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sexta-feira, maio 1, 2026
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BA: pesquisadora desenvolve plásticos biodegradáveis para embalar alimentos

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Sabe aqueles plásticos conhecidos popularmente como “filme” e que envolvem alimentos junto com um prato de isopor em mercados? Eles são feitos de um dos polímeros (derivado de petróleo) mais consumidos atualmente, o polietileno de baixa densidade, e que jogado na natureza leva cerca de 100 anos para se degradar.

Mas o uso desse plástico pode estar com os dias contatos. Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Itapetinga, desenvolveu “filmes” biodegradáveis e antimicrobianos que se degradam na natureza entre dois a três meses.

A autora da pesquisa é a estudante de mestrado Luana Dias, que é orientada pela professora doutora Cristiane Patrícia Oliveira. Luana já está em fase final do estudo, e sua dissertação de mestrado será defendida no final de fevereiro deste ano. Após isso, ela espera que alguma empresa se interesse comercialmente pelo seu trabalho.

O “filme” de Luana Dias é uma embalagem ativa antimicrobiana, a qual foi incorporada a enzima lisozima, que é natural e possui a característica de inibir o crescimento de micro-organismos.

Ela utiliza dois polímeros que formam o plástico: um natural, composto de quitosana, amido e gelatina, e o outro é feito com quitosana e álcool polivinílico, que não é natural, mas possui característica de biodegradabilidade.

Nos testes realizados para verificar o tempo que os plásticos levam para se decompor na natureza, Luana Dias constatou que a deterioração do “filme” composto de quitosana, amido e gelatina leva dois meses para desaparecer, enquanto o plástico produzido de álcool polivenilico com quitosana se decompõe em três meses.

Outros testes foram realizados para verificar e analisar as características dos “filmes” como de solubilidade, permeabilidade ao vapor d’água, propriedades mecânicas e percentual de transparência.

Também foram realizados testes de cor avaliada no espectro e de atividade antimicrobiana para verificar a formação de halos de inibição, que indica o quanto a enzima de lisozima (presente também nas lágrimas e na mucosa humana) expandiu sua ação. Nesse último aspecto, foi verificado pela pesquisadora que a expansão se deu de forma contínua.

“Eu analisei, no período de três dias, e todos os dias eu verificava esse aumento do halo de inibição. Então a enzima realmente migrou no meio de cultura. Provavelmente, em uma embalagem, ela estaria migrando para o alimento e fazendo o controle microbiológico. Lembrando que a contaminação acontece da superfície para dentro”, explicou Luana Dias.

A pesquisadora acrescentou ainda que esse tipo de embalagem no Brasil “seria uma inovação e também uma maneira de reduzir o nível de contaminação de alimentos, justamente, por estabelecer esse controle microbiológico”.

Como são produzidos os plásticos
De acordo com a Associação Brasileira de Polímeros Brasil, os plásticos são produzidos por meio da nafta, obtida durante o refino do petróleo. A partir desta matéria prima têm-se os monômeros, que por polimerização formam os polímeros – uma macromolécula.

Esses polímeros quando formados por um único tipo de monômero são chamados homopolímeros e quando compostos de dois ou mais tipos de monômeros são chamados copolímeros.

Dividem-se em dois grandes grupos, termoplásticos e termofixos. Os termofixos são aqueles que sofrem reações químicas em sua moldagem as quais impedem uma nova fusão, portanto não são recicláveis.

Os termoplásticos não sofrem alterações químicas quando aquecidos e depois de resfriadas podem novamente passar pelo processo de fundição, podendo ser remoldados.

Segundo a Associação Brasileira de Embalagens (Abre), os plásticos representam 37,47% no valor total da produção de embalagens. Eles têm como vantagens o

seu baixo peso, baixo custo, elevada resistência mecânica e química, flexibilidade, possibilidade de aditivação e reciclabilidade.

Mas a maioria deles não são degradáveis na natureza e os que são levam mais de 100 anos para tal. Ainda assim, os polímeros proporcionam avanços tecnológicos, economia de energia e diversos outros benefícios para a sociedade por meio da produção de uma variedade de produtos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), os polímeros mais consumidos atualmente são o Poli(etilenotereftalato) (usado para fabricar garrafas Pet); o Polietileno de alta densidade (PEAD); o Poli(cloreto de vinila) (PVC); o Polietileno de baixa densidade (PEBD/PELBD); o Polipropileno (PP); o Poliestireno (PS); Acrilonitrilaextireno/resina (ABS/SAN); e a Espuma Vinílica Acetinada (EVA).

Maior participação

Um estudo da Abre, divulgado em agosto de 2019, com dados do primeiro semestre do ano, e realizada pela Euromonitor, aponta que o valor bruto da produção física de embalagens atingiu o montante de R$ 75,3 bilhões em 2018, um aumento de 11,9% em relação aos R$ 67,3 bilhões alcançados em 2017.

Os plásticos representam a maior participação no valor da produção, correspondente a 41% do total, seguido pelo setor de embalagens de papel/cartão/papelão com 33%, metálicas com 17%, vidro com 4%, têxteis para embalagens com 3% e madeira com 2%.

A produção da indústria de embalagem apresentou crescimento de 4,9% no primeiro semestre de 2019. Com exceção de embalagens de madeira, todas as outras classes apresentaram crescimento, com destaque para embalagens de vidro e metal.

O Brasil ocupa a quarta posição de maior produtor de lixo plástico do mundo, de acordo com os dados divulgados em 2019 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês).

Na cidade de São Paulo, no dia 13 de janeiro, o prefeito Bruno Covas sancionou uma lei que proíbe o fornecimento de utensílios plásticos em estabelecimentos comerciais da cidade.

A Abiplast, em reação, declarou que “acredita que a vilanização e o banimento de materiais plásticos não constituem a maneira ideal de resolver os problemas causados pela má gestão de resíduos sólidos no Brasil e suas consequências para a natureza”.

“A própria ONU Meio Ambiente sugere que, caso não haja avaliações prévias, o banimento pode não ser a melhor solução para a questão. Na forma que tem sido feito, não gera no consumidor a consciência do consumo e o incentivo ao descarte correto”, diz um comunicado da entidade.

Para a Abiplast, “a melhor forma de lidar com o tema é por meio de uma visão sistêmica e de um diálogo propositivo, claro e objetivo, debatendo o consumo consciente e a economia circular, responsabilizando todos os atores envolvidos: Poder Público, indústria e sociedade, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).”

Leis de proibição – diz a associação – trazem insegurança jurídica, mexem com a competitividade e o planejamento financeiro das empresas, causando impacto nos investimentos, na geração de empregos e até mesmo na manutenção da atividade industrial.

“Sendo assim, a Abiplast enxerga como alternativa a regulamentação da disponibilidade de produtos em estabelecimentos comerciais, com legislações que versem sobre a não distribuição espontânea e voluntária; incentivo à coleta seletiva e à logística reversa, bem como realização de campanhas de educação ambiental entre os consumidores para o descarte correto”.

No AC, mulheres devem passar por exame para constatar predisposição a trombose antes de tomar anticoncepcional

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As mulheres do Acre vão poder fazer exames para detectar trombofilia antes da prescrição de anticoncepcional.

É o que determina a Lei Nº 3.611/2020, sancionada pelo governo do Acre e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (14).

A medida determina que devem ser observados o histórico tanto pessoal quanto familiar de trombose da paciente; trombose antes dos 50 anos na ausência de fatores de risco; recorrência da doença; trombose atípica; patologia obstétrica; parente de primeiro grau com mutação específica.

Ainda de acordo com a lei, o poder Executivo pode criar mecanismos de monitoramento e avaliação de políticas e estratégias e meios de prevenção, cuidados para garantir a efetivação da lei.

G1 não conseguiu contato com a deputada autora do projeto de lei que entrar em vigor a partir da data de publicação.

TURISMO | Prefeitura instala placas de identificação com a tecnologia QR Code

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Subsecretaria de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), instalou diversas placas de informações nos pontos turísticos da capital com a tecnologia QR Code, um código de barras que pode ser escaneado por celular através da câmera fotográfica. Para isso, basta baixar o aplicativo grátis pela internet e acessar as informações relativas ao patrimônio histórico do município.

O prefeito Hildon Chaves que busca inovação no uso das novas tecnologias para integrar e facilitar todas as ações do setor público no município, enalteceu a iniciativa da Semdestur e acrescentou que se trata “de uma ferramenta muito importante, por meio da qual o público poderá conhecer melhor e valorizar ainda mais o patrimônio histórico, a história de Porto Velho e de Rondônia como um todo, em especial aos turistas e estudantes”.

Para o subsecretário da Semdestur, Euzébio Lopes, o QR Code chega para facilitar a vida não só do turista trazendo as informações na tela do seu aparelho celular, mas favorece estudantes nas pesquisas relacionadas ao patrimônio histórico de Porto Velho. “Esse trabalho conta com o apoio do CNA que faz as traduções dos textos em inglês e espanhol”, destacou.

Placas instaladas

Lopes acrescentou que no ano passado foram instaladas placas com QR Code na estação de passeio da Litorina, Memorial Rondon (igreja Santo Antônio), e dando continuação, esta semana será instalada no Prédio do Relógio (sede da administração municipal), nas Três Caixas D’Água e na estrada de ferro Madeira Mamoré.

A Semdestur também vai montar um painel no Centro de Atendimento ao Turista, localizado no aeroporto Governador Jorge Teixeira, com todos os códigos relacionados ao patrimônio histórico da cidade.

Procon Rondônia divulga tabela com preços de materiais escolares em papelarias de Porto Velho

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Com a proximidade da volta às aulas, o Procon Rondônia realizou entre os dias 8, 9 e 10 de Janeiro de 2020 uma pesquisa de preço de alguns dos principais itens utilizados pelos estudantes para auxiliar o consumidor que precisa realizar a compra com os menores valores. A pesquisa resultou em uma tabela de preços, que pode ser acessada no seguinte link:

ACESSE A TABELA DE PREÇOS DE MATERIAIS ESCOLARES

A maior variação de preço seu deu na caixa de lápis de cor com 12 unidades, em seguida o lápis preto e corretivo. Tal variação se dá entre os estabelecimentos visitados e, principalmente, pela marca do produto consultado.

A pesquisa tem como principal objetivo apresentar aos consumidores a diferença de preços de produtos com intuito de fomentar a análise de preço no momento da compra do material escolar.

Para o Estevão Ferreira, coordenador do Procon Rondônia, a pesquisa é muito importante para o consumidor. “Ela é que apresenta as diferenças de preços entre alguns dos produtos da lista de material escolar, conscientizando, assim, os pais e responsáveis pelas compras a realizarem a comparação de preço e não comprar por impulso. Assim é possível obter uma melhor economia”.

O gerente de fiscalização Vitor Ferrare elencou também a importância de consultar as formas de pagamentos do estabelecimento, se há descontos pela modalidade de pagamento escolhida e também a atentar-se para os itens considerados proibidos. “Os pais, responsáveis pela compra do material escolar do aluno, deve-se atentar às formas de pagamento do estabelecimento escolhido para as compras, uma vez que podem ocorrer variações de preços a depender da modalidade de pagamento escolhida. Também é importante verificar se há determinados itens que não podem ser cobrados pela instituição de ensino, sendo assim, em caso de duvida, busque o Procon mais próximo”, destacou o gerente.

O Procon Rondônia de Porto Velho atende presencialmente no prédio do Tudo Aqui, localizado na avenida 7 de Setembro ou através dos telefones: 151, 69 3216-1026 e 69 3216-1018.

Para CNC, feriados de 2020 devem causar prejuízo de quase R$ 20 bi ao comércio

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Os feriados nacionais ao longo do ano de 2020 devem causar um prejuízo de R$ 19,6 bilhões ao comércio varejista este ano, calculou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este ano terá mais feriados nacionais em dias úteis do que ocorreu no ano passado. Em 2019, o comércio varejista e atacadista teve um prejuízo de R$ 17,4 bilhões com os feriados nacionais.

“Embora tenda a favorecer atividades econômicas específicas como aquelas típicas do turismo, para a maioria dos demais setores da economia a maior incidência de feriados em dias normalmente úteis tende a gerar prejuízos por conta da queda do nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação”, explicou o economista Fabio Bentes, em relatório.

A CNC estima que haja uma queda de 8,4% na lucratividade do comércio a cada feriado. Os setores e regiões com maior peso da folha de pagamentos em relação ao faturamento tendem a ser mais afetados.

No ano passado, o feriado de Tiradentes caiu num domingo, enquanto as celebrações da Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados ocorreram aos sábados, dia de meio expediente no comércio. Em 2020, todos esses feriados ocorrerão em dias que úteis para o comércio. A CNC lembra que apenas o feriado da Proclamação da República passou de uma sexta-feira em 2019 para um domingo em 2020.

“Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, em virtude do fechamento das lojas ou da diminuição do fluxo de consumidores, o peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados, comprimindo as margens de operação do setor”, explicou Bentes, na nota.

Os segmentos de supermercados, lojas de utilidades domésticas e estabelecimentos de vestuário e calçados respondem, juntos, por 56% do emprego no comércio varejista brasileiro. Os três setores também terão as maiores perdas com os feriados este ano: o prejuízo nos supermercados será de R$ 7,25 bilhões; no segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, R$ 3,03 bilhões; e no ramo de vestuário e calçados, R$ 2,44 bilhões.

Entre as regiões, mais da metade das perdas estimadas ficará concentrada nos Estados de São Paulo (R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,06 bilhões) e Paraná (R$ 1,42 bilhão).

Bolsonaro decide demitir Roberto Alvim da Secretaria de Cultura

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a polêmica referências ao nazismo em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo o Estado apurou com auxiliares próximos de Bolsonaro, a situação de Alvim ficou “insustentável”. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, já foi comunicado da decisão. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Ramos, avisou os líderes do Congresso que o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros deve anunciar a demissão do secretário. Após a repercussão do vídeo, políticos e famosos se pronunciaram sobre o assunto. “O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ).

“Eles nem se escondem mais”, escreveu o músico Marcelo D2. “Ao empregar parte de texto de Goebbels e ópera de Wagner, fundo musical preferido de Hitler,para noticiar seus planos para a cultura brasileira, Roberto Alvim, Secretário de Cultura ,escancara de vez a face Neonazista e criminosa deste DESgoverno de @jairbolsonaro ! Inaceitável!”, comentou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

Veja o vídeo que causou a demissão de Alvim

https://twitter.com/CulturaGovBr/status/1217941233412321286?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1217941233412321286&ref_url=https%3A%2F%2Fistoe.com.br%2Fbolsonaro-decide-demitir-roberto-alvim-da-secretaria-de-cultura-diz-jornal%2F

Curativo feito com impressão 3D em Ribeirão Preto usa células-tronco contra feridas crônicas

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Uma tecnologia desenvolvida por uma startup de Ribeirão Preto (SP) em parceria com unidades de referência na saúde como o Hemocentro, na USP, tem o potencial de combater queimaduras graves e feridas crônicas em pacientes com doenças como diabetes, por meio de um biocurativo produzido com impressora 3D a partir de células-tronco.

“A gente quer tratar aqueles que já usaram todos os medicamentos disponíveis e mesmo assim a ferida não fecha. No Brasil há 5 milhões de pacientes assim. É muita gente que trata e, com tudo que tem disponível no mercado, a ferida continua sem cicatrizar”, explica a bióloga Carolina Caliari, fundadora da In Situ Terapia Celular e ex-aluna do médico Júlio César Voltarelli [1948 – 2012], um dos pioneiros em pesquisa com células-tronco no país.

Fruto de 14 anos de pesquisas, validação e estudos de viabilidade comercial, a solução ainda depende de testes clínicos e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e pode chegar aos primeiros pacientes por meio de parcerias com hospitais particulares a partir dos próximos dois anos, estima a cientista e CEO da empresa.

Segundo ela, o objetivo é que, em um futuro breve, o biocurativo beneficie pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“É o nosso grande objetivo que todas as pessoas do Brasil tenham acesso ao biocurativo. Nesse primeiro momento provavelmente a gente vai trabalhar em hospitais particulares, mas a ideia é comprovar que o SUS pode economizar utilizando o biocurativo”, diz.

Pesquisa com células-tronco

Carolina se aprofundou por dez anos no tema, período em que fez mestrado e doutorado em imunologia na USP de Ribeirão Preto sob orientação de Voltarelli. Ao encerrar o ciclo acadêmico, sentiu a necessidade de colocar em prática o conhecimento das pesquisas.

Em 2016, ela fundou uma startup e conseguiu investimentos públicos e privados para levar sua ideia adiante.

“Foi uma ideia que demorou dez anos para sair de dentro da universidade. Outro ponto é que a startup é uma forma que a gente tem de tentar fazer com que esse produto chegue ao mercado. Se você desenvolve um produto como esse na universidade, você publica artigo, porque isso é importante, melhora os indicadores da universidade, mas fazer com que ele chegue a quem precisa já é outra etapa que a universidade não faz. Através da startup a gente consegue encurtar um pouco esse caminho”, diz.

Hemocentro no campus da USP em Ribeirão Preto — Foto: Reprodução/EPTV

Biocurativos

Diferente de soluções já existentes no mercado, com células do próprio paciente, os biocurativos desenvolvidos por Carolina e mais cinco pesquisadores no interior de São Paulo são à base de células-tronco extraídas de cordões umbilicais de diferentes recém-nascidos, material armazenado para fins de pesquisa pelo Hemocentro e fornecido para a startup instalada no Supera Parque, principal polo de inovação de Ribeirão Preto.

“O Hemocentro tem todo um critério para armazenar essas células, tanto para obter quanto para armazenar, porque, como é um produto biológico, a gente tem que fazer vários testes para mostrar que não tem risco de contaminação da pessoa que vai receber, assim como o sangue. O mesmo critério que o Hemocentro tem com o sangue ele tem para essas células do cordão umbilical”, afirma.

Mantidas vivas sob baixas temperaturas, na técnica conhecida como criopreservação, as células são descongeladas e cultivadas em laboratório, antes de serem misturadas com um gel desenvolvido pela empresa e transformadas em uma biotinta.

Pesquisadora em laboratório de startup de Ribeirão Preto que desenvolveu biocurativo com células-tronco — Foto: Leonardo Vilela/EPTV

Com os cartuchos abastecidos, uma impressora 3D produz os biocurativos. O processo de impressão é concluído em questão de minutos e não acaba com o efeito terapêutico das células, segundo Carolina.

“O formato do curativo é bem simples, porque a ideia é fazer com que ele fique aderido à pele, mas teoricamente a gente poderia imprimir em outro formato”, acrescenta.

De acordo com ela, os testes em laboratório com animais já demonstraram a eficácia do produto, que em contato com o corpo estimula a regeneração das células da pele e ajuda na cicatrização.

“No caso da pele a gente imaginaria que ela [célula-tronco] vai virar uma célula da pele e regenerar a pele. A gente não acredita muito nisso. A gente acredita que a célula vai liberar fatores importantes para o crescimento das células da pele. Ela melhora o ambiente da ferida e faz com que as células da própria pele se proliferem”, explica.

Impressora 3D produz biocurativos com células-tronco em startup de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Leonardo Vilela/EPTV

O material é aplicado uma única vez, sem necessidade de reposição como em outros métodos, segundo Carolina.

“O processo de obtenção da célula já é caro e depois o paciente tem que ficar trocando porque é rejeitada [pelo organismo]. No nosso caso não. É única aplicação, porque essa célula do cordão umbilical não é rejeitada, ela pode ser usada de uma pessoa em outra”, diz.

Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o curativo pode evitar infecções, amputações e reduzir custos hospitalares com internações e outros procedimentos, segundo a CEO da empresa. Enquanto o produto não chega ao mercado, os pesquisadores buscam soluções que permitam um transporte mais seguro dos curativos sem prejuízo às células-tronco.

“Qual vai ser nosso grande desafio: fazer com que o curativo que a gente produz consiga chegar a lugares distantes, uma vez que são células vivas. Tem todas essas questões de logística, tudo vai ser definido conforme a gente vai evoluindo na pesquisa.”

PF faz balanço sobre investigação da tragédia de Brumadinho

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A Polícia Federal apresentou, nesta quinta (16), um balanço das investigações sobre a tragédia em Brumadinho. Ninguém foi indiciado pelas 259 mortes.

A Polícia Federal alega que teve dificuldade de encontrar peritos especialistas em barragens no Brasil e que, por isso, foi atrás de pesquisadores de duas universidades na Europa. Eles vão ajudar a apontar a prova mais importante para a investigação: o laudo indicando a causa da liquefação, fenômeno que provocou a ruptura e o vazamento de 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério da barragem da Vale, em Brumadinho.

“A gente trabalha com a hipótese de que esse laudo nos seja entregue em junho de 2020”, disse o delegado da Polícia Federal Luiz Augusto Pessoa.

A PF explicou que, só depois de obter essa informação, vai poder apontar o papel de cada investigado no inquérito aberto para apurar os crimes contra o meio ambiente e as mais de 250 mortes. Até agora, quase um ano depois da tragédia, ninguém foi indiciado nessa parte da investigação.

Em setembro de 2019, a PF concluiu outra parte da investigação, que apurou os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, e 13 pessoas foram indiciadas: sete gestores e funcionários da Vale e seis pessoas ligadas à empresa alemã de consultoria TÜV SÜD, que deu a declaração de estabilidade da barragem B1.

Pouco depois do rompimento da barragem, 13 funcionários da Vale e da TÜV SÜD chegaram a ser presos, mas foram soltos por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Mais de 40 perícias são realizadas pela Polícia Federal e os técnicos analisam 80 milhões de documentos, incluindo e-mails e trocas de mensagens em redes sociais.

A Polícia Federal informou que pretende ouvir novamente os executivos da Vale. Isso deve acontecer em fevereiro. E que estuda uma nova maneira de tomar um depoimento de um executivo da consultoria TÜV SÜD, que votou para a Alemanha depois de ter sido indiciado em Minas Gerais. Segundo a PF, ele já mandou dizer que não volta.

O delegado que cuida do caso pode ir à Alemanha para ouvi-lo: “através de conteúdos de contas de email de funcionários da TÜV SÜD, conseguimos identificar algumas conversas em que ele teria sido o responsável por definir se a TÜV SÜD iria ou não declarar condição de estabilidade daquela barragem”.

Morreram 259 pessoas na tragédia do dia 25 de janeiro de 2019. Os bombeiros ainda buscam 11 pessoas que provavelmente estão soterradas no meio da lama.

A TÜV SÜD não quis se manifestar. A Vale declarou que especialistas contratados por ela concluíram que a barragem se rompeu de forma abrupta e sem sinais prévios aparentes que pudessem ser detectados pelos instrumentos de monitoramento. A mineradora afirmou que sempre esteve comprometida com a segurança e que continuará contribuindo com as investigações.

Em evento sobre Operação Acolhida, Bolsonaro diz que imprensa ‘tem medo da verdade’, ‘deturpa’ e ‘mente’

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (16) que a imprensa “tem medo da verdade”, “deturpa” e “mente”.

Bolsonaro deu a declaração em uma cerimônia no Palácio do Planalto, na qual o governo anunciou medidas para a Operação Acolhida, destinada a receber cidadãos venezuelanos que fogem da crise no país.

Enquanto fazia o discurso, o presidente se dirigiu aos jornalistas presentes à cerimônia em pelo menos três ocasiões e criticou a cobertura que a imprensa faz das ações do governo.

Durante o evento, Bolsonaro também se referiu ao livro “Tormenta: O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, que trata do primeiro ano de governo.

O presidente chamou a autora, Thaís Oyama, de japonesa e disse não saber o que ela faz no Brasil. Thaís, porém, é brasileira nata. Procurada pelo G1, ela disse que não iria comentar as declarações.

“A nossa imprensa tem medo da verdade, deturpa o tempo todo. Quando não conseguem deturpar, mentem descaradamente. E esse o livro dessa japonesa, que eu nem sei o que faz no Brasil, que faz agora contra o governo. São aqueles que o tempo todo trabalham contra a democracia, contra a liberdade”, declarou.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro dá declarações assim sobre a imprensa. No último dia 6, em uma conversa com repórteres, o presidente afirmou que os jornalistas são uma “espécie em extinção” porque ler jornal “envenena”.

No evento desta quinta-feira, Bolsonaro se dirigiu aos repórteres e cinegrafistas que cobrem a Presidência e afirmou que não irá censurar o trabalho dos profissionais, mas pediu a eles que “tomem vergonha na cara”.

“Essa imprensa que está aqui agora me olhando, estou sob suas lentes. Comecem a produzir verdades porque só a verdade pode nos libertar. Essa imprensa, não tomarei nenhuma medida para censurá-los, mas tomem vergonha na cara! Deixem nosso governo em paz para poder levar paz, tranquilidade e harmonia ao nosso povo”.

Violência contra jornalistas

Mais cedo, nesta quinta-feira, foi divulgado um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) segundo o qual o número de casos de violência contra veículos de comunicação e jornalistas subiu 54,07% de 2018 para 2019.

Ao todo, conforme o relatório, foram registrados 208 casos contra 135 no período de comparação. Entre os 208 registros:

  • 114 foram de “descredibilização” da imprensa;
  • 94 foram de agressões diretas a profissionais.

O documento, “Relatório da Violência contra Jornalistas e liberdade de imprensa”, é anual e foi divulgado no Sindicato dos Jornalistas, no Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, Bolsonaro foi responsável– sozinho – por 121 desses ataques (58,17%).

O relatório diz que cinco dos ataques dos presidente foram agressões verbais diretas a jornalistas durante entrevistas que não foram reproduzidas no site do Palácio do Planalto.

Governo divulga aumento do piso salarial de professores do ensino básico, já previsto em lei de 2008

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciaram, nesta quinta-feira (16), em uma Live o aumento do piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira, de R$ 2.557,74 para R$ 2.888,24.

Este reajuste já estava previsto na Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro.

Na prática, o governo apenas aplicou um reajuste automático e previsto na legislação. A lei determina o cálculo base do reajuste na variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Como, neste ano, Estados e municípios tiveram uma receita maior, o valor mínimo repassado para alunos foi reajustado em 12, 84% — porcentagem de aumento nos salários base dos professores (entenda o cálculo abaixo).

Entenda o cálculo

O Fundeb, criado em 2007 por uma lei que expira em 2020, reúne parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano. A União participa com 10% adicionais sobre esse somatório. Em 2019, o Fundeb reuniu R$ 166,61 bilhões.

Esse montante, uma vez reunido, é repassado para as unidades da Federação que tiveram a menor arrecadação (e com isso, o menor investimento) por aluno. Em 2019, nove estados do Norte e do Nordeste receberam essa complementação.

A previsão do governo era de que, com esse repasse, os alunos desses nove estados receberiam um investimento mínimo de R$ 3.238,52 por ano – valor 6,22% maior que o de 2018.

Com a melhora na arrecadação dos estados, no fim do ano, esse valor subiu para R$ 3.440,29 – alta de 12,84%. Isso significa que, no ano passado, esse foi o investimento mínimo por aluno nos estados que investiram menos.

A Lei do Piso prevê que esses mesmos 12,84%, referentes à alta no Fundeb por aluno, devem incidir sobre o piso dos professores. É por isso que, em 2020, o piso do magistério subirá de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24.

 

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