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sábado, maio 16, 2026
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Eleitor tem menos de um mês para regularizar título

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Os cidadãos que não estão em dia com o título de eleitor têm até 6 de maio para regularizar a situação. Após o prazo, quem estiver com pendências no documento não poderá votar nas eleições municipais de outubro, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país.

Além de ficar impedido de votar, o cidadão que tem o título cancelado fica impedido de tirar passaporte, tomar posse em cargos públicos, fazer matrícula em universidades públicas, entre outras restrições.

O prazo também deve ser observado pelos jovens de 16 anos que vão votar pela primeira vez e querem solicitar o documento.

Com o fim do prazo, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração será permitida, somente a impressão da segunda via do título será autorizada. A medida é necessária para que a Justiça Eleitoral possa saber a quantidade de eleitores que estão em dia com o documento e poderão votar.

No ano passado, 2,4 milhões de títulos foram cancelados porque os eleitores deixaram de votar e justificar ausência por três eleições seguidas. Cada turno equivale a uma eleição.

Como regularizar

Para regularizar o título, o cidadão deve comparecer ao cartório eleitoral próximo à sua residência, preencher o Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) e apresentar um documento oficial com foto. Além disso, será cobrada multa de R$ 3,51 por turno a que o eleitor deixou de comparecer. O prazo para fazer a solicitação termina no dia 6 de maio, último dia para emissão do título e alteração de domicílio eleitoral antes das eleições.

A situação de cada eleitor pode ser verificada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Se necessário, o segundo turno será no dia 25 do mesmo mês. Cerca de 146 milhões de eleitores estarão aptos a votar.

Apesar dos transtornos causados pela pandemia do novo coronavírus, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o calendário dos procedimentos preparatórios das eleições está mantido.

Na última semana, a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber, criou um grupo de trabalho para avaliar os impactos da pandemia na Justiça Eleitoral.

Na Venezuela, a fome é mais forte que a quarentena

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“Voltem para suas casas!”, ordenam policiais e militares em Petare, a maior comunidade carente da Venezuela, tentando fazer cumprir a quarentena diante da propagação do novo coronavírus, interrompida por pessoas como Gladys para “lutar” contra a fome.

Cansada de fugir das forças de segurança, Gladys Rangel tira sua máscara de proteção caseira e descansa, sem encontrar a quem vender seus sacos de pimentões e limões a 5 centavos de dólar. “Se não morrer do vírus, morro de fome”, diz à AFP esta mulher de 57 anos.

Gladys vive nesta favela de cerca de 400.000 habitantes de Caracas, um aglomerado de casas pobres construídas desordenadamente sobre as montanhas desde meados do século passado, onde os serviços de água, gás e coleta de lixo são precários.

Com os 50 centavos que conseguiu ganhar, comprou um pouco de mortadela e algumas bananas. “Com isso como (…) até amanhã porque tenho que começar a trabalhar. E assim é a rotina de todos dos dias”, lamenta. Por exigência dos policiais espalhados pelas ruelas de Petare, as “santamarías” – cortinas dos estabelecimentos comerciais locais – devem ser baixadas às 10 horas da manhã, e as pessoas são obrigadas a deixarem os espaços públicos.

“Não temos direito de comprar comida, então?”, reclama uma jovem, que abandona uma longa fila para comprar carne. Os moradores começam a subir colina acima, de volta para suas casas.

A pandemia encontrou a Venezuela com uma economia reduzida a menos da metade em seis anos de recessão, com preços disparados pela hiperinflação e uma desvalorização da moeda local. Entre as medidas para conter o coronavírus em um país com 181 casos confirmados e nove mortos, o governo de Nicolás Maduro suspendeu atividades laborais, salvo em setores essenciais como alimentação e saúde.

A “quarentena coletiva” aplicada desde 16 de março em Caracas – conta Nora de Santana – “chegou de surpresa”.

“Não imaginávamos que seria assim tão forte”, afirma essa manicure de 54 anos, sem clientes devido à imposição do isolamento social.

César Herrera, que ganha pouco mais de 5 dólares por mês como vigia em uma residência privada, sai de madrugada, todos os dias, assim como milhares de habitantes de Petare e de outras zonas populares.

Com dois filhos pequenos, ele se recusa a cumprir a quarentena. “Não posso ficar comendo o pouquinho de comida que tenho em casa. Tenho que trabalhar”, alega este segurança, de 36 anos.

Logo cedo, os negócios abertos em Petare ficam cheios de pessoas que cobrem o rosto com máscaras de todo o tipo, incluindo trapos.

“Mantenham distância, ‘bróder’”, pede um agente a compradores que se aglomeram em frente ao quiosque de Jhony Solano, de 49, que oferece de latas de sardinha a papel higiênico. Mais tarde, a sirene de um carro de polícia anuncia o fim do dia, e Jhony se apressa para vender alguns últimos tomates. “Não estamos trabalhando para ficar ricos, ou milionários, mas para levar o sustento de cada dia para casa”, justifica.

Vacina ítalo-britânica começa teste em humanos no fim do mês

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ROMA, 13 ABR (ANSA) – Uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida por cientistas italianos e britânicos começará a ser testada em seres humanos no fim de abril, no Reino Unido, em um grupo de 550 voluntários saudáveis.

O medicamento é fruto de uma parceria entre a empresa italiana de biotecnologia Advent-IRBM, de Pomezia, na província de Roma, e o Instituto Jenner, da Universidade de Oxford.

“Queremos tornar a vacina utilizável já em setembro para imunizar operadores sanitários e as forças de ordem em uma modalidade de uso compassivo [antes da licença comercial]”, disse o CEO da IRBM, Piero di Lorenzo.

Segundo o executivo, a empresa está na fase final das negociações para um “financiamento relevante” com um “pool de investidores internacionais e vários governos interessados em acelerar o desenvolvimento e a produção industrial da vacina”.

“Decidimos passar diretamente à fase de testes clínicos no ser humano, na Inglaterra, considerando, por parte da IRBM e da Universidade e Oxford, suficientemente testadas a não-toxicidade e a eficácia da vacina com base em resultados de laboratório”, acrescentou.

Paralelamente, outra empresa da província de Roma, a Takis Biotech, conduz estudos pré-clínicos em ratos de cinco candidatas a vacina feitas a partir da proteína “spike”, que o coronavírus utiliza para agredir células e se multiplicar.

Segundo a companhia, os testes são promissores, mas os resultados definitivos dessa etapa são esperados para meados de maio, enquanto a avaliação em humanos pode começar no segundo semestre. (ANSA)

Casos de coronavírus no Brasil em 13 de abril

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As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 8h30 desta segunda-feira (13), 22.318 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.241 mortes pela Covid-19.

No fim da noite de domingo (12), o Ceará registrou 11 novas mortes e o número total subiu para 85.

O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (12), aponta 22.169 casos confirmados 1.223 mortes.

Segundo boletim do ministério publicado no sábado (11), 25% dos mortos estavam fora do grupo de risco, ou seja, não tinham mais de 60 anos (grupo que representa 75%) nem tinham fatores de risco (74% de quem morreu os tinham).

Brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente, diz Mandetta

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o brasileiro não sabe se escuta o presidente da República, Jair Bolsonaro, ou ele próprio, o ministro, ao seguir orientações para o combate à pandemia do coronavírus. Veja vídeo acima.

“O presidente olha pelo lado da economia. O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura e educação, mas chama pelo lado de equilíbrio e proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentação possa ser comum e termos uma ala única, uma fala unificada. Porque isso leva pro brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se ele escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta”, disse Mandetta em entrevista exclusiva exibida na noite deste domingo (12) no Fantástico.

Na entrevista, Mandetta também afirmou que:

  • número de mortes no Brasil é subnotificado;
  • maio e junho terão dias “muito duros”;
  • tem trabalhado no ministério com a distância de 2,5 metros a 3 metros dos demais colaboradores;
  • teve momento de fragilidade ao ser perguntado por neto por que não está indo vê-lo;
  • não existe capacidade de fazer teste de Covid-19 em toda a população;
  • a testagem no Brasil vai ser priorizada para profissionais considerados ‘mais importantes’ que precisam retornar ao trabalho.
  • é sua obrigação como brasileiro pedir aos governadores que retenham a mobilidade acelerada dentro das cidades, o que, segundo ele, “pode ser muito ruim para o país”.

Leia abaixo o trecho em que Mandetta foi questionado se fica constrangido com o descumprimento, pelo presidente Bolsonaro, das orientações do ministro. Enquanto Mandetta tem orientado a população a ficar em casa, Bolsonaro tem minimizado os riscos da doença e feito passeios nos quais mantém contato físico com apoiadores.

Fantástico: O senhor tem dito nas coletivas que médico não abandona paciente. Mas ao mesmo tempo disse que precisa de paz para trabalhar, reclamou de solavancos internos… Já houve insinuação de demissão – o próprio presidente não respeita as orientações do senhor. Ontem mesmo vocês estiveram juntos em um hospital de campanha na região de Brasília e ele fez questão de contrariar suas recomendações na frente do senhor. Essa relação tem constrangido o senhor?

Luiz Henrique Mandetta: “Ela preocupa porque a população olha e fala: ‘mas será que o ministro é contra o presidente?’. Não há ninguém contra nem a favor de nada. O nosso inimigo, o nosso problema, é o coronavírus. Esse é o nosso adversário, inimigo. Se eu estou ministro da Saúde, é por obra de nomeação do presidente. Quando eu falo, e usei uma expressão ‘ah, tá muito difícil, por que você não sai?’. Falei: ‘Médico não abandona paciente, foi assim que aprendi com meu pai, aprendi com meus mestres’. Mas ao mesmo tempo quem fala pelo paciente, quem nomeia o médico, é o responsável pela família do paciente, que é o presidente. Se ele me mantém e se ele me coloca para trabalhar, eu imagino que ele tenha uma concordância implícita com as decisões e as orientações do Ministério da Saúde. Se ele eventualmente assim não o tem, também cabe muito mais a ele a propriedade de manter ou trocar o ministro da Saúde em função do seu olhar, que é movido muitas vezes também por outras partes dessa crise.

Essa crise tem gente que a a olha pela informação, pelo lado da cultura. O presidente olha pelo lado da economia. O Ministério da Saúde entende a economia, entende a cultura e educação, mas chama pelo lado de equilíbrio e proteção à vida. Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentação possa ser comum e termos uma ala única, uma fala unificada. Porque isso leva pro brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se ele escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta. Eu falo: ‘A OMS orienta assim. O sistema americano, espanhol, francês, inglês, caiu. Acho que o nosso é mais frágil que esses todos’. É minha obrigação como brasileiro, de quem está vendo nossas fragilidades históricas, favelas, nossa patriazinha pequena, é minha função dizer, estar ao lado, dos meus médicos, estar ao lado da população, protegê-los, pedir aos governadores que retenham essa mobilidade acelerada, porque isso pode ser muito ruim para o país. Eu não julgo, não aponto dedo, não sou juiz. Eu cumpro papel de quem foi nomeado ministro e recebe salário pago pelos brasileiros em função de um cargo indicado pelo presidente para dizer verdade, transparência. Minhas fragilidades eu coloco pra quem tiver, acertos e erros, equipe com o que tem de melhor no momento para oferecer. […] O sistema tá ali do seu lado e vai dizer o que tem que ser dito, não importa o cenário e a quem endereça. A gente fala para todos os brasileiros.”

No domingo (12), o Ministério da Saúde divulgou balanço que apontava 22.169 casos confirmados e 1.223 mortes pela Covid-19. Na entrevista ao Fantástico, o ministro Mandetta afirmou que maio e junho terão “dias mais duros” porque serão “meses de maior estresse pro nosso sistema de saúde”.

Apesar de os números divulgados pelo ministério mostrarem o crescimento de casos de contaminação e de mortes no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro voltou, no domingo, a diminuir a gravidade da pandemia, contrariando tudo o que os especialistas vêm dizendo. Durante um evento com religiosos, na internet, Bolsonaro afirmou que “40 dias depois, parece que está começando a ir embora a questão do vírus”.

MT tem 3 mortes e 123 casos confirmados de coronavírus, diz Secretaria de Saúde

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O balanço dos casos de Covid-19 divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde neste domingo (12) apontam 123 casos confirmados e três mortes em consequência da doença. A última morte foi a de um rapaz de 34 anos, que não fazia parte do grupo de risco, em Aripuanã, nesse sábado (11). Os outros dois pacientes morreram em Lucas do Rio Verde e Cáceres.

Os casos confirmados são nos seguintes municípios:

  • Cuiabá (64)
  • Rondonópolis (19)
  • Sinop (11)
  • Várzea Grande (6)
  • Tangará da Serra (5)
  • São José dos Quatro Marcos (2)
  • Cáceres (2)
  • Aripuanã (2)
  • União do Sul (1)
  • Primavera do Leste (1)
  • Nova Mutum (1)
  • Nova Monte Verde (1)
  • Lucas do Rio Verde (1)
  • Lambari D’Oeste (1)
  • Canarana (1)
  • Campo Novo do Parecis (1)
  • Alta Floresta (1)
  • Moradores de outros estados (3) – Os casos desses pacientes foram notificados nos municípiosdeRondonópolis, ChapadadosGuimarães e Pontes e Lacerda.

Dos 123 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 96 estão em isolamento domiciliar, 17 estão recuperados e 7 estão hospitalizados – sendo três em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e quatro em enfermarias.

Um total de 60% dos diagnosticados são do sexo feminino e a maioria dos pacientes têm entre 36 e 55 anos.

Dos pacientes com diagnóstico da doença em MT, 7 estão internados, sendo 3 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 17 fizeram tratamento e se recuperaram da Covid-19.

A faixa etária dos pacientes que testaram positivo para o coronavírus é de 44 anos.

Foram notificados 498 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que engloba pacientes com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta, que apresente dispneia (falta de ar) e que esteja hospitalizado.

Dicas de prevenção contra o coronavírus  — Foto: Arte/G1

Ministra Damares visita Operação Acolhida e discute saúde indígena em RR

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A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, chegou a Boa Vista neste domingo (12). Na agenda oficial divulgada no site do ministério não constava nenhuma programação para o feriado de Páscoa.

Em um vídeo publicado nas redes sociais do governo estadual, Damares aparece ao lado do governador Antonio Denarium (PSL) em visita à sede da Operação Acolhida, militares que cuidam da imigração venezuelana no estado.

“Eu quero agradecer a entrega de vocês e dedicação. Sabemos que vocês fazem além do salário, do compromisso e do que pedimos na acolhida e cuidado de nossos irmãos venezuelanos”, disse Damares aos militares.

A ministra também deve fazer uma reunião na sede local da Fundação Nacional do Índio (Funai) com autoridades para debater questões relacionadas à saúde indígena no estado durante a pandemia de Covid-19.

Nessa quinta-feira (9), Roraima registrou a primeira morte de indígena em razão do novo coronavírus do país. O adolescente Yanomami, Alvaney Xiriana Pereira, de 15 anos, ficou internado na UTI do Hospital Geral de Roraima (HGR) por sete dias.

De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), há oito casos de indígenas infectados pelo vírus no país, além de 24 suspeitos e 31 descartados.

Com mais de mil casos de Covid-19 concentrados em Manaus, prefeitura acelera trabalhos e inaugura hospital de campanha

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Em situação alarmante por conta do alto número de casos do novo coronavírus, a rede pública de saúde do Amazonas e de Manaus corre contra o tempo para expandir suas instalações. Na noite deste domingo (12), pela urgência do cenário, a Prefeitura de Manaus inaugurou um hospital de campanha com, até agora, 18 leitos de UTI. Já são mais de 1,2 mil casos de Covid-19 no estado – mais de mil concentrados na capital.

As instalações ficam no Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) do Lago Azul, na Zona Norte da cidade. A abertura emergencial, com capacidade inicialmente de 18 leitos de UTI foi feita em parceria da prefeitura com a rede privada Samel, que ajudou com equipamentos e instalações e fará a gerência.

“Vivemos um momento muito delicado, com pessoas precisando de ajuda. Queria dizer que esse hospital aqui vai ficar com portas fechadas. Mas vale lembrar que quem estiver doente deve procurar primeiramente uma unidade básica de saúde. E depois disso serão direcionadas para cá”, disse o secretário de saúde municipal Marcelo Magaldi.

Até esta sexta-feira (10), a prefeitura previa uma inauguração “nos próximos dias”, ao anunciar que os trabalhos eram feitos intensamente com mais de 100 funcionários atuando no local para implementação da estrutura médica nos espaços que antes funcionavam como refeitórios de um centro de educação.

Com a emergência, os trabalhos foram antecipados para que a inauguração da primeira UTI fosse feita ainda na noite deste domingo. Pacientes vindos de outros centros devem ser transferidos ainda neste domingo.

Na sexta (10), o governo do Amazonas informou que HPS Delphina Aziz, referência para internação de casos graves do novo coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional. Com 60 leitos de UTI ocupados, a unidade não possui equipe médica para atender os outros nove leitos disponíveis.

Diante do agravamento da situação e do risco do sistema de saúde entrar em colapso, o governo federal anunciou que nesta semana vai mandar para Manaus mais profissionais de saúde e leitos de UTI. No sábado (11), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que vai construir um hospital de campanha na capital amazonense.

Benção

No domingo de páscoa, arcebispo de Manaus faz benção em inauguração de hospital de campanha em Manaus — Foto: Rebeca Beatriz

O arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, tirou a noite de domingo de páscoa para abençoar o novo hospital e seus funcionários. Em discurso emocionado de inauguração, disse que a liberação dos leitos simbolizava “esperança e renovação”.

“Estamos devagar chegando em uma situação quase intolerável em Manaus. Oferecer novas possibilidades é muito importante nesse momento. Com a Páscoa adquirimos o direito à esperança. E na data de hoje podemos renovar a ela”, disse o arcebispo em benção.

Há um mês, Amazonas registrava primeiro caso de Covid-19; Número passa de 1,2 mil, com mais de 60 mortes

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Nesta segunda-feira (13), o estado do Amazonas completa um mês desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19. Embora medidas restritivas tenham sido tomadas pelo governo, os números de contaminação não param de crescer, com 1.206 casos e 62 mortes registrados. O momento é de corrida do governo para ampliar o número de leitos na rede pública.

Com o rápido aumento, o Amazonas entrou na lista do Ministério da Saúde, assim como outros três estados e o Distrito Federal, por estar em transição para aceleração descontrolada do coronavírus. O coeficiente de incidência nacional era de 4,3 casos por 100.000 habitantes no último dia 4, enquanto o Amazonas tem registrava 6,2/100 mil. Hoje, são mais de 21,7 casos por 100.000 habitantes.

Para conter o avanço da doença, o governador e os prefeitos dos municípios decretaram medidas como suspensão de aulas, cancelamento de eventos para evitar aglomeração de pessoas, fechamento de rodovias, proibição de comércio não essencial, toque de recolher, entre outras. A operação “Fique em Casa” teve início na segunda-feira (6), em Manaus, com o intuito de intensificar a fiscalização de comércios que descumpram a medida.

“A orientação de alguns especialistas é para que a gente tome medidas mais restritivas. Eu não quero tomar essas medidas restritivas. Mas chega um momento em que o Estado vai, sim, ser obrigado a colocar todo mundo em quarentena. Vai chegar um momento em que o estado vai ter que baixar um decreto estabelecendo um ‘lockdown’, quando fecha tudo. nós não queremos chegar a esse ponto“, disse o governador Wilson Lima neste domingo (11).

Apesar da constante recomendação das autoridades para que a população mantenha o distanciamento social, o número de casos aumentou rapidamente nos últimos quinze dias. O que provocou uma superlotação nos hospitais e unidades de saúde de Manaus. O governo afirma que o pico da doença no estado, previsto para maio, está antecipado.

Na sexta (10), o governo do Amazonas informou que HPS Delphina Aziz, referência para internação de casos graves do novo coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional. Com 60 leitos de UTI ocupados, a unidade não possui equipe médica para atender os outros nove leitos disponíveis.

Diante do agravamento da situação e do risco do sistema de saúde entrar em colapso, o governo federal anunciou que nesta semana vai mandar para Manaus mais profissionais de saúde e leitos de UTI. No sábado (11), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que vai construir um hospital de campanha na capital amazonense.

Desde 4 de abril, a unidade recebeu 34 respiradores – 25 respiradores enviados pelo Ministério, e mais 19 comprados pelo Governo do Estado. Com a última remessa chegada no sábado (11), a unidade possui capacidade imediata para pelo menos 100 leitos, 15 deles sendo ativados já neste domingo (12).

Casos confirmados

A confirmação do primeiro caso em Manaus veio após 12 casos suspeitos serem registrados e oito descartados. O Amazonas foi o primeiro no Norte do Brasil. A Secretaria de Saúde (Susam) informou que tratava-se de uma paciente do sexo feminino, 39 anos, que havia chegado de Londres, na Inglaterra, dois dias antes do anúncio de confirmação. Ela procurou uma rede de saúde privada e cumpriu isolamento domiciliar.

A partir desse dia, os números começaram a subir. A maior quantidade de registros ocorreu entre os dias 5 e 9 de abril, quando foram notificados 588 casos da doença.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na sexta-feira (9), o décimo caso de Covid-19 no Amazonas foi registrado 10 dias após a confirmação do primeiro. No vigésimo dia, o estado já havia confirmado 200 testes positivos.

A incidência de Covid-19 no estado do Amazonas é de 21,7 casos por 100.000 habitantes. Os municípios de Manacapuru e Manaus apresentam as maiores taxas, com 49,3 e 36,7 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Mortes por Covid-19

A contaminação pelo novo coronavírus já deixou 62 mortos no Estado, apresentando uma taxa de letalidade de 5,1%. Destes, 51 foram na capital amazonense.

O primeiro óbito por Covid-19 ocorreu no dia 24 de março, 12 dias após o primeiro caso confirmado. Até o momento, o maior aumento no número de mortes foi registrado no dia 9 de abril, com 33 ocorrências.

Municípios do interior

Além de Manaus, que concentra 89% do total de casos, outros 16 municípios do Amazonas têm registros de contaminação pelo novo coronavírus. Parintins foi a segunda cidade do estado a confirmar um caso de Covid-19, no dia 22 de março.

Manacapuru entrou na lista no dia 27, com dois casos. Atualmente é o município que apresenta a maior frequência de casos, com 64 testes positivos e três mortes, seguido de Iranduba e Itacoatiara, com 11 casos confirmados em cada.

Pacientes internados

Os números contabilizados no boletim são atualizados toda quinta-feira. Na última publicação, eram 899 casos confirmados, sendo que 135 deles (15 %) desenvolveram a forma grave da doença, e necessitaram internação hospitalar, sendo considerados portanto uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo novo coronavírus.

Conforme boletim epidemiológico, os sinais e sintomas mais frequentes entre os casos graves de COVID-19 foram: febre (83,7%), tosse (81,5%), desconforto respiratório (74,8%) e dispneia (71,9%).

Dos pacientes que encontravam-se internados até o dia nove, 46,6% (63, de 135) estavam em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre aqueles que desenvolveram sintomas graves de Covid-19, predomina os pacientes do sexo masculino 63,0% (76, de 135).

A maioria dos pacientes internados (43,7%) tem idade entre 40 a 59 anos, seguido de pessoas com idade acima de 60 anos, que representa 38,5% das internações.

Em relação aos óbitos por COVID-19, o grupo mais acometido foi pessoas com idade acima de 60 anos, com 60%, seguido do grupo de pessoas com idade entre 40 e 59 anos, com 37,5% dos óbitos.

Distribuição de casos em Manaus

Em Manaus, com incidência de 36,7 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes, conforme boletim epidemiológico, os moradores que testaram positivo estão distribuídos em 56 bairros, o que corresponde a 88% dos bairros da cidade.

O bairro de Adrianópolis, apresenta o maior número de notificações com 39 casos. Seguido dos bairros, Parque 10 de Novembro (25) e Ponta Negra (23).

Acre confirma mais 5 casos da Covid-19 e número de infectados chega a 77

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A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou mais 5 novos casos da Covid-19 ( (Sars-CoV-2) neste domingo (12), totalizando 77 casos da doença. No sábado (11), o boletim apontava 72.

Os novos casos foram registrados em Plácido de Castro, que agora tem 5 casos da doença, Acrelândia com 10 e Rio Branco, que agora soma 60 infectados no total. Bujari e Porto Acre têm um caso cada.

Ainda conforme o boletim, o estado registrou o terceiro caso oficial de contaminação comunitária, quando não se sabe de quem pegou vírus. Trata-se de uma agricultora de 37 anos, moradora da zona rural de Acrelândia e que foi até a cidade algumas vezes.

O 5º caso registrado em Plácido de Castro foi de uma autônoma de 30 anos que teve contato com uma pessoa contaminada.

Os outros três casos são de Rio Branco. Uma autônoma de 36 anos, um autônomo de 68, e o de uma profissional de saúde de 44 anos. Esses dois últimos estiveram com uma pessoa suspeita de ter contraído o vírus.

O Acre continua com duas mortes registradas. Antônia Holanda, de 79 anos, e Maria Lúcia Pismel de Paula, de 75, morreram nos dias 6 e 7, respectivamente, por complicações após serem diagnosticadas com Covid-19.

No Acre, até o momento 917 casos foram notificados, sendo que desse total, 736 foram descartados. Outros 104 aguardam o resultado dos exames do laboratório Mérieux. Dos 77 casos confirmados, 42 pacientes estão recuperados e seis hospitalizados.

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