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terça-feira, junho 2, 2026

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Caneta nacional da EMS terá preço inicial de R$ 452 nas farmácias

Semaglutida brasileira terá preço inicial de R$ 452 e deve chegar às farmácias a partir de 15 de junho, segundo anúncio feito pela EMS. A informação foi divulgada pelo g1, que teve acesso aos dados apresentados pela farmacêutica em evento fechado para pessoas ligadas ao mercado e médicos.

A caneta nacional, chamada Ozivy, entra no mercado com a promessa de custar menos que os valores praticados hoje em tratamentos semelhantes. De acordo com a empresa, o plano inicial para três meses pode reduzir o custo médio mensal para R$ 287, considerando o pacote de doses iniciais informado pela fabricante.

Painel do anúncio

Os principais números da Ozivy

R$ 452Preço inicial anunciado para cada caneta.
15 de junhoData prevista para chegada às farmácias.
500 milCanetas previstas no primeiro ciclo de abastecimento.

Semaglutida brasileira chega após queda da patente

A semaglutida brasileira da EMS foi a primeira versão nacional aprovada após a queda da patente que pertencia à Novo Nordisk. Segundo a reportagem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou que a empresa cobrasse um preço máximo próximo ao praticado por medicamentos como Ozempic e Wegovy, em torno de R$ 800.

Apesar desse teto, a EMS já havia informado que pretendia lançar sua versão com preços ao menos 30% mais baixos. O anúncio desta terça-feira detalhou a estratégia comercial: o valor inicial será de R$ 452, quase metade do preço citado como referência no mercado.

Como fica o plano

Preço muda conforme a etapa do tratamento

Primeiros três meses: as doses iniciais somam R$ 863,23, com custo médio mensal de R$ 287, segundo a empresa.

Quarto mês: a caneta passa a custar R$ 498, conforme o plano divulgado pela farmacêutica.

Pacote com duas canetas: a EMS também propôs opção com duas unidades de 1,0 mg por R$ 896, ainda sem data para chegar às prateleiras.

De acordo com o material divulgado, as versões de entrada chegam ao mercado a partir de 15 de junho. Já o pacote com duas canetas de 1,0 mg, embora tenha preço anunciado, ainda não tem previsão definida para ser vendido nas farmácias.

A semaglutida brasileira entra em um setor de alta demanda. O medicamento é usado no tratamento da obesidade e teve sua inclusão no SUS discutida anteriormente. A demanda, porém, foi rejeitada justamente pelo alto custo, segundo o relato da reportagem original.

Preço da semaglutida brasileira aumenta disputa no mercado

O lançamento ocorre em meio a uma disputa aberta no mercado farmacêutico. Com a queda da patente, versões nacionais passaram a avançar junto à Anvisa. Até o início deste ano, havia ao menos 17 pedidos em análise no órgão regulador, segundo a apuração citada pelo g1.

A movimentação também provocou reação das empresas já presentes no segmento. A própria Novo Nordisk reduziu preços para tornar seus produtos mais competitivos diante da chegada de novas versões nacionais.

Mercado em movimento

O que muda com a entrada da versão nacional

  • Nova referência de preço: a Ozivy começa com valor anunciado abaixo do teto regulatório.
  • Maior concorrência: a queda da patente abriu espaço para pedidos de versões nacionais.
  • Disputa nas prateleiras: empresas ajustam preços para manter competitividade.
  • Abastecimento inicial: a EMS prevê mais de 500 mil canetas no primeiro ciclo.

O dado mais relevante para o consumidor é a diferença entre teto de preço e valor anunciado. A autorização regulatória estabelece um limite máximo, mas a empresa pode vender abaixo dele. Foi essa a estratégia comunicada pela EMS ao apresentar a semaglutida brasileira com preço inicial de R$ 452.

Na prática, o preço final nas farmácias dependerá da chegada do produto às redes, da adesão aos pacotes divulgados e da forma como a distribuição será organizada no primeiro ciclo de abastecimento. A reportagem informa que a EMS pretende distribuir as canetas em farmácias pelo país.

Pacote inicial reduz média mensal nos primeiros 90 dias

O plano de preços divulgado pela empresa indica que as doses suficientes para os primeiros 90 dias custarão R$ 863,23. Com isso, a média mensal calculada pela farmacêutica fica em R$ 287 durante essa etapa inicial.

Depois desse período, a caneta terá valor de R$ 498 no quarto mês. A EMS também informou uma opção de pacote com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896, mas esse produto ainda não tem data definida para chegar ao varejo.

Leitura rápida

Pontos confirmados pela fonte

Chegada: versões iniciais da Ozivy estão previstas para as farmácias a partir de 15 de junho.

Preço: cada caneta começa em R$ 452, conforme o anúncio da EMS.

Tratamento inicial: pacote de 90 dias foi apresentado com custo total de R$ 863,23.

Próxima etapa: o mercado aguarda a chegada efetiva às prateleiras e a distribuição nacional.

A semaglutida brasileira chega, portanto, em um momento de reorganização do mercado. O anúncio da EMS combina preço inicial, data prevista e promessa de abastecimento, mas ainda deixa uma etapa em aberto: a confirmação prática da disponibilidade nas farmácias a partir do calendário informado.

Com o valor de entrada anunciado, a semaglutida brasileira tende a aumentar a competição no segmento e colocar pressão sobre os preços de medicamentos semelhantes. Ainda assim, a informação central divulgada pela empresa é comercial: preço inicial de R$ 452, chegada prevista em junho e mais de 500 mil unidades no primeiro ciclo.

Para o leitor, a chegada da semaglutida brasileira deve ser acompanhada principalmente pela disponibilidade real nas farmácias e pelos valores praticados no varejo.

Fonte da notícia: G1

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