O Ministério Público de Contas de Rondônia (MPC-RO) recomendou que as 52 prefeituras preparem leis, orçamento e estrutura administrativa para a transição do novo sistema tributário. A orientação coloca a Reforma Tributária em Rondônia em uma fase prática de preparação dentro das administrações municipais.
A medida está na Notificação Recomendatória Coletiva Circular nº 002/2026/GPGMPC/GPMMPS, assinada em 20 de agosto. O documento trata de IBS, ISS, LOA, LDO, IPTU, Cosip e governança, mas não cria tributos nem altera automaticamente a legislação de nenhuma cidade.
- o que o MPC-RO recomendou às prefeituras;
- como IBS e ISS entram na transição;
- o que pode mudar em IPTU e Cosip;
- por que governança não significa nova secretaria;
- como a omissão pode aparecer nas contas de 2026.
Municípios precisam revisar leis e planejamento para a transição
O MPC-RO orienta cada município a avaliar Lei Orgânica, Código Tributário Municipal e normas de planejamento. A Reforma Tributária em Rondônia depende de projetos locais que ainda precisam ser elaborados pelo Executivo e discutidos pelas Câmaras Municipais.
A recomendação tem caráter preventivo e orientativo. Ela não substitui votação legislativa, não autoriza cobrança imediata e não transfere ao MPC-RO a competência das Câmaras para aprovar mudanças municipais.
IBS entra gradualmente e ISS segue até 2033
Na Reforma Tributária em Rondônia, o IBS começa de forma gradual. O documento considera alíquota municipal de teste de 0,05% em 2027 e 2028. Entre 2029 e 2032, o novo tributo avança enquanto o ISS é reduzido progressivamente, até a substituição prevista para 2033.
Por isso, não é correto afirmar que o ISS acaba em 2027. As prefeituras precisam preparar sistemas, legislação e orçamento para acompanhar as etapas sem antecipar efeitos previstos para anos posteriores.
IPTU não sobe automaticamente por causa da reforma
Um dos pontos mais sensíveis da Reforma Tributária em Rondônia envolve o IPTU. A recomendação admite que lei municipal estabeleça critérios para atualização da base de cálculo por ato do Executivo. Isso não significa autorização para aumento livre por decreto.
A norma local precisa definir critérios, parâmetros, metodologia e limites. Assim, eventual mudança depende de base legal aprovada no município e não decorre automaticamente da recomendação.
A recomendação não aumenta IPTU, não cria nova cobrança de Cosip e não altera sozinha a legislação municipal.
Cosip também depende de legislação local
A Cosip aparece porque a Constituição passou a admitir que a contribuição alcance sistemas de monitoramento voltados à segurança e à preservação de logradouros públicos. Na Reforma Tributária em Rondônia, eventual ampliação precisa estar prevista em lei municipal.
A possibilidade nacional não vira cobrança automática nas 52 cidades. Cada prefeitura terá de avaliar sua legislação e respeitar o processo legislativo local.
Governança não obriga criação de nova secretaria
O MPC-RO recomenda que os municípios avaliem a conveniência de criar área, unidade ou mecanismo para acompanhar mudanças normativas, operacionais e de pessoal. A Reforma Tributária em Rondônia exigirá coordenação entre arrecadação, orçamento, jurídico, tecnologia e gestão.
A recomendação não impõe a criação de uma nova secretaria. O formato depende da realidade administrativa de cada prefeitura e pode envolver reorganização de equipes ou atribuição de responsabilidades.
Omissão pode ser considerada nas contas de 2026
O documento alerta que eventual ausência de providências pode ser considerada pelo Ministério Público de Contas na análise das contas de governo de 2026. No contexto da Reforma Tributária em Rondônia, o alerta reforça a necessidade de registrar planejamento e medidas adotadas.
Isso não significa rejeição automática das contas. MPC-RO e Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) são instituições distintas e exercem competências próprias.
Adaptação municipal precisa avançar ainda em 2026
Na prática, a Reforma Tributária em Rondônia começa a entrar nas leis, no orçamento e na organização interna das prefeituras. O desafio é preparar a administração para IBS e para a redução gradual do ISS sem apresentar a transição como aumento imediato de impostos.
A íntegra da publicação do MPC-RO e o documento completo detalham as orientações encaminhadas aos chefes dos Executivos municipais.
A Reforma Tributária em Rondônia ainda dependerá das normas federais e das decisões de cada Câmara. Medidas concretas só produzem efeitos locais quando cumprem o processo legislativo e o calendário da transição.
Para as 52 prefeituras, a Reforma Tributária em Rondônia exige planejamento jurídico, fiscal, orçamentário e administrativo, sem confundir recomendação institucional com ordem automática de cobrança.






