back to top
segunda-feira, maio 4, 2026
Início Site Página 2067

O projeto de Damares: combater gravidez precoce com abstinência sexual

0

Quando descobriu a gravidez, aos 15 anos, S. logo pensou em fazer um aborto. Mas os 400 reais necessários para realizar o procedimento em uma clínica clandestina estavam longe de ser uma possibilidade em seu orçamento minguado. Expulsa da família e abandonada pelo pai da criança, a adolescente foi pulando de casa em casa de amigos e começou a vender brigadeiros em uma avenida na Zona Leste de São Paulo para conseguir o dinheiro. “Mas cheguei aos quatro meses sem juntar tudo”, diz ela, referindo-se ao limite máximo de tempo para interromper a gestação de forma segura. Hoje, a garota aguarda o nascimento de Anita, previsto para ocorrer daqui a duas semanas, dentro de um abrigo público. Ela busca a proteção no local porque afirma ter descoberto um plano do ex-namorado para vender o bebê em uma transação de adoção clandestina. “Tinha certeza de que iam me matar para abrir minha barriga e tirar de lá a criança”, conta. Após dar à luz, S. planeja concluir o ensino médio (está frequentando aulas do 1º ano), e seu sonho maior é poder sair do abrigo quando completar 18 anos. “Quero trabalhar, alugar uma casa e sustentar minha bebê.”

O drama de S. se repete em proporções absurdas no Brasil, que tem uma das mais altas taxas de gravidez precoce do mundo: 62 casos para cada 1 000 jovens entre 15 e 19 anos, índice aproximadamente 50% maior que a média mundial (veja o quadro). Até agora, o poder público fracassou no combate ao problema, que é provocado por desinformação sobre métodos anticonceptivos e desestruturação de famílias devido à situação de pobreza, entre outros fatores. No governo atual, Damares Alves, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, veio com um novo remédio para o mal: ela acredita que o incentivo à abstinência sexual pode ser uma arma para frear o registro de novos casos. “O método mais eficiente para a não gravidez não é a camisinha, não é o DIU, não é o anticoncepcional. Por que não falar sobre isso? Por que não retardar o início da relação sexual? Eu defendo essa tese”, afirmou, em maio, a ministra, que logo no início do governo contou ter visto Jesus Cristo numa goiabeira, depois de um traumático caso de abuso quando criança. Respeita-se evidentemente a visão religiosa de qualquer pessoa, mas é muito preocupante quando esse tipo de discurso começa a permear políticas públicas. Damares já apoiou o recolhimento em escolas dos ensinos fundamental e médio de cartilhas com instruções de métodos anticoncepcionais, material visto por ela como um incentivo à erotização precoce.

A defesa da abstinência também vai respingar em uma nova campanha do governo de alerta contra a gravidez na adolescência, a ser veiculada a partir da segunda-feira 3. As peças devem explicitar as consequências de gerar uma criança precocemente, como dificuldades de concluir os estudos e de entrar no mercado de trabalho. A intenção é fazer com que os jovens pesem a decisão de adiar a iniciação sexual. Damares diz que as propagandas vão combinar esse discurso com a educação sexual tradicional, sem deixar de enfatizar a necessidade do uso de preservativos, mas deixa claro que considera a abstinência o único método 100% eficaz. “É mais fácil entregar o preservativo na mão do que conversar. Escolheram o método mais fácil. Acharam que o jovem não estaria pronto”, afirmou a ministra a VEJA.

A nova campanha gerou grandes discussões entre a equipe técnica da pasta de Damares e a do Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta, de onde saiu o dinheiro para custear as propagandas. Segundo reportagem do jornal O Globo, notas técnicas responsáveis por embasar o projeto e que foram trocadas entre as duas pastas em janeiro mostram a dissonância na abordagem. O documento do Ministério dos Direitos Humanos dizia que a educação sexual “normaliza” o sexo entre adolescentes, enquanto o da Saúde considerava a orientação de métodos contraceptivos uma forma de prover ferramentas para que os jovens tomem decisões mais qualificadas. Na última semana, Mandetta veio a público afirmar que o lema principal da campanha não deveria ser a abstinência. Damares, então, foi ao Twitter declarar que sempre falou em “política complementar”, e “não em única e principal”.

Como base científica para defender a abstinência, a ministra cita um estudo feito no Chile em uma escola só para meninas em 2005. A pesquisa dividiu 1 200 alunas do 1º ano do ensino médio em dois grupos: um recebeu um programa centrado em abstinência, o outro não. As meninas foram acompanhadas por quatro anos, e chegou-se à conclusão de que o primeiro grupo, o da abstinência, teve incidência de gravidez cinco vezes menor que a do segundo. Embora antiga, a pesquisa é válida, mas não pode ser analisada de forma isolada. Para a produção de uma política pública, costuma-se levar em conta um conjunto de pesquisas acadêmicas. E a maioria delas diz que teses voltadas para a abstinência são ineficazes no controle da gravidez precoce. “Já se investiu muito dinheiro nisso nos Estados Unidos e no Chile, e os programas se mostraram ineficientes”, afirma a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente e de Políticas Públicas para Mulheres do governo de São Paulo. “No Japão e no Canadá, onde as taxas de gravidez na adolescência são baixíssimas, ninguém fala em abstinência”, completa a especialista, que trabalha também como médica-chefe do Hospital das Clínicas em São Paulo. Ali, ela atende casos de meninas grávidas com até 10 anos.

Um amplo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, que analisou mais de 220 pesquisas sérias sobre educação sexual nas escolas, concluiu que “intervenções focadas apenas em abstinência são ineficazes para promover mudanças positivas no comportamento sexual”, diferentemente da instalação de clínicas em escolas e de programas centrados na prevenção. Não por acaso, a Inglaterra virou referência no combate à gravidez precoce. Educação sexual em peso nas escolas foi o que fez o país reduzir a taxa de natalidade entre adolescentes, uma das maiores da Europa nos anos 90: 62%, porcentual semelhante ao que o Brasil tem hoje. Nos anos 2000, o governo britânico tornou gratuito o acesso a métodos contraceptivos, o que incluía até a pílula do dia seguinte. Os resultados demoraram a aparecer, mas vieram: hoje, o índice está em 14%. Nos últimos dez anos, a diminuição foi ainda mais acentuada, de mais de 50%, seguindo a mesma proporção da queda no número de abortos no país, procedimento permitido desde 1967.

Na contramão das melhores práticas internacionais, a ministra Damares quer inserir o incentivo à abstinência nas políticas públicas. Concebido em sua pasta, o Plano Nacional de Prevenção ao Risco Sexual Precoce prevê a contratação de uma consultoria que vai avaliar resultados de países que mantêm a recusa ao sexo como método de controle de gravidez entre adolescentes, como Uganda, Chile e Estados Unidos. Previsto para ser elaborado ao longo deste ano, o plano terá uma versão piloto a ser desenvolvida em escolas públicas e unidades de saúde em três municípios e, depois, replicado ao restante do país.

Embora Damares sempre negue que esse tipo de atuação seja motivado por suas crenças religiosas (é ministra da Igreja Batista), a confusão é evidente. No ano passado, ela chamou um colega de crença, o pastor Nelson Júnior, para capacitar funcionários de sua pasta durante um seminário na Câmara dos Deputados. O religioso convidado para o evento encabeça o movimento Eu Escolhi Esperar, que encoraja os solteiros cristãos a esperar até o casamento para viver suas experiências sexuais. Considerada hoje uma das figuras mais populares do ministério de Bolsonaro, Damares também afirmou certa vez que “o país é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”.

Seu perfil se encaixa perfeitamente em um governo que muitas vezes confunde Igreja com Estado, entidades separadas no Brasil desde a segunda Constituição da República, de 1891. Em algumas áreas, o slogan de Bolsonaro (“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”) se materializa em ações direcionadas a implementar a chamada agenda conservadora de costumes, que agrada em cheio à base política e eleitoral evangélica do bolsonarismo. O aparelhamento vai desde a criação de critérios para determinar que tipo de produção cultural deve receber financiamento público até uma possível seleção de membros do Supremo Tribunal Federal (Bolsonaro prometeu indicar um ministro terrivelmente evangélico para a Corte). Na área da saúde, a pregação da abstinência é o exemplo mais preocupante dessa política. Educação sexual e liberdade de escolha (a possibilidade de um aborto legal) se mostram ao redor do mundo os métodos mais eficazes para combater a gravidez na adolescência. O único mérito de Damares foi ter posto esse tema na pauta de discussões nacionais. Mas é preocupante que ela esteja prescrevendo o remédio errado para evitar novos dramas como o da adolescente S. e de tantas outras jovens brasileiras.

Publicado em VEJA de 5 de fevereiro de 2020, edição nº 2672

Mais de R$ 7 milhões foram autorizados para projetos que vão impulsionar a economia de Rondônia

0

Na reunião realizada na quarta-feira (29), o Conselho de Desenvolvimento de Rondônia (Conder) autorizou, na sua 67ª reunião ordinária, mais de R$ 7 milhões em recursos para o estímulo ao desenvolvimento da indústria rondoniense e de outros setores da economia.

Entre os projetos aprovados estão programas e ações que vão gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a competitividade das empresas de Rondônia.

O governador Marcos Rocha presidiu o Conselho e debateu com os conselheiros, entre eles secretários e representantes de bancos, da indústria e federações, o destino dos recursos.

“Nossa preocupação é fazer projetos que realmente tragam benefícios para a sociedade. Projetos que criem empregos, que gere renda, que estimule a inovação”, disse o governador Marcos Rocha.

Os projetos autorizados vão receber recursos e promover as exportações e atração de investimentos; o aumento do índice de empregabilidade por meio da qualificação da mão de obra e melhoria do relacionamento com empregadores, atendendo 3280 beneficiários; o espaço empresarial internacional na 9ª Rondônia Rural Show; a contratação da empresa da gestão da incubadora do Governo do Estado, a criação de cadernos setoriais que apresentem de forma detalhada as potencialidades existentes em Rondônia e o estímulo ao agronegócio.

O Conder tem a missão de prestar assessoria ao governo estadual nas decisões e diretrizes relacionadas à política de incentivo ao desenvolvimento do Estado.

IPTU 2020 | Prazo para pagamento com 20% de desconto termina nesta sexta-feira

0

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), informa aos contribuintes que o prazo de pagamento em cota única do IPTU 2020 com desconto de 20% termina nesta sexta-feira (31/1). Quem deixar para quitar a cota única até 28 de fevereiro, a redução será de 10%. A partir de março, quem pagar o valor total do imposto de uma só vez não terá desconto algum.

Por orientação do prefeito Hildon Chaves, vários meios foram disponibilizados para facilitar a vida do contribuinte, a exemplo do parcelamento do IPTU em até 12 vezes no cartão de crédito ou em 10 vezes no boleto. Além disso, o contribuinte também pode efetuar o pagamento com cartão de débito.

Conforme o secretário João dos Santos (Semfaz), o munícipe que optar pelo parcelamento no cartão, caso pague a primeira parcela ainda em janeiro, também terá direito ao desconto de 20%.

Apoio

Quem ainda não recebeu o carnê em casa pode retirar a 2ª via pelo site www.Semfazonline.com. Caso não tenha acesso à internet, a Prefeitura está atendendo em quatro locais na capital para impressão do carnê do IPTU 2020. Os pontos de apoio funcionam na Biblioteca Viveiro das Letras (av. Jatuarana, 5.068, bairro Cohab); Praça Céu (rua Antônio Fraga Moreira, 1.706 – 1.770, bairro Juscelino Kubitschek), Tudo Aqui no Porto Velho Shopping (na Rio Madeira com Calama) e na Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) à avenida 7 de Setembro, 744, centro.

Incentivos da Fapero consolidaram pesquisas e inovação em Rondônia

0

Mais de R$ 3 milhões foram investidos em 2019 pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero) para o fomento de pesquisas científicas e inovação que resultam em melhorias a Rondônia.

No primeiro ano de gestão do governador Marcos Rocha, a Fapero esteve com o foco na organização, preparando a Fundação para mais ações neste ano de 2020. Responsável por abrir editais e chamadas que favorecem o desenvolvimento de pesquisas e projetos que trazem soluções ao Estado, a Fapero consegue fomentar com diversas parcerias os recursos necessários, como as pesquisas epidemiológicas com apoio à primeira patente de fármaco anti-leishmaniose, e pesquisas contra doença de Chagas e malária.

Por meio do Plano Plurianual do Governo do Estado (PPA), a Fapero consegue focar nas áreas científicas e de inovação, identificando as prioridades. Junto às secretarias, apresenta as possibilidades e planejamento de expansão para solução, onde pode buscar o fomento.

Com equipe maior e estruturada para a gestão dos processos, foram viabilizados com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa mais de R$ 3 milhões. “Identificamos os gargalos e buscamos, por meio das pesquisas científicas, solucionar. Os editais, que antes tinham poucos recursos para aplicar, com as parcerias foi possível ampliar as possibilidades”, acrescentou o diretor de Inovação da Fapero, Vitor Hugo dos Santos Garcia.

Como os editais Agritech e Piscicultura, ambos voltados para o agronegócio, resultado de parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) que possibilitou novos produtos e tecnologias, resolvendo problemáticas do Estado. A exemplo, o Laboratório de Qualidade do Leite (LQL), onde foi possível identificar dentro da pesquisa uma forma de solucionar problemas e melhorar as cadeias produtivas. O LQL finalizou em 2019 e está em processo de transição, onde a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) retorna o laboratório para o Estado, que poderá entregar à sociedade.

Além da Seagri, há fomento por meio das parcerias com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep), entre outras secretarias, como também a proximidade com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), principais órgãos de fomento voltados à ciência, que está destinando recursos à região amazônica, contemplando Rondônia.

Em 2019, por meio do PAP-Publica (Programa de Apoio à Pesquisa em Publicações Científicas), a Fapero realizou o lançamento de livros e publicações científicas, com conteúdo histórico sobre o estado de Rondônia, em tarde de autógrafos na livraria no shopping de Porto Velho.

Um processo experimental também foi colocado em prática no último ano. A Fundação visitou as instituições de ciência e tecnologia, como universidades, faculdades e instituto federal em todo o Estado, para conhecer a realidade de cada local e planejar ações mais assertivas, resultando também na aproximação entre o público e pesquisadores.

Para 2020, duas chamadas serão feitas em parceria com a Seduc, trazendo novas oportunidades, resultando em soluções para algumas necessidades na Educação. Já com o Idep, foram construídas algumas propostas que estão em fase de finalização de convênio.

“Conseguimos identificar, por meio do trabalho de popularização das ciências, com as pesquisas a valorização dos projetos desenvolvidos que foram janelas para instituições buscarem os pesquisadores para projetos próprios. Nesse sentido, entendemos que essa consolidação acontecerá gradativamente. Com a busca do empresariado pela pesquisa, pesquisa direta, desenvolvimento ou novos produtos, há fomento”, concluiu Vítor.

Família viaja de Goiânia a Roraima a pé por não ter dinheiro da passagem

0

Um casal e três filhos iniciou uma viagem de 3,8 mil km de Goiânia até Roraima. Com a falta de dinheiro para comprar as passagens de ônibus, a família juntou todos os seus pertences e colocou em uma bicicleta adaptada para iniciar o trajeto. A história foi divulgada pelo portal G1 nesta quinta-feira (30).

A família foi para Goiânia há um ano em busca de melhores condições de vida. Porém, a falta de trabalho fez com que o casal decidisse voltar para Rorainópolis, na região Sul de Roraima. Sem ter onde morar na cidade, os cinco estavam morando na rua.

O pai, Ananias Pereira da Silva, de 38 anos, relatou que ele e sua família estão caminhando há dez dias. O agricultou disse que, neste período, a família já enfrentou a chuva e a falta de comida, mas não pensa em desistir. Ao todo, o casal e os três filhos já se deslocaram por aproximadamente 250 km pela rodovia GO-060. Até o momento, os cinco chegaram até a cidade Iporá, ainda em Goiás.

“Não tem outro jeito, precisamos voltar pra casa. Aqui estamos passando fome, lá teremos familiares que vão poder nos ajudar. Já estamos há dez dias andando, sem parar”, contou o agricultor ao portal.

Em post, Regina Duarte fala sobre ser ‘protagonista da solução’

0

Em sua primeira publicação no Instagram depois de ter aceitado o convite para chefiar a Secretaria Especial da Cultura, a atriz Regina Duarte compartilhou, na noite desta quarta-feira, 29, trecho de uma entrevista do economista Guillherme Marback, diretor da consultoria Crescimentum, publicada na revista Problemas Brasileiros em junho/julho de 2018.

Nela, não se lê a pergunta. Mas a resposta dele, que pode coincidir com o momento vivido pela atriz, ou justificar seu desejo de ser a quarta secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro foi: “depois de tanta desilusão e promessas não cumpridas buscamos valores (isso ela escreve a mão, no topo do recorte, possivelmente porque este início estava em outra página) individuais, como qualidade de vida, compromisso e honestidade. O que isso demonstra? Não que o brasileiro tenha se transformado completamente, mas houve uma evolução da consciência, ele sabe que precisa protagonizar a solução – ‘Eu tenho que fazer alguma coisa, já que não estão fazendo por mim’.

Regina Duarte explica, em sua postagem, que o economista está analisando os resultados da Pesquisa Nacional de Valores, de 2017, e falando das mudanças de atitude dos brasileiros nos últimos oito anos. Ela finaliza a postagem com uma carinha pensativa.

Um pouco depois, Regina postou uma foto do Lago Paranoá, que teve muito mais repercussão do que seu post anterior, e onde se lia: “Sob o céu de Brasília”.

Justiça reconhece morte de rapaz que sumiu no Massacre de Corumbiara há quase 25 anos

0

A Justiça de Rondônia declarou nesta semana a morte presumida de Darli Martins, que estava na Fazenda Santa Elina durante o “Massacre de Corumbiara”, em 1995. O conflito entre a polícia e trabalhadores rurais resultou em uma chacina com 12 mortos e várias pessoas desaparecidas.

A morte presumida substitui o atestado de óbito, que só pode ser emitido quando há o corpo. O cadáver de Darli nunca foi encontrado e, com a presunção da morte, a família vai poder receber pensão ou indenização.

No processo de 2015, a mãe de Darli, Iracema Martins Pereira, pediu o reconhecimento da morte presumida do filho, na época com 18 anos. Ela alegou que o filho se juntou a um grupo de trabalhadores, invadiu a fazenda Santa Elina em Corumbiara (RO) e, “após ordem de reintegração de posse, deu-se início a desocupação, resultando em muitas mortes e desaparecimentos”.

De acordo com a sentença assinada pelo juiz Artur Augusto Leite Júnior, da vara de Cerejeiras (RO), os documentos do processo de danos morais e materiais contra o estado provam que Darli estava na fazenda no dia da chacina.

Outro documento usado na fundamentação do magistrado para a decisão foi um relatório de 2004 da Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH).

O documento aponta Darli como um dos envolvidos no caso e, depois da chacina, apareceram rumores de que corpos de trabalhadores e pistoleiros foram cremados e essas versões nunca foram cuidadosamente investigadas.

Com base nos autos, o juiz considerou ser praticamente impossível Darci estar vivo e há presunção dele ser uma das vítimas do “trágico massacre”. A provável data da morte foi fixada em 9 de agosto de 1995. A sentença determina a lavratura da certidão de óbito da vítima ao cartório de registros civis de Corumbiara.

Processo de indenização

Ao G1, a advogada Renilda Oliveira Ferreira, representante da mãe de Darli, explicou que Iracema fazia parte do processo de 2010 junto com outras famílias de vítimas requerendo indenização ao Estado por danos morais. Entretanto, como não havia declaração da morte de Darli, ela teve o pedido negado.

Agora, de acordo com Renilda, a família entrará com novo pedido de indenização. Apesar de já ter passado quase 25 anos do massacre, a advogada lembra que o direito neste caso é imprescritível porque foi o caso foi reconhecido como crime contra a humanidade.

Massacre de Corumbiara

Massacre de Corumbiara aconteceu em 1995 — Foto: Reprodução

Na madrugada de 9 de agosto de 1995, a Polícia Militar começou uma operação de reintegração de posse no acampamento de sem-terras na Fazenda Santa Elina, em Corumbiara (RO). A ação resultou em um conflito entre os PMs e os camponeses, terminando com a morte de nove assentados, dois policiais e um homem não identificado.

A fazenda, com aproximadamente 18 mil hectares, foi ocupada no dia 15 de julho de 1995 e dois dias após a invasão o proprietário da Santa Elina fez o pedido de reintegração de posse, acatado pela Justiça. Com um contingente formado por policiais militares da região, uma primeira tentativa de cumprimento do mandado judicial não teve resultado. Na ocasião, um posseiro chegou a ser ferido pela polícia.

As tentativas de negociação entre o governo e os ocupantes não prosperaram e no dia 9 de agosto de 1995 houve a operação, terminando com o massacre. Camponeses denunciaram abusos por parte da PM, incluindo tortura. Já a polícia disse ter sido recebida pelos invasores com tiros e bombas caseiras.

Três policiais militares e dois camponeses foram condenados no julgamento do caso, no ano 2000, em Porto Velho.

One Piece: Netflix vai produzir série live-action inspirada em famoso mangá

0

Um mangás mais vendidos de todos os tempos vai ganhar uma série live-action na Netflix. Com dez episódios, a produção de One Piece será dos estúdios Shueisha e Tomorrow Studios — este também responsável por outra adaptação em série live-action da Netflix, Cowboy Bebop.

One Piece segue as aventuras de Monkey D. Luffy e sua tripulação de piratas enquanto exploram um mundo fantástico de oceanos sem fim e ilhas exóticas em busca do tesouro mais famoso do mundo, conhecido como “One Piece”, a fim de se tornar o próximo Rei dos Piratas.

Em 1997, a história popular de Eiichiro Oda foi publicada pela primeira vez na revista Weekly Shonen Jump, no Japão. Mais de 460 milhões de cópias foram publicadas em todo o mundo. A série também fez história em 2015, obtendo o título do Guinness World Record por ter o maior número de cópias publicadas para a mesma série de quadrinhos por um único autor.

A trama foi adaptada para uma animação, que estreou na televisão no fim de 1999, e posteriormente adaptada para longas-metragens, sendo o décimo — One Piece: Stampede — lançado em agosto de 2019.

O veterano Steven Maeda (LostArquivo X) e Matt Owens (Agents of S.H.I.E.L.D.Luke Cage) são roteiristas e produtores executivos, enquanto Maeda também atua como showrunner. Marty Adelstein e Becky Clements, do Tomorrow Studios (Cowboy BebopSnowpiercerHanna), são produtores executivos ao lado de Eiichiro Oda.

Marvel choca ao revelar quem é o novo Homem de Ferro; veja!

0

A conclusão da saga Ultron Agenda revelou que o Homem de Ferro não é exatamente quem os fãs imaginam. No evento especial, o herói enfrentou a Capitã Marvel por posições filosóficas diferentes em relação a crime e castigo.

A batalha épica deixou o Homem de Ferro em um estado vegetativo. No entanto, Tony Stark conseguiu uma maneira de fazer um “reboot” de si mesmo em um novo corpo, acompanhado do amigo Máquina de Combate.

Grandes mudanças

Homem de Ferro começou a questionar sua própria humanidade ao se integrar ao corpo mecânico. A HQ então revela um fato incríve: Tony Stark realmente morreu em sua batalha contra a Capitã Marvel, e o herói participando de várias histórias da Marvel atualmente e uma inteligência artificial construída pelo corpo mecânico.

É essa lacuna que Arno Stark, o irmão de Tony, usa para tomar o controle das indústrias Stark e do nome Homem de Ferro.

Arno quer se tornar o verdadeiro Homem de Ferro 2020, e a HQ dá a entender que isso realmente vai acontecer.

Showrunner revela como seria a Marvel no universo de WatchmenConfira a primeira prévia de What If…?, nova animação da Marvel no Disney+Hawkeye será a série mais cara da Marvel na Disney+; confira o orçamento! E esses8 heróis da Marvel tem os mesmos poderes que heróis da DC! O maior fracasso do MCU vai ganhar reboot e já temos detalhes! Foi confirmado que na Disney+ terão séries dos X-Men, do Homem-Aranha e do Quarteto Fantástico! Tudo isso você encontra no Observatório de Séries!

A HQ Iron Man 2020 já está sendo vendida.

Cidade cearense cancela carnaval e destina verba para saúde

0

A prefeita da cidade de Granja, no interior do Ceará, decidiu cancelar a realização da festa de carnaval da cidade neste ano. A determinação de Amanda Aldigueri (PDT) é de que o dinheiro que seria utilizado na confraternização seja usado para obras que contenham a força das águas na cidade. O município é tradicionalmente conhecido por receber as maiores quantidades de chuva no estado.

De acordo com uma nota divulgada pela Prefeitura de Granja, o objetivo da medida é reforçar a assistência social para que a cidade esteja preparada para enfrentar casos de famílias desabrigadas e para ajudar a recuperar o mercado público. A prefeita informou que recebeu um alerta da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) de que a cidade receberá fortes chuvas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro e que por isso decidiu cancelar a festa.

– A prefeita decidiu que não faz sentido o município gastar com quatro dias de alegria correndo o risco de testemunhar tragédias no restante do ano – diz a nota.

A ação deve trazer uma economia aos cofres públicos de R$ 1,2 milhões. Com esses recursos, a prefeitura deve realizar a recuperação de córregos, rios, riachos, drenagens, recuperação de pontes, manutenção de passagens molhadas, de bueiros e destino correto de resíduos. O dinheiro ainda será usado na reforma e na restauração da estrutura do mercado central do município, que está em situação precária.

Novo Desenrola Brasil com cédulas de real, calculadora e material de renegociação de dívidas

Governo lança novo Desenrola com descontos e uso do FGTS

0
Medida assinada no Planalto reúne prazo de 90 dias, juros menores e regras específicas para quatro públicos.
obras em porto velho

Porto Velho reúne pacote de R$ 187,8 milhões para drenagem, asfalto e mobilidade

0
Investimentos miram alagamentos, ruas sem estrutura e rotas logísticas usadas por moradores e caminhoneiros.
Lula e Trump em cena diplomática na Casa Branca com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos

Lula e Trump devem se reunir na Casa Branca nesta quinta-feira

0
Reunião em Washington pode marcar nova fase entre Brasil e EUA após atrito envolvendo Ramagem e a PF.
Atendimento oftalmológico em clínica moderna durante ação da campanha 24 Horas pelo Glaucoma

Oftalmologistas lançam mobilização nacional contra o glaucoma

0
Mobilização nacional alerta para fatores de risco, acesso pelo SUS e exames que ajudam a preservar a visão.
Carteira de Identidade Nacional sendo entregue em atendimento público em Rondônia

Governo de RO dobra emissão da nova Carteira de Identidade Nacional

0
Emissão mensal dobrou no estado, mas quase 58 mil documentos ainda aguardam retirada pelos titulares.