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Massacre de Santa Elina completa 31 anos e mantém memória viva em Rondônia

O Massacre de Santa Elina completou 31 anos em 9 de agosto de 2026. O episódio ocorreu em 1995, na Fazenda Santa Elina, em Corumbiara, no sul de Rondônia, durante uma operação de reintegração de posse que terminou em confronto entre forças policiais e trabalhadores rurais.

Mais de três décadas depois, o caso permanece ligado ao debate sobre direitos humanos, conflitos agrários, Justiça e memória das vítimas. Em 2004, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) concluiu que o Estado brasileiro teve responsabilidade internacional por violações relacionadas ao episódio.

MEMÓRIA
Neste artigo, você vai ver
  • o que a CIDH concluiu sobre o caso;
  • por que os números de vítimas variam entre as fontes;
  • por que 9 de agosto é feriado em Corumbiara;
  • como a memória de Santa Elina permanece três décadas depois.

Massacre de Santa Elina chegou à Comissão Interamericana

O caso foi levado à CIDH sob o número 11.556. No Relatório nº 32/04, aprovado em 2004, a Comissão analisou o que ocorreu em Corumbiara e apontou violações de direitos à vida, à integridade pessoal, às garantias judiciais e à proteção judicial.

A análise colocou o Massacre de Santa Elina também no sistema internacional de proteção aos direitos humanos. Entre as recomendações apresentadas estavam investigação completa e imparcial, reparação às vítimas e familiares e medidas para impedir a repetição de violações semelhantes.

O que consta no relatório da CIDH
Caso: 11.556 — Corumbiara, Brasil.
Relatório: nº 32/04, aprovado em 2004.
Direito à vida: 11 pessoas foram identificadas como vítimas de violação do artigo 4.
Confronto: o relatório também registra a morte de dois policiais.

Contagem de vítimas varia entre documentos e entidades

Os números associados ao episódio não são apresentados da mesma forma por todas as fontes. A CIDH identifica 11 pessoas como vítimas de violação do direito à vida e também registra duas mortes de policiais no confronto.

Já organizações ligadas à luta pela terra e outros registros históricos adotam critérios diferentes ao considerar desaparecidos, mortes reconhecidas posteriormente e outras situações. Por isso, qualquer total relacionado ao Massacre de Santa Elina precisa ser acompanhado da identificação da fonte utilizada.

Massacre de Santa Elina é lembrado em ato de memória realizado em área rural de Corumbiara.

Imagem representativa de homenagem em área rural de Corumbiara; a composição não é registro documental do episódio de 1995.

9 de agosto em Corumbiara

Data: 9 de agosto.

Classificação: feriado municipal.

Referência: memória do Massacre de Santa Elina.

Base legal: Lei Municipal nº 173, de 21 de agosto de 1998.

9 de agosto é feriado municipal em Corumbiara

O calendário oficial do município registra 9 de agosto como feriado em memória do Massacre de Santa Elina. A base indicada pela Prefeitura de Corumbiara é a Lei Municipal nº 173, de 21 de agosto de 1998.

A data passou a integrar oficialmente o calendário local e funciona como uma das formas institucionais de preservação da memória do episódio. A identificação da lei municipal também ajuda a corrigir referências diferentes reproduzidas em alguns registros sobre o feriado.

MEMÓRIA EM 2026
Programação foi anunciada para o assentamento Alzira Augusto Monteiro
A CPT convocou ato ecumênico para 8 de agosto.
A programação previa cantos, procissão com cruz e velas, texto bíblico e falas.
O encerramento anunciado seria com missa.
A matéria-base não apresentava balanço posterior de participação.

Atos de memória mantêm Santa Elina no debate público

Para os 31 anos do episódio, a Comissão Pastoral da Terra anunciou uma programação de memória no Assentamento Alzira Augusto Monteiro, próximo ao local da antiga Fazenda Santa Elina. A agenda divulgada previa atividades religiosas e homenagens ao longo do dia.

Como a matéria-base não apresentava um balanço posterior com estimativa de público ou confirmação detalhada de todas as ações realizadas, a programação deve ser entendida como o que havia sido anunciado pela entidade, e não como registro completo do evento ocorrido.

Massacre de Santa Elina permanece como referência em direitos humanos

Aos 31 anos, o episódio segue presente em discussões sobre violência no campo, acesso à terra, responsabilização do Estado e direito das famílias à Justiça e à memória. O relatório internacional e o feriado municipal representam registros distintos dessa trajetória.

A preservação da memória do Massacre de Santa Elina também exige cuidado com versões, números e atribuições. Documentos oficiais e relatos de entidades podem adotar critérios diferentes, o que torna essencial identificar claramente a origem de cada informação apresentada ao público.

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