A Operação Nêmesis, realizada pela Polícia Federal com apoio do Ibama em 27 de outubro de 2026, inutilizou 72 bens usados no garimpo ilegal no Rio Madeira. A fiscalização ocorreu entre os distritos de Calama e São Carlos, em Porto Velho, para combater a extração de ouro sem autorização.
Além das embarcações e dos equipamentos, os agentes inutilizaram 16 mil litros de óleo diesel destinados ao abastecimento das estruturas. Foram apreendidos três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares. A Polícia Federal informou que a investigação continua para identificar proprietários e possíveis financiadores do garimpo.
Onde ocorreu a Operação Nêmesis no Rio Madeira
A ação alcançou um trecho do rio localizado entre Calama e São Carlos, comunidades da região de Porto Velho. A Operação Nêmesis foi conduzida pela Polícia Federal com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Veja também: fiscalização anterior contra dragas no Rio Madeira.
A divulgação da PF não especifica as coordenadas de cada estrutura inutilizada. Por isso, o resultado deve ser atribuído ao trecho fiscalizado e à ação de 27 de outubro, sem ser confundido com operações anteriores no Rio Madeira.
Quais equipamentos foram inutilizados pela fiscalização
O balanço da Operação Nêmesis reúne 17 dragas, dois rebocadores, três voadeiras, 21 motores, 25 bombas de draga e quatro bombas de água. Juntos, esses itens somam os 72 bens informados oficialmente.
Não se trata, portanto, de 72 dragas nem de 72 embarcações. O total inclui diferentes tipos de equipamentos empregados na retirada e no beneficiamento de ouro. A contagem publicada pela Polícia Federal não informa o valor econômico individual dos bens.

Diesel inutilizado e mercúrio apreendido
A Operação Nêmesis também inutilizou 16 mil litros de diesel, segundo a PF. O combustível estava destinado ao abastecimento das estruturas do garimpo ilegal. A nota não descreve o procedimento usado para inutilizá-lo nem apresenta medição de impacto ambiental decorrente dessa medida.
Os três frascos de mercúrio e os oito celulares tiveram outro encaminhamento: foram apreendidos. O material poderá ser analisado para ajudar a identificar responsáveis pelas dragas e eventuais financiadores. Esses objetos não integram a contagem dos 72 bens inutilizados.
Investigação busca donos das dragas e financiadores
Após a Operação Nêmesis, a Polícia Federal informou que as investigações continuam. Uma das frentes é identificar os proprietários das embarcações e as pessoas que financiam a extração irregular de ouro no Rio Madeira. Veja também: Operação Fornalha contra garimpo em terras indígenas.
De acordo com a instituição, os envolvidos poderão responder por usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica. A possibilidade de responsabilização ainda depende da apuração e não significa que alguém já tenha sido condenado nesses procedimentos.
A nota oficial não anuncia prisões, não nomeia proprietários e não afirma que o garimpo ilegal foi encerrado na região. Esses pontos não podem ser apresentados como resultados confirmados da fiscalização.
O que muda após a operação no Rio Madeira
A inutilização de estruturas pode interromper o uso dos bens atingidos naquela ação. Contudo, a Operação Nêmesis não traz um levantamento sobre toda a atividade de garimpo na região nem permite afirmar que a extração ilegal tenha acabado. Veja também: fiscalização em terras indígenas de Rondônia.
Para moradores das comunidades ribeirinhas, o principal dado confirmado é a atuação federal em um trecho específico do rio. Não foram divulgados números de famílias atendidas, impactos sanitários ou medições ambientais relacionados à operação.
A fiscalização integra uma investigação que permanece em curso. Eventuais novos resultados, identificação de responsáveis e providências judiciais deverão ser comunicados pelas autoridades competentes.
Fonte: Polícia Federal, 27/10/2026.
→ Fiscalização anterior contra dragas no Rio Madeira




