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quarta-feira, abril 22, 2026

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CCJ da Câmara aprova admissibilidade da PEC da escala 6×1

A PEC da escala 6×1 avançou na Câmara dos Deputados depois que a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a admissibilidade das propostas que tratam da redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. A decisão foi unânime e abre uma nova fase para o tema, que agora seguirá para comissão especial antes de eventual votação em plenário.

Com esse avanço, a PEC da escala 6×1 passa a ocupar posição mais concreta na agenda legislativa. Nesta etapa, os deputados ainda não decidiram o mérito da proposta, mas autorizaram a continuidade da tramitação por entenderem que o texto pode seguir adiante dentro dos limites constitucionais.

Situação
Admissibilidade aprovada
A CCJ autorizou o prosseguimento da proposta na Câmara.
Próximo passo
Comissão especial
O mérito e a redação final ainda serão debatidos em novo colegiado.
Tema central
Redução da jornada
O debate gira em torno do limite semanal de trabalho no país.

O que significa o avanço da PEC da escala 6×1

A aprovação da PEC da escala 6×1 na CCJ não muda de imediato a rotina de trabalhadores e empresas. Nesta fase, a comissão analisa apenas se a proposta é constitucional e se pode continuar tramitando. Isso significa que o conteúdo final ainda será discutido, ajustado e eventualmente alterado nas próximas etapas.

Depois dessa aprovação, caberá ao presidente da Câmara instalar a comissão especial responsável por examinar o mérito. Esse colegiado terá até 40 sessões para debater a matéria, construir consenso político e consolidar o texto que poderá ser levado ao plenário. A expectativa informada é de que a proposta seja votada antes do recesso legislativo de julho.

Etapas da tramitação

Como a proposta segue depois da CCJ

1
Sinal verde constitucional
A CCJ reconhece que a proposta pode seguir dentro da tramitação legislativa.
2
Discussão de mérito
A comissão especial definirá o conteúdo político e técnico da proposta.
3
Possível ida ao plenário
A meta é votar o texto na Câmara antes do recesso de julho.

Quais propostas estão incluídas no debate

A discussão reúne duas propostas principais. A primeira é a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes, que prevê a redução gradual da jornada semanal para 36 horas ao longo de dez anos. O texto altera o artigo 7º da Constituição e mantém a possibilidade de compensação de horários por acordo coletivo.

A segunda é a PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, apensada à proposta anterior. Essa versão fixa jornada de até 36 horas semanais distribuídas em quatro dias de trabalho, com três dias de descanso, além de prever a extinção da escala 6 x 1. A manutenção da negociação coletiva também aparece como ponto relevante do texto.

Comparação

O que cada PEC propõe

PEC 221/2019
Redução gradual

Prevê 36 horas semanais com implementação ao longo de dez anos.

PEC 8/2025
Quatro dias de trabalho

Estabelece até 36 horas semanais com três dias de descanso.

PEC da escala 6×1 deve ampliar debate político e social

O avanço da PEC da escala 6×1 tende a ampliar a mobilização de sindicatos, representantes patronais e parlamentares de diferentes partidos. O tema envolve produtividade, descanso semanal, negociação coletiva e os possíveis efeitos econômicos de uma mudança constitucional sobre setores que operam em jornadas contínuas.

Mesmo sem alterar imediatamente a legislação, a PEC da escala 6×1 já representa um marco político importante. O tema deixa o campo da mobilização social e passa a integrar de forma direta o calendário legislativo da Câmara, com rito definido, comissão prevista e expectativa concreta de deliberação nas próximas semanas.

Leitura do momento

Por que essa discussão ganhou novo peso

A decisão da CCJ não aprova o conteúdo final, mas transforma a pauta em debate institucional mais avançado dentro da Câmara. Isso aumenta a pressão por posicionamentos claros sobre jornada de trabalho, descanso e negociação coletiva.

Com a tramitação em curso, a PEC da escala 6×1 entra em uma fase decisiva, na qual articulação política e construção de texto terão peso central para o futuro da proposta.

Fonte da notícia:
Poder360

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