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sábado, maio 16, 2026
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CMN autoriza renegociação de crédito rural

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Grãos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados pela seca e por dificuldades de comercialização em razão das medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. A reunião do CMN foi realizada na noite desta quarta-feira (8) e as medidas foram divulgadas hoje (9), em Brasília.

O CMN também autorizou os bancos a prorrogarem o pagamento de crédito de custeio e de investimento aos produtores rurais, inclusive agricultores familiares, e suas cooperativas, cuja atividade tenha sido afetada pelas medidas de distanciamento social.

As instituições financeiras podem prorrogar o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas ou a vencer, a partir de 1º de janeiro deste ano. A prorrogação será até o dia 15 de agosto de 2020.

“A medida concede aos produtores prazo adequado para ajustarem seu ciclo de comercialização às novas condições de mercado, dadas pelas medidas de distanciamento social decorrentes da covid-19”, disse o Ministério da Economia.

O Conselho Monetário Nacional também permitiu, até 30 de junho de 2020, a contratação de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP), com recursos de depósitos à vista.

Comercialização da produção

“A medida amplia as possibilidades de recursos para comercialização da produção e garante que o produtor rural receberá pelo seu produto valor não inferior ao preço mínimo. O volume de recursos será de R$ 65 milhões, com taxa de juros de até 6% ao ano para as agroindústrias familiares e as cooperativas de agricultores familiares; e de até 8% ao ano para os demais”, destacou o ministério.

Também foi autorizada a concessão de crédito especial de custeio aos agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e aos produtores rurais do (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), cuja venda da produção tenha sido prejudicada pela redução da demanda.

O volume de recursos por produtor será de até R$ 20 mil, com taxa de juros de 4,6%, para o Pronaf; e R$ 40 mil, com taxa de juros de 6%, para o Pronamp. O prazo de reembolso será de até 3 anos.

Para reduzir os efeitos negativos sobre as atividades do setor agropecuário em decorrência da seca, especialmente nas Regiões Sul e Nordeste, problema agravado pelas dificuldades de comercialização, o CMN autorizou os bancos a renegociar as parcelas e as operações de crédito de custeio e de investimento. A regra vale para as dívidas vencidas ou que vão vencer entre 1º de janeiro e 30 de dezembro de 2020, contratadas por produtores rurais e pelas cooperativas singulares de produção agropecuária. O prazo de reembolso para operações de custeio será de sete anos e, no caso de operações de custeio prorrogado e de investimento, o prazo será de até um ano após o vencimento do contrato vigente.

Crédito especial aos agricultores familiares

Também foi autorizada a concessão de crédito especial aos agricultores familiares enquadrados no Pronaf ou no Pronamp que tiveram prejuízos em decorrência de seca ou estiagem em municípios com decretação de situação de emergência ou do estado de calamidade pública. A contratação poderá ser efetuada até 30 de junho deste ano.

No caso do Pronaf, segundo o Ministério da Economia, o financiamento será para operações de crédito de custeio agrícola e pecuário. Podem ser destinados até 40% do orçamento para manutenção do beneficiário e de sua família, para a aquisição de animais destinados à produção necessária à subsistência, compra de medicamentos, agasalhos, roupas e utilidades domésticas, construção ou reforma de instalações sanitárias e outros gastos indispensáveis ao bem-estar da família.

O limite de crédito será de até R$ 20 mil com taxa de juros de 4,6% ao ano e prazo de reembolso de até 36 meses, com 12 meses de carência.

Custeio agrícola e pecuário

Já para o Pronamp, o crédito será destinado ao custeio agrícola e pecuário, podendo ser direcionados até 25% do orçamento para atendimento de pequenas despesas conceituadas como de investimento e manutenção do beneficiário e de sua família. O limite de crédito será de até R$ 40 mil, com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 36 meses, com 12 meses de carência.

Outra decisão do CMN foi autorizar, no âmbito do Programa de Capitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária (Procap-Agro), o financiamento de capital de giro para cooperativas singulares de produção agropecuária.

O repasse deverá ser de até 100% do montante devido pelos associados em decorrência de débitos vencidos ou a vencer no período de 1º de janeiro a 30 de dezembro deste ano, desde que contraídos junto à cooperativa para aquisição de insumos para utilização na safra 2019/2020.

O limite será de até R$ 65 milhões por cooperativa e R$ 40 mil por associado. As taxas de juros serão de 6% ao ano ou 8% ao ano, com prazo de reembolso de até 48 meses, incluídos 12 meses de carência.

CPF pode ser obtido nas agências dos Correios

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Os brasileiros que ainda não estão inscritos no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) podem obter o documento em uma agência dos Correios. No local, também podem ser realizadas a regularização cadastral e a alteração de dados como data de nascimento, número do título eleitoral, endereço, nome da mãe e gênero. Para pedir a inscrição no cadastro, é preciso levar documento de identificação a uma agência dos Correios e pagar uma taxa de R$ 7. O número do documento sai na hora

O número do CPF é obrigatório para os trabalhadores sem carteira assinada que quiserem se inscrever para receber o auxílio emergencial do governo federal, no valor de R$ 600. É com um CPF ativo que a pessoa é identificada na Receita Federal. Não é obrigatório portar o cartão. Apenas com o número do cadastro, é possível fazer operações financeiras, como abertura de contas em bancos.

Segundo os Correios, em 2019, foram feitas 4,5 milhões de inscrições no cadastro. A maior procura foi registrada nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Pará.

Prevenção

Para atender às recomendações do Ministério da Saúde relacionadas à pandemia de covid-19, os Correios adotaram medidas preventivas e seguem rotinas de atendimento específicas de segurança dos empregados e clientes. “Entre outras medidas, há o reforço nos procedimentos de limpeza e cuidados extras de higiene, além de métodos para evitar o contato físico, como a desativação de totens de senhas e o não compartilhamento de objetos”, informou.

Outros serviços

Além do CPF, os Correios oferecem serviços como a emissão de certificado digital, a abertura de pedidos relacionados ao seguro por acidente de trânsito (DPVAT), consulta ao SPC/Serasa e o atendimento a Documentos Achados e Perdidos.

Distância de 1,5 metro é pequena para conter contágio, alerta estudo

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Filas se formam em frente a bancos e supermercados no Famengo, zona sul da cidade.

Um estudo divulgado hoje (9) alerta que a distância social de 1,5 metro, recomendada pelas autoridades de saúde, é insuficiente para impedir o contágio por covid-19 e que essa distância deve ser de pelo menos quatro metros.

Os valores sugeridos no estudo, feito por pesquisadores e engenheiros especializados em dinâmica de fluidos, das universidades de Leuven, na Bélgica, e Eindhoven, na Holanda, baseiam-se em simulações de como as partículas de saliva se soltam quando as pessoas estão paradas, caminhando, correrendo ou andando de bicicleta.

“Se alguém transpira, tosse ou espirra enquanto caminha, corre ou anda de bicicleta, a maioria das micropartículas permanece numa corrente de ar atrás dessa pessoa, o que faz com que outra que venha atrás se mova em meio a essa nuvem de micropartículas”, explica Bert Blocken, professor de engenharia civil nas duas universidades.

O estudo constatou que a distância recomendada de 1,5 metro é “muito eficaz” para aqueles que ficam em ambientes fechados ou ao ar livre com bom tempo, mas que é insuficiente para situações em que as pessoas caminham ou praticam esporte.

Segundo os autores do estudo, o risco é maior quando uma pessoa está atrás da outra e é reduzido se estiver andando ou correndo lado a lado ou em formação diagonal.

Ainda assim, os especialistas aconselham que, diante dos cálculos realizados, seja mantida uma distância de 4 ou 5 metros ao andar atrás de outra pessoa, 10 metros ao correr ou andar de bicicleta devagar e de pelo menos 20 metros ao andar rápido.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infectou mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar situação de pandemia.

Atenta às medidas de prevenção da COVID-19, PRF define ações para o feriado

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF), atenta às recomendações de prevenção e não disseminação do novo coronavírus, adequa as ações previstas para o feriado da Semana Santa em 2020. Diferente de anos anteriores, a instituição não lançará uma operação nacional e manterá o foco nas ações efetivas de apoio ao combate a pandemia gerada pela COVID-19.

A nova estratégia da PRF levou em consideração a redução significativa no número de veículos circulando nas BRs de todo o país resultante do atendimento às orientações de quarentena e isolamento social. No entanto, tais situações não restringirão os trabalhos de fiscalização e policiamento durante o feriado.

Assim como vem ocorrendo desde o início da pandemia, no decorrer do feriado de Semana Santa, a PRF continuará reforçando as medidas preventivas voltadas aos servidores e aos usuários das rodovias. Na linha de frente, policiais rodoviários federais também reforçarão junto à população a ideia da campanha de conscientização lançada pela instituição essa semana: “Se puder, fiquem casa, mas se tiver que sair respeite as leis de trânsito”. (clique AQUI e saiba mais)

O trabalho previsto para o feriado é de reforço e manutenção das diversas frentes de atuação da PRF no combate à COVID-19, como a ação #DesafioSangueSolidário e a campanha “Siga em Frente, Caminhoneiro”.

RESTRIÇÃO DE TRÁFEGO – No último dia 3 de abril, a PRF alterou a Portaria que dispõe sobre a restrição do trânsito de Veículos e Combinações de Veículos excedentes em peso e ou dimensões aos limites máximos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em razão da pandemia.

Com a mudança, em alguns feriados, entre eles o da Semana Santa, fica permitido o tráfego desse tipo de veículo nas rodovias federais de pista simples.

Vídeo-aulas são disponibilizadas pela rede pública estadual para alunos do ensino médio em RO

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Os alunos da rede pública estadual em Rondônia vão poder assistir aulas online com conteúdos do 1º ao 3º terceiro ano do ensino médio a partir desta semana, segundo informou o Governo do Estado. As aulas nas escolas estaduais estão suspensas desde o dia 17 de março, como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), essa é uma maneira de auxiliar os estudantes durante o período de suspensão das atividades escolares. As aulas serão planejadas por professores que atuam com mediação tecnológica e disponibilizadas através de uma plataforma da Google.

Os alunos terão acesso aos vídeos com explicação do conteúdo selecionado e aplicação de atividades. A orientação é que os estudantes assistam aos vídeos no horário em que seriam realizadas as aulas presenciais.

A secretaria também informou que futuramente uma plataforma será disponibilizada para alunos do ensino fundamental.

‘Se o pessoal me ajudasse um pouquinho, o Brasil ia embora’, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 9, que existe uma “guerra ideológica” em torno da discussão sobre o uso da hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com covid-19. Na quarta-feira, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro reforçou seu posicionamento a favor do uso do medicamento, que ainda está em estudo.

“Isso é uma guerra ideológica em cima disso, guerra de poder. Se o pessoal me ajudasse um pouquinho, não me atrapalhasse – não estou me refiro a A, B ou C -, o Brasil ia embora”, declarou o presidente para um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

O presidente voltou a mencionar o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, que admitiu ter usado a droga em seu tratamento contra o novo coronavírus. No pronunciamento de ontem, Bolsonaro já havia elogiado Kalil. Apesar de nos últimos dias ter defendido o medicamento como um tipo de “cura” para o novo coronavírus, o próprio presidente lembrou que a droga não tem eficácia comprovada.

“Tem médico que usa. Tá usando tem quase dois meses. A gente sabe que não está ainda comprovado cientificamente, mas…”, disse sem completar a frase.

Bolsonaro citou novamente a suposta administração de água de coco na veia de soldados feridos na Segunda Guerra Mundial para justificar o uso da hidroxicloroquina em pacientes da covid-19.

“Eu contei uma história bacana da guerra no Pacífico. O soldado chegava sem sangue e não tinha transfusão, não tinha outro para doar. Então, o pessoal lá botou água de coco na veia e deu certo. Serviu como soro, imagina se fosse esperar uma comprovação científica, quantos não morreriam? Aqui a mesma coisa”, disse.

Na mensagem à população nesta quarta-feira, Bolsonaro mencionou que o País deve receber até este sábado, 11, matéria-prima vinda da Índia para ser usada na produção da hidroxicloroquina. O material que chegará ao Brasil, segundo Bolsonaro, é fruto de uma “conversa direta” dele com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Hoje em suas redes sociais, o presidente agradeceu o primeiro-ministro indiano e destacou que ele fez “um gesto honroso que poderá ajudar a salvar a vida de muitos brasileiros, e do qual jamais esqueceremos”.

Recomendação

A hidroxicloroquina já tem protocolo de uso aprovado pelo Ministério da Saúde para casos graves e moderados de covid-19. O ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta, tem ressaltado, contudo, que se trata de uma substância que ainda não foi devidamente testada, com contraindicações e que deve ser ministrada apenas pelo médico em casos específicos.

Nesta semana, Mandetta afirmou que o ministério acompanha estudos clínicos sobre a eficácia de medicamentos contra o novo coronavírus, entre eles a cloroquina e a hidroxicloroquina. Os primeiros resultados científicos devem ser conhecidos a partir do próximo dia 20.

Pesquisadores treinam algoritmos para calcular probabilidade de infecção por coronavírus a partir de exames de sangue

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Pesquisadores do Hospital Israelita Albert Einstein publicaram nesta semana um estudo mostrando que algoritmos de inteligência artificial foram capazes de calcular, com grau alto de confiabilidade, a probabilidade de um paciente ter ou não Covid-19 a partir dos resultados de um exame de sangue.

Segundo Edson Amaro, médico e superintendente de ciência de dados e analytics do Einstein, ainda é preciso fazer a “validação externa”, ou seja, replicar os testes em outros locais para confirmar os resultados.

O estudo foi financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e publicado em formato “pre print”, ou seja, quando o estudo ainda não passou pela revisão de pares, no repositório medRxiv, que reúne pesquisas na área de ciências da saúde e é mantido por entidades como a Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Máquina treinada para descobrir padrões

A análise usou dados de 235 pacientes atendidos no pronto-socorro do hospital entre 17 e 30 de março deste ano. Todos eles passaram, num período de 24 horas, tanto pela coleta de exame de sangue quanto de uma amostra para a realização do RT-PCR, o teste molecular para a detecção do novo coronavírus, que provoca a Covid-19.

Desses, 102 acabaram recebendo o resultado positivo para o vírus.

Também foram usados cinco algoritmos diferentes que podem ser treinados para aprender a prever cenários a partir de uma série de dados. Nesse caso, os dados de 70% dos pacientes escolhidos aleatoriamente foram usados para treinar os algoritmos para descobrirem possíveis padrões entre os resultados do exame de sangue e o resultado positivo para o teste RT-PCR.

Então, os pesquisadores testaram o aprendizado dos algoritmos usando os dados dos exames de sangue dos demais 30% dos pacientes.

O estudo mostra que os pacientes em que o resultado do teste da Covid-19 foi positivo apresentaram, em geral, uma média mais baixa de leucócitos, linfócitos, monócitos, basófilos e eosinófilos, células presentes no sangue das pessoas e cujo nível pode ser analisado por meio de hemogramas.

Resultado é considerado promissor

Segundo o artigo, dos cinco algoritmos, todos conseguiram um resultado preditor considerado “muito bom”, variando entre 0.842 e 0.847, numa escala que varia entre 0 e 1, onde 1 seria um acerto em 100% das vezes.

Um deles, conhecido como “máquina de vetores de suporte”, foi indicado pelos pesquisadores como o modelo mais eficaz na análise. Segundo o artigo, no conjunto de pacientes em que o algoritmo indicou uma probabilidade de 80% a 100% para o teste positivo para Covid-19, ele acertou em 82% das vezes. Já entre os pacientes em que a probabilidade indicada era de entre 0% e 20%, o algoritmo errou em 12% dos casos.

André Batista, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, explica que a opção de treinar os algoritmos na análise do sangue dos pacientes foi escolhida porque os hemogramas “são exames que são coletados de maneira mais fácil, mais ampla, e talvez isso ser usado como um dos pontos de decisão”.

Segundo Batista, que é formado na graduação, mestrado e doutorado em computação, mas atualmente faz seu pós-doutorado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), as conclusões após a primeira fase de análise são que o estudo “é promissor, os resultados são animadores, as métricas calculadas com todo o rigor indicam isso. E no ‘machine learning’ (aprendizado de máquina, em inglês), quanto mais dados, mais preciso e realista vai ser o modelo”.

Modelos de previsão x cenário real

O artigo traz a ressalva, por exemplo, de que as respostas do aprendizado de máquina podem variar em fases diferentes da doença ou considerando o intervalo de tempo entre o aparecimento dos sintomas e o momento de coleta dos exames.

Amaro explica, ainda que “uma das coisas da validação externa é que agora você tem que fazer a seguinte pergunta: e se ele tiver outra infecção viral?” Segundo ele, será preciso entender se o algoritmo é capaz de diferenciar outras infecções da Covid-19. “No estágio atual a gente não consegue analisar isso”, afirmou o médico.

Ele diz, também, que “a virologia não é tão simples”, já que uma mesma pessoa pode estar infectada por uma associação de mais de um vírus, por exemplo. Por isso é importante considerar o contexto em que os dados do estudo serão utilizados.

Especialista na aplicação da inteligência artificial na área da saúde, o professor Alexandre Chiavegatto, da Faculdade de Saúde Pública da USP, explica que, em um cenário ideal, os governos teriam testes suficientes para todas as pessoas, e poderiam dar o atendimento necessário a todos os pacientes com necessidade de ventilação mecânica ou ambiente de isolamento para evitar contágio.

Mas o cenário real no Brasil e em outras partes do mundo está longe disso, e atualmente não há nem testes nem leitos para todos os doentes, caso a epidemia se dissemine sem medidas de restrição do contágio.

“A minha opinião é que todos devem receber o exame. Mas a estrutura atual brasileira não comporta atualmente. A inteligência artificial pode ajudar caso essa escolha seja necessária”, afirmou Chiavegatto. “A ideia nunca é a inteligência artificial tomar decisões sozinha, mas sempre dando subsídio, apoio, para as decisões dos profissionais de saúde, caso tenham de tomá-las.”

Busca para obter auxílio emergencial de R$ 600 causa filas em agência de Porto Velho

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Uma fila com dezenas de pessoas foi registrada no início da manhã desta quinta-feira (9) na agência da Caixa Econômica Federal localizada na avenida Carlos Gomes em Porto Velho. A fila se estende pela rua José de Alencar.

O motivo da movimentação é a busca pelo auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais que o governo federal disponibilizou para saque a partir desta quinta. O auxílio é uma das medidas de combate aos efeitos econômicos negativos da pandemia do novo coronavírus.

Foram vistas pessoas usando máscaras e até luvas de borracha, e algumas se acomodando nas calçadas durante espera.

Fila na Caixa Econômica na área central de Porto Velho  — Foto: Iule Vargas/G1

Conforme apurado pela Rede Amazônica, a maioria das pessoas da fila buscam informações de como receber o auxílio e explicações sobre o não recebimento do pagamento.

Conforme calendário do governo, hoje começa o pagamento de quem está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), não recebe Bolsa Família e tem conta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica.

Bolsonaro agradece Índia por insumos para produzir hidroxicloroquina

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O presidente Jair Bolsonaro agradeceu hoje (9) ao governo da Índia pelo envio de matéria-prima para a produção de hidroxicloroquina, remédio indicado para doenças como malária, lúpus e artrite e que vem sendo testado para o tratamento de pacientes com covid-19. No último fim de semana, Bolsonaro conversou com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pedindo apoio no fornecimento dos insumos.

“Nossos agradecimentos ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que, após nossa conversa por telefone, liberou o envio ao Brasil de um carregamento de insumos para produção de hidroxicloroquina”, escreveu Bolsonaro em publicação na sua conta pessoal no Twitter. ¨Um gesto honroso que poderá ajudar a salvar a vida de muitos brasileiros, e do qual jamais esqueceremos”, completou.

Ontem (8), em pronunciamento, Bolsonaro disse que a matéria-prima deve chegar até sábado (11). Importante produtora de insumos para remédios e principal fornecedora mundial de medicamentos genéricos, a Índia restringiu a exportação de ingredientes farmacêuticos em meio à crise que motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar pandemia.

O presidente Bolsonaro vem defendendo a possibilidade de tratamento da covid-19 com hidroxicloroquina desde a fase inicial da doença, segundo ele, após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado. Na semana passada, o governo federal zerou o imposto de importação cobrado de medicamentos como a cloroquina – e seu derivado, a hidroxicloroquina – e a azitromicina para facilitar o combate da doença.

No final de março, o Ministério da Saúde passou a adotar a prescrição do medicamento em casos graves de pacientes internados com o novo coronavírus. Ontem (8), o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, reforçou que a definição médica individual é o que deve ser considerado no tratamento da covid-19 e que só recomendará a cloroquina e a hidroxicloroquina caso sejam referendadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como medicamentos viáveis no tratamento contra o novo coronavírus.

O ministro também ponderou que 85% das pessoas que têm sintomas de síndrome gripal se curam tomando medicamentos como o paracetamol e que, se usassem a hidroxicloroquina, ficariam sujeitos a seus efeitos colaterais. O medicamento pode gerar arritmia, com riscos a pacientes que não estão internados.

No último posicionamento sobre o tema, o CFM esclareceu que até o momento a OMS não recomenda nenhum tratamento e que “não há estudos conclusivos que comprovem a eficácia e segurança do uso de medicamentos que contêm cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19.”

No Brasil, o produto é fabricado em laboratórios privados, das Forças Armadas e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadrou a hidroxicloroquina e a cloroquina como medicamentos de controle especial para evitar que pessoas que não precisam efetivamente desse medicamento provoquem o desabastecimento do mercado.

MT registra 2ª morte por Covid-19; servidor aposentado tinha viajado a SP

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Um paciente diagnosticado com Covid-19 morreu na noite desta quarta-feira (8), em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Essa é a segunda morte pela doença no estado. A primeira foi na última sexta-feira (3), em Lucas do Rio Verde.

O servidor público aposentado Alípio Pereira de Araújo, de 82 anos, estava internado no Hospital São Luiz e tinha viajado a São Paulo, na companhia da mulher, que também está internada.

O paciente e a mulher retornaram de Taboão da Serra, interior de São Paulo, no dia 23 de março. Eles desembarcaram no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e seguiram para Cáceres em um carro de transporte por aplicativo.

No dia 31, eles entraram em contato com os filhos relatando sintomas da doença. E nessa data foram internados. Ela permanece internada, mas, segundo a família, o quadro é estável.

Mato Grosso tem 90 casos confirmados do novo coronavírus, segundo boletim divulgado pela Secretaria da Saúde nessa quarta-feira.

Alípio Pereira de Araújo, de 83 anos, morreu com coronavírus — Foto: Arquivo pessoal

Entre as vítimas da Covid-19, 15 estão internadas, sendo que nove delas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A maioria dos pacientes estão internados em hospitais particulares.

A maior parte dos casos (50) está na capital. Os outros 40 casos confirmados são em outros 16 municípios.

Os casos confirmados são nas seguintes cidades:

  • Cuiabá (50)
  • Rondonópolis (7)
  • Tangará da Serra (5)
  • Várzea Grande (6)
  • Sinop (6)
  • São José dos Quatro Marcos (2)
  • Outros estados (2)
  • Cáceres (2)
  • União do Sul (1)
  • Primavera do Leste (1)
  • Nova Monte Verde (1)
  • Lucas do Rio Verde (1)
  • Nova Mutum (1)
  • Chapada dos Guimarães (1)
  • Canarana (1)
  • Campo Novo do Parecis (1)
  • Aripuanã (1)
  • Alta Floresta (1)
  • Lambari d Oeste (1)

Os pacientes de outros estados referem-se ao caso do paciente residente em Sonora (MS), que foi notificado pela Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis, e o de São Paulo (SP), que foi notificado pela Secretaria Municipal de Saúde de Chapada dos Guimarães.

Em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis a transmissão é considerada comunitária, casos de transmissão do vírus entre a população onde não pode-se determinar a origem do contágio. O município de Nova Monte Verde não registrou novos casos da Covid-19 após 14 dias da notificação do caso, portanto deixou de configurar como transmissão comunitária.

Já em Sinop, Cáceres, Tangará da Serra e São José dos Quatro Marcos a transmissão é local, quando os pacientes não estiveram em nenhum país com registro da doença, mas tiveram contato com outro paciente infectado confirmado.

A faixa etária dos pacientes que testaram positivo para o coronavírus é de 44 anos. Do total de casos confirmados, 59% são mulheres.

Foram notificados 446 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que engloba pacientes com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta, que apresente dispneia (falta de ar) e que esteja hospitalizado.

Luiz Nunes, de 54 anos, estava hospitalizado  — Foto: Facebook-Reprodução

Primeira morte por Covid-19

O primeiro paciente diagnosticado com o novo coronavírus em Mato Grosso que morreu foi Luiz Nunes, de 54 anos, que era gerente de um supermercado na cidade, foi internado no dia 29 de março. Fez exame e deu positivo para Covid-19. Ele era hipertenso e diabético e estava internado com síndrome respiratória aguda.

Quando deu entrada no hospital, ele disse que tinha viajado para a região sul do país no dia 19 de março.

Ele permaneceu internado e morreu quatro dias depois, no Hospital São Lucas.

O corpo de Luiz Nunes foi sepultado na manhã do mesmo dia, no Cemitério Jardim da Paz, em Lucas do Rio Verde, onde morava. Não foi realizado velório, como o recomendado nos casos de morte por coronavírus. Compareceram ao enterro alguns membros da família e funcionários da empresa na qual ele trabalhava.

Esse foi o primeiro caso de coronavírus confirmado no município de 65.534 habitantes, segundo estimativa do IBGE, em 2019.

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