Segunda fase ocorreu a montante de Jirau
A nova etapa da Operação Nêmesis no Rio Madeira ocorreu no trecho acima da barragem de Jirau, no município de Porto Velho. De acordo com a PF, as estruturas alcançadas estavam a aproximadamente 27 quilômetros da usina.
Essa ação é distinta da primeira fase realizada em 27 de outubro, entre Calama e São Carlos. O balanço de 72 embarcações e maquinários inutilizados divulgado naquela ocasião não corresponde à quantidade da operação de sexta-feira.
PF comparou localização das dragas com registros da ANM
A Polícia Federal afirmou que comparou a posição das dragas com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) para identificar locais sem Permissão de Lavra Garimpeira e sem licenciamento ambiental. A fiscalização ficou limitada a esses pontos e não alcançou áreas com documentação válida.
Segundo a corporação, imagens de satélite mostram a presença das dragas na área desde abril de 2025, com deslocamentos ao longo do rio e alterações visíveis nas margens. A PF descreveu as estruturas como de grande porte, com valor médio estimado superior a R$ 4 milhões por unidade.
Mercúrio, armas e equipamentos foram apreendidos
Na Operação Nêmesis no Rio Madeira, os agentes retiraram o mercúrio metálico das dragas antes de inutilizá-las e outras substâncias nocivas encontradas a bordo. Conforme a PF, esse material foi apreendido para receber destinação ambientalmente adequada. Também foram recolhidos armas de fogo e equipamentos usados na queima do amálgama empregado na separação do ouro.
O mercúrio é um metal tóxico, capaz de contaminar ambientes aquáticos e atingir peixes e pessoas expostas. Na região do Madeira, a preocupação envolve também populações ribeirinhas e indígenas que dependem do rio. O comunicado não apresenta um quantitativo final das apreensões desta fase.
Por que as estruturas foram inutilizadas
A PF informou que a remoção e a guarda das dragas eram inviáveis: as estruturas estavam afastadas da usina, sem meios de reboque ou local adequado para armazenamento. O órgão apontou o artigo 111 do Decreto nº 6.514/2008 como fundamento para a inutilização, diante das condições verificadas na operação.
O trabalho também tem dimensão ambiental. Além dos riscos associados ao mercúrio, a atividade de extração irregular no leito do rio pode causar assoreamento e degradação das margens.
Investigação busca responsáveis pela estrutura do garimpo
Após a Operação Nêmesis no Rio Madeira, as investigações continuam para identificar financiadores, operadores logísticos, fornecedores de mercúrio e responsáveis pelo recebimento do ouro extraído. A PF informou que eventuais responsabilidades criminais serão apuradas de acordo com a participação de cada pessoa envolvida.
A íntegra do comunicado está disponível no portal oficial da Polícia Federal.
Fontes: Polícia Federal — comunicado de 30/10/2026 sobre a segunda fase da Operação Nêmesis; comunicado da PF de 27/10/2026 sobre a fase anterior. Imagens da matéria: composições editoriais produzidas com auxílio de IA; não são fotografias documentais da operação.
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