ao consumidor só poderá ocorrer após o pagamento.

O transporte do medicamento até o caixa deverá ocorrer em embalagem lacrada, inviolável e devidamente identificada, reforçando o controle sanitário.

Projeto permite comércio eletrônico com regras

O texto também autoriza que farmácias licenciadas contratem plataformas digitais e canais de comércio eletrônico para logística e entrega ao consumidor. Contudo, o cumprimento integral da regulamentação sanitária permanece obrigatório.

Debate divide parlamentares e entidades da área da saúde

O relator da proposta defendeu que a medida amplia o acesso da população a medicamentos, especialmente em municípios pequenos e regiões remotas onde faltam farmácias.

Por outro lado, parlamentares contrários ao projeto alertam para o risco de incentivo à automedicação e para possíveis impactos sobre o uso racional de medicamentos.

Entidades da área da saúde também se dividiram. Enquanto parte do setor avaliou que o texto manteve as exigências sanitárias e a presença obrigatória do farmacêutico, outras instituições manifestaram preocupação com possíveis impactos na saúde pública.

O que muda na prática

Caso o projeto seja sancionado, supermercados poderão instalar farmácias completas dentro de suas dependências. Entretanto, o modelo exigirá estrutura independente, presença constante de profissional habilitado e fiscalização sanitária rigorosa.

Assim, a decisão final agora depende da sanção presidencial.

Fonte: Agência Brasil

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