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quinta-feira, maio 14, 2026
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NOTA PÚBLICA

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A Prefeitura de Porto Velho através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), comunica que foi registrado às 6h50, desta quarta-feira 25 de março de 2020, o óbito de um homem de 83 anos, suspeito do novo coronavírus (COVID-19) em Porto Velho. O paciente faleceu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento – UPA Leste em decorrência de síndrome aguda respiratória e hipertensão arterial sistêmica.

O resultado do exame que confirmará se a causa da morte foi em decorrência do COVID-19 ficará pronto nesta quinta-feira, 26.

Médicos corrigem Bolsonaro e afirmam que atletas podem adoecer por coronavírus

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A declaração do presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento na última terça-feira de que pelo histórico como atleta ele não teria complicações pelo novo coronavírus não se aplica à realidade. O Estado conversou com dois médicos infectologistas para entender como funciona o contágio no organismo de esportistas de alto rendimento e a resposta é que o estilo de vida atlético e saudável não é garantia de proteção.

Segundo a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Eliana Bicudo, os atletas têm como principal vantagem contra qualquer doença o estilo de vida saudável e a rotina de treinos. “O fato do indivíduo ser atleta e não ter comorbidades como hipertensão, sobrepeso e uso de cigarro leva com que o paciente tenha uma resposta melhor ao tratamento. Mas ele não deixaria de pagar coronavírus apenas por ser atleta”, explicou.

A médica afirmou que não há estudos voltados especificamente ao impacto do novo coronavírus de acordo com o estilo de vida das pessoas, seja atleta ou sedentário. Os levantamentos realizados até agora focaram somente na faixa etária dos pesquisados. Porém, mesmo que não possam desenvolver quadros graves, os esportistas podem ser vetores da doença. “Os atletas adquirem a doença e podem transmitir igualmente, inclusive com quadros leves e assintomáticos”, disse.

Na longa lista de atletas infectados pelo novo coronavírus há relatos de complicações. O sul-africano campeão olímpico na natação em 2012 Cameron van der Burgh, de 31 anos, revelou nas redes sociais que tem sofrido com a doença. “De longe, o pior vírus que já sofri. Qualquer atividade física como andar me deixa exausto por horas. A perda de condicionamento no corpo tem sido imensa”, escreveu no Twitter.

Outra vítima da pandemia foi o jogador de vôlei francês Earvin Ngapeth, de 29 anos. Dias atrás ele publicou uma foto em uma cama de hospital. “Já deixei para trás o mais difícil. Passei três dias complicados, mas agora acabou, vou deixar o hospital em uma semana”, disse em publicação no Instagram.

O consultor da SBI, Wladimir Queiroz, explicou que como de maneira geral os atletas são jovens e de boa saúde, dificilmente vão desenvolver os quadros mais graves da doença. Mas isso não garante que no futuro esses mesmos esportistas não podem vir a se tornar perfis de risco para o novo coronavírus.

“Tem ex-atletas que são obesos, sedentários e com idade avançada. É o caso do presidente. Não adianta falar do passado, se o presente dele é ter 65 anos de idade. Mesmo que tenha sido atleta, a idade aumenta os riscos de fatores de risco, como hipertensão e diabetes”, disse o médico. Queiroz afirmou que devido à complexidade genética, não se pode generalizar e cravar que um atleta estará imune à pandemia.

“Medicina não é matemática. Nada é 100%. Existe fatores de risco que ampliam o agravamento da doença, mas tem o imponderável, que é a constituição genética. Mesmo que você pegue 10 indivíduos com a mesma condição física de atleta, nem todos vão responder da mesma maneira porque nem todo organismo está preparado para uma mesma doença”, explicou.

Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus?

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“Cuidem dos idosos”. Foi com bastante ênfase que Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde, repetiu diversas vezes essa frase em 17 de março, quando foi anunciada a primeira morte por coronavírus no Brasil. Ele também falou sobre a importância de proteger “pai, mãe, avó, tia-avó”.

Desde então, existe a recomendação de se manter os idosos em isolamento social. Com isso, as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) suspenderam a visitação dos familiares e proibiram passeios diários.

“É importante reduzir o número de visitas para evitar contágio. Em algumas instituições a visita é aberta apenas em casos excepcionais”, explica Eva Bettine, Presidente da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG).

Para diminuir a solidão, a sugestão é a videochamada. “São utilizadas para diminuir a ansiedade e os idosos saberem como estão seus familiares”, diz Marcella dos Santos, enfermeira chefe do Grupo DG Sênior.

Como posso ajudar?

Família na Inglaterra faz conversa de vídeo em grupo para falar simultaneamente com a mãe e a avó pela internet durante o Dia das Mães britânico — Foto: Paul Ellis/AFP

Nos tempos de isolamento e pandemia, o voluntariado passou a ser ainda mais importante para ajudar essas instituições.

Há muitos relatos de ações de vizinhos que se propõem a fazer compras para os moradores idosos da região, assim eles não precisam sair de casa. Há histórias de solidariedade no Paraná, São Paulo, Fortaleza, entre outros estados.

A prática de atividades voluntárias diretas foi suspensa nos asilos. Uma das ações mais procuradas para voluntariado é a visitação para rodas de conversa. Com o isolamento, essa tarefa sofre mudanças: mas é possível interagir com os idosos por meio de aplicativos.

“O vínculo pode existir mesmo sendo remoto e, nesse sentido, podemos tirar vantagem da internet”, afirma a psicóloga Lecy Alves Zwarg. “Conversar, jogar, brincar, cantar, ensinar ou aprender algo podem ser alternativas para minimizar o impacto emocional do isolamento.”

“Incluir o idoso no processo demonstrando importância da sua colaboração é fundamental para que ele se sinta parte do coletivo e sinta que é peça fundamental para evitar contágio para a sociedade como um todo. Crises podem ser oportunidades de mudanças.”

Doações são importantes

O voluntário também pode, é claro, fazer doações de dinheiro e de mantimentos, explica Marianna Barbosa Yamaguchi, da Casa de Idosos Ondina Lobo:

“Uma das grandes demandas, principalmente das instituições públicas e beneficentes, é a questão financeira, principalmente neste momento, pois diminuirão as doações e as visitas, mas as instituições continuarão funcionando. Há o custo com os profissionais e tudo o que é necessário para a sobrevivência da instituição.”

Qualquer que seja a escolha do voluntariado, é preciso entrar em contato direto com as instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) de sua região ou preferência. ONGs e locais públicos costumam ter uma carência maior.

Papa Francisco tem teste com resultado negativo para coronavírus, diz imprensa

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O Papa Francisco testou negativo para o coronavírus, segundo dois jornais italianos. O pontífice celebrou nesta quinta-feira (26) a missa matinal na residência Santa Marta, onde ele mora. O Vaticano não confirmou a informação.

O pontífice foi submetido a um teste na quarta-feira (25), após a descoberta no mesmo dia de um caso de contaminação de um religioso que vive na mesma residência há anos, de acordo com os jornais “Messagero” e “Fatto Quotidiano”.

Todos os que trabalham na residência de Santa Marta, incluindo os secretários particulares do papa, foram testados. Todos deram negativo, escreveram os dois jornais, referindo-se a fontes internas do Vaticano.

Esta informação não foi oficialmente confirmada pelo Vaticano, que também não comentou um primeiro teste do papa realizado no início do mês depois de apresentar sintomas de uma gripe.

Francisco, por sua vez, presidiu a missa desta manhã na pequena capela da residência.

“Nestes dias de tanto sofrimento, há muito medo. Medo pelos idosos, que estão sozinhos, nos lares de idosos, nos hospitais, ou em suas casas, e não sabem o que pode acontecer”, declarou o papa antes de sua homilia.

“O medo dos trabalhadores sem emprego estável que pensam em como alimentar seus filhos e veem a fome chegando. O medo de muitas pessoas a serviço da sociedade que, hoje, ajudam a manter a sociedade viva e podem pegar a doença. E também o medo – os medos – de cada um de nós: todos sabem qual é o seu. Oremos ao Senhor para nos ajudar a confiar, tolerar e superar nossos medos”, acrescentou.

Desde sua eleição, o papa argentino evitou o isolamento dos suntuosos apartamentos do Palácio Apostólico, preferindo morar mais modestamente em um apartamento de 50 metros quadrados da residência de Santa Marta, que também abriga os religiosos de passagem por Roma.

Segundo o site Vaticano Insider de “La Stampa”, o papa está cercado há algum tempo por um “cordão sanitário anti-contágio”, que o segue aonde quer que vá. Ele não faz mais as refeições na sala comum da residência, mas em seu apartamento.

Goiás tem a 1ª morte confirmada por coronavírus no Centro-Oeste

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fala à imprensa, no Palácio do Planalto.

O Governo de Goiás informou na manhã desta quinta-feira (26) que Goiás tem a 1ª morte confirmada por coronavírus. É também o primeiro óbito na região Centro-Oeste. De acordo com o governador Ronaldo Caiado (DEM), a vítima é uma idosa de 66 anos, que morava em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Ela era hipertensa, tinha diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica e teve dengue recentemente.

Segundo a TV Anhanguera, a Secretaria de Saúde de Luziânia informou que a idosa deu entrada com sintomas em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na terça-feira (24). Foram coletada as amostras para a realização do exame, que testou positivo no dia seguinte.

Ela permaneceu na UPA, em isolamento, mas teve complicações e precisou ser transferida na madrugada desta quinta-feira para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, onde morreu.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), a idosa esteve em Brasília 10 dias antes de apresentar os primeiros sintomas gripais.

Casos em Goiás

O número de casos confirmados de coronavírus em Goiás era de 35 até o início da manhã desta quinta-feira, de acordo com boletim da secretaria de Saúde.

As confirmações foram registradas nos municípios de Goiânia (15), Rio Verde (6), Anápolis (3), Aparecida de Goiânia (2), Valparaíso de Goiás (2), Jataí (1), Catalão (1) e Silvânia (1). Três casos confirmados por um laboratório particular ainda aguardam a atualização do local de residência das pessoas.

A SES afirmou que, a partir do boletim de quarta-feira (25), só vai divulgar o número de registros confirmados de Covid-19. Assim, não serão informados mais os casos suspeitos e os que foram descartados, conforme alinhamento de informações com o Ministério da Saúde (MS).

Os registros estão no banco de dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Goiás. Ressalta-se que os números são dinâmicos e, na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação.

Segundo o boletim de terça-feira (24), o último com dados mais generalizados, 220 casos foram descartados e 1.336 aguardavam resultado do exame.

Goiás confirma primeiro caso de morte por Covid-19 — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Números no país

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 8h25 de quinta-feira (26), 2.567 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 61 mortos.

Prevenção

Após os primeiros casos confirmados, o governo estadual decretou uma série de medidas para conter o avanço da doença, como suspensão de aulas, fechamento de shoppings centers e comércios, além de instituir o trabalho em casa para funcionários públicos.

Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença — Foto: Foto: Infografia/G1

Mais de R$ 1 milhão recuperado de campanhas irregulares em MT deve ser destinado ao combate da Covid-19, diz MP

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O Ministério Público Eleitoral, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso (PRE/MT) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), nesta semana, a destinação de cerca de R$ 1,3 milhão, recuperados de campanhas irregulares, para o combate à covid-19.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o valor corresponde a 25 processos de contas de campanha das eleições de 2018 com pedidos de ressarcimentos de recursos federais utilizados irregularmente.

Devido ao estado de emergência de saúde pública no estado, a PRE solicitou ao TRE que a devolução dos valores seja direcionada diretamente aos fundos da Saúde.

O MPF informou que os pedidos já foram distribuídos aos juízes relatores do Tribunal e aguardam deliberação.

Além desse recurso, o MPF afirmou que o Ministério Público do Estado deve destinar nos próximos R$ 80 milhões dos acordos de leniência para o combate ao coronavírus em Mato Grosso.

Covid-19 em MT

A Secretaria de Saúde Estadual (SES) confirmou, nessa quarta-feira (25), nove casos de coronavírus em Mato Grosso. Seis deles são em Cuiabá, dois em Várzea Grande, região metropolitana da capital, e um em Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá.

Outros 326 casos suspeitos da doença são investigados pela secretaria.

No AC, fábrica interrompe produção de cachaça para fornecer álcool 70% durante pandemia de Covid-19

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Há uma semana a destilaria Potio, que fica em Acrelândia, no interior do Acre, mudou toda sua rotina para tentar atender a demanda de álcool 70%, um dos principais produtos que combatem a proliferação do novo coronavírus. No Acre, até esta quarta-feira (25), são 23 casos confirmados.

O produto, foi um dos primeiros a desaparecer nas prateleiras de mercados do Acre quando foram confirmados os primeiros casos da doença no estado.

A procura pelo produto fez com que a fábrica, conhecida por produzir uma famosa cachaça no estado chamada jiboia, decidisse se adaptar para se tornar, durante a pandemia, uma fornecedora de álcool líquido volume 70.

A ideia é que esse produto seja usado em unidades de saúde e outros locais como forma de esterilizar ambientes e objetos para que o vírus não se espalhe.

Para mudar o segmento da empresa, o diretor da Potio, Jakson Soares, de 45 anos, disse que levou uma semana para que as adaptações fossem feitas. Há dois anos no mercado, ele diz que a empresa é a primeira que fez essa mudança na linha de fabricação.

“Fizemos todas as adaptações necessárias para produzir o álcool 70% líquido. Ainda não vamos conseguir fazer o álcool em gel, porque os fornecedores do material químico para fazer álcool em gel não estão conseguindo atender a demanda, então, não estão mandando os químicos para o Acre, mas quando nós tivermos vamos fazer álcool em gel também”, explica.

Mil litros por dia

A empresa possui toda a certificação do Ministério da Agricultura, mas o desafio de mudar o produto feito no local demandou tempo, testes e investimento.

O primeiro passo é conseguir entregar, já no sábado (28), 500 litros. Depois disso, a produção sobre para mil litros diários.

“Nossa colheita começou na terça [24], agora vamos para moagem, que são os primeiros processos, depois tem a destilação e aí teremos o álcool na sexta-feira [27], mas precisamos de 24 horas para estabilizar o álcool e teremos já o material no sábado [28]”, garante.

Cachaça parada

Para poder produzir o álcool, a empresa teve que suspender, pelo menos por enquanto, a produção da cachaça. O diretor da empresa acredita que com uma produção de mil litros por dia consiga atender o estado.

“Uma parte a gente vai comercializar, porque precisa pagar os custos, que são altos, mas uma parte disso a gente vai fazer doação para hospitais e outras secretarias que trabalham na linha de frente do combate à doença”, diz.

Soares fala que tudo foi pensado e posto em prática em uma semana. Foi preciso mudar alguns equipamentos, regulagens e filtros para atender a demanda.

Motoristas de táxi, aplicativos e mototaxistas acatam restrições de trabalho e normas para prevenção ao coronavírus

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Em tempos de “fique em casa”, o transporte de pessoas virou polêmica, mas apesar das queixas de proprietários e permissionários de meios de transporte, em Rondônia o Decreto Governamental nº 24.871/2020 tem sido elogiado por zelar totalmente pela saúde pública.

O máximo de cuidado nos táxis, carros de aplicativos e compartilhados somam-se às restrições de circulação de mototáxis, devido às recomendações do Ministério da Saúde em respeito da distância de um metro entre motorista e o passageiro. O capacete usado em mototáxis acumula bactérias e também está sujeito ao novo coronavírus. Diversas cidades brasileiras, ao longo da década, adotaram leis para esses profissionais distribuírem tocas e recomendarem seu uso por passageiros.

“As proibições não são definitivas, são temporárias, enquanto durar essa pandemia”, explica o médico infectologista Armando de Freitas Noguera, da Policlínica Oswaldo Cruz (POC).

Como está a situação, após a edição do decreto?

Armando Noguera – As medidas que abrangem esses transportadores de pessoas visam o controle da doença (Covid-19). Nesse primeiro momento, a gente não tem óbitos, os casos isolados estão sendo identificados pela Vigilância Epidemiológica, os pacientes são mantidos em isolamento domiciliar e a todas as pessoas que tiveram contato com eles recomenda-se ficar em isolamento. Se houver outros casos, é preciso que as pessoas não contaminem as outras.

Qual o perigo para quem sai de casa a passeio ou para procurar algum serviço particular, bancário ou público?

Se a pessoa deixar sua casa para ir às ruas passear de mototáxi, ela se locomove e facilita a transmissão do vírus, e isso envolve tanto o mototaxista quanto o seu passageiro. Nesse primeiro momento [antes da curva da doença] essa restrição ao transporte público é correta, porque a gente sabe que o sistema de saúde tem condições de receber os doentes de maneira parcelada, não de uma só vez. Se não tomamos medidas de controle sobre a movimentação de pessoas, a doença avança rapidamente, fazendo muitos adoecerem na mesma semana.

De que maneira o senhor analisa prejuízos financeiros dessas classes de trabalhadores e o que lhes recomenda?

Apesar do problema financeiro causado a esses profissionais, eles devem pensar na saúde de cada pessoa e na vida deles. Aos condutores de aplicativos e aos taxistas, o recomendável é o que todos já sabem: lavem as mãos frequentemente, com água e sabão ao chegar ao destino.

E dentro do carro?

Dentro do carro, o motorista é responsável pelo transporte da pessoa, então, ao transportar alguém doente, deve também proceder à higienização com álcool em gel. Reconhecemos que ele tem um custo a mais, pode também usar hipoclorito de sódio (desinfetante) para limpar o veículo, quando transportar paciente com sintomas respiratórios.

HIGIENIZAÇÃO EM TÁXIS E APLICATIVOS É ESSENCIAL

Entre taxistas e motoristas de aplicativos, embora não sejam 100% seguros os cuidados usuais, o ambiente fechado pode facilitar a transmissão da doença. Há formas de prevenir o contágio.

“A higienização é essencial”, admitiu o motorista de aplicativo Alan Santos, 42, do Bairro Lagoinha (Zona Leste de Porto Velho). Segundo ele, há algum tempo circula com luvas e álcool gel para uso próprio e de seus passageiros, não permitindo mais que dois por viagem. “Eu peço paciência a qualquer um que eu carrego, porque ando com os vidros do carro abertos e o ar desligado”, disse.

Alan explicou que orienta os seus usuários, propagandeando a quarentena. “Faço isso, mesmo vendo chegar as contas para pagar, de cuidar de um casal de filhos e de minha sogra, de 66 anos, ela está na área de risco”.

Para o mototaxista Francisco Gomes de Menezes, 52 anos, casado, dois filhos, o álcool em gel “é o de menos”, entretanto se queixa da paralisação das corridas.

Nesta quarta-feira (25), o presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo de Mercadorias e Passageiros em Motocicletas (Coopetram), Edivane Morais de Almeida, disse que a entidade aceita a doação de cestas básicas de alimentos. “Não tivemos tempo de nos preparar para a situação que o País está vivendo”, declarou.

Segundo Edivane Morais, trabalham na cidade 1,2 mil mototaxistas. Primeiramente, ele enviou ofício à Secretaria Municipal de Assistência Social, depois, solicitou também ajuda do governo estadual.

“Estamos, todos sabem, impedidos de trabalhar; não temos uma renda boa, nem um fundo financeiro de reserva, tudo fica complicado”.

O presidente da Coopetram esclareceu que a entidade “não está pedindo dinheiro, nem pretende voltar a trabalhar (no período de quarentena). Apenas reivindicamos alimentos, e essa é a solução para o momento”, acrescentou.

COMO AGIR

Algumas recomendações aos motoristas de táxi, aplicativos e compartilhados:

► Evitar contato físico mais próximo com o passageiro, até mesmo conversar pertinho pode ser perigoso. Por esse motivo, o transporte público não é recomendado

► O motorista pode passar álcool em gel para limpar as áreas de contato, a exemplo do volante, manopla do câmbio, botões, puxadores de porta e outros elementos. Ou álcool 70% em um pano macio.

► Não faça isso: ligar o ar no máximo e fechar a ventilação para agradar os passageiros. A circulação sempre deve estar aberta. O ideal é rodar com os vidros abertos. Pode ser incômodo no calor, mas não será tão desconfortável ou perigoso quanto ser infectado pelo coronavírus.

► De nada adianta esse cuidado se o filtro do ar-condicionado estiver comprometido. Caso sim, o sistema pode colaborar para o desenvolvimento do vírus, além de fungos e bactérias.

► Tome cuidado também com lixo e outros objetos deixados por passageiros. Leve uma bolsa descartável e jogue fora o material assim que possível.

CORONAVÍRUS – Governo faz adequações em Decreto para garantir o desenvolvimento do setor produtivo de Rondônia

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Setores da economia afetados pelo pacote de medidas de isolamento social e que tiveram suas atividades suspensas, devido ao estado de calamidade pública, passam a ser atendidos, para que voltem a funcionar conforme adequações acrescidas do último decreto, mantendo a preocupação de não afetar as atividades econômicas e não prejudicar as medidas adotadas para o enfrentamento da proliferação do coronavírus no Estado de Rondônia. A nova estratégia foi anunciada pelo governador, coronel Marcos Rocha, durante live realizada na sua página do facebook, na noite de quarta-feira, (25).

“Segmentos do setor produtivo não podem parar. Para isso, incluímos alguns itens em um novo decreto que apenas acrescenta novas medidas que estão sendo adotadas”, disse o governador, alertando que tem mantido constantes reuniões através de teleconferência com toda a equipe de economia do governo, bem como Tribunal de Contas, Ministério Público, Tribunal de Justiça e representantes do setor produtivo.

Ainda na noite de quarta-feira, o governador Marcos Rocha assinou o Decreto 24.891, de 23 de março de 2020, que altera e acrescenta dispositivos do Decreto nº 24.887, de 20 de março de 2020, que declara Estado de Calamidade Pública em todo o território do Estado de Rondônia. A nova redação traz o funcionamento de galerias de lojas e comércios, shopping centers, centros comerciais, açougues, panificadoras, supermercados, atacadistas, distribuidoras, lotéricas, caixas eletrônicos, serviços funerários, clínicas de atendimento na área da saúde, laboratórios de análises clínicas, farmácias, consultórios veterinários, comércio de produtos agropecuários, pet shops, postos de combustíveis, indústrias, obras e serviços de engenharia, oficinas mecânicas, autopeças, serviços de manutenção, hotéis e hospedarias, escritórios de contabilidade, materiais de construções, restaurantes à margem das rodovias.

Sem alteração nos quesitos de segurança como a realização de limpeza minuciosa diária de todos os equipamentos, componentes, peças e utensílios em geral;  disponibilização de todos os insumos, como álcool 70% líquido (setenta por cento), luvas, mascaras e demais equipamentos recomendados para a manutenção de higiene pessoal dos funcionários, distribuidores e demais participantes da atividade, assegurando um ambiente adequado para assepsia; distância mínima de 2 m (dois metros) entre os funcionários e clientes que utilizam das atividades do estabelecimento.

O novo Decreto traz também as condições ao transporte aquaviário, em todo o território do Estado, podendo ser realizado sem exceder a metade da capacidade de passageiros sentados.

Outro fator incluído é quanto a dispensar a presença física dos trabalhadores enquadrados no grupo de risco, podendo ser adotado teletrabalho, férias individuais e coletivas, aproveitamento e antecipação de feriados e outras medidas estabelecidas no art. 3º da Medida Provisória nº 927, de 22 de março de 2020. Aos demais trabalhadores deve haver sistemas de escalas, revezamentos de turnos e alterações de jornadas, com o objetivo de reduzir fluxo, contatos e aglomerações.

Em caso de hotéis e hospedarias, o serviço de café da manhã, almoço, jantar e afins deverão ser servidos de forma individualizada na própria acomodação do hóspede, sendo obrigatório o uso dos equipamentos e insumos listados no inciso II do artigo 4° deste Decreto, pelos funcionários dos estabelecimentos.

É importante salientar, aos funcionários que apresentarem sintomas definidos como identificadores do Covid-19, deverão ser afastados das atividades laborais, inseridos em regime de quarentena, notificando-se à Agevisa.

Durante a live em sua página do facebook, o governador esteve ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves; do secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luís Fernando Pereira; e do Secretário de Estado da Saúde, Fernando Rodrigues Máximo.

Hildon Chaves reafirma compromisso de manter restrições para conter Covid-19

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O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, participou de reunião por videoconferência nesta quarta-feira (25), com os prefeitos das capitais e das principais cidades do Brasil, para tratar sobre a pandemia de coronavírus que afeta o País.

A reunião teve como assunto principal o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, na noite de terça-feira (24), com orientações contrárias ao fechamento de empresas, escolas e o isolamento social, entre outros preconizados por autoridades de saúde do mundo inteiro.

“Eu respeito o posicionamento do presidente, mas apenas por uma questão de alinhamento e orientação da população nós vamos manter todas medidas de isolamento e de recolhimento residencial. Enfim, a Prefeitura de Porto Velho vai seguir nessa mesma linha independente do posicionamento do presidente. Nós vamos continuar com comércios fechados, shoppings fechados, enfim, com o recolhimento domiciliar que é o que tem dado certo no mundo inteiro”, enfatizou Hildon Chaves, acrescentando que esse é o entendimento da grande maioria dos gestores municipais.

O prefeito reforça mais uma vez a necessidade e a importância de as pessoas permanecerem em casa para evitar aglomerações, e, consequentemente, a proliferação do Covid-19. “Evite aglomerações e saia de casa apenas em casos estritamente necessários, como compra de alimentos e medicamentos”, frisou.

Ainda de acordo com Hildon Chaves, “até o final da semana que vem é possível que nós possamos mudar a nossa política, caso realmente essas medidas se tornem eficazes e é o que parece que está acontecendo. Vamos continuar juntos que eu tenho certeza que nós vamos vencer essa guerra”, pontuou.

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