Uma dentista proibida pela Justiça Federal não poderá realizar cirurgias plásticas em Rondônia. A decisão, em caráter definitivo, envolve procedimentos como rinoplastia, no nariz, e blefaroplastia, nas pálpebras.
O processo corre em segredo de Justiça, por isso o nome da profissional não foi divulgado. Caso descumpra a determinação judicial, a dentista proibida poderá pagar multa diária de R$ 3 mil.
A ordem também impede a oferta e a divulgação desses serviços em anúncios, redes sociais, sites ou novos perfis. A medida reforça o alerta para pacientes que procuram procedimentos estéticos invasivos e precisam confirmar se o profissional tem habilitação legal para realizar o atendimento.
Na prática, o caso da dentista proibida chama atenção para a segurança do paciente, os limites de atuação profissional e os riscos de contratar cirurgias plásticas apenas com base em propaganda, promessas ou imagens publicadas na internet.
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Neste artigo, você vai ver
Alerta na estética
Resumo da decisão
Proibição: profissional não pode realizar cirurgias plásticas citadas na decisão.
Divulgação: anúncios e ofertas dos serviços também foram proibidos.
Multa: descumprimento pode gerar cobrança diária de R$ 3 mil.
Dentista proibida não pode realizar plásticas em Rondônia
A Justiça Federal proibiu definitivamente uma cirurgiã-dentista de realizar cirurgias plásticas em Rondônia. A sentença confirmou uma decisão liminar concedida anteriormente e teve manifestação favorável do Ministério Público Federal.
Com a decisão, a dentista proibida fica impedida de fazer os procedimentos e também de divulgar os serviços em redes sociais, anúncios, sites ou qualquer novo perfil que venha a ser criado.
O caso começou após ação movida pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia. A discussão envolve os limites de atuação profissional em procedimentos invasivos e o risco à saúde de pacientes.
Rinoplastia e blefaroplastia estão entre os procedimentos citados
A decisão cita procedimentos como rinoplastia e blefaroplastia. A rinoplastia envolve intervenção no nariz, enquanto a blefaroplastia é feita na região das pálpebras.
Segundo o entendimento apresentado no caso, essas cirurgias são consideradas exclusivas de médicos. Por envolverem intervenções invasivas, elas exigem formação adequada, avaliação técnica, estrutura segura e acompanhamento profissional compatível com os riscos.
Para o Ministério Público Federal, a atuação da dentista proibida nesses procedimentos desrespeitou a Lei do Ato Médico e normas dos conselhos profissionais de Medicina e Odontologia.
Decisão judicial
O que ficou proibido
Procedimentos: rinoplastia e blefaroplastia.
Publicidade: anúncios, redes sociais, sites e novos perfis.
Penalidade: multa diária em caso de descumprimento da ordem.
Pacientes relataram lesões físicas e estéticas
De acordo com as informações do caso, ao menos quatro mulheres acionaram a Justiça após relatarem lesões físicas e estéticas graves em procedimentos realizados na clínica da profissional.
As pacientes teriam precisado passar por cirurgias reparadoras e longos períodos de internação. Esses relatos reforçaram a preocupação com procedimentos invasivos feitos fora dos limites profissionais permitidos.
Ao recorrer, a dentista proibida alegou que a fiscalização de sua atuação caberia ao Conselho Regional de Odontologia, e não ao Conselho de Medicina. Também afirmou que, na época, havia decisão judicial autorizando alguns procedimentos estéticos por dentistas.
Pontos centrais
MPF defendeu manutenção da proibição
O Ministério Público Federal entendeu que a mudança da profissional para outro estado não elimina o risco de repetição da prática nem apaga os danos relatados pelas pacientes.
O órgão também avaliou que manter a proibição ajuda a impedir que outros profissionais atuem fora dos limites da própria formação.
A decisão determinou que todos os anúncios relacionados às cirurgias sejam retirados. Isso inclui publicações em redes sociais, sites e qualquer novo perfil que venha a ser criado pela dentista proibida.
Alerta ao paciente
Fotos de antes e depois, promessas em redes sociais e anúncios pagos não substituem a checagem da formação, do registro profissional e da autorização para realizar intervenções invasivas.
Pacientes devem checar habilitação antes de procedimentos
O caso reforça a importância de pesquisar a formação e a habilitação de profissionais antes de contratar procedimentos estéticos invasivos.
A recomendação é consultar conselhos profissionais, verificar registro, especialidade, experiência, local de atendimento e autorização legal para realizar o procedimento desejado.
Também é importante desconfiar de promessas rápidas, preços muito baixos, pressão para fechar o serviço e anúncios que não deixam claro quem é o profissional responsável.
A decisão contra a dentista proibida em Rondônia mostra que a checagem prévia pode evitar riscos físicos, estéticos e financeiros ao paciente.
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Antes de contratar
Verifique registro, especialidade, experiência, local de atendimento e autorização legal para o procedimento. Desconfie de promessas rápidas, preços muito baixos e pressão para fechar o serviço.
Resumo final
A decisão sobre a dentista proibida de realizar cirurgias plásticas em Rondônia reforça o alerta sobre segurança do paciente, habilitação profissional e riscos em procedimentos estéticos invasivos.



