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terça-feira, agosto 11, 2026

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Teste FIT entra no rastreamento do câncer de intestino no SUS

O teste FIT passou a integrar o novo protocolo nacional do SUS para rastreamento do câncer de intestino em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos. O exame utiliza uma amostra de fezes para procurar pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser vistas a olho nu.

A mudança amplia as opções de detecção precoce, mas não significa que o exame confirme câncer. Um resultado alterado indica necessidade de avaliação complementar. Em Rondônia, também é importante separar a adoção do protocolo nacional da disponibilidade concreta do teste na rede local, que depende da organização dos serviços.

PREVENÇÃO
Neste artigo, você vai ver
  • como funciona o teste FIT;
  • quem integra o público-alvo do rastreamento;
  • o que acontece quando o resultado é alterado;
  • o que está confirmado e o que ainda depende de organização local em Rondônia.

Teste FIT procura sangue oculto nas fezes

O teste FIT identifica pequenas quantidades de sangue humano presentes nas fezes. Esse achado pode estar associado a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou outras alterações no intestino, mas não funciona como diagnóstico definitivo de câncer.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o método não exige preparo intestinal, não requer dieta restritiva antes da coleta e pode ser feito com uma única amostra, utilizando kit próprio para coleta domiciliar orientada.

Como funciona o teste FIT
Público-alvo: homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos.
Amostra: fezes coletadas conforme orientação da rede de saúde.
Preparo: não exige limpeza intestinal nem dieta restritiva.
Resultado alterado: indica necessidade de investigação complementar e não diagnóstico automático.

Colonoscopia pode ser indicada após resultado alterado

Quando o teste FIT detecta sangue oculto, o próximo passo é avaliar a necessidade de exames complementares. A colonoscopia permite visualizar diretamente o cólon e o reto e, em determinadas situações, retirar pólipos durante o procedimento.

É importante diferenciar rastreamento de investigação diagnóstica. O novo protocolo é destinado a pessoas sem sintomas na faixa etária definida. Quem apresenta sinais ou alterações que precisam de avaliação clínica não deve considerar o teste uma substituição para consulta e investigação médica.

Teste FIT com profissional de saúde orientando paciente sobre coleta para rastreamento do câncer de intestino
O teste FIT utiliza amostra de fezes e um resultado alterado precisa ser investigado por exames complementares.
Estimativa do INCA para 2026

Rondônia: 210 casos novos estimados de câncer de cólon e reto.

Homens: aproximadamente 100 casos estimados.

Mulheres: aproximadamente 110 casos estimados.

Brasil: 53.810 casos novos estimados por ano no triênio 2026–2028.

Rondônia tem estimativa de 210 casos novos em 2026

O INCA estima 210 novos casos de câncer de cólon e reto em Rondônia em 2026. São aproximadamente 100 casos entre homens e 110 entre mulheres, com taxa bruta total estimada de 11,90 casos para cada 100 mil habitantes.

Os números são projeções epidemiológicas e não correspondem a pessoas que já receberam diagnóstico. No Brasil, a estimativa é de 53.810 novos casos por ano entre 2026 e 2028, reforçando a importância de estratégias de prevenção, detecção precoce e organização do rastreamento.

RONDÔNIA
O que ainda precisa ser confirmado localmente
Data de início da oferta do FIT na rede estadual ou municipal.
Unidades responsáveis pela entrega e recebimento dos kits.
Critérios de encaminhamento adotados pela rede local.
Fluxo para colonoscopia quando houver indicação de investigação complementar.

Oferta local do teste FIT ainda precisa ser confirmada

Na checagem das páginas oficiais consultadas até 11 de agosto, não foi localizada orientação específica indicando data de início, unidades de coleta ou fluxo próprio do teste FIT em Rondônia ou Porto Velho. Por isso, esta matéria não indica uma UBS específica para retirada ou entrega do kit.

Enquanto a rede local não publicar essas informações, o mais seguro é acompanhar os canais oficiais do SUS, da Secretaria de Saúde e do município. A adoção do protocolo nacional representa uma mudança na estratégia de rastreamento, mas a disponibilidade concreta depende da organização de cada rede, inclusive de laboratório e referência para exames complementares.

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