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quarta-feira, julho 1, 2026
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Caixa muda horário dos sorteios da Mega-Sena

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Caixa muda horário dos sorteios da Mega-Sena
A Caixa Econômica Federal anunciou novo horário para os sorteios da Mega-Sena, com transmissões agora no período noturno.

A Caixa Econômica Federal anunciou uma mudança no horário dos sorteios das Loterias Caixa, incluindo a Mega-Sena, a mais popular entre os brasileiros. A partir de 3 de novembro, as extrações serão realizadas às 21h (horário de Brasília), e não mais às 20h, como acontecia até então.

A alteração visa padronizar a grade de transmissões e ajustar o cronograma dos concursos, especialmente para os sorteios exibidos ao vivo pela televisão e pela internet. Além disso, a medida faz parte de um processo de modernização das transmissões oficiais.

Objetivo é unificar e modernizar o cronograma

De acordo com a instituição, a mudança busca oferecer mais transparência e comodidade ao público, já que o novo horário facilita o acompanhamento dos resultados em tempo real. Ao mesmo tempo, o novo formato permite que os sorteios de diferentes modalidades aconteçam de forma mais organizada.

Comunicado da Caixa Econômica Federal anunciou as mudanças (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Portanto, além da Mega-Sena, outras modalidades como Lotofácil, Quina, Lotomania e Dupla Sena também terão seus horários atualizados. Os sorteios continuam sendo realizados no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e na Rede TV!.

Impacto direto para quem aposta

Com a mudança, os apostadores terão mais tempo para registrar seus bilhetes. Dessa forma, as casas lotéricas e os canais eletrônicos da Caixa — como o aplicativo Loterias Caixa e o site oficialencerrarão as apostas às 20h, uma hora antes do início das transmissões.

Ainda assim, a instituição reforça que as regras dos jogos permanecem as mesmas. A única alteração é o horário dos sorteios. Assim, o objetivo é otimizar a operação das modalidades e tornar o processo mais dinâmico e acessível.

Tradição e expectativa continuam

Criada em 1962, a Mega-Sena é responsável por transformar milhares de brasileiros em milionários, consolidando-se como o principal produto das Loterias Caixa. Por isso, a mudança no horário busca aproximar ainda mais o público da emoção dos sorteios, sem alterar a credibilidade que caracteriza o jogo há décadas.

Dessa maneira, a instituição reforça seu compromisso com a transparência, inovação e praticidade para o público que acompanha os sorteios diariamente.

Fonte: Olhar Digital

Rondônia amplia empregos e aquece o mercado de fim de ano

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Trabalhadores de diferentes setores e servidor público simbolizam as ações do Governo de Rondônia para ampliar o emprego e a renda.
Governo de Rondônia destaca o aumento de vagas de emprego e contratações temporárias no fim de ano.

Governo amplia oportunidades e movimenta o mercado

O Governo de Rondônia segue fortalecendo as políticas públicas de empregabilidade. Nesta semana, o Sistema Nacional de Emprego (Sine-RO) cadastrou 429 novas vagas, totalizando 2.930 oportunidades disponíveis em todo o estado.
As chances abrangem áreas como comércio, construção civil, serviços gerais, transporte, agricultura e indústria. Além disso, o governo trabalha para conectar trabalhadores e empresas de forma mais eficiente.

As cidades de Ji-Paraná, Porto Velho e Vilhena lideram o número de ofertas. Há vagas para vendedor, auxiliar administrativo, operador de caixa e recepcionista. Dessa forma, Rondônia demonstra avanço na geração de emprego e na recuperação econômica.

Contratações temporárias crescem com o fim de ano

Com a aproximação das festas de fim de ano, o comércio tem ampliado as contratações temporárias. Enquanto isso, o setor de transporte e os serviços agrícolas também abriram novas oportunidades.
Essas vagas movimentam o consumo interno e garantem renda extra para muitas famílias.

Somente nesta semana, 429 novas oportunidades foram cadastradas pelo Sine-RO, abrangendo cargos em áreas como comércio, serviços gerais, construção civil, transporte, agricultura e indústria

A média salarial é de cerca de R$ 1.800, com benefícios como vale-alimentação, vale-transporte e bonificações. Por outro lado, muitos desses contratos podem se transformar em efetivações, principalmente para quem demonstra bom desempenho durante o período.

Parcerias fortalecem a política de empregabilidade

O governador Marcos Rocha ressaltou que o crescimento das contratações comprova o dinamismo da economia rondoniense.

“Nosso objetivo é garantir que o trabalhador rondoniense tenha oportunidades reais de inserção no mercado. Por isso, reforçamos parcerias com o setor privado e ações de intermediação de mão de obra, o que melhora a qualidade de vida das famílias”, afirmou.

O coordenador-geral de Trabalho, Emprego e Renda, Fábio Mota, destacou que o Sine-RO tem intensificado suas ações.

“Estamos promovendo parcerias com empresas locais, tanto na Capital quanto no interior. Assim, conseguimos facilitar o acesso do trabalhador e agilizar o preenchimento das vagas”, explicou.

Desenvolvimento sustentável e geração de renda

O secretário da Sedec, Lauro Fernandes, enfatizou que o Sine é essencial para o desenvolvimento econômico.

“Com o apoio do governo, fortalecemos o vínculo entre empregadores e trabalhadores. Portanto, incentivamos a formalização e o crescimento sustentável da economia de Rondônia”, afirmou.

As 429 vagas da semana estão distribuídas em 16 municípios. Ji-Paraná lidera com 119 vagas, seguida de Porto Velho (111), Cacoal (60), Vilhena (50), Pimenta Bueno (35) e Ariquemes (15).
Os interessados podem se cadastrar no site geracaoemprego.ro.gov.br ou no aplicativo Geração Emprego, disponível no Google Play. Além disso, o Sine oferece suporte presencial aos candidatos.

Rondônia segue avançando

O aumento das contratações reforça o papel de Rondônia como um dos estados mais dinâmicos da região Norte. Assim, o governo mostra resultados concretos na geração de empregos e renda.
Por fim, com as políticas públicas de incentivo, o estado garante novas oportunidades e fortalece o desenvolvimento econômico para milhares de famílias.

Fonte: Governo de Rondônia

Como as mudanças climáticas estão nos deixando doentes

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Arte mostra o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, com metade do rosto de um homem fundido ao planeta Terra em chamas.
O aquecimento global já provoca doenças, mortes e crises econômicas em todo o mundo, segundo o relatório Lancet Countdown.

As mudanças climáticas deixaram de ser apenas um problema ambiental. Elas estão afetando diretamente a saúde humana. De ataques cardíacos e exaustão pelo calor a problemas de saúde mental e à disseminação de doenças tropicais, a crise climática está ameaçando cada vez mais pessoas no mundo.

O alerta vem do relatório Lancet Countdown 2025, elaborado por 128 cientistas internacionais e publicado pela University College London. O documento mostra que as consequências do aquecimento global nunca foram tão perigosas para a saúde.

A escalada das doenças e mortes ligadas ao calor

Segundo o relatório, as mortes relacionadas ao calor aumentaram 23% desde os anos 1990, ultrapassando meio milhão por ano.
Além disso, a fumaça de incêndios florestais foi associada a um recorde de 154 mil mortes em 2024, enquanto a poluição do ar causada pela queima de combustíveis fósseis mata 2,5 milhões de pessoas anualmente.

“Estamos vendo milhões de mortes todos os anos por causa da dependência de combustíveis fósseis e da falta de adaptação às mudanças climáticas”, afirmou Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown.

Os riscos se espalham para todos os cantos do planeta

As conexões entre saúde e aquecimento global estão se tornando mais evidentes. O relatório mostra que o ano passado foi o mais quente já registrado, e os níveis de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera atingiram novos recordes.
Em média, o mundo enfrentou 16 dias adicionais de calor extremo prejudicial à saúde. Entre bebês e idosos, esse número chegou a 20 dias extras.

Além disso, treze dos vinte indicadores de saúde humana analisados pioraram significativamente no último ano. Assim, segundo Romanello, “quase todos estão indo na direção errada”.

Calor, secas, enchentes e desnutrição

Os efeitos das mudanças climáticas estão intensificando os eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes e severos.
As ondas de calor — consideradas a forma mais mortal de evento climático — sobrecarregam órgãos vitais e dificultam o sono.
Por outro lado, inundações contaminam a água potável e espalham infecções. Já as secas agravam a fome e a desnutrição com a perda de colheitas.
A fumaça de incêndios florestais, que em 2024 atingiu área superior ao território da Índia, prejudica pulmões, coração e até bebês em gestação.

Além disso, os danos à infraestrutura e a interrupção da energia elétrica dificultam o acesso a cuidados médicos. Consequentemente, a maioria das pessoas afetadas não tem seguro de saúde, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade.

O impacto financeiro do aquecimento global

Esses riscos custam caro. A escassez de alimentos e água, somada à precariedade sanitária após desastres, gera centenas de bilhões de dólares em prejuízos anuais.
Em 2024, o calor extremo causou perdas de mais de US$ 1 trilhão — cerca de 1% da produção econômica global — devido à redução da produtividade e afastamentos no trabalho.

Além das perdas econômicas, o relatório indica que o aumento das temperaturas pressiona os sistemas de saúde e amplia as desigualdades entre países ricos e pobres. Por isso, os autores reforçam a urgência de medidas estruturais de adaptação.

Doenças tropicais avançam com o calor

Mosquitos e carrapatos transmissores de doenças estão invadindo novas regiões à medida que as temperaturas sobem.
Em outubro, mosquitos foram documentados pela primeira vez na Islândia, um exemplo claro da expansão causada pelo aquecimento.
O número global de casos de dengue bateu recorde em 2024, com 7,6 milhões de infecções. O potencial médio de transmissão da doença aumentou 49% desde os anos 1950.

“Sabemos que as mudanças climáticas estão alimentando parte dessa disseminação”, afirmou Romanello.
Mesmo quando não são fatais, essas doenças causam semanas de afastamento e graves impactos econômicos. Assim, o problema se torna tanto sanitário quanto social.

A saúde mental também está em risco

As mudanças climáticas afetam o equilíbrio psicológico. Pessoas expostas a enchentes, incêndios ou furacões podem desenvolver transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
De acordo com Jenni Miller, diretora da Global Climate and Health Alliance, perdas agrícolas, escassez de água e noites quentes geram ansiedade e insônia, agravando o quadro de saúde mental no mundo.

Além disso, a combinação entre calor extremo e insegurança alimentar está associada ao aumento de depressão e esgotamento emocional, especialmente em comunidades rurais e regiões mais pobres.

Caminhos para reduzir os danos

Os cientistas propõem três medidas centrais para conter os impactos sobre a saúde:

  1. Expandir a produção de energia renovável, reduzindo o uso de combustíveis fósseis.

  2. Adaptar cidades e edifícios às condições climáticas extremas.

  3. Reforçar os sistemas de saúde, tornando-os mais preparados para emergências climáticas.

Entre 2010 e 2022, o avanço da energia limpa evitou mais de 160 mil mortes, segundo o relatório. Mesmo assim, o balanço é claro: o planeta está adoecendo — e nós junto com ele.
Portanto, a mitigação da crise climática é, ao mesmo tempo, uma ação ambiental e uma política de saúde pública.

Fonte: Istoé

Energisa Rondônia abre vagas de emprego até 30 de outubro

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Energisa Rondônia abre vagas de emprego em várias cidades com processo seletivo digital e oportunidades para pessoas com deficiência.
Energisa Rondônia oferece vagas para eletricistas em municípios como Nova Brasilândia, Chupinguaia, Buritis e Porto Velho, com inscrições até 30 de outubro.

Inscrições abertas até quinta-feira (30)

A Energisa Rondônia está com vagas de emprego abertas em diferentes municípios do estado. As inscrições seguem até quinta-feira, 30 de outubro de 2025, e contemplam também pessoas com deficiência (PcD).
Com isso, a empresa reforça o compromisso com a diversidade, a inclusão e o desenvolvimento regional.

As funções abertas são fundamentais para a operação e manutenção do sistema elétrico, garantindo segurança e continuidade no fornecimento de energia em Rondônia. Além disso, as vagas oferecem boas condições de trabalho e oportunidades de crescimento profissional.

Processo seletivo 100% digital e acessível

O processo seletivo é realizado de forma totalmente digital, o que facilita a participação de candidatos de qualquer região. Dessa forma, é possível acompanhar todas as etapas de maneira simples e prática.

As fases incluem o cadastro de currículo, a triagem de perfis, as entrevistas e, por fim, a avaliação técnica. Além disso, a Energisa garante um ambiente de trabalho seguro, colaborativo e alinhado às melhores práticas do setor.

Outro ponto positivo é que a empresa oferece benefícios compatíveis com o mercado, como plano de saúde, auxílio-alimentação e programas de capacitação contínua.

Confira as vagas disponíveis em Rondônia

As oportunidades são para municípios de diferentes regiões do estado. Veja as funções abertas:

Cada cargo exige perfil técnico e comprometimento com a segurança operacional. Portanto, candidatos com experiência na área terão diferencial no processo de seleção.

Desenvolvimento e propósito coletivo

De acordo com Sabrina Amorim, coordenadora de Recursos Humanos da Energisa Rondônia, a empresa procura talentos que buscam evoluir com o grupo e contribuir com o desenvolvimento do estado.

“Valorizamos pessoas comprometidas, que buscam aprendizado e que se identifiquem com o nosso propósito de transformar energia em desenvolvimento. Trabalhar na Energisa é fazer parte de uma equipe que preza pela segurança, respeito e crescimento coletivo”, afirma Sabrina.

Além disso, a companhia investe em tecnologia e inovação para oferecer soluções mais eficientes. Assim, cria oportunidades de crescimento profissional e impulsiona o progresso econômico regional.

Compromisso com inclusão e sustentabilidade

A Energisa é reconhecida como uma das principais empregadoras do setor elétrico na região Norte. Nos últimos anos, tem ampliado seus programas de inclusão e acessibilidade, valorizando o potencial de cada colaborador.

Por outro lado, a empresa também investe em tecnologia, eficiência energética e sustentabilidade. Com isso, reforça sua atuação responsável e seu papel no desenvolvimento sustentável de Rondônia.

Atualmente, a companhia atende milhares de clientes no estado, garantindo energia de qualidade e contribuindo para o crescimento das cidades onde atua.

Serviço

? Prazo das inscrições: até 30 de outubro de 2025
? Processo seletivo: 100% digital
? Site oficial: grupoenergisa.gupy.io

Comando Vermelho: origem e expansão da facção no Brasil

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Silhuetas armadas diante de uma favela iluminada e mapa do Brasil em vermelho, simbolizando a expansão do Comando Vermelho.
Capa jornalística retrata a origem e expansão do Comando Vermelho, em meio à violência urbana e às operações policiais no Rio de Janeiro.

Megaoperação reacende debate sobre o poder das facções

Na terça-feira (28), o Rio de Janeiro viveu um dos dias mais violentos de sua história recente. A Operação Contenção, organizada pelas polícias Civil e Militar, resultou em 64 mortos e 81 presos, quase o triplo do número inicial de vítimas. O objetivo era impedir o avanço territorial do Comando Vermelho (CV), grupo que domina comunidades e impõe regras em diversas regiões da cidade.

Entretanto, a ação gerou um clima de caos. Enquanto tiroteios se espalhavam pela Tijuca e pelo centro, ônibus foram bloqueados e lojas encerraram o expediente antes do previsto. Nos metrôs lotados, os moradores trocaram palavras de coragem e desejaram sorte uns aos outros para voltar para casa em segurança.

Megaoperação no Rio provocou recorde de mortes

Assim, o episódio se tornou símbolo da fragilidade do Estado diante do poder das facções, reacendendo o debate sobre o uso da força e a eficácia das estratégias de segurança pública.

Das celas à favela: o nascimento do Comando Vermelho

O Comando Vermelho surgiu entre as décadas de 1970 e 1980, dentro do sistema prisional do Rio de Janeiro. Naquele período, presos políticos e criminosos comuns foram colocados nas mesmas celas durante a ditadura militar. Essa convivência forçada acabou criando um senso de união e lealdade entre os detentos, que passaram a compartilhar ideias, estratégias e objetivos.

O Comando Vermelho nasceu no interior dos presídios — “no coração do Estado”, segundo a socióloga Carolina Grillo

Com o passar dos anos, porém, o ideal político foi se perdendo. A facção então adotou uma estrutura voltada para o tráfico de drogas e o controle das favelas, especialmente na Penitenciária Cândido Mendes, na Ilha Grande, onde nasceu oficialmente.
Desde então, o CV se transformou em um poder paralelo dentro e fora dos presídios, mantendo códigos próprios de conduta e uma forte rede de comunicação.

A expansão pelo território nacional

Ao longo das décadas seguintes, o Comando Vermelho ampliou seu domínio para além do Rio de Janeiro. A facção aproveitou brechas no sistema prisional e a ausência de políticas públicas eficazes para expandir sua influência. Além disso, travou guerras contra rivais como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e estabeleceu alianças estratégicas em diversas regiões.

Mais de 100 fuzis apreendidos e 81 pessoas foram presas na operação desta semana

Atualmente, o grupo atua em cerca de 20 Estados brasileiros e controla rotas internacionais de drogas, especialmente nas fronteiras do Norte e do Centro-Oeste.
Por causa da sua estrutura descentralizada, o CV consegue se reorganizar rapidamente sempre que líderes são presos ou mortos. Essa flexibilidade explica por que, mesmo após décadas de repressão, a facção continua ativa e com grande capacidade de articulação.

O poder paralelo nas comunidades

De acordo com especialistas em segurança pública, o Comando Vermelho se fortalece ao ocupar espaços deixados pelo Estado. Em muitas comunidades, o grupo atua como autoridade local, impondo regras, distribuindo alimentos e até interferindo na segurança dos moradores. Dessa forma, cria uma relação complexa com a população, misturando medo e dependência.

Além disso, o grupo mantém uma identidade simbólica forte, baseada em códigos de conduta e valores de “irmandade”. Essa estrutura garante coesão entre os membros e dificulta a infiltração de agentes externos.

Segundo um pesquisador ouvido pela BBC, “o Rio virou um abrigo para chefes do tráfico do Brasil inteiro”. Essa afirmação reforça a necessidade de ações integradas entre os governos federal e estaduais, já que operações isoladas não são capazes de conter um fenômeno tão enraizado.

O futuro da segurança pública

A megaoperação no Rio de Janeiro reacendeu discussões sobre os limites do uso da força e os impactos das operações policiais em áreas densamente povoadas. De um lado, o governo estadual defende a ação, alegando que ela foi necessária para enfraquecer o poder das facções. De outro, organizações de direitos humanos pedem investigações sobre possíveis abusos e violações cometidos durante a operação.

Diante desse cenário, fica evidente que o combate ao crime organizado precisa ir além da repressão. É essencial investir em educação, oportunidades e políticas sociais, especialmente nas áreas dominadas por facções.
Somente assim será possível enfraquecer a influência do Comando Vermelho e garantir segurança pública de forma sustentável.

Fonte: BBC Brasil

Brasil registra mais de 64 mil mortes por AVC em 2025

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Ilustração mostra cérebro humano com áreas vermelha e azul simbolizando AVC e urgência na prevenção no Brasil.
Arte ilustra o impacto do AVC no Brasil, destacando a importância do controle da pressão e hábitos saudáveis.

O acidente vascular cerebral (AVC) continua sendo uma das maiores causas de morte no Brasil, ceifando uma vida a cada seis minutos. Somente entre janeiro e outubro deste ano, 64.471 pessoas morreram em decorrência da doença, segundo o Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil.

No ano passado, o número chegou a 85.457 óbitos, mantendo o país entre os que mais sofrem com as consequências do AVC. Ao lado do infarto, o problema integra o grupo das doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 30% das mortes anuais, de acordo com o Ministério da Saúde.

Doença grave, mas em grande parte evitável

O custo do tratamento também é alto: entre 2019 e setembro de 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) desembolsou R$ 910 milhões com internações e terapias ligadas ao AVC, de acordo com a consultoria Planisa. Um em cada quatro pacientes precisou de leito de UTI.

Especialistas reforçam que oito em cada dez casos poderiam ser evitados com medidas simples, como controlar a pressão arterial, abandonar o cigarro e praticar exercícios físicos regularmente.

“O AVC é súbito e devastador, mas amplamente prevenível. O problema é que fatores como hipertensão e tabagismo ainda são mal controlados”, alerta o neurocirurgião Hugo Doria, do Hospital Santa Catarina.

Os dois tipos de AVC

O AVC isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre quando há entupimento de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro, geralmente causado por pressão alta ou problemas cardíacos, como a fibrilação atrial.

Já o AVC hemorrágico, que representa 15% dos casos, acontece com o rompimento de um vaso, provocando sangramento cerebral e maior risco de sequelas e morte.

“Durante o AVC isquêmico há bloqueio da artéria e morte de células cerebrais. No hemorrágico, o sangue extravasa por ruptura do vaso”, explica o neurocirurgião Feres Chaddad, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Jovens também estão em risco

Antes associada à terceira idade, a doença vem atingindo cada vez mais jovens. Dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC) mostram aumento de 66% nos casos de AVC isquêmico entre brasileiros com menos de 45 anos na última década.

Entre os principais fatores estão o uso de anabolizantes, tabagismo associado a anticoncepcionais hormonais e má alimentação.

“Hoje é comum vermos casos em pessoas de 30 e 40 anos. O estilo de vida mudou — há mais obesidade, cigarro eletrônico e dietas desbalanceadas”, observa o neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema.

“Tempo é cérebro”: reconhecer os sinais salva vidas

Os sintomas aparecem de forma súbita e exigem ação imediata. O método SAMU ajuda a identificar os sinais de alerta:

  • Sorriso: um lado do rosto não se move;

  • Abraço: dificuldade em levantar os dois braços;

  • Música: fala enrolada ou dificuldade para repetir frases;

  • Urgente: ligue para 192 imediatamente.

“A cada minuto milhares de neurônios morrem. O tratamento precisa começar em até quatro horas”, destaca Chaddad.

Entre os sintomas também estão dor de cabeça intensa, tontura, perda de visão e fraqueza em um lado do corpo. O diagnóstico é feito por tomografia ou ressonância magnética, e o tratamento pode incluir trombolíticos ou trombectomia mecânica.

Reabilitação e prevenção

Com atendimento rápido e reabilitação multidisciplinar — que envolve fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional — muitos pacientes conseguem recuperar funções perdidas.

“O cérebro tem uma capacidade de adaptação impressionante, especialmente nos primeiros meses após o evento”, reforça Doria.

Ainda assim, o consenso entre médicos é claro: a prevenção é o melhor remédio. Evitar o primeiro AVC é o passo mais eficaz para preservar a vida e a qualidade dela.

Fonte: G1

Câmara aprova MP que isenta taxistas da taxa de verificação

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MP isenta taxistas da taxa de verificação por cinco anos e reduz custos da categoria.
Aprovada pela Câmara dos Deputados, a Medida Provisória isenta taxistas da taxa de verificação dos taxímetros por cinco anos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (27) a Medida Provisória (MP) que isenta os taxistas do pagamento da taxa de verificação dos taxímetros pelos próximos cinco anos.

Com a medida, os profissionais do setor terão menos gastos e mais segurança jurídica. Além disso, o texto autoriza que municípios com até 50 mil habitantes façam a verificação a cada dois anos, em vez de todos os anos.

Essa mudança, portanto, reduz a burocracia e estimula a formalização da categoria. O governo também reforça que a proposta mantém a concorrência justa e assegura a precisão dos equipamentos usados no transporte.

Próximos passos no Senado

Após a aprovação na Câmara, o texto segue agora para análise no Senado Federal. Caso os senadores mantenham o conteúdo, a MP passará a valer de forma permanente.

Além disso, a medida moderniza a regulamentação da profissão de taxista. A partir dela, os cursos de formação poderão ser realizados à distância (EAD). Essa alteração facilita o acesso à capacitação profissional, especialmente em cidades menores.

Benefício direto para a categoria

Para os motoristas, a isenção representa um alívio financeiro importante, principalmente diante do aumento dos custos de operação. Assim, o setor ganha competitividade em relação aos aplicativos de transporte e estimula a entrada de novos profissionais.

Líderes sindicais destacam que a decisão responde a uma antiga reivindicação da classe. Segundo eles, a MP traz mais equilíbrio e previsibilidade econômica para os taxistas em todo o país.

Contexto e repercussão

O debate sobre o tema começou ainda no início do ano. Desde então, o governo, as entidades representativas e os parlamentares discutiram formas de simplificar o sistema de verificação.

Como resultado, prevaleceu o entendimento de que a medida promove a eficiência administrativa e reduz encargos desnecessários para os trabalhadores. Além disso, fortalece o setor de transporte urbano, essencial para a mobilidade nas cidades brasileiras.

Fonte: Band News

Haddad revê cálculos da isenção do IR e fala em cautela fiscal

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ernando Haddad analisa cálculos sobre a isenção do Imposto de Renda e impacto fiscal no Ministério da Fazenda
O ministro Fernando Haddad sinaliza cautela ao revisar cálculos da isenção do Imposto de Renda, em meio a preocupações com o equilíbrio fiscal.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (28) que a equipe econômica vai revisar os cálculos sobre a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR). O objetivo, segundo ele, é garantir que a proposta seja fiscalmente neutra e não cause desequilíbrios nas contas públicas.
Além disso, caso o novo levantamento aponte algum impacto relevante, o governo poderá apresentar um projeto complementar ainda neste ano.

De acordo com Haddad, é essencial que a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês não gere perda de arrecadação significativa. “Vamos julgar a conveniência de, eventualmente, um projeto complementar, se o equilíbrio não existir”, declarou o ministro após reunião com o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Dessa forma, ao discutir a isenção do Imposto de Renda, o governo tenta unir responsabilidade fiscal e justiça tributária.

Dois cálculos e devolutiva rápida ao Senado

Durante a entrevista, Haddad explicou que a Fazenda fará dois estudos independentes — um com base nos dados da Instituição Fiscal Independente (IFI) e outro da Consultoria do Senado. Assim, será possível comparar resultados e eliminar dúvidas sobre a metodologia.

“Vamos passar por uma escrutina aqui na Fazenda e faremos uma devolutiva até amanhã para o senador ficar confortável”, afirmou. Em seguida, ele acrescentou que, se houver divergência entre os números, o Ministério da Fazenda poderá propor ajustes para tornar o texto totalmente neutro, especialmente ao considerar a isenção do Imposto.

“Se houver um déficit maior do que o estimado — um bilhão ou dois bilhões —, podemos levar um complemento ao Congresso até o fim do ano”, completou o ministro.

Renan cobra garantias de neutralidade fiscal

O relator da proposta, Renan Calheiros, tem insistido para que o texto preserve a neutralidade fiscal, condição que considera indispensável para a aprovação. Por isso, ele estuda apresentar o relatório ainda nesta semana.
Além disso, o parlamentar avalia diferentes estratégias de tramitação, como votar o projeto diretamente no plenário para evitar atrasos caso o texto volte à Câmara dos Deputados, sobretudo pelo potencial impacto da isenção do Imposto de Renda.

Renan também pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com líderes partidários para definir o cronograma final. A expectativa é que o projeto avance sem comprometer o calendário legislativo.

Governo busca equilíbrio entre isenção e responsabilidade fiscal

Com os estudos em andamento e a questão da isenção do Imposto de Renda em mente, o governo busca equilibrar o alívio tributário à população e a responsabilidade fiscal. Assim, o Palácio do Planalto pretende garantir que a ampliação da isenção do IR beneficie milhões de brasileiros sem gerar déficit para a União.

Se o resultado confirmar os cálculos iniciais, a proposta poderá ser votada ainda antes do fim do ano legislativo. No entanto, caso os números indiquem desequilíbrio, o governo promete agir rapidamente para corrigir o rumo e preservar a estabilidade fiscal.

Fonte: SBT News

Câmara aprova licença menstrual em pacote da pauta feminina

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Deputadas comemoram aprovação da licença menstrual na Câmara dos Deputados
Sessão da Câmara dos Deputados aprova a licença menstrual, que garante dois dias de afastamento para mulheres com sintomas severos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o projeto que cria a licença menstrual de dois dias por mês para mulheres que sofrem com sintomas intensos durante o ciclo. A medida faz parte do pacote da pauta feminina, que também propõe melhorias no acesso à saúde e na prevenção de doenças.

O texto original, apresentado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), previa três dias de afastamento. Porém, após ajustes e debates técnicos, a relatora professora Marcivania (PCdoB-AP) reduziu o período para dois dias mensais. A decisão buscou equilibrar o direito das trabalhadoras e a realidade econômica das empresas. Agora, o projeto segue para o Senado Federal para nova análise.

Parlamentares no plenário da Câmara durante sessão de votação de projetos defendidos pela bancada feminina • Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
“Este projeto não fala de conforto nem privilégio. Ele reconhece uma dor real, incapacitante, que leva mulheres a procurarem pronto-socorro para suportar o próprio corpo”, afirmou Marcivania durante a votação.

A proposta garante o afastamento mediante laudo médico e inclui estagiárias e empregadas domésticas. Além disso, o Poder Executivo definirá as regras para renovação dos laudos. Dessa forma, o texto reforça o compromisso com a dignidade e a saúde feminina.

Novo tenta barrar o texto, mas projeto avança

Durante a sessão, o partido Novo tentou adiar a votação, alegando possíveis impactos econômicos e falta de contrapartidas. Mesmo assim, a maioria dos deputados manteve o projeto em pauta e aprovou o texto.

O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou que a medida “cria um novo direito trabalhista sem segurança jurídica”. Apesar da crítica, o plenário rejeitou o pedido de retirada e seguiu com a deliberação.

A deputada Jack Rocha (PT-ES), coordenadora da bancada feminina, presidiu a sessão e celebrou a conquista. Segundo ela, o resultado representa um avanço histórico para a saúde das mulheres brasileiras.

“As mulheres conquistam mais dignidade e respeito. Este é um passo fundamental para tornar o Estado mais sensível às nossas dores”, destacou Rocha.

Outras ações da pauta feminina aprovadas

Além da licença menstrual, a Câmara aprovou quatro projetos complementares voltados à prevenção e ao cuidado com a saúde feminina. Entre eles estão:

  • PL 5.821/2023: amplia exames preventivos e serviços de mamografia e rastreamento de câncer de mama e colo de útero;

  • PL 265/2020: assegura, pelo SUS, testes genéticos para identificar predisposição ao câncer hereditário;

  • PL 2112/2024: cria diretrizes para atenção integral à saúde materna e institui a Semana Nacional de Conscientização;

  • PL 499/2025: garante mamografia anual gratuita para mulheres a partir dos 40 anos.

Essas medidas fortalecem o protagonismo da bancada feminina e consolidam novas políticas públicas de equidade de gênero. Além disso, ampliam a rede de proteção à saúde da mulher em todo o país.

Impacto social e próximos passos

Com a aprovação, o Brasil se aproxima de países como Espanha e Japão, que já reconhecem legalmente o afastamento de mulheres com sintomas severos de menstruação. Assim, a nova norma representa um avanço social e trabalhista ao transformar a dor feminina em direito reconhecido.

O texto agora segue para o Senado Federal, onde deve ser votado nas próximas semanas. Caso seja aprovado, o governo federal definirá os critérios médicos e o prazo para renovação dos laudos.

Portanto, a medida poderá beneficiar milhões de mulheres brasileiras, garantindo mais respeito, empatia e igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho.

Fonte: CNN Brasil

Sisu 2026 permitirá uso das notas do Enem dos três últimos anos

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Estudante sorridente com mochila e caderno simboliza o Sisu 2026, que aceitará notas do Enem dos três últimos anos.
Nova regra do Sisu amplia as oportunidades de ingresso no ensino superior público, aceitando notas do Enem de 2023, 2024 e 2025.

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 chega com uma grande mudança para os estudantes que sonham com uma vaga em universidades públicas. A partir de agora, será possível usar as notas das três últimas edições do Enem — 2023, 2024 e 2025 — para disputar as oportunidades oferecidas em todo o país.

A alteração, publicada no Edital nº 22/2025 do Diário Oficial da União, tem como objetivo aumentar as chances de ingresso e beneficiar quem participou de provas anteriores. Até então, o Sisu aceitava apenas a nota mais recente do exame. Com essa mudança, quem não pôde fazer o Enem mais recente ainda poderá concorrer, ampliando o acesso e promovendo maior inclusão no ensino superior.

Como funcionará a seleção

Na prática, o sistema vai considerar automaticamente a nota mais alta entre as três disponíveis. Essa pontuação será ajustada conforme o curso escolhido, já que cada graduação define pesos específicos para as áreas do Enem — Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Redação.

Por exemplo, cursos de Engenharia valorizam mais a Matemática, enquanto graduações como Jornalismo dão peso maior às áreas de Humanas. Assim, o sistema escolherá a nota que oferecer o melhor desempenho ponderado para o candidato.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o uso da Teoria de Resposta ao Item (TRI) garante a equivalência entre provas de diferentes anos. Esse método analisa o padrão de acertos e identifica incoerências nas respostas. Dessa forma, é possível comparar edições distintas do Enem com justiça para todos os concorrentes.

Adesão das universidades e cronograma

As instituições de ensino superior que desejam participar do Sisu 2026 precisam confirmar a adesão entre 27 de outubro e 28 de novembro, por meio da plataforma Sisu Gestão. Durante esse período, será possível revisar e ajustar os termos de participação antes da assinatura final.

Na edição anterior, em 2025, o programa ofertou 261,7 mil vagas em 6.851 cursos de 124 instituições públicas. Ao todo, 254,8 mil candidatos foram aprovados, incluindo ampla concorrência e cotas.

O que é o Sisu

O Sisu é o sistema do governo federal que reúne as vagas de universidades públicas em todo o Brasil. Ele permite inscrição gratuita com base na nota do Enem. Desde 2024, o programa passou a ter edição única anual, com ingresso no primeiro ou no segundo semestre.

Com a nova regra, o Sisu 2026 amplia as possibilidades e oferece mais uma chance para quem busca o sonho da universidade pública.

Fonte: Só Notícia Boa

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