Os ecobueiros em Porto Velho começaram a passar por uma operação de limpeza e avaliação nesta semana. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) anunciou nesta quinta-feira (29 de outubro) que vai examinar os resíduos retidos nos dispositivos para identificar pontos de descarte irregular de lixo e decidir onde os equipamentos são mais necessários. A capital tem 305 ecobueiros instalados, segundo o levantamento divulgado pela Prefeitura.
A iniciativa é executada pela Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Seinfra. Embalagens de marmitas, garrafas plásticas e restos de carvão estão entre os materiais já encontrados em estruturas da cidade. Além de recolher esse lixo, as equipes pretendem avaliar seu volume e sua frequência. O número de 305 refere-se aos equipamentos instalados, e não a uma avaliação de todos eles já concluída.
Prefeitura inicia limpeza e avaliação da rede de ecobueiros
A operação anunciada para esta semana busca levantar o que está acumulado em cada ponto examinado. O volume e o tipo de material recolhido poderão ajudar a Seinfra a reconhecer locais com descarte recorrente e planejar orientações à população. A secretaria não apresentou um balanço final dessa avaliação nem informou quantos equipamentos já foram vistoriados.
Para ampliar a rede de ecobueiros em Porto Velho, a Prefeitura menciona uma previsão contratual de mil unidades. Essa informação não significa que todos tenham sido instalados: o número confirmado no comunicado de 29 de outubro é de 305 unidades. O documento específico do contrato e um cronograma para alcançar a previsão de mil unidades não foram apresentados na divulgação consultada.
305 instalados: levantamento informado pela Seinfra.
Operação em andamento: limpeza e avaliação anunciadas nesta semana.
Mil previstos: referência contratual atribuída à Prefeitura, não quantidade implantada.
Transferências: possibilidades em estudo, sem mudança específica comprovada.
Como funcionam os ecobueiros em Porto Velho
Os ecobueiros são estruturas de retenção instaladas em bocas de lobo, também chamadas de bueiros inteligentes. Seu cesto ou grade segura parte dos resíduos sólidos arrastados pela chuva, antes que entrem na tubulação de drenagem. O material permanece no dispositivo até ser retirado pelas equipes de limpeza. O equipamento não elimina a necessidade de recolhimento periódico, porque o lixo acumulado também precisa ser removido para preservar a passagem da água.
A Prefeitura vem ampliando a instalação de ecobueiros em Porto Velho ao longo de 2026. Eles integram a manutenção preventiva da drenagem, mas não substituem a coleta regular de resíduos, a limpeza de galerias e canais nem as intervenções necessárias em locais com problemas estruturais de escoamento. A divulgação de agora não apresenta medição que permita calcular uma redução percentual de alagamentos atribuída aos 305 equipamentos.
Marmitas e garrafas plásticas aparecem entre os resíduos encontrados
Na avenida Jorge Teixeira, nas proximidades do cruzamento com a Dom Pedro II, a Prefeitura identificou a presença frequente de embalagens de marmitas nos ecobueiros. A possibilidade de o material estar relacionado a refeições consumidas nas imediações é uma hipótese mencionada pela administração municipal, não uma conclusão sobre a origem nem a identificação de responsáveis.
Na avenida Pinheiro Machado, perto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram observadas garrafas plásticas acumuladas em estruturas da rede de drenagem. A Prefeitura também relatou restos de carvão em um dos dispositivos, mas não identificou a procedência do material nem atribuiu esse achado a uma pessoa ou estabelecimento. A avaliação dos ecobueiros em Porto Velho poderá mostrar quais pontos concentram mais resíduos, mas ainda não há um relatório final dessa operação.
Jorge Teixeira / Dom Pedro II: embalagens de marmitas.
Pinheiro Machado / proximidades da PRF: garrafas plásticas.
Outros achados: restos de carvão, sem origem estabelecida.
Mudança de localização ainda depende dos resultados da avaliação
Na avaliação dos ecobueiros em Porto Velho, as equipes vão verificar, além dos resíduos recolhidos, se a distribuição atual dos dispositivos corresponde aos locais com maior necessidade de retenção. Segundo a Seinfra, um ecobueiro instalado em ponto com pouco ou nenhum acúmulo poderá ser considerado para transferência a uma área com maior demanda. A ideia é usar os dados da limpeza para definir prioridades, em vez de anunciar novos endereços antes da análise.
O secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, explicou no comunicado que a equipe pretende observar o comportamento de cada local para decidir onde manter ou reposicionar as estruturas. Até a publicação do anúncio, não havia relação de equipamentos efetivamente remanejados, prazos definidos de transferência ou relatório final com o volume recolhido por ponto.
Descarte correto de lixo continua necessário para proteger a drenagem
O descarte correto ajuda os ecobueiros em Porto Velho a cumprir sua função. A retenção de resíduos nas bocas de lobo impede que parte desse material siga para as galerias, mas a medida atua depois que o lixo já chegou à rua. Para evitar novos acúmulos, a Prefeitura orienta os moradores a utilizar os locais adequados para descarte, respeitar a coleta e não lançar embalagens, garrafas ou entulho em vias públicas, bueiros e canais.
Com a aproximação do período de chuvas mais intensas, resíduos acumulados podem dificultar a passagem da água e aumentar o risco de transtornos. A Seinfra também realiza limpeza de vias, bocas de lobo e canais. Os resultados da operação com os ecobueiros em Porto Velho poderão orientar a manutenção e novas prioridades de instalação, mas ainda dependem da análise dos materiais efetivamente recolhidos.





