back to top
terça-feira, maio 5, 2026
Início Site Página 2060

Construção de nova usina ameaça alagar terra indígena de RO: ‘Muito estrago e pouco benefício’, diz MPF

0

Pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Ministério Público Federal (MPF) estão questionando dados apresentados no estudo e relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) para a obtenção de licenciamento prévio para construção da Usina Hidrelétrica Tabajara, no Rio Machado, em Machadinho D’Oeste (RO), a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho.

De acordo com o MPF, o estudo já havia sido entregue uma vez e foi devolvido com termo de referência pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para complementação.

No fim do ano passado, a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) devolveu o documento com algumas modificações e uma nota técnica.

Com diversas ressalvas aos pontos dos estudos apresentados, a procuradora da República no MPF de Rondônia, Gisele Bleggi, se reuniu com os professores Madalena Cavalcante e Ricardo Gilson da Unir para acompanhar as pesquisas da universidade sobre os impactos que a construção da hidrelétrica geraria nos povos indígenas e comunidades tradicionais da região do Rio Machado.

Os pesquisadores dizem haver estudos apontando a existência de comunidades indígenas isoladas na região e esses grupos teriam sido ignorados nos documentos apresentados ao Ibama.

“Se a terra indígena for alagada e se o povo isolado estiver lá ou se as outras comunidades indígenas e tradicionais não forem reconhecidas, nós vamos ter um grave estrago”, diz a procuradora.

“Em relação aos grupos indígenas, você tem clara violação dos direitos humanos. Quando você tem uma hidrelétrica dessa se aumenta a pressão econômica em caça, roubo de madeira, invasão dessas áreas. E eles [empreendedor] não apontam essa situação como um problema, eles negam e isso é grave”, denuncia o professor.

Bleggi defende que as pessoas que moram há gerações nas margens do rio tenham o “direito de escolha entre o meio de vida tradicional e a rotina capitalista do meio urbano”.

“Quem diz que um ribeirinho é acostumado a viver da pesca e da agricultura vai conseguir um emprego, ter qualificação e conseguir viver no meio urbano? E quem diz que a vida no meio urbano é melhor do que a que ele tinha no sítio onde não precisava de muito dinheiro e nunca faltava comida para ele criar a família dele?”, questiona.

Áreas que podem ser afetadas pela Usina Tabajara, em RO. — Foto: Diêgo Holanda/G1

A professora Madalena defende que a quantidade de energia a ser gerada na hidrelétrica não justifica os danos a serem causados no meio ambiente.

“Não só a capacidade de geração de energia, mas pelo próprio local que é muito preservado e está cercado por área de proteção. O estado de Rondônia já tem a usina Samuel, as usinas do Madeira e assim não se justifica mais uma hidrelétrica no estado, principalmente quando a gente observa que nem todo o estado é servido de energia, embora tenha todo o potencial de geração. Mesmo com a construção da usina, comunidades da região podem não ser beneficiadas”, diz.

O professor Ricardo Gilson acredita que mais de 1 mil ribeirinhos vivam na área a ser atingida. Com a apresentação dos dados obtidos pelos pesquisadores, Ricardo defende mais conhecimento para a população escolher se aceita ou não a usina na cidade.

“A Unir se propôs a colaborar com o MPF e com outras instituições no sentindo de fazer uma análise científica dos estudos, demonstrar as falhas e fazer alguns trabalhos de campo demonstrando que há outros elementos não foram considerados e essa não consideração tem uma intencionalidade”.

Com a aprovação do EIA, segundo o MPF, uma equipe de servidores deve ser constituída no Ibama para a concessão da licença, o que pode ocorrer a qualquer momento.

Gisele Bleggi esclareceu que, até então, apenas recomendações estão sendo feitas ao Ibama na tentativa de esclarecer pontos do estudos de impacto. No entanto, caso não haja sucesso nas tratativas, a questão deve ser judicializada, segundo a procuradora.

“É grave porque depois da licença prévia expedida, fica difícil o Ministério Público Federal reverter essa situação. O MPF só correria atrás da reparação então”.

Ao G1, o Ibama informou que os estudos ambientais referentes à UHE Tabajara estão em fase inicial de análise. O prazo máximo para aprovação, ou não, é 27 de maio de 2020.

Em relação às críticas do MPF ao relatório, o instituto informou que elas serão consideradas durante as análises conforme forem pertinentes. O G1 entrou em contato com a Eletronorte, mas a empresa não respondeu sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Com início em 2014, obra de ponte sobre o rio Madeira que liga RO e AC está parada

0

Está parada a obra da ponte sobre o rio Madeira, em Abunã (RO), que liga Rondônia ao Acre. A demora está na dificuldade de fazer os acessos nas rampas dos dois lados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do estado (DNIT-RO) deu um novo prazo para concluir o serviço.

A balsa continua sendo o único jeito de passar de um lado para o outro pelo Madeira em Abunã. Quem deseja ir ou voltar do Acre pela estrada, precisa fazer a travessia. Isso representa demora na viagem. Como consequência, carros e caminhões formam filas.

Enquanto a ponte não é liberada, motoristas precisam fazer travessia de balsa e formar filas.  — Foto: Armando Junior/Rede Amazônica

A pouco metros é possível notar a ponte sobre o rio. Com quase dois quilômetros de extensão, a estrutura está pronta. A obra começou em 2014 e o investimento até então foi de R$ 130 milhões.

A estimativa é de que mais de dois mil veículos passem pela área diariamente. Entre muitas previsões, a última era de que a ponte que liga os dois estados seria liberada apenas a veículos até o fim do ano passado. Porém, não foi possível.

A estrutura da ponte está finalizada há meses. Do lado do Acre, falta apenas o asfalto e, conforme o DNIT, deve ficar pronto dentro de um mês. Mas do lado rondoniense a situação é mais complexa, já que a região é alagada e a necessidade de aterro é maior do que havia sido calculada.

A Rede Amazônica foi ao local e encontrou a área parada, sem movimento de trabalho pelos funcionários. Na contramão do que a reportagem viu, o DNIT informou anteriormente que a obra não estava parada. Segundo moradores e comerciantes da região, o serviço segue sem movimento desde dezembro de 2019.

Ponte está com extremidades trancadas para evitar tentativas de acesso.  — Foto: Armando Junior/Rede Amazônica

A empresa responsável deixou uma espécie de tapume com cadeado nas rampas para impedir o acesso. Máquinas também ficaram no local.

Por meio de um comunicado, o DNIT informou que há um novo prazo para a entrega da ponte: dezembro de 2020, ressaltando que o dinheiro para o término dos trabalhos está garantido.

Granéis sólidos são responsáveis por mais de 75% da movimentação de cargas no Porto Público de Porto Velho

0

Em 2019, o Porto Público de Porto Velho registrou, através dos dados consolidados do Sistema de Desempenho Portuário (SDP) da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a movimentação de mais de 2.470 milhões de toneladas, sendo que 75% desse montante são provenientes do escoamento de grãos sólidos, representando 1.928 milhões de toneladas.

Os dados alimentados no sistema apontam o crescimento de 11% do volume de carga no Porto Público quando comparado ao mesmo período de 2018. Segundo o diretor presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Amadeu Hermes Santos da Cruz, os números são positivos e superam a estimativa de crescimento. “A força do agronegócio do país é percebida quando publicamos os números oficiais da movimentação portuária. Rondônia, por meio do Porto Organizado, dispõe da melhor estrutura para escoar cargas diversificadas, recinto alfandegado e atende todas as exigências da legislação”, afirmou.

Para o diretor de Fiscalização e Operação, Fernando César Ramos Parente, a operacionalização de container também representa grande avanço. “Enquanto em 2018 tivemos a movimentação de 25 mil toneladas em carga conteinerizada, que representa cerca de 1.700 unidades que passaram pelo Porto Público de Porto Velho, temos em 2019 um aumento de quase 200%. Registramos a movimentação de aproximadamente 66 mil toneladas em carga conteinerizada, onde são necessários cerca de 3200 unidades de contêiner para escoar os produtos”, apontou Fernando.

No terminal portuário, diariamente, circulam em média mais de 300 carretas, transportando os mais variados tipos de cargas: soja, milho, cimento, carnes, fertilizantes, alimentos perecíveis e não perecíveis, contêineres, automóveis e cargas gerais. Esses produtos abastecem o mercado regional e internacional, especificamente os grãos que saem de Porto Velho até Itacoatiara- Amazonas, pela Hidrovia do rio Madeira.

LOCALIZAÇÃO

Por estar posicionado estrategicamente, o Porto Público Estadual tem se destacado no escoamento de produções regionais e nacionais, apresentando vantagens competitivas que possibilitam atrair novos importadores e exportadores.

Gás natural e preços dos combustíveis são debatidos em reunião com a ANP, em Porto Velho

0

A chegada de gás natural a Rondônia, os preços dos combustíveis e o app “ANP no Posto” foram as pautas da reunião ocorrida na manhã de quarta-feira (5) entre o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, o secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luís Fernando,  o diretor presidente da Rongás, Richard Campanari, e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

“Visando uma solução para os preços dos combustíveis, estamos trabalhando na possibilidade de um congelamento das tarifas de combustíveis, aqui no Estado. Isso, é claro, tem que passar também pelo crivo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Estamos trabalhando junto ao governo federal por benefícios que sejam melhores para a nossa população. Com sabedoria vamos trazer resultados positivos para todos nós”, salientou o governador Marcos Rocha.

O secretário da Sefin, Luís Fernando, explicou que o estado de Rondônia tem a preocupação de não onerar excessivamente o consumidor final dos combustíveis, pois, essa discrepância entre o preço da refinaria e o preço da bomba, é algo que prejudicar a população. “O estado de Rondônia tem a inquietação de evitar que isso se torne um peso ao contribuinte. Estamos estudando, a partir do proposto pelo presidente da república, para que possamos avançar em uma fórmula que não onere o consumidor e não prejudique as finanças e o equilíbrio fiscal de Rondônia”, explicou o secretário.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, é importante que haja a estabilização do valor do ICMS. “Nossa opinião é que tenha a estabilização do valor do ICMS para que ocorra menor volatilidade nos preços para os consumidores e maior previsibilidade para o Estado”, esclarece o diretor.

Conforme destaca o diretor da ANP, o novo modelo de privatização de áreas de reserva de gás da ANP vai permitir uma possibilidade de que efetivamente haja chance do gás natural liquefeito chegue ao estado nos próximos anos.

Essa possibilidade será possível com a retomada da reserva de Juruá, por uma nova empresa. Para o diretor presidente da Rongas, Richard Campanari, seria um primeiro passo, um start, para uma parceria que venha a expectativa de médio e longo prazo, mas que eventualmente ocorra a capacidade de iniciar a operação da companhia.

“É um pedido do governador, ou seja, iniciamos todos os estudos, e a privatização da companhia é uma possibilidade. O gás de Juruá é uma perspectiva positiva, mas ainda há muito trabalho pela frente”, disse o diretor presidente da Rongás.

ANP NO POSTO

Na reunião ficou alinhado cooperação entre Sefin e a ANP para o compartilhamento de dados do estado de Rondônia com aplicativo da agência “ANP No Posto” que estabelece consulta de preços e qualidade de combustíveis para os consumidores.

O aplicativo “ANP no posto” foi lançado em caráter experimental, dia 01 de janeiro 2020, e mostra os preços e a qualidade de combustíveis comercializados pelos postos. Com base na sua localização, os consumidores terão acesso aos postos próximos, aos preços por eles praticados e às informações de qualidade disponíveis.

O aplicativo terá atualização semanal logo após o lançamento oficial. De início, o aplicativo mostra somente os dados do estado de Goiás, e em breve o estado de Rondônia.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | Prefeitura disponibiliza veículo para combate à violência contra a mulher

0

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), disponibilizou um veículo exclusivo para fortalecer o atendimento às mulheres vítimas de violência no município de Porto Velho.

O serviço é desenvolvido pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social no Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica (Creas/Mulher). O veículo é fruto de doação da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas).

No ano de 2019, o Creas/Mulher atendeu cerca de 248 casos de violência contra mulheres, que foram encaminhados pelo Ministério Público, Delegacia da Mulher, Defensoria e outros órgãos de proteção da mulher. Segundo dados da Unidade, 70% do atendimento é em situação de violência física, sexual e psicológica.

“O recebimento desse veículo exclusivo vai nos permitir ampliar e garantir o acesso ao atendimento especializado às mulheres vítimas de violência. Agradecemos o apoio da gestão Hildon Chaves, na pessoa do secretário da Semasf, Claudi Rocha, que está permitindo reforçar esse importante atendimento”, disse a coordenadora do Creas/Mulher, Vânia Tomaz.

MERCADO CULTURAL | Eventos animarão o público durante período de carnaval

0

A Prefeitura de Porto Velho se prepara para uma intensa programação do Carnaval 2020, através da Fundação Cultural (Funcultural). Várias comemorações estão sendo organizadas e acontecerão no Mercado Cultural, à avenida Presidente Dutra, 2816, centro.

Abrindo os festejos de carnaval, o 4° Baile Municipal, acontecerá no dia 14, no Mercado Cultural, a partir das 20h, onde a Corte do Rei Momo entregará a chave da cidade para o início das festividades.

Seguindo com a programação acontece no Mercado Cultural no dia 22 às 22h a Banda depois da Banda.

Também no Mercado Cultural, a Prefeitura de Porto Velho prepara no dia 23 às 16h o Curumim Folia, um evento feito especialmente para a diversão da criançada durante a folia, onde acontecerá brincadeiras, pintura no rosto, pintura de desenhos com lápis de cor, balão, serpentinas, confetes.

Continuando com a programação no dia 24 acontece a Batalha de Confetes, no Mercado Cultural, a partir das 22h. Com muitas marchinhas de outros carnavais e um repertório bem tradicional, a batalha dos confetes lembra os antigos carnavais de clubes.

Uma verdadeira viagem no tempo. Os mais novos podem conhecer a cultura e os mais velhos relembrar os bons momentos.

Bebê nasce às 20h02m de 02/02/2020, após 20 minutos de trabalho de parto

0

O dia 02/02/2020 viralizou mundo afora por por uma data palíndromo (quando a sequência de números de dia, mês e ano pode ser lida em qualquer ordem: da direita para a esquerda, e da esquerda para a direita, sem que o significado se altere).

Para uma família de Lexington (Kentucky, EUA), o dia foi ainda mais especial, com o nascimento de Charlee Rose Masters. Com um detalhe impressionante: a pequena nasceu às 20h02m.

A primeira data palíndromo do século 21 foi em 20 de fevereiro de 2002 (20/02/2002). A próxima ocorrerá em 22 de fevereiro de 2022 (22/02/2022).

Em entrevista ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, a mãe, Laken Lee Masters, disse que esperava ter o bebê na segunda ou na terça-feira. Porém fortes contrações anteciparam o parto para sábado.

A primeira a notar a coincidência foi Dee Dee Calvert, mãe de Laken, quando as duas estavam no quarto com enfermeiras.

E houve mais uma coincidência: o trabalho de parto durou 20 minutos.

“Mães de primeira viagem geralmente forçam a saída do bebê por algumas horas, mas Laken fez isso por apenas 20 minutos”, disse a enfermeira Nancy Shirey.

Laken com o marido, Scott Masters, e a filha, Charlee Rose

Polícia Técnico-Científica capacita militares para a identificação preliminar de drogas de abuso

0

Na manhã da quarta-feira (5), a Polícia Técnico-Científica de Rondônia (Politec) realizou, no salão de auditório da Escola de Governo, em Porto Velho, a Capacitação em Identificação Preliminar de Cocaína e Maconha, as chamadas drogas de abuso. A palestra, ministrada pelo diretor do Instituto Laboratorial Criminal, Francisco Clayton, foi das 8h às 13h.

O evento também acontece em Rolim de Moura e São Miguel do Guaporé até sexta-feira (7), com convite a profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, servidores da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesdec) e Aeronáutica.

O palestrante explica que o Artigo 50 da Lei Antidrogas, nº 11.343/2006 prevê que, em locais onde não existe a perícia, a autoridade policial realiza a apreensão e pode encaminhar à pessoa treinada no Batalhão para a identificação. “Já temos conversas em andamento com a PM, o Exército já solicitou esse tipo de material para nós, e estamos bem adiantados com a Aeronáutica, que inclusive nos próximos dias já estará enviando cinco profissionais para realizar os exames preliminares”, conta.

O curso prático deve acontecer no laboratório da Politec, mas o conhecimento teórico já está sendo adquirido com a capacitação. Na mostra prática são utilizadas drogas sintéticas, cocaína e maconha. “Hoje, um policial militar que está na cidade de Alto Paraíso, onde não tem polícia técnica e nem perícia, ele precisa se deslocar até Ariquemes, percorrendo cerca de 50 quilômetros para poder deixar a apreensão de droga na delegacia de lá, transcrever a ocorrência, e lá será feita a identificação”, revela.

O problema dessa demora é, segundo Francisco, que a cidade de origem da equipe policial fica desguarnecida em torno de duas a três horas, considerando o pequeno quantitativo policial da localidade. “Às vezes, por causa de algumas ‘parangas’ de usuário, a população pode ficar sem reforço caso aconteça algo mais grave”, completa.

Francisco Clayton acrescenta que, em caso de apreensão de drogas, em 24 horas o caso tem que chegar ao Judiciário, e a substância suspeita já tem que estar identificada. “Baseado nessa identificação é que o juiz vai determinar, pela quantidade e tipo de droga, se o suspeito é usuário ou traficante, se vai preso ou responder solto. Por isso é tão importante a capacitação e a iniciativa por parte das demais instituições, além da Polícia Civil, de também realizarem a preliminar”.

Lei que obriga agressores de mulheres a fazerem reabilitação é aprovada

0

Um projeto de lei (PL) que obriga os agressores de mulheres a frequentar centro de reabilitação e a ter acompanhamento psicossocial foi aprovado no Senado nesta quarta-feira, 5. A matéria foi aprovada na Câmara em novembro de 2018 e agora, com a aprovação no Senado, vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O acompanhamento poderá ser feito individualmente ou em grupos. O texto também determina que os agressores frequentem programas de recuperação e reeducação. Os dispositivos serão acrescentados à Lei Maria da Penha.

O relator do projeto no Senado foi Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Ele defendeu a proposta em seu relatório. “A frequência a esses grupos de apoio e reeducação não apenas contribui para reduzir as reincidências, mas concorre também para a proteção emocional do próprio agressor, que terá oportunidade de se reeducar para conviver melhor com a sociedade em geral e com sua família em particular”, escreveu.

Bolsonaro assina projeto de garimpo em terra indígena

0

Brasília e São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta (5) o projeto de lei para regulamentar a mineração, produção de petróleo, gás e geração de energia elétrica em terras indígenas. Ao reconhecer que o texto sofrerá “pressões” contrárias, ele disse que confinaria na Amazônia, se pudesse, defensores do meio ambiente para que eles “deixem de atrapalhar”.

“Vamos sofrer pressões dos ambientalistas (pelo projeto)? Esse pessoal do Meio Ambiente, né? Se um dia puder, confino na Amazônia, já que eles gostam tanto do meio ambiente. E deixem de atrapalhar o amazônida daqui de dentro de áreas urbanas”, disse ele, em evento no Palácio do Planalto sobre os 400 dias de seu governo.

Pelo projeto, o presidente encaminha ao Congresso pedidos de exploração de terra indígena. As comunidades indígenas serão consultadas, mas não têm poder de vetar a exploração de recursos naturais ou hídricos de seus territórios.

A manifestação dos indígenas e do presidente, que podem ser distintas, serão avaliadas pelo Legislativo. As comunidades só terão poder de vetar a garimpagem em suas terras por não indígenas. O texto regulamenta o pagamento aos indígenas com a participação no resultado da lavra e da geração de energia elétrica, além de indenização pela restrição ao uso da terra. O projeto também cria regras para que eles explorem economicamente suas terras.

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que essa é a “Lei Áurea” dos indígenas, referindo-se ao texto de 1888 que deu fim à escravidão. Segundo ele, terras indígenas já são exploradas, mas ilegalmente, e o texto só regulamenta a exploração prevista na Constituição.

Pela lei, essas terras são da União e se destinam à posse permanente dos índios que as ocupam. Bolsonaro defendeu de modo mais enfático a regulamentação após ser alvo de críticas no Brasil e no exterior pela alta de incêndios na Amazônia. Ele chegou a receber no Planalto grupos de indígenas favoráveis ao garimpo em suas terras.

A governadores, em agosto, Bolsonaro disse que os Estados estavam “inviabilizados” por áreas indígenas. Em várias ocasiões, sem provas, afirmou que há interesse estrangeiro em impedir a exploração nos locais.

Repercussão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou. “Não é porque tem garimpo ilegal que vamos tratar de legalizar o garimpo. Temos de, primeiro, combater o que é ilegal e fazer amplo debate sobre o tema.” Em 2019, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) disse que explorar áreas indígenas estava há décadas fora da pauta da entidade, que representa empresas do setor. Defendeu ainda que, antes de discutir a legalização, o governo deveria fazer levantamento científico desses territórios.

Nota do Observatório do Clima, que reúne organizações da sociedade civil, diz que essa mudança levaria à alta do desmate, de invasões de terras indígenas e da violência contra esses povos. Para especialistas, o projeto também pode violar tratados internacionais, que definem ser necessária a consulta aos indígenas sempre que estiver prevista medida legislativa ou administrativa que os afetem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Novo Desenrola Brasil com cédulas de real, calculadora e material de renegociação de dívidas

Governo lança novo Desenrola com descontos e uso do FGTS

0
Medida assinada no Planalto reúne prazo de 90 dias, juros menores e regras específicas para quatro públicos.
obras em porto velho

Porto Velho reúne pacote de R$ 187,8 milhões para drenagem, asfalto e mobilidade

0
Investimentos miram alagamentos, ruas sem estrutura e rotas logísticas usadas por moradores e caminhoneiros.
Lula e Trump em cena diplomática na Casa Branca com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos

Lula e Trump devem se reunir na Casa Branca nesta quinta-feira

0
Reunião em Washington pode marcar nova fase entre Brasil e EUA após atrito envolvendo Ramagem e a PF.
Atendimento oftalmológico em clínica moderna durante ação da campanha 24 Horas pelo Glaucoma

Oftalmologistas lançam mobilização nacional contra o glaucoma

0
Mobilização nacional alerta para fatores de risco, acesso pelo SUS e exames que ajudam a preservar a visão.
Carteira de Identidade Nacional sendo entregue em atendimento público em Rondônia

Governo de RO dobra emissão da nova Carteira de Identidade Nacional

0
Emissão mensal dobrou no estado, mas quase 58 mil documentos ainda aguardam retirada pelos titulares.