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quinta-feira, maio 14, 2026
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Vídeo Completo: Governador de Rondônia Reduz Restrições Impostas no Decreto de Calamidade Pública

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O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL), informou na noite desta quarta-feira (25) que parte do comércio será aberto e que apoia o presidente Jair Bolsonaro. O anúncio foi feito após o pronunciamento do presidente sobre o novo coronavírus, que pediu “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

A maioria dos chefes estaduais do país decidiram manter as regras de isolamento mesmo com as afirmações de Bolsonaro. O governador de Rondônia disse que segue alinhado ao presidente da república, mas não incentiva aglomerações.

“Lembrando que eu sou um apoiador e sou uma pessoa amiga do presidente Bolsonaro”, disse Rocha.

A declaração de Marcos Rocha foi dada durante uma live no Facebook para anunciar atualizações no decreto de calamidade pública, divulgado no dia 21 de março. Os acréscimos serão informados nesta quinta-feira (26).

“Não mudou o decreto, mas estamos acrescentando alguns detalhes que são importantes para a cadeia produtiva. O efeito do decreto termina na quinta que vem. Até lá vamos analisando e vendo se pode mais ajustado em maior ou menor rigor”, disse o governador, reforçando que os trabalhos de combate a pandemia continuarão.

Os serviços que irão funcionar, segundo o governador, são:

  1. Restaurantes da beira da estrada
  2. Borracharias e empresas de serviços de manutenção
  3. Hotéis (desde que o café da manhã seja no quarto)
  4. Construção civil
  5. Funerárias
  6. Escritórios de contabilidade
  7. Lojas de materiais de construção
  8. Lojas de agronegócio

“Lembrando que esses lugares com álcool em gel, máscara disponível aos que chegam”, reforçou Marcos Rocha. O governador informou que os outros serviços já descritos no decreto permanecerão fechados, como as escolas do estado. Alguns estabelecimentos tidos como essenciais, como farmácias e supermercados, seguirão abertos.

“Essas adequações são naturais. Os ajustes são apenas complementações dos elos da cadeia produtiva pensados na primeira edição do decreto sem que a gente desconfigure o que já estava posto como estratégia de enfrentamento”, ressaltou o secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando Pereira.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) confirma cinco casos do novo coronavírus em Rondônia.

O primeiro caso confirmado foi registrado em Ji-Paraná, na noite de 19 de março. O paciente é um homem de 29 anos, morador de São Paulo, que esteve na cidade para trabalhar. No sábado (21), Fernando Máximo confirmou em coletiva de imprensa os dois primeiros casos da doença em Porto Velho.

Já na noite de terça-feira (24), a Secretaria de Saúde informou mais dois casos na capital Porto Velho. Trata-se de um casal. O homem tem 39 anos e a mulher, 36 anos. Ambos já estão em isolamento domiciliar.

Prefeitos cobram ‘comando sério’ no País e recomendam manter isolamento

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Passengers walk while wearing protective masks, as a preventive measure regarding the COVID-19 virus, at Jorge Chavez International Airport, in Lima on February 27, 2020. - So far, Peru has no record of the COVID-19 virus cases. (Photo by Ernesto BENAVIDES / AFP)

Além das críticas de governadores ao discurso em que o presidente Jair Bolsonaro defendeu o fim do isolamento social como estratégia de contenção do novo coronavírus, prefeitos também se manifestaram de forma contrária à postura do chefe do Executivo.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que representa os prefeitos e os municípios brasileiros, considerou que Bolsonaro agiu de forma inconsequente, mesmo estando preocupado com o futuro da economia. Para a entidade, o presidente trouxe “insegurança e intranquilidade” à população.

“A Federação brasileira, cooperativa por excelência, precisa contar com um comando geral organizado, sério e capaz de contemplar as diversas dificuldades que o país enfrenta; no entanto, não é, infelizmente, o que está acontecendo”, diz a nota divulgada pela CNM, nesta quarta-feira, 25.

A manifestação também frisou que os gestores municipais têm preocupação com o impacto econômico da pandemia, mas que o momento é de cuidar da saúde da população, em especial a dos idosos. Por isso, a entidade recomenda que os prefeitos editem decretos de calamidade pública com regras para o comportamento das pessoas.

“Está comprovado que as medidas de isolamento social tardiamente implementadas levam à situação de caos na saúde pública e que os sistemas de saúde não têm como atender ao mesmo tempo um grande número de infectados; logo, é fundamental prevenir. Isolar, parar tudo o que não seja essencial, é prevenir, pois evita a circulação de pessoas e do vírus”, frisou a entidade.

Casos do novo coronavírus chegam a 23 no Acre, aponta Saúde

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O novo boletim da Secretaria de Saúde (Sesacre) confirmou, nesta quarta-feira (25), mais dois novos casos de Covid-19, o novo coronavírus, no Acre. Com os novos casos, sobe para 23 o número de infectados pela doença no estado.

O boletim aponta que a Saúde recebeu 295 casos suspeitos, descartou 225, confirmou 23 e mais 47 seguem em análise. Todos os pacientes confirmados estão em Rio Branco. No último boletim da terça-feira (24), eram 21 casos confirmados.

As duas pessoas mais recentes a testar positivo para a Covid-19 são um servidor público de 42 anos e uma empresária, de 36. Os dois contraíram a doença após contato direto com pessoas que já tinham testado positivo para a doença em Rio Branco.

Uma das primeira pacientes diagnosticadas com a doença, Isabella da Silva, de 37 anos, está em coma induzido na Unimed depois de ter contraído pneumonia. Nesta quarta-feira (25), a Unimed confirmou que o estado dela continua o mesmo.

Ela respira com a ajuda de aparelhos. Já um senhor de 81 anos segue internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco, onde está em observação. Até esta quarta-feira (24), não há casos de contaminação comunitária no estado, apenas casos importados e de transmissão local.

Dos 47 que aguardam resultado, 41 são de Rio Branco, 5 de Acrelândia e um em Feijó.

Em Rio Branco, todos os casos confirmados estão sendo acompanhados de perto pela equipe da Vigilância Epidemiológica no âmbito estadual e municipal.

CORONAVÍRUS Mercados municipais e pontos de ônibus são lavados em prevenção ao coronavírus

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A Prefeitura de Porto Velho, em parceria com o Governo do Estado, está realizando a assepsia de mercados públicos e dos principais pontos de ônibus da cidade. A limpeza destes locais com jatos de água lançados a partir de um caminhão-pipa da Subsecretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), abastecido com16 mil litros de água misturada com 200 barras de cloro granulado fornecidos pela Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (Caerd), começou na tarde desta quarta-feira (25).

O primeiro ponto desinfetado foi o Mercado do KM1, localizado na avenida 7 de Setembro com rua Brasília. Antes de efetuar a limpeza, equipes da Semusb passaram nos boxes informando os permissionários sobre ação para que desocupassem os espaços. O prefeito Hildon Chaves e o subsecretário da Semusb, Wellen Prestes, fizeram questão de acompanhar de perto a execução da primeira limpeza. Hildon ainda determinou que o trabalho seja ampliado ao máximo, a fim de contemplar também o Mercado do Pescado, localizado no Cai N’Água e o Mercado Central, no centro da cidade.

A limpeza será realizada diariamente, sempre no período da tarde. O serviço sem data prevista para ser encerrado não interfere nas demais atividades essenciais da Semusb. “Essa água clorificada é uma maneira de esterilizar e trazer mais segurança para a população. Continuamos firmes nessa guerra e tenho certeza que vamos vencer. Na semana que vem vamos fazer uma reavaliação das medidas e analisar uma possibilidade de flexibilizá-las se for o caso, se houver realmente uma regressão dos casos”, disse o prefeito.

Governador diz que em MT permanece a restrição de convívio social após pronunciamento de Bolsonaro

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou nesta quarta-feira (25) que permanece a decisão de restringir o convívio social em Mato Grosso em meio à pandemia de coronavírus, em resposta à declaração do presidente Jair Bolsonaro, que na noite dessa terça-feira (24) se pronunciou em rede nacional para que o país volte à normalidade.

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro Mendes.

 Presidente da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa na portaria do Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 25 de março de 2020 — Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador deve decretar nesta quarta-feira estado de calamidade pública em MT.

O decreto será de 90 dias e pode ser prorrogado por até 180. A medida ajuda o governo a tomar ações de prevenções e conseguir recursos financeiros para o combate ao coronavírus.

O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta que Mato Grosso tem sete casos de coronavírus. Cinco deles são em Cuiabá, um é em Várzea Grande, região metropolitana da capital, e um em Nova Monte Verde.

Secretário de Saúde de MT assina carta de repúdio ao pronunciamento de Bolsonaro sobre o Covid-19

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O secretário estadual Gilberto Figueiredo é um dos gestores estaduais de Saúde que assinam a carta em repúdio ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na noite de terça-feira (24), sobre a crise da Covid-19 (o novo coronavírus).

Na carta, os secretários estaduais de Saúde dizem que assistiram estarrecidos ao pronunciamento de Bolsonaro, que afirmou em rede nacional que o Brasil deve voltar à normalidade e que a Covid-19 é uma “gripezinha”.

“Temos, juntamente com o Ministério da Saúde, os municípios e a própria sociedade brasileira, empreendido uma intensa luta no enfrentamento da Covid-19. Luta que envolve trabalho, sacrifício, solidariedade, empatia, compaixão com o sofrimento das pessoas e que depende de maneira imprescindível do alinhamento de entendimento e de ações, assim como da união de esforços e de uma direção única e firme”, diz trecho da carta.

 Presidente da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa na portaria do Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 25 de março de 2020 — Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os secretários dizem que “ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta, contribuindo para este esforço e conduzindo a nação para onde se espera de seu principal governante: um lugar seguro para se viver, com saúde e bem estar”.

Na carta, eles citam a tentativa de desmobilizar a sociedade e citam que a atitude do presidente dificulta o trabalho de todos os que estão engajados na tentativa de conter a pandemia do coronavírus.

“Infelizmente o que vimos em seu pronunciamento foi uma tentativa de desmobilizar a sociedade brasileira, as autoridades sanitárias de todo o país. Sua fala dificulta o trabalho de todos, inclusive de seu ministro e técnicos”.

Por fim, os secretários ressaltam que a economia do país, ainda que passe por instabilidades, vai se recuperar, mas ressaltam que as vidas perdidas por causa do coronavírus não serão recuperadas.

“A economia, com trabalho, disciplina, organização e espírito público, se recuperará. Seremos solidários e trabalharemos sem descanso para permitir uma rápida recuperação da nossa economia. Mas é preciso que se entenda, vidas perdidas, não serão recuperadas jamais”.

Veja, abaixo, a íntegra da carta:

“Carta dos Secretários Estaduais de Saúde do Brasil após pronunciamento do Presidente da República

Assistimos estarrecidos ao pronunciamento em cadeia nacional do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

É preciso demonstrar ao Brasil as suas consequências e a necessidade de que a população perceba a gravidade do momento que estamos vivendo.

Temos, juntamente com o Ministério da Saúde, os municípios e a própria sociedade brasileira, empreendido uma intensa luta no enfrentamento da Covid-19.

Luta que envolve trabalho, sacrifício, solidariedade, empatia, compaixão com o sofrimento das pessoas e que depende de maneira imprescindível do alinhamento de entendimento e de ações, assim como da união de esforços e de uma direção única e firme.

Todas as decisões e recomendações do Conass e do Ministério da Saúde têm se baseado em evidências científicas, na realidade nacional e internacional e buscado inspiração nas melhores práticas e exemplos de condutas exitosas ao redor do mundo.

É este o esforço que temos empreendido em defesa de nossa pátria e de nossos irmãos e irmãs brasileiros. É dessa forma, desassombrada e corajosa, na direção correta que queremos seguir na missão de defender nossa gente.

Não temos qualquer intenção de politizar o problema. Temos construído, sem dificuldade, independente de colorações partidárias, políticas e ideológicas, consensos para o bem do Sistema Único de Saúde – o SUS e, sobretudo com a saúde do povo brasileiro. Este é nosso compromisso. É isso que norteia nossas ações e esforços.

Já temos dificuldades demais para enfrentar.

Não podemos permitir o dissenso e a dubiedade de condução do enfrentamento à Covid-19. Assim, é preciso que seja reparado o que nos parece ser um grave erro do Presidente da República.

Ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta, contribuindo para este esforço e conduzindo a nação para onde se espera de seu principal governante: um lugar seguro para se viver, com saúde e bem estar.

Infelizmente o que vimos em seu pronunciamento foi uma tentativa de desmobilizar a sociedade brasileira, as autoridades sanitárias de todo o país.

Sua fala dificulta o trabalho de todos, inclusive de seu ministro e técnicos.

Todo o apoio à atuação do Ministério da Saúde e sua equipe, que tem trabalhado técnica e cientificamente em todos os momentos. Com saúde não se pode brincar e nem fazer apostas, diante do risco que corremos. É preciso discernimento, coragem e determinação para liderar, unificar e auxiliar a nação a superar mais este desafio de Emergência em Saúde Pública.

Temos plena consciência de que o Brasil e o mundo irá enfrentar uma grave recessão econômica, aprofundamento das desigualdades sociais e empobrecimento.

A economia, com trabalho, disciplina, organização e espírito público, se recuperará. Seremos solidários e trabalharemos sem descanso para permitir uma rápida recuperação da nossa economia.

Mas é preciso que se entenda, vidas perdidas, não serão recuperadas jamais.

Que Deus abençoe cada um de nós que temos trabalhado intensivamente e dormido pouco.

Que Deus abençoe e proteja todos os brasileiros e brasileiras.

#ficaemcasa

Secretários de Estado da Saúde do Brasil

Universidade no AM testa protetor de face que impede contaminação e deve contribuir no combate ao Coronavírus

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deu início a testes de um protetor de face que impede a contaminação que pode contribuir nas ações de combate ao Coronavírus (Covid-19). O material é produzido em impressoras 3D, utilizando um plástico especial (polímero).

O protótipo foi apresentado ao reitor da UEA, Cleinaldo Costa, na manhã desta segunda-feira (23), e foi desenvolvido pelo engenheiro mecânico Aristides Rivera Torres, professor da EST/UEA; e pelos alunos Tânia Ramchandani, discente do curso de Medicina e Ariel Amzalak Eremita, discente do curso de engenharia elétrica.

O objetivo da iniciativa, apoiada pelo Grupo de Gestão Responsável pelo Plano de Contingência da UEA (Covid-19), é oferecer a estrutura da Universidade para dar apoio, em espaços da Instituição, a centros de serviços como Call Center e Telessaúde, além de envolver profissionais e estudantes, de forma voluntária, no apoio à sociedade e contribuir com equipamentos que possam ser fabricados ou confeccionados nos laboratórios da Universidade.

“Nosso objetivo é incentivar a produção em larga escala desse equipamento e distribuir aos profissionais de saúde que estão trabalhando na linha de frente no combate ao Conoravírus em nosso estado. Estamos envolvidos ainda na implantação de serviços que poderão ser apoiados pelas autoridades de saúde e comunidade no combate a pandemia”, explicou Cleinaldo Costa.

Além da produção do protetor de face, na Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), os pesquisadores estão captando insumos para a produção de máscaras, de álcool em gel, nos laboratórios de química da Instituição. Reparos nos ventiladores, equipamento de respiração artificial utilizado em unidades de terapia intensiva (UTIs ) também estão previstos.

Sobe para 54 o número de casos confirmados de coronavírus no Amazonas, diz governo

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Subiu para 54 o número casos do novo coronavírus no Amazonas, segundo o governo. A informação foi confirmada divulgada na tarde desta quarta-feira (25). De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), quatro destes pacientes estão internados.

Na noite desta terça-feira (24), morreu o primeiro paciente com Covid-19 no Amazonas. Era um homem de 49 anos, de Parintins. Ele era portador de hipertensão arterial sistêmica.

De acordo com a nova atualização, 52 casos são de Manaus e 2 de Parintins – um deles, o caso que evoluiu para o óbito.

Entre os casos confirmados está a viúva do morador de Parintins. De acordo com o governador do Amazonas, Wilson Lima, ela está em isolamento domiciliar na capital e tem quadro estável.

Novas medidas

Durante coletiva online, Wilson Lima anunciou que novas medidas serão implementadas no Amazonas em decreto que deve ser publicado ainda nesta quarta-feira. Entre as medidas, o governo anunciou que todas as pessoas que passaram pelo aeroporto de Manaus devem entrar em quarentena a partir desta quinta-feira (26).

Todos eles, assim como os outros casos suspeitos já identificados, serão monitorados por um aplicativo que vai ser disponibilizado pelo governo. Nele, os pacientes em isolamento social irão atualizar sintomas, para que haja acompanhamento direto da FVS.

No mesmo decreto, sairá a ordem de que agentes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas passem a ter poder de polícia. “Isso vai ser importante para que eles estejam nas ruas com esse empoderamento”, comentou Wilson.

Brasil tem 57 mortes e 2433 casos confirmados de Covid-19, diz Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde divulgou na tarde desta quarta-feira (25) seu mais recente balanço dos casos de coronavírus Sars-Cov-2, vírus responsável pela doença Covid-19. Os principais dados são:

  • 57 mortes
  • 2.433 casos confirmados
  • 2,4% é a taxa de letalidade

Na terça-feira (25), o balanço apontou 46 mortes e 2.201 casos confirmados. O ministro Luiz Henrique Mandetta avalia que o aumento dos casos está ocorrendo de forma “aproximadamente igual nos últimos dias”.

Mandetta analisou como os casos estão espalhados pelo Brasil. Ele afirmou que “chama a atenção” o Acre, que tem 23 casos e uma população pequena.

Ele também projetou que a taxa de letalidade vai diminuir no Brasil, já que será ampliada nas próximas semanas a aplicação dos testes.

Estados mantêm medidas

Nesta quarta-feira, governadores afirmaram que vão manter medidas de restrição de circulação e isolamento social mesmo após o presidente Jair Bolsonaro pedir o fim das medidas. Entidades de médicos, de outros profissionais de saúde e de cientistas condenaram o pronunciamento de Bolsonaro.

Ao menos 25 dos 27 governadores manterão restrições contra coronavírus mesmo após Bolsonaro pedir fim de isolamento

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Ao menos 25 dos 27 governadores informaram que manterão as regras de isolamento apesar das declarações do presidente Jair Bolsonaro. Na noite de terça-feira (24), Bolsonaro fez pronunciamento em que pediu a “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

  • Disseram que manterão as regras de isolamento: governadores de AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP, SE e TO. À tarde, governadores do Nordeste divulgaram carta se comprometendo a manter as medidas de isolamento social;
  • Não se manifestaram: governadores de RO e RR.

A fala de Bolsonaro foi criticada por 19 governadores.

  • Criticaram a fala de Bolsonaro: governadores de AC, AL, AP, BA, CE, ES, GO, MA, MS, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP e SE;
  • Evitaram criticar: governadores de AM, DF, MT, MG, PR e TO;
  • Não se manifestaram: governadores de RO e RR.

Posição dos governadores que criticaram a posição de Bolsonaro:

João Doria (PSDB), governador de São Paulo

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Na condição de cidadão, de brasileiro, e também de governador, inicio lamentando os termos do seu pronunciamento à nação. O senhor como presidente da República tem que dar o exemplo. Tem que ser mandatário para comandar, para dirigir, liderar o país, e não para dividir.”

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Na manifestação em cadeia de rádio e TV, o presidente da República contraria as determinações da Organização Mundial de Saúde. Nós continuaremos firmes, seguindo as orientações médicas e preservando vidas. Eu peço a vocês: por favor, fique em casa.”

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Pronunciamento do Pres.Jair Bolsonaro foi desconectado das orientações dos cientistas, da realidade do mundo e das ações do Ministério da saúde. Confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos Estados e Municípios, menospreza os efeitos da Pandemia. Mostra que estamos sem direção.”

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo [de Bolsonaro], mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”. “Não tem mais diálogo com este homem. As coisas têm que ter um ponto final “, afirmou Caiado.

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, eu respeito a opinião de todos, mas não me furto a reafirmar nossa linha de ação. Nós buscamos, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise. O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio.”

Wellington Dias (PT), governador do Piauí

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“É difícil não se manifestar frente ao discurso do Presidente da República, que vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Nós vamos seguir o que a ciência nos comprova. O Piauí mantém todas as suas medidas de prevenção à Covid-19”.

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Para muito além de quaisquer divergências políticas, o que se trata aqui é de proteger a saúde da população. Faço coro às palavras dos Secretários de Saúde do Nordeste. Não há neste momento tão delicado o desejo nenhum de politizar a discussão, mas o pronunciamento de hoje do Presidente é um equívoco! O pronunciamento dele vai na contramão de todas as medidas defendidas pelos Estados e municípios em sintonia com o Ministério da Saúde e pela própria sociedade!”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão

Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Pronunciamento de hoje mostra que há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República. Os danos são imprevisíveis e gravíssimos.”

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“O país precisa de bom senso, serenidade e equilibro nesta hora extrema, difícil! Precisamos salvar vidas, combatendo a pandemia e também o caos econômico e social, representado pela possibilidade de desemprego agudo, agravamento da fome entre os mais vulneráveis e o desabastecimento da população! Ninguém está imune! Para superar essa tragédia, todos temos que ser parte da solução. A hora exige alta responsabilidade, dos governos, das empresas , dos cidadãos.”

João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Um desserviço, a destruição de tudo que está duramente sendo construído para proteger a população. Em resumo, um absurdo.” Ele ainda afirmou em uma rede social que todas as medidas que foram tomadas para evitar o contágio do coronavírus seguem implantadas.

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Enquanto líderes de vários países tomam medidas necessárias para conter o avanço no novo Coronavírus, aqui no Brasil, em pronunciamento veiculado em Rede Nacional, o presidente Jair Bolsonaro vai contramão do que defendem autoridades sanitárias e o próprio Ministério da Saúde. Discurso que, lamentavelmente, comprova que o Brasil está sem comando num dos momentos mais desafiadores da história. O sacrifício é imenso, mas todo esforço tem o único objetivo de salvar vidas. Por isso, em PE, as medidas estão mantidas. É tempo de serenidade, união e trabalho.”

Gladson Cameli (PP), governador do Acre

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“O objetivo principal nesse momento é preservar vidas dos cidadãos acreanos, sejam eles estudantes, aposentados, empresários, assalariados ou em condições de vulnerabilidade. Estão mantidas todas as medidas necessárias adotadas pelo governo estadual no sentido de resguardar o isolamento social e visando promover a quebra da linha de contágio. Lamento que neste momento, onde devemos destinar toda energia e foco em combater o Coronavírus, se procure politizar as opiniões e ações dos agentes públicos.”

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“É urgente encontrar alternativa ao confinamento. Mas não se faz isso com ataques à ciência e cautela médica mundialmente estabelecidas. Não deixamos de olhar economia/empregos. Mas não assistiremos inertes a uma doença se alastrar. Protege-se: 1) a vida; 2) os empregos. Nesta ordem.”

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Alagoanos e alagoanas, como sempre longe de extremismos, quero reafirmar o meu compromisso com o firme propósito de manter as medidas preventivas que vêm sendo adotadas no enfrentamento ao novo coronavírus em nosso estado. Apesar do pronunciamento do presidente da República na noite desta terça-feira, que vai de encontro às recomendações da Organização Mundial de Saúde, manteremos com firmeza e serenidade nossas ações, lastreadas em estudos científicos e ouvindo as nossas melhores mentes que estão conosco permanentemente reunidas. Saibam que a vida de cada alagoano é e sempre será o bem mais precioso. Estamos trabalhando diuturnamente para, de um lado, achatar a curva de contágio da Covid-19; e, do outro, preparar a nossa rede hospitalar para a emergência do momento. É tempo de união. Juntos estaremos e venceremos!”

Waldez Góes (PDT), governador do Amapá

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“O presidente da República reuniu por videoconferência com os governadores e é impressionante a distância entre o que o presidente, no diálogo que teve com os governadores, e o discurso ontem. Também há uma diferença muito grande entre as orientações que nós seguimos da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, dos cientistas, dos médicos, da comunidade acadêmica, daquilo que o presidente disse ontem. O que é estranho é a falta de alinhamento no governo central. Todos os prefeitos e governadores que tomaram essa atitude não tomaram de livre escolha. É necessário cobrar coerência do governo federal. Um posicionamento coerente. Não podemos ouvir o ministro da saúde falando para a gente providências e o governo federal desautorizando. Nós aqui no Amapá vamos continuar firmes para atuarmos no combate ao coronavírus.”

Camilo Santana (PT), governador do Ceará

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Cearenses, diante do pronunciamento do presidente da República, em rede nacional, esta noite, tenho apenas um comentário a fazer: vamos continuar trabalhando fortemente as ações que visam evitar o avanço do coronavírus em nosso estado, como temos feito até aqui. Todas as medidas adotadas por nós são recomendadas pelos profissionais de saúde, pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), e têm sido a melhor forma de enfrentamento ao coronavírus no mundo. Este não é um momento para ataques e provocações, mas um momento de cooperação e da união de todos. Da parte do Governo do Estado, continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para buscar a proteção dos cearenses. A vida de cada um de vocês está em primeiro lugar.”

Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Estarrecido com o pronunciamento da presidente República em relação às medidas de isolamento, venho informar à população de Santa Catarina que nesta quarta-feira, 25 de março, iniciamos mais uma quarentena de sete dias por determinação de decreto deste governador, mais sete dias para ficar em casa. Sabemos que precisamos equilibrar as medidas de retomada da atividades econômicas com as de restrição para que a gente não tenha contaminação em massa, [mas] é importante que nos mantenhamos firmes no isolamento social, pois mostrou resultados positivo aqui em Santa Catarina, já tivemos a curva de casos suspeitos diminuída. Ficar em casa é o local mais seguro.”

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais

  • Mantém medidas de isolamento social: Sim

“Minha prioridade é salvar vidas. Portanto, Minas continua seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (…) Em Minas Gerais nós estamos adotando as melhores práticas, aquelas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, e já adotadas em países desenvolvidos. Queremos, em primeiro lugar, a preservação da vida, mas compartilho da preocupação do presidente Bolsonaro com a questão econômica”, disse o governador.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal

“Não é hora de politizar ou polemizar. Bolsonaro tem parte da razão, afinal muitos municípios pequenos, sem qualquer caso de coronavírus, estão fechando. De outra parte, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tem situações diferenciadas”, disse. “Acredito e preciso do apoio dos ministérios da Saúde e da Economia. Sou hospedeiro do governo federal, que paga um ‘aluguel’, [na forma do] Fundo Constitucional, pequeno para as condições da cidade que o hospeda.”

Mauro Carlesse (DEM), governador do Tocantins

“O Tocantins seguirá firme no propósito de manter a população livre do novo coronavírus e conta com a parceria dos demais poderes, dos municípios, dos órgãos de controle e, principalmente, com a população”, informou o governador, por meio da assessoria de imprensa.

Rui Costa (PT), governador da Bahia

“Não é gripezinha. Vou continuar trabalhando em defesa da vida. Olhar nos olhos das pessoas e dizer: estamos numa guerra. ACORDA. Temos que vencê-la. Chega de discurso vazio e delírios. Vamos trabalhar mais e mais. Responsabilidade. Todos contra o coronavírus”, disse em uma rede social.

Mauro Mendes (DEM), governador de Mato Grosso

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, afirmou Mauro Mendes.

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná

Pela assessoria, informou: “o governo do Paraná informa que manterá o planejamento e as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus”.

Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe

“A gente lamenta porque, afinal de contas, quem tem que ser o grande líder neste momento é o presidente da República. Enquanto ele diz uma coisa, o ministro da Saúde diz outra. Eu vou preferir seguir as orientações do ministro da Saúde. Eu vou preferir seguir as orientações dos sanitaristas de um modo geral. Portanto, nós vamos estabelecer nossas regras e e cumpri-las (…) Lamentamos muito o posicionamento do presidente da República, mas ele acha que está assumindo a responsabilidade dele e nós temos a nossa. (…) Nós vamos cuidar das pessoas neste momento, que é extremamente importante.”

Coronel Marcos Rocha (PSL), governador de Rondônia

O governador ainda não se manifestou.

Antonio Denarium (PSL), governador de Roraima

O governador não quis se manifestar.

Montagem editorial mostra prédio dos Correios, caixas de encomendas e compras internacionais ligadas ao comércio eletrônico.

Fim da taxa das blusinhas pode abrir novo fôlego aos Correios

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Mudança nas compras de até US$ 50 reacende disputa por encomendas e expõe desafio financeiro da estatal.
Montagem sem texto mostra obra em Jaru na Linha 625 com máquinas, estrada em preparação e vista aérea urbana

Jaru retoma obra de R$ 15 milhões na Linha 625

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Retomada da pavimentação reforça mobilidade, segurança e qualidade de vida em área estratégica de Jaru.
Aposentado consulta declaração do Imposto de Renda 2026 em ambiente doméstico com notebook e celular

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Entenda quais regras podem reduzir a cobrança, garantir isenção e antecipar a restituição para grupos prioritários.
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Paisagem seca com fumaça de incêndio ao fundo representa risco de calor extremo e queimadas com El Niño em 2026.

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Cenário global acende alerta com oceanos aquecidos, gelo em queda e risco crescente de queimadas severas.