Caminhos da Reportagem | Stalking: Crime de Perseguição

Só em 2023, no Brasil, mais de 77 mil delas foram perseguidas, segundo a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

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🔊 Ative o som para entender como o stalking cresce no Brasil e pode evoluir para casos graves de violência


Relatos reais mostram como a perseguição começa de forma silenciosa e pode transformar completamente a vida das vítimas

O crime de stalking, conhecido como perseguição persistente, tem crescido no Brasil e acende um alerta entre especialistas e autoridades. Dados recentes apontam aumento significativo de denúncias, principalmente entre mulheres, que representam a maior parte das vítimas.

Embora a prática tenha sido criminalizada recentemente, em 2021, muitos casos ainda são subnotificados. Isso ocorre porque a perseguição, em muitos episódios, começa de forma sutil — com mensagens, aproximações insistentes ou comportamentos considerados “inofensivos”.

Com o tempo, no entanto, a situação pode evoluir para ameaças, invasão de privacidade e até risco real à integridade física. Relatos de vítimas mostram que o impacto vai além do medo: afeta a rotina, o trabalho, a saúde mental e as relações pessoais.

Especialistas explicam que o stalking pode ocorrer tanto presencialmente quanto no ambiente digital, conhecido como cyberstalking. Redes sociais e aplicativos facilitam o acesso às vítimas, ampliando o alcance da perseguição.

A legislação brasileira prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, podendo ser ampliada em casos envolvendo mulheres, crianças ou idosos. Ainda assim, o desafio está na conscientização e no fortalecimento das políticas públicas.

Autoridades reforçam a importância de denunciar. Registrar ocorrências, guardar provas e buscar apoio jurídico e psicológico são passos fundamentais para interromper o ciclo da violência.

Mais do que um crime silencioso, o stalking é um problema social crescente que exige atenção, informação e ação para proteger vítimas e prevenir tragédias.