Brasil bate recorde com 493 mil toneladas de frango exportadas
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sexta-feira, março 6, 2026

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Brasil bate recorde com 493 mil toneladas de frango exportadas

As exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde para o mês de fevereiro e reforçaram o peso do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Ao todo, o país embarcou 493,2 mil toneladas no período, considerando produtos in natura e processados, no melhor resultado já registrado para fevereiro.

Além disso, o avanço em volume também chamou atenção pelo faturamento. A receita das exportações de frango alcançou US$ 945,4 milhões no mês, o maior valor já obtido para fevereiro. Dessa forma, o resultado fortalece a cadeia produtiva, movimenta logística, indústria e transporte, ampliando a percepção de força do setor avícola brasileiro no comércio global.

Recorde nas exportações de frango

  • 493,2 mil toneladas exportadas em fevereiro
  • US$ 945,4 milhões em receita
  • Crescimento de 5,3% no volume embarcado
  • Aumento de 8,6% no faturamento

Volume cresce e confirma melhor fevereiro da série

trabalhador processa carne de frango em frigorífico brasileiro voltado para exportação
Funcionário trabalha no processamento de carne de frango em frigorífico brasileiro voltado para exportação internacional.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o volume exportado em fevereiro cresceu 5,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Assim, o desempenho confirma uma recuperação importante do setor e mostra que o Brasil segue ampliando sua competitividade no mercado internacional.

No entanto, o avanço não se limitou ao mês isolado. No acumulado do primeiro bimestre, as exportações brasileiras de frango somaram 952,3 mil toneladas, alta de 4,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Além disso, em receita o total chegou a US$ 1,819 bilhão, crescimento de 7,2% no período.

Principais destinos do frango brasileiro

Entre os maiores compradores da carne de frango brasileira em fevereiro estão:

  • China – 49,4 mil toneladas
  • Emirados Árabes Unidos – 44 mil toneladas
  • Japão – 38,2 mil toneladas
  • Arábia Saudita – 33,8 mil toneladas
  • África do Sul – 31,3 mil toneladas

Retomada da China ajuda a sustentar o novo recorde

Um dos fatores que impulsionaram o desempenho brasileiro foi a consolidação da retomada dos embarques para a China. Além disso, comportamento semelhante também foi observado nas exportações destinadas à União Europeia.

Com isso, a avaliação do setor é de que os efeitos comerciais provocados pelo foco de influenza aviária registrado no ano passado já foram superados. Dessa maneira, a expectativa é de continuidade no ritmo positivo das exportações de frango do Brasil nos próximos meses.

Paraná lidera entre os estados exportadores

No recorte por estados, o Paraná manteve a liderança nas exportações de frango em fevereiro, com 211 mil toneladas embarcadas. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 104,6 mil toneladas, e o Rio Grande do Sul, com 61,1 mil toneladas.

Além disso, São Paulo registrou 28,8 mil toneladas exportadas, enquanto Goiás alcançou 24,5 mil toneladas. Assim, o mapa da produção brasileira mostra uma forte concentração em polos industriais consolidados da avicultura brasileira.

Novo mercado para o frango brasileiro

O Brasil abriu recentemente o mercado das Ilhas Salomão para exportação de carne de frango.

  • População aproximada: 830 mil habitantes
  • Produção doméstica limitada
  • Dependência de importações de proteína animal
  • Importações de frango chegaram a US$ 10,8 milhões em 2024

Assim, a abertura desse mercado cria novas oportunidades comerciais para o setor avícola brasileiro.

O que o recorde revela sobre o agro brasileiro

Por fim, o recorde registrado em fevereiro mostra que o Brasil continua competitivo em uma das cadeias mais estratégicas do agronegócio mundial. Ao mesmo tempo, o resultado evidencia a força da indústria nacional de proteína animal no comércio internacional.

Dessa forma, o desempenho amplia as perspectivas positivas para o setor avícola brasileiro ao longo de 2026, impulsionado pela demanda global por proteína e pela diversificação dos mercados compradores.

 

Fonte: CNN Brasil

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