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segunda-feira, maio 18, 2026
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Teich ignora subnotificação ao dizer que Brasil tem ‘melhor’ desempenho

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Ao afirmar que o Brasil é um dos países com melhor desempenho contra a covid-19, o ministro da Saúde, Nelson Teich, ignorou a larga subnotificação de casos da doença no País.

“O Brasil hoje é um dos países que melhor performa em relação a covid. Se você analisar mortos por milhão de pessoas, o número do Brasil é de 8.17. A Alemanha tem 15. A Itália 135. Espanha 255. Reino unido 90 e EUA 29”, disse Teich nesta quarta-feira, 22, em sua primeira entrevista à imprensa no cargo.

A fala desagradou gestores da saúde e técnicos do ministério ouvidos pela reportagem. Reservadamente, eles dizem que a comparação é incorreta, pois a falta de testes não permite afirmar quantos casos e mortes o País tem de fato.

Segundo boletim do Ministério da Saúde de segunda-feira, 20, o Brasil registrou 366% mais hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2020 do que em 2019. O dado sugere um largo número de pacientes da covid-19 sem diagnóstico.

A diferença de hospitalizações nas últimas semanas é gritante, comparada ao mesmo intervalo do ano anterior. Na “semana epidemiológica 13”, que se encerra no fim de março, foram 11.797 internações em 2020 contra 1.123 em 2019. Cerca de 9 mil casos desta semana ainda estavam investigação até segunda-feira.

“Os nossos números são um dos melhores. Qual o problema da covid? Ela assusta porque acomete muito rápido o sistema. E os sistemas de saúde não são feitos para ter ociosidade. Você tem de trabalhar com eficiência máxima. Saúde é muito caro. Não dá para trabalhar com ociosidade. Os hospitais trabalham no limite. Quando tem algo que sobrecarrega o sistema, é quase impossível você conseguir se adaptar na velocidade necessária”, disse Teich.

Para o médico Julival Ribeiro, porta-voz da Sociedade Brasileira de Infectologia, comparar a performance do Brasil com outros países no combate a covid-19 exige mais testes e mais dados. O ministério promete ter em mãos 46,2 milhões de testes na crise, mas só entregou 2,5 milhões até agora aos Estados. Destes, apenas 524,3 mil são do tipo RT-PCR, usado para um diagnóstico definitivo da doença.

“Nos Estados com isolamento social a gente postergou um pouco (o crescimento de casos). Eles não vêm ocorrendo ao mesmo tempo. Mas a gente nunca viu tanta pneumonia. Será que não é covid? Mas não temos testes de diagnóstico?”, disse Ribeiro.

Letalidade

Ao elogiar dados do Brasil, Teich também deixou de lado a taxa de letalidade do País. Ainda que distorcido, também por causa da subnotificação, o percentual do Brasil é de 6,3% de mortes sob o total de casos. Na Alemanha, citada pelo ministro, a taxa cai para cerca de 3%. Os vizinhos Argentina (4,8%), Paraguai (3,8%) e Chile (1,4%) também mostram indicadores melhores que o do Brasil. Os dados são da universidade Johns Hopkins, também usados pelo ministério.

“A gente não tem dados. Só em São Paulo havia milhares de testes para serem analisados. Só isso já era um furo. Não temos teste RT-PCR, que diagnostica o vírus”, afirma o infectologista Ribeiro.

Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou.

Espanha supera 22.000 mortos por coronavírus com nova alta diária

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A Espanha registrou, nesta quinta-feira (23), 440 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, no terceiro dia de aumento desse dado, e ultrapassou a barreira de 22.000 mortes no total, de acordo com o balanço do ministério da Saúde.

Terceiro país do mundo com mais mortes por COVID-19, a Espanha registrou 22.157 óbitos pelo vírus. De qualquer forma, pelo quinto dia consecutivo, o saldo permaneceu abaixo do limiar de 500 mortes.

Os casos confirmados aumentaram em cerca de 4.600, elevando o total para 213.024, de acordo com o ministério da Saúde, que detalhou que as pessoas que foram curadas da doença já somam 90.000.

Apesar dos altos e baixos nos saldos diários, os especialistas em saúde afirmam que a “tendência de queda” nas infecções continua e que o pico da epidemia foi excedido no início de abril, quando foram registradas 950 mortes diárias.

“Estamos alcançando as metas de desaceleração para esta semana, mas ainda estamos em uma fase difícil da epidemia e, portanto, devemos continuar confinados”, declarou o ministro da Saúde, Salvador Illa, em entrevista coletiva.

Os 47 milhões de espanhóis estão na sexta semana de confinamento em suas casas, de onde só podem sair para atividades essenciais, para trabalhar, comprar comida e remédios ou passear com o cachorro.

Em vigor desde 14 de março, o confinamento foi estendido na quarta-feira pelo Congresso até 9 de maio.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou no Congresso que não era hora de baixar a guarda, para que “o confinamento não seja suspenso até que estejamos preparados, porque não vamos não correr nenhum risco”.

No entanto, a partir de domingo, uma pequena flexibilização passará a valer, e as crianças poderão passear, em sintonia com o que acontece em outros países europeus, uma demanda que vem ganhando força nos últimos dias no país.

As crianças “poderão sair e brincar na rua uma vez por dia, por uma hora e nos arredores de um quilômetro de sua casa”, entre 9h e 21h, explicou o vice-presidente de Direitos Sociais, Pablo Iglesias, que pediu “perdão” aos menores por um confinamento que “não está sendo nada fácil”.

Como parte do dispositivo da saída lenta das restrições de mobilidade, o Ministério da Saúde anunciou que está finalizando a realização de um estudo de soroprevalência.

Este estudo consistirá na realização de testes em cerca de 60.000 pessoas em todo o país, para “estimar a porcentagem da população espanhola que desenvolveu anticorpos contra o novo coronavírus”, o que será vital para a tomada de decisões em saúde pública no país nas semanas seguintes, disse a Saúde em comunicado.

Visitas a presídios federais estão suspensas por 30 dias

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O Departamento do Penitenciário Nacional (Depen) suspendeu por 30 dias, a contar desta quinta-feira (23), as visitas, os atendimentos de advogados, as atividades educacionais, de trabalho, as assistências religiosas e as escoltas realizadas nas penitenciárias federais, como forma de prevenção, controle e contenção de riscos do novo coronavírus (covid-19).

A medida não atinge os casos de atendimentos de advogados, em decorrência de necessidades urgentes ou que envolvam prazos processuais não suspensos; as escoltas de requisições judiciais, inclusões emergenciais e daquelas que por sua natureza, precisam ser realizadas.

A portaria com a decisão está publicada no Diário Oficial da União de hoje e considera, entre outras ações, a situação do emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde dos servidores, colaboradores e presos, enfim, a proteção de todos, a fim de evitar a disseminação da doença no âmbito das penitenciárias federais.

O documento diz ainda que o Sistema Penitenciário Federal já elaborou o procedimento operacional padrão de medidas de controle e prevenção da doença, devido a necessidade de se estabelecer um plano de resposta e também padronizar ações e medidas de controle e prevenção nas penitenciárias federais.

A portaria determia também que as penitenciárias deverão adotar as providências necessárias de modo a promover o máximo isolamento dos presos maiores de 60 anos ou com doenças crônicas durante as movimentações internas nos estabelecimentos.

China descobre 2 medicamentos específicos contra a Covid-19

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ROMA, 22 ABR (ANSA) – Um estudo realizado pela Academia Chinesa das Ciências descobriu dois medicamentos específicos para serem usados contra o novo coronavírus e que impedem que o Sars-CoV-2 se multiplique dentro do corpo humano.

A pesquisa, publicada na revista especializada “Science”, foi coordenada por Wenhao Dai e conseguiu projetar as moléculas para bloquear a enzima protease, o “motor” que permite que o vírus consiga se multiplicar.

Com isso, os dois medicamentos chineses juntam-se a um outro descoberto na Holanda, que atua contra a mesma enzima, e um na Alemanha, que age contra a proteína spike – o arpão com o qual o vírus agride a célula para invadi-la. Assim, as quatro moléculas tornam-se candidatas a se tornarem os primeiros remédios a serem usados contra a Covid-19, uma doença da qual se sabe ainda muito pouco.

De acordo com a publicação, o estudo foi realizado através da análise estrutural do vírus, em particular nesse caso, com a enzima protease. As moléculas chamadas de inibidores de protease 11a e 11b enfrentaram os primeiros testes com resultados encorajantes. Testadas em um cultura celular, ambas “inibiram fortemente a protease da SarsCoV-2”. Com os experimentos feitos em ratos, os inibidores da protease 11a mostraram, em particular, baixa toxicidade. Para essa molécula, os testes agora seguem para a fase pré-clínica para obter novos resultados sobre os efeitos tóxicos. Se forem considerados seguros, poderão ser testados em seres humanos em breve.

No entanto, assim como ocorre com os possíveis medicamentos descobertos por holandeses e alemães, ainda não há data para que eles possam ser disponibilizados aos humanos. Desde 2018, para acelerar o processo de localização de remédios que podem ser usados contra doenças novas, foi criada a coalizão Reframe, a mais vasta busca por fármacos já em uso promovida pelo Instituto Scripps, na Califórnia (EUA), e com apoio financeiro da Fundação Bill & Melinda Gates. Por conta disso, o combate à Covid-19, por exemplo, está usando drogas já conhecidas para outras doenças para acelerar o processo. Entre os medicamentos testados em hospitais e pesquisas contra o novo coronavírus estão o remdesivir, nascido para combater o ebola, a cloroquina e a hidroxicloroquina, usados para combater a malária, artrite reumatoide e lúpus, e alguns antirretrovirais, como o lopinavir e o ritonavir usado no combate ao HIV, o camostat usado contra doenças de fígado e pâncreas, e o tocilizumabe, utilizado para combater as inflamações causadas pela crise imunitária provocada pelo HIV.

Governo envia ao Congresso Nacional PL sobre repasse de valores do DPVAT ao SUS

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O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional texto de projeto de lei (PL) complementar que trata de repasse de valores do fundo do seguro veicular obrigatório DPVAT ao Sistema Único de Saúde (SUS). A mensagem de envio da matéria está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O documento não cita valores, mas a equipe econômica do governo já anunciou que a medida vai permitir um repasse adicional de R$ 4,5 bilhões do fundo do DPVAT ao SUS. A ação é um reforço de verba para a área da saúde no combate ao novo coronavírus.

A mensagem informa que o projeto “dispõe sobre o repasse dos valores correspondentes ao excedente de recursos acumulados que cobrem as provisões técnicas do consórcio de que trata o art. 7º da Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974, ao Sistema Único de Saúde – SUS”.

Redução do isolamento deverá ter distanciamento social, limpeza das mãos e uso de máscaras, dizem especialistas

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A retomada das atividades econômicas e cotidianas durante a pandemia da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, precisará ser gradual, monitorada e acompanhada de medidas preventivas, como distanciamento social, limpeza das mãos e uso de máscaras em ambientes aglomerados, como o transporte público, segundo infectologistas ouvidos pelo G1.

Eles alertam que empresas e comércios terão que se adaptar à situação mudando rotinas anteriores. Refeitórios, por exemplo, são desaconselhados. Vestiários com aglomeração na entrada e saída, também, e as estações de trabalho compartilhadas precisam ter produtos de limpeza à disposição para desinfecção.

Confira os principais pontos levantados pelos médicos infectologistas Rosana Richtmann, Jean Gorinchteyn, e Leonardo Weissmann, todos do Hospital Emílio Ribas e membros da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI):

  • Distanciamento social segue sendo a melhor medida de prevenção
  • A limpeza das mãos deve ser permanente
  • No transporte público, o uso de máscaras é imprescindível
  • Aglomerações devem ser evitadas
  • Jornadas de trabalho com horários flexíveis deverão ser adotadas
  • Nos escritórios e comércios, é preciso que os trabalhadores fiquem a 2 metros dos colegas
  • Onde for necessário compartilhar uma estação de trabalho, é preciso oferecer produtos de limpeza para desinfecção
  • As medidas serão necessárias enquanto o vírus estiver circulando

As recomendações ocorrem porque a transmissão do vírus ainda não está contida e pode continuar infectando mais pessoas e pressionando o serviço público de saúde, que ainda não tem leitos e respiradores suficientes para tratar os pacientes. Até as 15h30 desta quarta-feira (22), o Brasil contabilizava quase 3 mil mortes por Covid-19 e mais de 45,7 mil casos confirmados.

Para a médica infectologista Rosana Richtmann, a retomada das atividades precisa ser planejada.

“A retomada das atividades vai ter que ser feita de forma racional, gradual, e medindo resultados. Não pode ser todo mundo ao mesmo tempo. Precisamos, sim, ter disponibilidade de testes para entender o que está acontecendo com a população e checar a disponibilidade de leitos hospitalares – não dá para liberar com 100% dos leitos ocupados, por exemplo. Isso precisa ser monitorado de perto”, afirma Richtmann.

Nesta quarta-feira (22), o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que o governo federal prepara uma diretriz que será apresentada na próxima semana para orientar cidades e estados na flexibilização do distanciamento. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também anunciou a reabertura gradual da economia no estado a partir do dia 11 de maio.

Cuidados na retomada

O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas e membro da SBI, afirma que as máscaras são essenciais para evitar novas transmissões.

“Enquanto não tivermos vacina, a máscara deve fazer parte do vestuário das pessoas. Elas precisam entender que vão usar máscara e devem usá-las”, afirma Gorinchteyn.

A máscara é uma barreira física importante porque há pessoas infectadas pelo novo coronavírus que não desenvolvem sintomas, mas transmitem a doença. Estudos apontam que até 60% das transmissões ocorrem por meio pessoas sem sintomas da Covid-19.

“Vai ter importante ter o uso da máscara como uma barreira exatamente porque ainda vamos ter gente infectada assintomática, que não sabe que está transmitindo o vírus”, afirma Richtmann.

Mas, quando usá-las? Os infectologistas Richtmann, Weissmann e Gorinchteyn são unânimes em dizer que o uso de máscaras deve ser obrigatório no transporte público.

“É o tipo de local que você não vai conseguir manter o distanciamento de pessoas – estamos falando de, no mínimo, 1 metro”, afirma Richtman.

Nas empresas, o distanciamento social ainda será necessário. As estações de trabalho precisam estar a 2 metros entre cada uma e os ambientes devem estar arejados e ventilados.

“As empresas precisam entender que tem que mudar. Não pode manter refeitório, não pode manter aglomerados em picos de horários nos vestiários, por exemplo. Essa reflexão terá que ser feita por cada um dentro da sua empresa. Será necessário flexibilizar horários, diminuir turnos turnos, disponibilizar álcool em gel ou pias para lavar as mãos”, afirma Gorinchteyn.

Nestes locais, o uso de máscara pode ser flexibilizado. “Dentro do escritório, se eu trabalho sozinho, não precisa – vamos lembrar que a máscara não pode ser usada por mais de 2 horas. Estou sozinho, não uso. Vou receber alguém ou fazer uma reunião, coloco máscara”, recomenda o infectologista.

“Enquanto houver circulação de vírus, o uso de máscaras e a lavagem de mãos será recomendado. Por quanto tempo? É complicado dizer. Vai depender da vigilância enquanto ainda tivermos transmissões”, afirma Richtman.

“O tempo que essa medida será necessária dependerá do tempo de evolução da epidemia em cada local”, afirma Weissmann. Até lá, será preciso “manter a máscara, higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento físico em todos os locais”, recomenda Weissmann.

Após ter anunciado, governo diz agora que não pode antecipar 2ª parcela do auxílio de R$ 600

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O Ministério da Cidadania divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) na qual informou que o governo não poderá antecipar o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600.

O pagamento da segunda parcela estava previsto para começar no dia 27. Mas, na última segunda (20), a Caixa Econômica Federal organizou uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para anunciar a antecipação para esta quinta (23).

Segundo o Ministério da Cidadania, no entanto, como muitas pessoas sequer receberam a primeira parcela, seria necessária a abertura de crédito suplementar para garantir a antecipação da segunda parcela, além do pagamento da primeira.

“Por fatores legais e orçamentários, pelo alto número de requerentes que ainda estão em análise, estamos impedidos legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do auxílio-emergencial”, informou o governo federal.

Na nota, o Ministério da Cidadania não informa a data do pagamento da segunda parcela.

De acordo com a pasta, foi pedido ao Ministério da Economia que faça a “previsão para uma suplementação orçamentaria o mais rápido possível”.

Conforme a Caixa, 31,3 milhões de brasileiros já receberam a primeira parcela do auxílio, o que somou R$ 22 bilhões.

Base de dados

Na segunda-feira, quando anunciou a antecipação, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que a medida seria possível porque a capacidade de pagamento supera o número de dados fornecidos pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), responsável por checar as informações dadas pelos cidadãos.

Na nota desta quarta-feira, o Ministério da Cidadania informou que a Dataprev processou até agora 32 milhões de cadastros e que ainda estão em avaliação mais 7 milhões, o que só deve ser concluído na sexta-feira (24).

Estudo mostra aumento expressivo de internações por síndromes respiratórias e indica subnotificação da Covid-19

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Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra um aumento expressivo nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano no Brasil em comparação com a média dos últimos dez anos.

Esses dados, de acordo com a Fiocruz, infectologistas, epidemiologistas e outros especialistas ouvidos pelo G1, indicam uma subnotificação dos casos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.

SRAG, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, é uma doença respiratória grave que exige internação e é causada por um vírus, seja ele o novo coronavírus, o influenza ou outro. Os casos são relatados pelos hospitais ao Ministério da Saúde, e a Fiocruz consolida e divulga esses dados pela plataforma Infogripe.

Na contagem da Fiocruz até 4 de abril deste ano, o Brasil teve 33,5 mil internações por SRAG, muito acima da média desde 2010, de 3,9 mil casos. Mesmo em 2016, quando houve um surto de H1N1, foram registrados 10,4 mil casos no mesmo período do ano.

“O número de casos está muito alto. Completamente fora do padrão”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe, da Fiocruz.

Os motivos, segundo ele, são:

  • Há mais hospitalizações em decorrência da Covid-19
  • E a velocidade com que o vírus se espalha é maior que em anos anteriores (há uma “maior rapidez de disseminação”)

Um terceiro fator, diz, é que o sistema da Fiocruz passou a receber um número maior de notificações de hospitais privados. Por isso, a comparação deste ano com os anteriores não é perfeita. Mas, segundo Gomes, mesmo descontando os dados de hospitais privados, a alta seria expressiva.

“Outro fator, cuja contribuição não é tão grande, é o fato de que nos últimos anos quem reportava fundamentalmente era praticamente só a rede pública. E, neste ano, a rede privada também passou a reportar. Mas a contribuição não é tão grande quanto os outros [fatores].”

Os cientistas da Fiocruz listam três motivos que apontam o Sars-Cov-2 como o responsável pelo expressivo crescimento dos casos:

  1. aumento das internações fora da época
  2. idosos como os mais afetados
  3. percentual de testes negativos para outras gripes mais alto
“Não tem nada que justifique o aumento do número de casos de idosos. A gente teve até vacinação antecipada dessas pessoas neste ano. Pode ter certeza que é Covid-19. É provavelmente quase tudo Covid-19. Não tem outra explicação pra isso”, afirma o epidemiologista, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Antonio Bandeira.
Número de internações por síndromes respiratórias é muito maior neste ano, o que indica uma subnotificação de casos de Covid-19 — Foto: Guilherme Gomes/G1

Além disso, o último boletim do Ministério da Saúde mostra que há mais de 20 mil casos de SRAG ainda em investigação, aguardando o diagnóstico.

Fora de época

O rápido aumento das internações por problemas respiratórios aconteceu neste ano em uma época em que normalmente não há muitos casos. O normal é que os casos comecem a aumentar junto com o frio, no fim do outono e início do inverno. Não foi o que aconteceu em 2020.

“A chegada da Covid-19 ocorreu durante a estação do ano em que a atividade dos vírus respiratórios é, em geral, baixa”, afirmam os pesquisadores da Fiocruz. “Apenas em 2010 e 2016 a sazonalidade da SRAG ocorreu mais precocemente (no final do verão e outono) na maioria dos estados brasileiros, com predominância do vírus da Influenza A.”

A preocupação dos especialistas é que a situação se agrave no inverno, quando os outros vírus começam a causar internações por SRAG, o que pode causar uma sobrecarga ainda maior ao sistema de saúde.

“O aumento da hospitalização por SRAG tão precocemente em 2020 chama a atenção, uma vez que existe a tendência de aumento de casos entre o outono e o inverno, sobretudo nos estados de maior latitude (mais ao sul)”.

Idosos x crianças

O estudo da Fiocruz foi motivado pelo rápido aumento dos casos sem identificação da doença. Ao analisar os números, os pesquisadores viram que havia uma mudança no perfil dos pacientes. As gripes comuns, registradas nos anos anteriores, afetavam principalmente crianças, com menos de 2 anos.

Já os casos novos são predominantemente de idosos e pessoas com comorbidades, como diabetes, uma característica da Covid-19.

Das internações por SRAG em 2020, 36% foram de idosos, com mais de 60 anos. Já os pacientes com menos de 2 anos responderam por apenas 10% dos casos.

Idosos integram principal grupo de risco para Covid-19 e compõem o maior percentual de internados por síndromes respiratórias neste ano — Foto: Helene Santos/SVM

Testes negativos e aguardando resultado

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores da Fiocruz foi o grande número de testes negativos para outras gripes, como Influenza A, o tipo mais comum. O índice chegou a 91%. Segundo os especialistas, isso indica que o motivo da SRAG é outra doença, nova.

“Chama a atenção a alta negativação dos testes laboratoriais de SRAG na vigilância, tanto historicamente, como em 2020”, afirmam os pesquisadores. “A negativação dos testes alcançou 91%, um nível antes não encontrado.”

Além disso, não há testes disponíveis de Covid-19 para todos os pacientes. E mesmo entre os que foram testados, muitos ainda aguardam o resultado.

Professor mostra ano ‘fora da curva’

O professor de estatística da UFRN Marcus Nunes analisou os dados do Infogripe, da Fiocruz, e fez dois gráficos, mostrando como o número de casos em 2020 está em um patamar muito acima do restante, inclusive 2016, quando houve o surto de H1N1.

Todos os meses, ele escolhe um tema para fazer uma análise estatística e mostrar para seus alunos na faculdade, que também é publicada em seu blog.

O professor diz que viu que não havia testes suficientes no Brasil e resolveu buscar os dados de problemas respiratórios para conferir se havia subnotificação da Covid-19. Depois de analisar os dados do Infogripe, concluiu que essa probabilidade é muito alta. “O gráfico mostra claramente que 2020 é um outlier (fora da curva)”, diz.

Nunes publicou também um site com as curvas para cada estado, mostrando a diferença de número de casos entre cada ano. Em estados como RJ, MG e CE, a discrepância é ainda maior.

Especialistas apontam subnotificação

Antonio Bandeira, epidemiologista, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que o alto número de internações deixa clara a subnotificação, assim como o perfil das vítimas. “[O fato de ter mais idosos] é por causa do Covid-19. Não tenho nem dúvida.”

“A SRAG é um quadro com maior gravidade respiratória associada a manifestações virais. Ela não vai diferenciar que tipo de vírus é de acordo com os sintomas, não. Ela pode ser causada por qualquer um desses vírus, Influenza, Covid, H1N1. Em tempos normais, sem pandemia, ela geralmente reflete casos de Influenza, porque dentro desses vírus é o mais comum ano a ano. Mas a Covid-19 reproduz um quadro respiratório. Então esse número deve refletir as duas coisas juntas.”

“Não tem como saber sem testes o que é cada um. No início do ano, na Bahia, tinha muito mais Influenza dando nos testes. Agora não. Tem muito mais Covid do que Influenza. Só que como a demanda de Covid ficou muito grande, a gente tem que esperar para mostrar os resultados de tudo isso” , afirma.

Paulo Inácio Prado, que trabalha com biologia quantitativa e é integrante Observatório Covid-19, grupo voluntário de pesquisadores, diz que o estudo da Fiocruz tem uma importância muito grande. “Eles foram os primeiros a perceber que estavam detectando provavelmente os casos de Covid”, diz. “Esses dados confirmam a hipótese da equipe da Fiocruz de que a gente estava tendo um aumento muito importante dos casos de SRAG e que isso se deve muito possivelmente à Covid-19”

“A grande pergunta é por que a gente tem tantos casos ainda não testados, se entre os testados a gente uma taxa de 70% para o Covid?”, questiona. “Acho importante distinguir duas coisas diferentes que afetam esses dados. Uma é o atraso de notificação. Uma parte já aconteceu e vai ser registrado. A segunda é a subnotificação mesmo. Significa que o sistema não está conseguindo notificar todos os casos.”

Tulio Batista Franco, sanitarista da Universidade Federal Fluminense, diz que esse fenômeno da subnotificação é visível no país todo.

“Está muito acima. Como não tem testagem, tem a síndrome respiratória aguda grave, mas a verdade é que a maioria está morrendo de Covid-19”, afirma.

O especialista diz que, como não há a testagem adequada, “cada um fala o que quer”. “Não se está conseguindo dar o diagnóstico correto para as pessoas. Você não tem o teste para se contrapor ao número do governo.”

Sérgio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, também diz que o número “não é normal”.

“É por causa da circulação da Covid-19. Porque o coronavírus é mais transmissível e mais contagioso. A gente achava que o H1N1 era muito mais agressivo, e muito pelo contrário.”

Para Patrícia Canto, pneumologista da Escola Nacional de Saúde Pública, com uma notificação baixa, a estimativa da mortalidade da doença também não é real. “Você só está testando os casos graves. Se você tivesse o total, alteraria. Então, com certeza, a taxa de mortalidade cairia se você tivesse uma testagem maior, porque você aumenta o número de pessoas infectadas.”

“Outra coisa é que a gente tem um impacto mais sentido nos profissionais de saúde. Então o profissional de saúde que está acometido da doença, ele precisa do exame para poder retornar ou para manter a sua quarentena. A questão dos testes é fundamental”, diz. “O fato de a gente não testar a população traz pra gente um subdimensionamento dos números. Então se a gente pensa que, cada um desses casos contaminou pelo menos 2, 3 [pessoas], se não forem mais, a gente tem que multiplicar por pelo menos 3 o número de infectados na população.”

Sem saber o número real de infectados, o planejamento dos sistemas de saúde fica prejudicado, segundo ela. “Se a gente consegue avaliar que, em determinados locais, você está com um número maior de casos, você drena melhor os seus sistemas de vigilância e de ações de serviços de saúde e até de equipagem dos dispositivos hospitalares. Você pode enviar médicos. Você acaba sabendo isso pela gravidade dos casos. Se você tivesse uma dosagem mais ampla, uma testagem mais ampla, você talvez pudesse se antecipar à gravidade dos casos e aí você consegue manejar melhor a questão de leitos, de respiradores ou mesmo de profissionais de saúde.”

O que preocupa, segundo a especialista, é o impacto desse quadro. “O problema é, em pouco tempo, os sistemas ficarem sobrecarregados e não termos leitos de UTI e respiradores/ventiladores mecânicos para o grande número de pacientes que se avolumam ao mesmo tempo. Os serviços são estruturados para a população em situações normais, não para situações de pandemia, como estamos vivendo agora. E a gente não pode esquecer que as outras situações continuam acontecendo. As pessoas ainda infartam, as pessoas ainda têm apendicite, as pessoas ainda têm infecções bacterianas. E agora estamos começando a época do ano em que a gente tem as doenças respiratórias sendo mais prevalentes também. Então a gente vai ter uma sobreposição da pandemia, que, por si só, já esgota o nosso sistema de saúde, sobreposta às outras doenças que a gente espera encontrar na população, em especial nessa época do ano.”

“As pessoas ficando mais em casa, a gente tende a protegê-las de exposições a esses vírus respiratórios de um modo geral, tanto que essa é uma das principais estratégias no combate a essa pandemia. Com isso, você reduz, por exemplo, essa transmissão para crianças. As crianças não estão indo às escolas, não estão indo às creches. Com isso, você tende a diminuir essas infecções respiratórias”, afirma.

“Uma outra coisa que a gente espera, seguindo o perfil dos outros países que nos antecederam à pandemia, é que as condições mais graves da doença da Covid 19 aconteçam nas pessoas com comorbidades e com idades mais elevadas, com pacientes acima de 60 anos, aumentando essa internação, então, nessas faixas etárias. Isso tem a ver com o perfil da doença, e a redução de infecção nas crianças muito provavelmente tem relação com o fato de elas estarem mais em casa”, diz Patrícia.

Ciro Gomes Protocola PEDIDO de IMPEACHMENT Contra Bolsonaro; Casos com Maia Chegam a 24

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Ciro Gomes Protocola PEDIDO de IMPEACHMENT Contra Bolsonaro

 

O PDT – partido do ex-ministro Ciro Gomes, que participou da última disputa presidencial – entrou nesta quarta-feira, dia 22, com o 18º pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por crimes de responsabilidade, insurgência contra o direito à saúde e crimes contra a segurança nacional. A medida havia sido anunciada mais cedo, nas redes sociais, pelo presidente da agremiação, Carlos Lupi.

Por enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a quem cabe pautar ou barrar as demandas, só arquivou uma das representações e ainda decide o que fazer com as outras 17.

Casos com Maia Chegam a 24

A peça do PDT alega que Bolsonaro comete crimes de responsabilidade diariamente e citou a defesa do mandatário à ditadura militar e a participação dele em manifestações contrárias ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. “O atentado contra o exercício dos direitos e garantias individuais ressumbre iniludível pelas intensas odes à ditadura e à imposição de atos institucionais autoritários, como o AI-5”, diz o texto.

O partido também argumenta que Bolsonaro se insurgiu contra o direito à saúde ao descumprir determinações da Organização Mundial de Saúde (OSM) e do Ministério da Saúde, além de se voltar contra atos dos Estados e do Distrito Federal que visam combater a pandemia do novo coronavírus.

A representação do PDT enumera várias posições adotadas por Bolsonaro que contrariam orientações de especialistas e da OMS em relação à covid-19. Entre as ações citadas está a tentativa da campanha “O Brasil não pode parar”, que pregava a volta dos brasileiros ao trabalho e acabou cancelada diante de repercussão negativa.

Também é mencionada a participação do presidente Bolsonaro em uma manifestação de seus apoiadores, em meados de março, ignorando a orientação de ficar em isolamento enquanto refazia os testes para o coronavírus. Na ocasião, ele tinha recém chegado de uma viagem aos Estados Unidos e mais de vinte pessoas de sua comitiva contraíram a doença.

A ação do PDT também afirma que Bolsonaro cometeu crime contra a segurança nacional no último domingo, dia 19, ao tentar “impedir com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados” e ao “fazer propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social”. Na ocasião, ele participou de uma manifestação que pedia intervenção militar no País, chegando a subir na caçamba de uma caminhonete e discursar diante de apoiadores que exibiam faixas com inscrições favoráveis a um novo AI-5, o mais duro ato da ditadura (1964 a 1985).

A ação do PDT vem um dia depois de a bancada do PT na Câmara e no Senado decidirem subir o tom contra Bolsonaro no enfrentamento ao governo, passando a defender a saída do presidente ao invés de contrariar políticas específicas. Em reunião na terça-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai fazer um pronunciamento defendendo o “Fora Bolsonaro”.

Estado tem 205 casos confirmados de Covid-19 nesta quarta-feira; 6 pessoas morreram em MT

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Mato Grosso tem 205 casos confirmados da Covid-19, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), divulgados nesta quarta-feira (22). São 24 casos a mais do que o número registrado nessa terça-feira (21), quando o estado registrou 181 casos.

Nas últimas 24 horas, surgiram 24 confirmações nos municípios de Cuiabá (6), Rondonópolis (9), Várzea Grande (2), Mirassol D’Oeste (4), Rio Branco (2) e Jaciara (1). De acordo com a área técnica da SES, o substancial acréscimo do número de confirmados se deve ao reconhecimento de testes rápidos já validados e critérios clínicos epidemiológicos.

Dos 205 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 90 estão em isolamento domiciliar e 94 estão recuperados. Há ainda 15 pacientes hospitalizados, sendo 6 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pública.

No boletim desta quarta, a SES divulgou que 713 pacientes apresentam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O novo coronavírus atinge 25 municípios do estado. Seis óbitos em decorrência do vírus foram registrados.

Os casos confirmados estão em:

  • Cuiabá (102)
  • Rondonópolis (33)
  • Sinop (13)
  • Várzea Grande (11)
  • Tangará da Serra (5)
  • Mirassol D’Oeste (5)
  • São José dos Quatro Marcos (4)
  • Primavera do Leste (4)
  • Cáceres (4)
  • Barra do Garças (3)
  • Rio Branco (2)
  • Aripuanã (2)
  • Vila Bela da Santíssima Trindade (1)
  • União do Sul (1)
  • Pontes e Lacerda (1)
  • Nova Mutum (1)
  • Nova Monte Verde (1)
  • Lucas do Rio Verde (1)
  • Lambari D’Oeste (1)
  • Jaciara (1)
  • Ipiranga do Norte (1)
  • Conquista D’oeste (1)
  • Canarana (1)
  • Campo Novo do Parecis (1)
  • Alta Floresta (1)
  • Residentes de outros Estados (4)

Os casos confirmados residentes de outros estados foram notificados pelos municípios de Rondonópolis (1 caso), Chapada dos Guimarães (1 caso), Pontes e Lacerda (1 caso) e Cuiabá (1 caso).

Um total de 60% dos diagnosticados são do sexo feminino e a maioria dos pacientes, 106, têm entre 36 e 55 anos.A faixa etária dos pacientes que testaram positivo para o coronavírus é de 43 anos.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios.

Mortes

Seis pessoas morreram em Mato Grosso até esta segunda-feira (20). A primeira morte foi registrada em 3 de abril em Lucas do Rio Verde. Luiz Nunes, de 54 anos, que era gerente de um supermercado na cidade, foi internado no dia 29 de março. Fez exame e deu positivo para Covid-19. Ele era hipertenso e diabético e estava internado com síndrome respiratória aguda.

A segunda morte foi registrada em Cáceres no dia 8 de abril. O servidor público aposentado Alípio Pereira de Araújo, de 82 anos, estava internado no Hospital São Luiz e tinha viajado a São Paulo, na companhia da mulher, que também está internada.

A terceira morte foi registrada em Sinop. Um homem de 34 anos, que não fazia do grupo de risco, morreu no Hospital Regional de Sinop, mas era morador de Aripuanã. O mecânico Silvano Rodrigues de Oliveira, de 34 anos, permaneceu cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e morreu no último sábado (11) após ser diagnosticado com Covid-19. Ele deu entrada no hospital no dia 6 de abril.

A quarta morte foi registrada pelo município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.A Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis informou que a morte é de um homem de 75 anos. Ele morreu na última quarta-feira (8) no Hospital Materclin e já vinha sendo investigado como caso suspeito. O exame que confirmou a morte por Covid-19 foi concluído nesta segunda-feira (13).

A quinta morte no estado e primeira morte registrada em Cuiabá por Covid-19 foi a do aposentado Nelson Antonio Ferraz, de 79 anos, na noite dessa quarta-feira (15), um dia após dar entrada em um hospital particular da capital. A morte dele foi confirmada nesta quinta-feira (16).

Nelson, que era técnico em telecomunicações aposentado, morava atualmente em uma chácara do Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá, e raramente deixava o local.

A sexta morte foi registrada em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. O caminhoneiro Obed Fullin, de 54 anos, morreu na segunda-feira (20) com Covid-19.

A mulher e a filha dele, de 40 e 18 anos, respectivamente, estão em isolamento no mesmo hospital onde o paciente estava internado.

Obed Fulin, que tinha cardiopatia, foi internado na quinta-feira (16), no Hospital MedBarra.

A Secretaria de Saúde do município informou que a Vigilância Sanitária do município levantou o histórico do paciente e da família para monitorar possíveis locais onde eles poderiam ter visitados, porém, a informação é que eles ficaram isolados em casa, em uma fazenda.

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