A produção de grãos em Rondônia está estimada em 5,281 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo o 11º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa queda de 2,7% diante das 5,4297 milhões de toneladas calculadas para 2024/25, diferença aproximada de 148,7 mil toneladas.
O resultado contrasta com a Região Norte, cuja produção deve crescer 8%, de 22,6643 milhões para 24,4707 milhões de toneladas. Na tabela estadual da Conab, Rondônia é o único estado nortista com retração da produção nessa comparação entre safras.
- por que a produção estadual recua 2,7%;
- como a redução da área cultivada pesa no resultado;
- por que a produtividade praticamente não mudou;
- como Rondônia se diferencia do avanço da Região Norte.
Menor área cultivada acompanha a redução da safra
A área de grãos em Rondônia passa de 1,2428 milhão para 1,2094 milhão de hectares. São 33,4 mil hectares a menos, também uma retração de 2,7%. O movimento da área acompanha, na mesma proporção, a queda projetada para a produção estadual.
Na projeção dos grãos em Rondônia, a produtividade média praticamente não muda. O rendimento passa de 4.369 para 4.367 quilos por hectare, variação de apenas -0,1%. Isso indica que a estimativa menor está ligada principalmente à redução da extensão cultivada, e não a uma quebra relevante de rendimento médio.
O recuo de 2,7% dos grãos em Rondônia não representa uma queda dessa magnitude entre os levantamentos de julho e agosto. Em julho, a Conab estimava 5,2862 milhões de toneladas; agora, a previsão é de 5,281 milhões, ajuste de apenas 5,2 mil toneladas.
A comparação de 2,7% é entre a safra 2025/26 e a temporada 2024/25. Separar essas duas bases evita transformar uma pequena revisão mensal em explicação para toda a diferença anual prevista no estado.
Milho e arroz aparecem em estágios diferentes
A safra de grãos em Rondônia reúne situações distintas entre as culturas. No milho segunda safra, a colheita se aproximava da finalização e 459,5 mil hectares estavam consolidados. A Conab relata médias satisfatórias nas áreas semeadas dentro da janela considerada ideal.
No arroz de sequeiro de segunda safra, a área efetivamente plantada ficou abaixo da previsão inicial e as lavouras já estavam colhidas. O boletim também acompanha algodão e outras culturas, mas não aponta um único produto ou fator climático como responsável por toda a retração estadual.
Rondônia: produção -2,7%, área -2,7% e produtividade -0,1%.
Região Norte: produção +8%, área +5,3% e produtividade +2,6%.
No comparativo dos grãos em Rondônia com o restante da região, o contraste não significa, por si só, crise no campo rondoniense. Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e Tocantins aparecem com crescimento da produção na tabela regional. Em vários deles, o avanço combina maior área cultivada, ganho de produtividade ou os dois movimentos.
Estimativa ainda pode mudar até o fechamento da safra
Os números de grãos em Rondônia fazem parte do 11º Levantamento da Conab e ainda são estimativas. Área, produção e produtividade podem receber novos ajustes com o avanço da colheita, a consolidação das áreas e a incorporação de informações de campo.
Enquanto os grãos em Rondônia recuam na comparação anual, a Conab estima a safra brasileira 2025/26 em cerca de 360,8 milhões de toneladas, alta de 2,4% sobre o ciclo anterior. O cenário nacional reforça que o desempenho estadual deve ser analisado dentro de sua própria combinação de área, produtividade e culturas.
Para acompanhar os grãos em Rondônia, o produtor deve observar as próximas atualizações da Conab e, no planejamento da nova temporada, considerar também calendário sanitário, zoneamento agrícola, assistência técnica e condições reais de cada propriedade.






