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terça-feira, junho 30, 2026
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Brasil e China firmam parceria para ampliar a produção de máquinas agrícolas compactas

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Parceria Brasil–China para fabricar máquinas agrícolas compactas voltadas à agricultura familiar.
Capa do artigo sobre o acordo entre Brasil e China para produzir máquinas agrícolas de pequeno porte destinadas à agricultura familiar.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) oficializou uma nova parceria entre a empresa brasileira LiveFarm e a chinesa Hans Machineries. Com isso, o governo busca acelerar a mecanização da agricultura familiar, sobretudo por meio do desenvolvimento de máquinas agrícolas compactas adaptadas ao trabalho de pequenos produtores. Além disso, o acordo prevê transferência de tecnologia e produção industrial no Brasil.

Joint-venture integra tecnologia e produção nacional

Autoridades brasileiras e representantes chineses participam de reunião no MDA para formalizar parceria na produção de máquinas agrícolas.
Representantes da LiveFarm, Hans Machineries e Ministério do Desenvolvimento Agrário durante a assinatura da parceria para fabricar máquinas agrícolas destinadas à agricultura familiar. (Foto: Elio Rizzo/MDA)

A parceria cria uma joint-venture que une experiência internacional e conhecimento local. Dessa forma, a LiveFarm e a Hans Machineries passarão a desenvolver tratores compactos, plantadeiras e roçadeiras de 7 a 20 cavalos, totalmente pensados para as demandas da agricultura familiar.

Durante a assinatura, os representantes das empresas reafirmaram que essa integração surge justamente para atender uma lacuna histórica. Por isso, as máquinas serão projetadas para garantir eficiência mesmo em áreas pequenas, ampliando a produtividade sem exigir estruturas custosas.

Equipamentos buscam reduzir desigualdades no campo

Ministro Paulo Teixeira assina documento durante reunião do MDA ao lado de representantes brasileiros e chineses.
O ministro Paulo Teixeira assina o termo de parceria entre LiveFarm e Hans Machineries para a produção de máquinas agrícolas de pequeno porte no Brasil. (Foto: Elio Rizzo/MDA)

Atualmente, a mecanização ainda é limitada entre agricultores familiares. Por essa razão, o avanço tecnológico proposto pela parceria tem grande impacto social.
Segundo o diretor executivo da LiveFarm, Joelcio Carvalho, o plano vai muito além da oferta de produtos. Assim, o foco é entregar equipamentos de pequeno porte que diminuam desigualdades, melhorem o rendimento e incentivem o jovem a permanecer no campo.

Como a Hans Machineries atua em mais de 50 países, sua experiência contribui diretamente para soluções que se encaixem em diferentes regiões brasileiras.

Ministro Paulo Teixeira aponta salto tecnológico

O ministro Paulo Teixeira destacou que a agricultura brasileira precisa de máquinas adequadas às pequenas propriedades. Por isso, ele considera que a entrada de equipamentos compactos representa um salto de qualidade no trabalho rural.

Ele reforçou ainda que o governo oferece linhas de crédito com juros de 2% ao ano para a compra de equipamentos de pequeno porte produzidos no país. Desse modo, a oferta se torna acessível e estimula a adoção de tecnologia agrícola em larga escala.

Produção será descentralizada no Nordeste

A fabricação das máquinas ocorrerá em unidades industriais no Ceará, Paraíba e Bahia. Consequentemente, o Nordeste ganhará protagonismo na produção de máquinas agrícolas destinadas à agricultura familiar.

Além disso, a produção nacional possibilita que os equipamentos atendam aos requisitos dos programas de crédito que exigem conteúdo brasileiro, fortalecendo a indústria e distribuindo oportunidades regionais.

Cooperativas facilitarão o acesso dos produtores

A presidente da Unicafes, Fátima Torres, explicou que as cooperativas terão papel fundamental na democratização dos novos equipamentos. De acordo com ela, cada avanço tecnológico representa mais renda, mais qualidade de vida e mais tempo produtivo para agricultores que, até então, dependiam de ferramentas manuais.

Por essa razão, as cooperativas serão essenciais para reduzir custos e ampliar a chegada das máquinas aos produtores de todas as regiões.

Caminhos adiante

A parceria firmada entre LiveFarm e Hans Machineries, com apoio direto do MDA, inaugura uma nova etapa para a mecanização da agricultura familiar no Brasil. Graças ao desenvolvimento de máquinas agrícolas compactas, aos financiamentos competitivos e à produção nacional, pequenos produtores terão mais acesso à tecnologia, o que fortalece o campo e impulsiona o desenvolvimento sustentável em diversas regiões.

Fonte: Governo Federal

Mauro Celso vence o 5º ConCacau e destaca o cacau rondoniense

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Mauro Celso Tauffer, produtor de Buritis, celebra o 1º lugar no 5º Concacau em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer, de Buritis, recebe o prêmio de 1º lugar no 5º Concacau, realizado em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer vence o 5º ConCacau e reforça a força da cacauicultura de Rondônia. A premiação realizada em 24 de novembro, em Ji-Paraná, consolidou a edição de 2025 como uma das mais técnicas e competitivas do concurso.

A vitória que consolida Buritis no cenário estadual

Mauro Celso, produtor de Buritis, conquistou o primeiro lugar com um lote reconhecido por sua pureza e por notas sensoriais bem definidas. O produtor iniciou sua trajetória há oito anos, quando trouxe mudas diretamente da Bahia. Desde então, investiu em manejo, fermentação e secagem para alcançar um padrão cada vez mais elevado.

Mauro Celso Tauffer recebe o prêmio de 1º lugar no 5º Concacau durante a cerimônia em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer recebe o troféu e o cheque de primeiro lugar durante a cerimônia do 5º ConCacau, realizada em Ji-Paraná.

Além disso, Mauro ampliou a área plantada e estruturou um viveiro que hoje atende produtores dentro e fora de Rondônia. O resultado demonstra como a busca contínua por conhecimento técnico, aliada ao trabalho diário, transforma a realidade dos agricultores.

Os destaques do pódio e a força regional

O segundo lugar ficou com Selma Targa, de Nova União, que apresentou um lote marcado por manejo cuidadoso e evolução técnica. Em seguida, Cleiton Souza, também de Buritis, garantiu o terceiro lugar. Juntos, os finalistas reforçam a importância do Vale do Jamari na produção de cacau de qualidade em Rondônia.

Esses resultados mostram o crescimento regional e, acima de tudo, evidenciam o comprometimento dos produtores com técnicas modernas de cultivo.

Um concurso que eleva o padrão do cacau rondoniense

O 5º ConCacau é promovido pelo Governo de Rondônia, por meio da Seagri, com apoio de instituições como Emater-RO, Idaron, Sebrae-RO, Senar-RO, Embrapa, Ceplac, Mapa e a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. A união dessas entidades garante um processo de avaliação técnico e rigoroso.

Nesta edição, 58 lotes passaram por análise criteriosa. Os jurados avaliaram fermentação, umidade, corte, aparência, aroma e sabor. Esse conjunto de critérios permite identificar grãos de alta qualidade e fortalece o nome de Rondônia no cenário nacional.

Rondônia avança e mira novos mercados

A conquista de Mauro Celso reforça a relevância do estado na produção de cacau fino. Além disso, o concurso incentiva práticas sustentáveis e amplia a visibilidade dos produtores que buscam inovação e consistência técnica. Como consequência, Rondônia avança para alcançar novos mercados e ampliar a presença na cacauicultura brasileira.

Resultado que fortalece o setor

O 5º ConCacau confirmou a evolução do setor e destacou o esforço dos produtores que transformam a agricultura rondoniense. A vitória de Mauro Celso Tauffer simboliza dedicação, qualidade e o potencial crescente da região.

Fonte: JI-PARANÁ NOTICIAS 

PF compra ferramenta para quebrar criptografia da Apple

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Arte mostra destaque para a compra de ferramenta da PF para quebrar criptografia da Apple
Arte destaca nova ferramenta adquirida pela Polícia Federal para quebrar criptografia de dispositivos Apple apreendidos em investigações.

PF atualiza ferramentas de perícia digital

A Polícia Federal adotou novas ferramentas para quebrar senhas e criptografias de dispositivos da Apple apreendidos em investigações. A compra, feita pela Diretoria Técnico-Científica (Ditec), teve custo de R$ 160,4 mil. A medida surgiu porque os recursos utilizados pelos laboratórios estavam desatualizados e já não atendiam às demandas atuais.

Os peritos relatavam dificuldades para acessar dados de ao menos 16 modelos fabricados entre 2018 e 2020. Todos possuem o chip T2, responsável por reforçar a segurança interna dos aparelhos. Esse componente adiciona armazenamento protegido, inicialização segura e criptografia avançada, o que impedia a realização de muitos exames.

O que a PF adquiriu

A aquisição inclui duas licenças de suítes de criptoanálise e duas licenças específicas para quebrar senhas de equipamentos com macOS e chip T2. As licenças funcionam por 60 meses e podem operar em 20 computadores ao mesmo tempo. Dessa forma, os laboratórios voltam a executar análises que estavam suspensas por falta de tecnologia adequada.

Antes dessa atualização, os softwares usados na PF eram de 2018 e perderam a validade em 2024. Com isso, os peritos não conseguiam atender pedidos de investigação que dependiam do acesso a dados de dispositivos da Apple. O novo pacote resolve essa limitação.

Por que a atualização era urgente

A Ditec reforça que o avanço das tecnologias de proteção obriga os órgãos de investigação a manter suas ferramentas atualizadas. Sistemas criptografados são usados para ocultar provas e dificultar a coleta de informações. Por isso, a renovação da infraestrutura é considerada essencial para garantir competitividade técnica e rapidez nas análises.

Além disso, a PF afirma que a nova estrutura deve elevar a eficiência dos exames e reduzir atrasos. Com equipamentos atualizados, os peritos conseguem recuperar acessos, cruzar dados e produzir laudos com mais precisão.

Impacto direto nas investigações

Com a atualização, a PF espera ampliar o alcance das perícias digitais. Investigações que dependem do conteúdo armazenado em iPhones, MacBooks e outros dispositivos da Apple passam a avançar com mais rapidez. Isso fortalece a atuação da corporação em casos que envolvem crimes financeiros, organização criminosa, fraudes e delitos cibernéticos.

A expectativa é que os laboratórios garantam respostas mais completas, sobretudo em operações que exigem análise de grandes volumes de dados protegidos por criptografia.

Fonte: Metrópoles

Motoristas de aplicativo caíram no “conto do vigário”, aponta Sakamoto

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Motoristas de aplicativo em carreata com braços erguidos para protesto e destaque circular de Leonardo Sakamoto falando em estúdio.
Motoristas de aplicativo realizam protesto enquanto análise de Leonardo Sakamoto destaca exploração e falsa promessa de autonomia no trabalho por plataformas.

Rotina exaustiva evidencia modelo de exploração

Motoristas de aplicativo enfrentam uma rotina marcada por longas jornadas, ganhos reduzidos e pressão constante. Embora muitos tenham começado acreditando em autonomia e liberdade de horários, o cenário atual revela um modelo de trabalho que, na prática, concentra lucro nas plataformas e deixa os profissionais cada vez mais vulneráveis.

O cientista político Leonardo Sakamoto analisa esse fenômeno no livro “O que os coaches não te contam sobre o futuro do trabalho”. A obra, escrita em parceria com o jornalista Carlos Juliano Barros, reúne reflexões sobre as transformações do mercado e os impactos diretos das novas formas de contratação no Brasil.

Divisão desigual dos ganhos agrava a precarização

Além das longas horas dirigindo, motoristas convivem com uma distribuição desigual dos valores das corridas. As empresas ficam com grande parte do faturamento, enquanto os trabalhadores recebem menos do que reivindicam. Desse modo, muitos precisam aumentar as horas na rua apenas para manter a renda mínima.

Ao mesmo tempo, grande parte desses profissionais atua sem direitos básicos, sem contribuição previdenciária e sem qualquer proteção em caso de doença ou acidente. Por isso, a promessa de autonomia acaba se transformando em insegurança e dependência.

Sakamoto destaca que a narrativa de “empreendedorismo” funciona como um escudo que esconde responsabilidades. Segundo ele, a culpa pelo baixo rendimento não está na suposta falta de esforço dos motoristas, mas na estrutura desigual do modelo.

Velhas práticas persistem apesar do avanço tecnológico

Embora o trabalho por aplicativo seja apresentado como parte de uma nova era digital, o pesquisador lembra que muitas formas antigas de exploração continuam presentes. A pejotização, a contratação de freelancers fixos sem direitos e até situações análogas à escravidão mostram que avanços tecnológicos não garantem automaticamente progresso social.

Por outro lado, o país ainda enfrenta resistência quando o assunto é ampliar direitos. Sakamoto cita que mudanças como a ampliação das garantias das trabalhadoras domésticas revelaram tensões profundas, especialmente entre setores da elite econômica. Assim, mesmo com novas plataformas e ferramentas digitais, a disputa por dignidade permanece.

Tecnologia precariza, mas também fortalece mobilizações

A tecnologia que aumenta a pressão sobre motoristas é a mesma que tem sido usada para uni-los. Depois da reforma trabalhista, que enfraqueceu sindicatos, muitos trabalhadores passaram a se mobilizar pelas redes sociais. Portanto, mesmo sem estruturas tradicionais de organização, as categorias encontraram meios para pressionar e reivindicar mudanças.

As principais demandas incluem a definição de um valor mínimo por corrida, maior transparência das plataformas e condições de trabalho mais seguras. Ainda assim, o processo avança lentamente e depende de pressão social contínua.

Proteção social precisa acompanhar o ritmo da tecnologia

O Brasil conta com instituições importantes de fiscalização e proteção trabalhista, como o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho. No entanto, garantir direitos diante de novas formas de contratação exige políticas mais claras, regulamentações atualizadas e diálogo com diferentes setores da sociedade.

Enquanto isso, o crescimento do trabalho mediado por plataformas mantém o tema no centro do debate. Assim, estudos e análises como as de Sakamoto reforçam a necessidade de repensar modelos econômicos que impactam diretamente milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

MPRO leva serviços ao bairro Cidade do Lobo e reúne mais de 300 moradores

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Atendimento do MP Itinerante reúne dezenas de moradores no bairro Cidade do Lobo.
Moradores do Cidade do Lobo recebem atendimento gratuito durante a ação do MP Itinerante, que levou serviços essenciais à comunidade na Zona Sul de Porto Velho.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) levou, nesta quarta-feira (26), uma nova edição do MP Itinerante ao bairro Cidade do Lobo, na Zona Sul de Porto Velho. Apesar da chuva forte, mais de 300 moradores chegaram cedo à Escola Capitão Cláudio Manoel da Costa e, com isso, aproveitaram os atendimentos gratuitos. A iniciativa, que integra o compromisso do MPRO com o acesso à cidadania, busca ampliar o alcance de serviços públicos essenciais em regiões com maiores dificuldades de deslocamento. Os participantes se beneficiaram da ação de que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo.

Compromisso institucional e presença direta no território

Logo no início das atividades, o Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, acompanhou o atendimento e reforçou a importância do projeto. Segundo ele, a mobilização reúne 24 instituições parceiras, o que fortalece a atuação integrada do Estado. Assim, o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo de forma articulada.

“Buscamos comunidades mais distantes, pessoas com maior dificuldade de acesso, justamente para facilitar e assegurar uma cidadania plena”, afirmou.

Além disso, o coordenador do MP Itinerante, Marcos Valério Tessila de Melo, destacou que o projeto funciona como ponte entre os serviços essenciais e a população.

“O MP Itinerante aproxima serviços essenciais de quem mais precisa. Dessa forma, garante cidadania ao levar orientação jurídica, documentos e programas sociais diretamente às comunidades.”

Moradores acessam documentos, atendimentos sociais e benefícios

Ao longo da manhã, os moradores procuraram diversos serviços. Entre eles, emissão e regularização de CPF, carteira de identidade, carteira do idoso, carteira da pessoa com autismo, atualização da Carteira de Trabalho, solicitação de passe livre, informações previdenciárias e atendimentos nas áreas de saúde e assistência social. Todo esse apoio garantiu que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo para promover a cidadania.

A moradora Maria Jesus, de 69 anos, buscou o passe do idoso.
“Já ajuda bastante, porque a gente não tem salário para tudo”, contou. Ela pretende usar o benefício para visitar a filha, que mora na Bahia.

Da mesma forma, o morador Manuel de Oliveira Parente, um dos pioneiros do bairro, afirmou que aproveitou a ação principalmente pela proximidade.
“É muito bom, ajuda porque está aqui perto de casa.”

Enquanto isso, Davi Pereira da Silva, pedreiro que sofreu um acidente em 2022, tentava emitir o passe estadual e federal.
“Às vezes a pessoa quer visitar um parente, mas não tem o dinheiro. Isso melhora muito.”

A agente administrativa Isaura Alves da Silva, do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), explicou que o passe livre exige documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e renda de até dois salários mínimos. Para pessoas com deficiência, entretanto, também é necessário apresentar laudo médico.

Instituições parceiras reforçam atendimento conjunto

Durante a ação, a Receita Federal realizou consultas e ajustes de CPF, incluindo suspensão, inconsistências e casos de malha.
“Estamos verificando alteração, cancelamento e conferindo situação de malha sempre que necessário”, explicou Nazaré Santos, responsável pelo atendimento.

Além disso, o público recebeu apoio da Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, Idaron, Sedam, Emater, Detran, Sine, Energisa, TCE-RO, Procon, Seduc, Semusa, Semias, Semdec, Conselho Tutelar, Junta de Serviço Militar e outros órgãos. Dessa forma, a ação se consolidou como um dos atendimentos integrados mais amplos realizados na região.

A moradora Juliana Urbano ajustou dados do CPF, da Carteira de Trabalho e iniciou a emissão de uma nova identidade.
“Acordei cedo para conseguir ficha. É bom porque facilita a nossa vida, né?”, contou.

Programação segue em nova comunidade

Por fim, o MPRO informou que as ações continuam nesta quinta-feira (27), no Colégio Tiradentes da Polícia Militar VII, no bairro Mato Grosso, das 8h às 17h. Com isso, o programa segue percorrendo diferentes regiões de Porto Velho e do interior, priorizando comunidades com maior vulnerabilidade social.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Brasil tem 53 mil servidores que ganham acima do teto do funcionalismo

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Um levantamento nacional revelou que 53 mil servidores públicos no Brasil recebem acima do teto constitucional, que atualmente é de R$ 46 mil. Embora o limite esteja previsto na Constituição, a combinação de gratificações, auxílios e verbas retroativas permite que os valores ultrapassem o permitido. Esses supersalários acima do teto geram discussões sobre legalidade e impacto financeiro.
Além disso, a pesquisa mostra que, mesmo representando apenas 1,34% do funcionalismo analisado, esse grupo custou R$ 20 bilhões aos cofres públicos entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Como os supersalários se formam

A investigação avaliou 50 milhões de contracheques de 4 milhões de servidores de diversos poderes. Segundo o levantamento, as distorções surgem porque, apesar do teto legal, penduricalhos — como auxílios ilimitados e parcelas indenizatórias — não são contabilizados como remuneração e, portanto, podem elevar o salário final.

Por isso, milhares de pessoas recebem muito acima do teto. Entre as categorias que lideram essa lista estão:

  • Magistratura, com 21 mil juízes e desembargadores;

  • Poder Executivo Federal, com 12 mil servidores;

  • Ministério Público, com 10 mil integrantes.

Consequentemente, essas carreiras concentram a maior parte dos supersalários identificados.

Comparação internacional evidencia distorções

Além dos dados nacionais, o estudo também comparou os gastos brasileiros com os de outros países, usando a paridade de poder de compra. A partir disso, ficou evidente que o Brasil está isolado no topo.

Enquanto aqui o gasto anual chega a US$ 8 bilhões, na Argentina o valor não passa de US$ 381 milhões. Em seguida aparecem Estados Unidos, México, Reino Unido, Chile, França e Itália, todos muito abaixo da realidade brasileira.
Além disso, o relatório apontou que a Alemanha não registra despesas semelhantes, o que torna o contraste ainda maior.

Impacto fiscal e desigualdade interna

De acordo com o autor do estudo, Sergio Reis Guedes, o problema se agrava porque o país enfrenta uma crise fiscal. Assim, recursos que poderiam reforçar a educação, a saúde ou a construção de equipamentos públicos acabam destinados a uma minoria privilegiada.

A diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, Jessika Moreira, acrescentou que, embora apenas 1% do funcionalismo receba acima do teto, o impacto orçamentário atinge toda a população, especialmente porque áreas essenciais seguem sem recursos suficientes.

Reforma administrativa volta ao centro do debate

Nesse cenário, a pressão por mudanças cresce dentro do Congresso. O deputado Pedro Paulo (PSD), responsável pela proposta de reforma administrativa, destacou que cortar penduricalhos e trazer os salários de volta para dentro do teto é fundamental.

Segundo ele, o avanço do debate permitiria ao governo reduzir despesas e realocar recursos. Portanto, as negociações devem acelerar até o fim do ano para que o texto seja votado em plenário.

O que dizem as instituições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afirmou que os tribunais administram seus próprios orçamentos e que analisam eventuais irregularidades. Além disso, o órgão destacou que criou um observatório para acompanhar a governança e a transparência do Judiciário.

Já o Ministério da Gestão informou que muitos pagamentos acima do teto são indenizatórios e previstos em lei. Contudo, reconheceu que enfrentar privilégios é necessário e depende de diálogo político para avançar de forma consistente.

O que o estudo revela no fim das contas

O estudo expõe uma realidade que, embora conhecida, raramente é analisada de forma tão detalhada. Os supersalários revelam um abismo entre o que diz a Constituição e o que ocorre na prática, especialmente em um país que ainda luta para equilibrar suas contas.
Assim, o tema reacende o debate sobre a reforma administrativa e reforça a urgência de ajustar mecanismos que, hoje, permitem distorções de grande impacto fiscal.

Fonte: G1

CBF anuncia o Fair Play Financeiro com novas regras, punições e cronograma

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Arte sobre o fair play financeiro da CBF com fundo verde e título destacando novas regras e punições para os clubes.
CBF anuncia o novo sistema de Fair Play Financeiro, que define regras, limites de gastos e punições para clubes brasileiros a partir de 2026.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, nesta quarta-feira, em São Paulo, o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira do Futebol Brasileiro, que estabelece o Fair Play Financeiro para clubes das Séries A e B a partir de 2026. A iniciativa representa um marco regulatório importante, pois busca equilibrar receitas, controlar despesas e aumentar a transparência. Além disso, o projeto cria uma agência independente para fiscalizar todas as etapas do processo.

O monitoramento ficará a cargo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), que terá autonomia para revisar documentos, validar contratos, acompanhar transações e aplicar punições quando necessário. Assim, o sistema passa a impor limites mais rígidos e, ao mesmo tempo, incentiva boas práticas de gestão.

Regras para dívidas e atrasos

 

As medidas serão aplicadas em três janelas anuais de análise:
31 de março, 31 de julho e 30 de novembro.

Durante esses períodos, os clubes deverão:

  • Preencher formulários de autodeclaração financeira;

  • Registrar todas as transações com outros clubes em um sistema próprio da CBF;

  • Informar valores, formas de pagamento e condições contratuais;

  • Registrar contratos de atletas, incluindo salários e direitos de imagem.

Dessa forma, a CBF pretende impedir descontrole orçamentário e atrasos frequentes. Embora as dívidas geradas após 1º de janeiro de 2026 entrem imediatamente na regra, os débitos anteriores terão adaptação até novembro de 2026.

Equilíbrio operacional e resultados

Para garantir operações mais sustentáveis, os clubes terão de apresentar superávit ou, quando isso não ocorrer, utilizar aportes de capital para fechar as contas. No entanto, o regulamento limita o tamanho do déficit permitido:

  • Série A: até R$ 30 milhões ou 2,5% da receita;

  • Série B: até R$ 10 milhões ou 2,5% da receita.

Além disso, ficam excluídas dessa conta despesas de categorias de base, futebol feminino, projetos sociais e esportes olímpicos e paralímpicos. O período de adaptação será gradual: advertências ocorrerão em 2026 e 2027, enquanto a aplicação total das regras começa em 2028.

Controle de custos com elenco

Outro eixo fundamental é o limite para gastos com futebol profissional. A soma de salários, direitos de imagem, encargos e amortizações deverá respeitar o teto de 70% das receitas, considerando também o valor líquido de transferências e aportes.

Para facilitar a transição, o cronograma será o seguinte:

  • 2028: limite de 80% para Séries A e B;

  • 2029: limite de 70% para Série A e 80% para Série B;

  • 2030: aplicação total do teto de 70%.

Além disso, a folha salarial precisa permanecer na média dos seis meses anteriores. Dessa forma, clubes que aumentarem gastos de maneira repentina poderão ser punidos. Durante janelas de transferências, por exemplo, a regra determina que o clube só pode gastar o que arrecadou com vendas de atletas.

Regras de endividamento

O sistema também estabelece limites para a dívida líquida de curto prazo, que deverá ser inferior a 45% das receitas relevantes a partir de 2030. Até lá, haverá uma transição progressiva:

  • 2028: teto provisório de 60%;

  • 2029: limite intermediário de 50%.

Consequentemente, os clubes terão de reorganizar compromissos financeiros e renegociar pendências para evitar sanções.

Insolvência e reorganização

Para casos mais críticos, o Fair Play Financeiro prevê:

  • Limitação da folha salarial durante recuperações judiciais;

  • Negociação de acordos de reestruturação com prazos e garantias;

  • Restrições para clubes com risco de insolvência.

Essas medidas buscam evitar colapsos administrativos e, ao mesmo tempo, promover ajustes ordenados.

Balanços e monitoramento

Os clubes terão de apresentar:

  • Balanços anuais até 30 de abril, acompanhados de auditoria registrada na CVM;

  • Orçamento anual até 15 de dezembro.

Embora essa parte seja considerada educativa no início, ela deverá servir futuramente para projeções de risco. A Série C também passa a ter obrigações mínimas, como entrega de demonstrações financeiras auditadas e cumprimento das regras de dívidas.

Proibição de multipropriedade

O regulamento ainda veda que uma mesma pessoa, grupo econômico ou fundo tenha controle ou influência relevante sobre mais de um clube inscrito na mesma competição da CBF. Além disso, haverá critérios contábeis específicos para transações internas entre clubes pertencentes ao mesmo controlador.

Punições para clubes

O descumprimento das normas poderá gerar:

  • Advertência pública;

  • Multa;

  • Retenção de receitas;

  • Transfer ban;

  • Dedução de pontos;

  • Rebaixamento;

  • Cassação da licença de clube.

No entanto, antes de medidas mais duras, poderá ser firmado um acordo de ajustamento de conduta.

Punições para dirigentes e conselheiros

A ANRESF também terá poder para punir dirigentes, administradores e membros de conselhos que apresentarem documentos falsos, omitirem informações ou participarem de irregularidades.

As sanções incluem:

  • Advertência pública;

  • Multa;

  • Suspensão temporária de atividades;

  • Impedimento para ocupar cargos no futebol;

  • Banimento do esporte.

Dessa forma, a CBF busca responsabilizar não apenas clubes, mas também indivíduos que contribuam para distorções financeiras.

Fonte: Globo Esporte

Estudo revela que suco de beterraba reduz pressão em idosos

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Suco de beterraba em copo transparente ao lado de beterrabas frescas sobre fundo colorido.
Estudo mostra que o suco de beterraba reduz a pressão arterial em idosos e melhora bactérias da boca, segundo pesquisadores da Inglaterra.

A combinação entre ciência e tradição popular voltou a se confirmar. Um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, mostrou que o suco de beterraba reduz a pressão arterial em idosos e, além disso, modifica o microbioma oral, reduzindo bactérias prejudiciais. Embora muitas pessoas já associassem o vegetal à saúde, a pesquisa traz dados concretos e reforça o impacto do nitrato na circulação.

Desde o início da vida adulta, o organismo passa a produzir menos óxido nítrico, substância fundamental para manter o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. Por esse motivo, alimentos ricos em nitrato tornam-se ainda mais importantes com o envelhecimento. Conforme explicam os autores, o suco de beterraba cumpre justamente esse papel.

Redução da pressão arterial após duas semanas

O estudo analisou 39 adultos com menos de 30 anos e 36 idosos entre 60 e 70 anos, todos submetidos ao consumo de duas doses diárias de suco concentrado de beterraba durante duas semanas. Enquanto os mais jovens não apresentaram mudanças significativas, os idosos mostraram queda consistente da pressão arterial.

Além disso, o efeito só ocorreu com o suco rico em nitrato, o que exclui a possibilidade de resultado casual. De acordo com o pesquisador Andy Jones, “alimentos ricos em nitrato alteram o microbioma oral de forma positiva e contribuem para reduzir a pressão arterial em adultos mais velhos”.

Alterações benéficas nas bactérias da boca

O benefício não ficou restrito à pressão arterial. O estudo também observou mudanças expressivas no microbioma oral. Depois da suplementação, os idosos apresentaram:

  • diminuição marcante da bactéria Prevotella, que prejudica a conversão de nitrato em óxido nítrico;

  • aumento de bactérias benéficas, como as do gênero Neisseria, essenciais para a saúde vascular.

Segundo o Exeter News, esse equilíbrio bacteriano melhora a conversão do nitrato ingerido, favorecendo a produção de óxido nítrico e, consequentemente, ajudando a regular a pressão arterial. Portanto, a melhora não ocorre apenas pela ingestão do suco, mas também pela forma como o corpo passa a utilizá-lo.

Outras fontes naturais de nitrato

Para quem não aprecia o sabor da beterraba, existem outras opções que podem oferecer benefícios semelhantes. Entre elas estão espinafre, rúcula, erva-doce, aipo e couve. Assim, mesmo pessoas que não consomem o suco regularmente conseguem incluir nitrato na rotina alimentar.

Além disso, os pesquisadores reforçam que incentivar idosos a consumir vegetais ricos em nitrato pode trazer ganhos significativos a longo prazo. Conforme explicou o Dr. Lee Beniston, do BBSRC, que financiou a pesquisa, “os resultados abrem novas oportunidades para melhorar a saúde vascular por meio da nutrição”.

Fonte: Só Notícia Boa

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil é assinada

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Capa jornalística com o título “Lei que zera o IR para quem ganha até R$ 5 mil é assinada; veja o que muda”, em fundo texturizado azul, com ilustração de notas de 100 reais na lateral direita.
Arte mostra o anúncio da lei que zera o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A nova regra entra em vigor em 2026.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês foi sancionada e já tem data para começar a valer. A partir de 2026, milhões de contribuintes passarão a pagar menos imposto ou até deixarão de pagar totalmente. Além disso, a medida cria um desconto progressivo para rendas um pouco maiores e estabelece novas regras para quem está na faixa de alta renda.

Para entender o impacto real das mudanças, veja abaixo as principais perguntas e respostas.

O que prevê a nova lei

A lei ampliou a isenção do IR para pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais e, ao mesmo tempo, criou um desconto reduzido para quem recebe até R$ 7.350. Esse mecanismo diminui o imposto de forma gradual e, portanto, favorece quem está logo acima da faixa de isenção.

Além disso, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, especialmente sobre lucros e dividendos, que antes não eram tributados. Dessa forma, os contribuintes com rendas elevadas passam a contribuir mais.

Quem será impactado

De acordo com estimativas oficiais, cerca de 15 milhões de pessoas devem ser beneficiadas. A maior parte desse grupo deixará de pagar o imposto mensalmente, o que gera alívio imediato no orçamento.

Por outro lado, entre 140 mil e 150 mil contribuintes de alta renda passarão a recolher o imposto mínimo criado pela nova regra. Assim, o governo redistribui parte da carga tributária para quem está no topo da pirâmide de rendimentos.

Quando passa a valer

As novas regras começam a valer em janeiro de 2026. Portanto, os salários recebidos a partir desse mês já terão cálculo ajustado. Como consequência, a declaração do Imposto de Renda de 2027 refletirá integralmente as mudanças.

Quanto os trabalhadores vão economizar

A economia varia conforme a renda. Por exemplo: quem ganha R$ 5 mil por mês deixará de pagar R$ 312,89 mensalmente, o que representa uma redução expressiva ao longo do ano. Já quem recebe valores entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terá descontos menores, mas ainda assim notará diferença mensal no salário.

À medida que a renda sobe dentro dessa faixa, o desconto diminui até chegar ao limite máximo previsto pela lei.

A isenção vale para salário líquido ou bruto

A regra considera sempre o rendimento bruto. Portanto, a isenção se aplica apenas a contribuintes com ganho mensal bruto de até R$ 5 mil.

Mais de uma fonte de renda

Quem possui diferentes fontes de renda também pode ser beneficiado. Contudo, a soma de todas as fontes deve ficar abaixo de R$ 5 mil para garantir a isenção total. Caso ultrapasse esse valor, o contribuinte entra na faixa de desconto progressivo ou segue tributado normalmente.

Desconto para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350

A nova lei prevê que trabalhadores dentro dessa faixa terão redução menor no imposto. Por exemplo, alguém que ganha R$ 7 mil deve economizar cerca de R$ 46,61 por mês. Embora o valor seja menor que o benefício da isenção total, ainda representa um alívio anual.

Acima de R$ 7.350, nada muda, já que a tabela progressiva atual continua em vigor.

Como o governo vai compensar a renúncia fiscal

O governo estima uma perda de R$ 25,8 bilhões em 2026. Para compensar esse valor, adotou a tributação mínima sobre lucros e dividendos de alta renda. Essa mudança busca equilibrar o sistema tributário, já que muitos contribuintes de renda elevada declaravam pró-labore baixo e recebiam grandes valores como lucros isentos.

Além disso, uma parte da arrecadação será destinada a estados e municípios.

Os mais ricos vão pagar mais imposto

Com a nova legislação, contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil passarão a recolher o imposto mínimo. O valor cresce de maneira progressiva e acompanha o aumento da renda. Veja alguns exemplos práticos:

  • R$ 600.001 → imposto de R$ 0,10

  • R$ 600.010 → imposto de R$ 1

  • R$ 601 mil → cerca de R$ 100,17

  • R$ 605 mil → cerca de R$ 504,17

  • R$ 615 mil → aproximadamente R$ 1.537,50

Esses valores ilustram como a cobrança evolui de forma gradual.

Vai mudar a declaração do IRPF

Até o momento, a Receita Federal não anunciou mudanças na forma de declarar o Imposto de Renda. A expectativa é que as possíveis atualizações sejam detalhadas ao longo de 2026. Por enquanto, o contribuinte deve seguir o mesmo processo habitual.

Quem é CLT e ganha salários altos terá mudanças

Os trabalhadores com salários altos não serão afetados pela nova regra. Como o IR sobre folha já segue a tabela progressiva com retenção em fonte, nada muda para esse grupo. As alterações atingem apenas lucros e dividendos, não remunerações tradicionais.

Ferramentas de simulação

O material disponibiliza duas calculadoras que ajudam a visualizar o impacto:

  • quanto cada faixa de renda deixará de pagar;

  • qual será a cobrança mínima para rendimentos acima de R$ 600 mil.

Essas ferramentas facilitam a comparação e permitem que o contribuinte avalie seu cenário de forma clara.

Fonte: G1

Incêndio atinge arranha-céus em Hong Kong e deixa 36 mortos

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Homem levanta os braços enquanto arranha-céus em Hong Kong são consumidos por um incêndio de grande proporção.
Homem observa o complexo de arranha-céus tomado pelo fogo em Hong Kong, onde o incêndio deixou mortos e centenas de desaparecidos.

Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta quarta-feira (26), um conjunto de arranha-céus no distrito de Tai Po, em Hong Kong. As autoridades confirmaram 36 mortos e 29 feridos. Além disso, 279 pessoas seguem desaparecidas, e muitas estavam presas nos prédios quando o fogo avançou.

O incêndio começou às 14h51 (horário local). O Departamento de Bombeiros enviou mais de 700 agentes para tentar conter as chamas e resgatar os moradores. Minutos depois, o alerta inicial de nível 4 subiu para o nível máximo, 5, o que mostra a gravidade da situação.

Suspeita de início em andaime de bambu

Prédios em Hong Kong são consumidos por incêndio de grande intensidade, com fumaça escura cobrindo o céu.
Arranha-céus em Hong Kong ficam envoltos por chamas e fumaça densa durante incêndio que deixou mortos e centenas de desaparecidos.

As primeiras análises apontam para um possível foco de fogo na estrutura de andaimes de bambu instalada para obras externas. Esse tipo de material é comum na região, mas também oferece riscos. Por isso, autoridades já discutiam sua restrição. Como havia ventos fortes, as chamas se espalharam rapidamente e atingiram sete das oito torres do complexo residencial Wang Fuk Court.

O conjunto possui 31 andares e abriga cerca de 4,6 mil moradores. Isso dificultou a evacuação, já que muitas famílias viviam em andares altos.

Bombeiro está entre as vítimas

Moradores observam arranha-céus em Hong Kong cobertos por fumaça e chamas durante incêndio de grandes proporções.
Pessoas acompanham à distância o incêndio que atingiu um complexo de arranha-céus em Hong Kong, gerando colunas intensas de fumaça e deixando mortos e desaparecidos.

Um bombeiro morreu durante o combate ao incêndio. Outros agentes também ficaram feridos enquanto tentavam entrar nas áreas mais quentes dos prédios. Segundo a corporação, a temperatura extrema impedia o avanço das equipes e reduzia as chances de resgate imediato.

De acordo com porta-vozes, havia grande preocupação com a segurança interna das estruturas. A fumaça densa e o risco de colapso mantiveram equipes afastadas por vários momentos da operação.

Ruas fechadas e operação ampliada

O Departamento de Transportes bloqueou trechos inteiros da rodovia Tai Po. Linhas de ônibus também foram desviadas. A polícia isolou dois quarteirões próximos ao local do incêndio. Mais tarde, após avaliação de risco, liberou parte dessas vias.

Imagens registradas por fotógrafos da Reuters e AFP mostram torres tomadas por labaredas. A fumaça escura era vista a quilômetros de distância. Moradores também apareceram nas janelas pedindo ajuda, o que aumentou a tensão da operação.

Região densa aumentou o impacto da tragédia

O Wang Fuk Court está em uma das áreas mais populosas de Hong Kong. Segundo o censo, o conjunto possui mais de dois mil apartamentos. Isso ampliou a complexidade dos resgates e criou um cenário caótico durante os primeiros minutos do incêndio.

As autoridades afirmaram que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das buscas e a estabilização das estruturas.

Fonte: G1

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