Os furtos de grãos no Rio Madeira entraram em uma nova etapa de investigação com a Operação Piratas do Madeira 2, deflagrada pela FICCO/RO. A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão e alcança 29 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, em Porto Velho, Ariquemes e Umuarama, no Paraná.
Segundo a Polícia Federal, empresas vítimas registraram 257 ocorrências ligadas aos furtos de grãos no Rio Madeira entre 2022 e 2025. A operação atual não informou prisões; os 29 alvos são investigados, e não presos ou condenados.
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De onde vem o número de 257 ocorrências
O que a operação atual cumpriu em Rondônia e no Paraná
Como o esquema funcionaria, segundo a investigação
Quanto a Hidrovia do Madeira movimentou em 2025
Por que soja e milho concentram grande parte do fluxo
O que aconteceu na primeira Operação Piratas do Madeira
Por que a segurança da rota importa para Rondônia
Empresas relataram 257 ocorrências entre 2022 e 2025
No caso dos furtos de grãos no Rio Madeira, a PF atribui o número de 257 às empresas vítimas. Isso significa que o dado representa ocorrências registradas ou relatadas ao longo de quatro anos, e não 257 condenações, 257 cargas inteiras subtraídas ou 257 barcaças furtadas.
A investigação ainda apura responsabilidades. A PF descreve suspeitas de subtração, escoamento, receptação e reinserção dos produtos no mercado, sem atribuir culpa definitiva aos investigados.
Operação cumpre sete buscas e alcança 29 investigados
Na apuração dos furtos de grãos no Rio Madeira, a Operação Piratas do Madeira 2 cumpre sete mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ariquemes e Umuarama. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
As medidas sobre os furtos de grãos no Rio Madeira atingem 29 investigados e incluem bloqueio de bens e valores de até R$ 1,2 milhão. A PF não informou prisão nesta etapa.
Como o esquema funcionaria, segundo a investigação
Segundo a PF, a investigação dos furtos de grãos no Rio Madeira aponta atuação em diferentes etapas: retirada dos produtos das embarcações, escoamento, receptação e posterior aquisição por empresas do setor agroindustrial por valores abaixo dos praticados no mercado.
A PF também aponta possível reinserção das cargas no mercado com aparência de legalidade e notas fiscais com descrição falsa. Entre os crimes citados estão organização criminosa, furto qualificado, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. A responsabilização depende do processo judicial.
Hidrovia do Madeira movimentou 12,1 milhões de toneladas em 2025
A dimensão logística ajuda a explicar por que os furtos de grãos no Rio Madeira interessam além da área policial. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a Hidrovia do Madeira transportou 12,1 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 20,4% em relação ao ano anterior.
A rota conecta Porto Velho ao Rio Amazonas e integra o Arco Norte. No projeto de concessão, a ANTAQ considera cerca de 1.075 quilômetros e capacidade futura de até 21 milhões de toneladas — projeção, não volume já movimentado.
Soja e milho concentram grande parte do fluxo
Em 2025, a hidrovia transportou 7 milhões de toneladas de soja, 3 milhões de milho e 1 milhão de petróleo. Esses volumes mostram o peso da rota, mas não estão todos ligados às ocorrências investigadas.
Da mesma forma, os furtos de grãos no Rio Madeira não podem ser apontados, sem fonte específica, como causa de aumento de preços, fretes ou desabastecimento. O dado confirmado é que a investigação atinge uma rota importante para cadeias produtivas de Rondônia.
Primeira Operação Piratas do Madeira ocorreu em 2025
A apuração dos furtos de grãos no Rio Madeira tem um antecedente. Em junho de 2025, a primeira Operação Piratas do Madeira cumpriu 14 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de valores que somavam até R$ 126 milhões naquela etapa.
Os números não devem ser misturados: em 2025 houve 14 prisões temporárias, 16 buscas e bloqueio de até R$ 126 milhões; em 2026 são sete buscas, 29 investigados e até R$ 1,2 milhão.
Por que a segurança da rota importa para Rondônia
A Hidrovia do Madeira conecta Porto Velho a outras rotas do Norte e participa do transporte de produção agrícola, combustíveis e outros produtos. Nesse contexto, os furtos de grãos no Rio Madeira entram no debate sobre segurança de uma infraestrutura logística que movimenta milhões de toneladas por ano.
Sem dados oficiais, não é possível calcular prejuízo econômico. O caso segue em investigação e depende das decisões judiciais posteriores.
Polícia Federal — Operação Piratas do Madeira 2
Senappen — primeira Operação Piratas do Madeira, em 2025
Ministério de Portos e Aeroportos — movimentação da Hidrovia do Madeira em 2025
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Fonte: Polícia Federal, Senappen, Ministério de Portos e Aeroportos e ANTAQ. Via: AgoraRO.





