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quinta-feira, maio 14, 2026
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Após encontro com Maia, Guedes diz confiar na aprovação da reforma

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (28) que está confiante na aprovação da reforma da Previdência e que houve “muito ruído de comunicação” nas últimas semanas. A declaração foi feita após almoço com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o secretário especial da Previdência Social, Rogério Marinho e lideranças partidárias.

“Estou muito confiante de que os poderes, independentes, estão harmonicamente buscando aperfeiçoamento institucional do Brasil. Existem os ruídos de comunicação, houve muito combate durante a campanha e esse barulho vai diminuir e os exercícios das próprias funções vão fazendo uma convergência, uma harmonização. Eu acho que isso é natural, o barulho está um pouco acima, exatamente porque houve esse choque inicial”, afirmou.

Segundo Guedes, o desentendimento entre Maia e o presidente Jair Bolsonaro “foi um barulho”. Para o ministro, Maia tem sido um interlocutor entre o Legislativo. “Maia tem me apoiado muito e facilitado as conversas mais frequentes com políticos para que se explique a importância da nova Previdência”, afirmou.

Maia disse que a presença do ministro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na próxima quarta-feira (4), facilitará a compreensão pelos parlamentares da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera regras de previdência no país. “O diálogo com o ministro Paulo Guedes tem sido muito importante. Desde o início do governo, ele tem sido um interlocutor importante, e a participação dele ajuda muito no convencimento dos parlamentares. A ida dele na Câmara será importante para que ele possa mostrar os benefícios que uma reforma difícil vai dar para a sociedade brasileira”, disse.

“Tenho certeza que nós vamos, daqui para frente, colocar os trens nos trilhos para que a gente possa caminhar com velocidade”, completou Rodrigo Maia.

A previsão era que Guedes fosse ouvido nesta semana pelo colegiado. Segundo o ministro, a sugestão para o adiamento foi de Maia, já que até o momento não foi indicado relator para iniciar a análise da medida na comissão.

O ministro da Economia esteve ontem (27), em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na ocasião, ele reiterou que a economia final de recursos com a reforma da Previdência não pode ficar abaixo de R$ 1 trilhão, sob pena de impedir a adoção do regime de capitalização (quando o trabalhador contribui para a própria aposentadoria) para os jovens que entrarão no mercado de trabalho. Ele disse que a oposição deveria apoiar a reforma da Previdência para conseguir governar caso ganhe eleições no futuro.

Plano de recuperação

Após o encontro com Maia, Guedes lembrou que, nesta semana, se reuniu com prefeitos e com governadores. A maioria deles, conforme o ministro, defendeu a reforma da Previdência, mostrando o impacto da folha de salários nas contas dos estados e municípios.

Guedes disse que o governo apresentou um plano de recuperação das finanças dos estados que está dividido em três etapas. Os estados que apresentarem um programa de equilíbrio fiscal, com redução de despesas, poderão receber antecipação de recursos da União.

“Vamos fazer antecipação de recursos para ele poder ter recursos no início do mandato e, no final, ele pode pagar um pouco da antecipação que fizemos”, argumentou.

A proposta do governo para os estados inclui privatizações e recomposição das perdas com a Lei Kandir (que isenta ICMS de exportações). O governo federal, segundo o ministro, vai mudar a distribuição dos recursos do pré-sal, passando cerca de 70% da arrecadação para os estados e municípios.

“O modelo econômico centralizado foi deformando as finanças de estados e municípios. Temos que corrigir isso”, afirmou.

Regime Maduro declara Guaidó inelegível por 15 anos

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O regime de Nicolás Maduro revogou nesta quinta-feira (28) o cargo de presidente da Assembleia Nacional exercido por Juan Guaidó, que há mais de dois meses se autoproclamou chefe de Estado interino do país.

Além disso, o controlador-geral venezuelano, Elvis Amoroso, nomeado pela Assembleia Nacional Constituinte, declarou o oposicionista inelegível por 15 anos. Guaidó se autoproclamou presidente após a Assembleia Nacional, o Parlamento sem poderes dominado pela oposição, ter definido o segundo mandato de Maduro, iniciado em janeiro, como ilegítimo.

De acordo com a Constituição da Venezuela, a Presidência vacante deve ser ocupada pelo mandatário da Assembleia Nacional, a quem caberia convocar eleições. O Parlamento, no entanto, está sem poderes efetivos desde a formação de uma Assembleia Nacional Constituinte dominada pelo chavismo, em agosto de 2017.

Guaidó é reconhecido como presidente legítimo da Venezuela por dezenas de países, incluindo Brasil e Estados Unidos, mas Maduro ainda conta com o apoio de nações como Rússia, China e Turquia.

A esposa de Guaidó, Fabiana Rosales, foi até recebida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e seu vice, Mike Pence, na última quarta-feira (27), durante uma viagem para tentar fortalecer a causa de seu marido.

O líder chavista vem conseguindo se segurar no poder apesar dos protestos e da severa crise de abastecimento enfrentada pelos venezuelanos. Em função dos blecautes das últimas semanas, Maduro anunciou um racionamento de energia, de modo a permitir a “recuperação” da rede elétrica.

Rússia – Após as críticas dos Estados Unidos, a Rússia disse nesta quinta-feira que os soldados enviados à Venezuela trabalharão no âmbito de um “acordo bilateral técnico-militar”.

A declaração foi dada pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, em resposta às objeções levantadas pelo governo de Donald Trump. “Os especialistas russos chegaram na Venezuela em conformidade com as disposições do acordo bilateral sobre a cooperação técnico-militar. Ninguém revogou esse documento”, explicou Zakharova.

Um dia antes, Trump havia dito que a Rússia tinha de “ir embora” da Venezuela, enquanto Pence definira a missão como uma “provocação desagradável”. O adido militar venezuelano na Rússia, José Torrealba Pérez, garantiu que o governo não tem intenção de utilizar os militares “em nenhuma ação”. (ANSA)

Suspensão da vacinação contra febre aftosa é adiada para maio de 2020

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esta quarta-feira (27), segundo e último dia da 4ª Reunião do Bloco I, representado pelos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e parte do Mato Grosso, promovendo a regionalização do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa para o período de 2017-2026, o resultado foi o adiamento da suspensão da vacinação nos estados pertencentes ao bloco para maio de 2020.

“Nesses dois dias de trabalho fizemos uma avaliação qualitativa dos serviços veterinários oficiais dos estados que compõem o primeiro bloco, obtivemos médio superior ao serviço geral, porém nos compromissos pactuados desde 2017 nós ficamos aquém do pacto, ou seja, situações basilares para encaminhamento da vacinação da febre aftosa para maio de 2019 não teriam condições de serem atendidas”, explica o diretor geral da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Júlio César Rocha Peres.

O principal objetivo do pacto é o status livre de febre aftosa sem vacinação. Na avaliação feita durante os dois dias de reunião entre órgãos, instituições e produtores do setor, incluindo representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ficou entendida a necessidade de ajustes para os estados. “Tivemos alguns contratempos, entre eles o período eleitoral, que impossibilitaram o cumprimento das ações pactuadas”, completa o diretor.

Com a nova análise, apenas em maio do ano que vem será feita a suspensão da vacinação, considerando a conclusão do que foi apontado como pendência.

“Repactuamos o calendário, sob a necessidade de sermos reavaliados pelo Mapa. O programa é federal, capitaneado pelo Ministério com execução dos estados. As ações passam por questões legislativa, horário de funcionamento das agências, autonomia das ações das agências, e cerca de 10 delas ficaram pendentes, então decidimos em consenso encaminhar essa repactuação”, disse Júlio César, diretor da Idaron.

Segundo Júlio César, as ações pendentes influenciam diretamente no cumprimento do principal objetivo, que é a suspensão da vacinação contra a febre aftosa. “Para ser mais exato, a condição de status de livre de febre aftosa sem vacinação está diretamente relacionada ao tempo de resposta, ao estímulo de uma suspensão de caso de enfermidade vesicular, de mobilização, de atuação e identificação da suspeita, e foram esses quesitos que não foram cumpridos, inclusive com quadro técnico de quantitativo que tivemos uma baixa nos últimos anos, e ainda a reestruturação e investimentos na agência para o ano de 2019”.

A decisão de adiamento é consensual, colegiada, proposta pelo Mapa e prevista no Plano Nacional de Erradicação de Febre Aftosa.

Grupo Energisa expande convênio com SENAI para qualificação profissional no setor elétrico do país

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A Energisa fechou dois novos convênios com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e as federações das indústrias de Rondônia e Acre (FIERO e FIEAC) para apoiar a capacitação de mão de obra especializada no setor elétrico. Desta vez, a Ceron e a Eletroacre, empresas do Grupo Energisa, investirão juntas R$ 2,2 milhões na modernização de cinco centros de treinamento do SENAI nos dois estados.

Os novos centros ficarão situados nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, e Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, em Rondônia. Com isso, a expectativa é abrir mais de 500 novas vagas nos municípios.

O projeto, denominado Escola de Energia, tem como objetivo qualificar e formar técnicos em eletrotécnica e eletricistas. Além das aulas práticas, o programa prepara os novos profissionais para o mercado de trabalho. Com a inclusão de Acre e Rondônia, o alcance do projeto chega a dez cidades em seis estados. As cidades já contempladas são João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e Palmas (TO).

Para a diretora de Gestão de Pessoas e Comunicação da Energisa, Daniele Salomão, o projeto traz benefícios para todo o mercado. “A qualificação de mão de obra é importante para o setor energia elétrica no Brasil, que está crescendo e criando novas oportunidades de trabalho”, afirma.

“A Indústria 4.0 já é uma realidade. É importante criar em todo o Brasil a possibilidade das pessoas se prepararem para aproveitar as oportunidades desse novo mercado de trabalho”, destaca Salomão.

Seguindo o modelo já aplicado em outros estados, no Acre e em Rondônia a empresa será responsável pela ampliação e modernização dos laboratórios do SENAI, além de adequar os cursos à realidade do mercado atual.

A Energisa doará novos equipamentos com tecnologias modernas, como aparelhos de realidade virtual, para as unidades que receberão as aulas de qualificação. Além disso, também vai trabalhar em parceria com os professores do SENAI para compartilhar conhecimento, técnicas e informações sobre o setor, ajudando a adequar o material didático e o cronograma dos cursos.

GRUPO ENERGISA – Com 114 anos de história, o Grupo Energisa é um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla 11 distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre.

O Grupo atende a 7,7 milhões de clientes — o que representa uma população atendida de quase 20 milhões de pessoas, em 862 municípios, em todas as regiões do Brasil. Com receita líquida anual de R$ 15,5 bilhões (ano 2017), o grupo gera aproximadamente 14 mil empregos somente para colaboradores próprios.

A mulher com dois úteros que deu à luz gêmeos um mês após ter tido outro bebê

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Arifa Sultana, de 20 anos, deu à luz a um bebê no final de fevereiro, em Bangladesh. Mas, 26 dias depois, ela voltou ao hospital sentindo dores na região abdominal. Médicos descobriram que ela continuava grávida, dessa vez de gêmeos.

Sultana, que vive na zona rural de Bangladesh, tem dois úteros e não fazia ideia que logo depois do primeiro filho teria mais dois.

Médicos fizeram uma cesária e os gêmeos – um menino e uma menina – nasceram saudáveis, assim como o primeiro bebê.

‘Ficamos chocados’

A médica Sheila Poddar, que fez a cesária dos gêmeos, também ficou surpresa ao saber que Sultana ainda estava grávida.

“Quando a paciente chegou, fizemos uma ultrassonografia e descobrimos os gêmeos”. “Ficamos chocados e surpresos. Nunca vimos nada parecido”, contou à BBC.

A médica explica que a família de Sultana é muito humilde e nunca tinha feito uma ultrassonografia anteriormente. Não tinha feito o exame nem mesmo durante o pré-natal da primeira gravidez.

Mãe e filhos ganharam alta quatro dias depois da cesariana.

“Estou muito, muito feliz que tudo deu certo”, diz a médica.

Dois úteros

O ginecologista Christopher Ng afirma que mulheres com dois úteros “não é algo tão raro quanto parece”.

O médico diz que um exame pélvico pode revelar esse fenômeno, conhecido como útero didelfo que é, na verdade, uma malformação uterina.

“Mas, no caso desse casal, eles eram de uma área rural e provavelmente não tinham acesso a ultrassom”, observa.

Christopher Ng explica que provavelmente três óvulos foram fecundados ao mesmo tempo, durante o período fértil de Arifa Sultana. Isso resultou nos três embriões que se dividiram nos dois úteros.

Sultana disse estar feliz com o nascimento das três crianças, mas preocupada com a própria situação financeira.

O marido dela ganha menos que US$ 95 (R$ 379,38) por mês, mas garantiu que vai fazer o melhor para criar os bebês. “Foi um milagre. Todas as crianças estão saudáveis. Vou fazer de tudo para deixá-los felizes”.

Bancada do PSL na Câmara fecha questão em favor da reforma

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A bancada do PSL na Câmara dos Deputados fechou na manhã desta quinta-feira (28) questão em favor da reforma da Previdência. Os parlamentares do partido presidente Jair Bolsonaro devem estar entre os primeiros a serem recebidos por equipes do Ministério da Economia para discutir a proposta. A bancada, contudo, deixou em aberta a possibilidade de mandar as alterações no texto.

“Se tiver alguns ajustes, a bancada vai fazer através de destaques. Mas o importante é que fechamos a questão unanimemente”, afirmou o presidente do PSL, Luciano Bivar.

Na semana passada, o líder do partido na Câmara, o deputado delegado Waldir (GO), criticou duramente o projeto encaminhado pelo governo que trata da reestruturação das carreiras das Forças Armadas e da aposentadoria dos militares. “O governo nos mandou um abacaxi e não temos como descascá-lo com os dentes. É preciso nos dar a faca”, disse em coletiva.

Na manhã desta quinta-feira, Waldir mudou de posição: “Estamos construindo o diálogo. O governo está trazendo o facão para descascar”, disse completando: “E vamos comer o abacaxi docinho”.

O partido informou ainda que o parlamentar que não votar a favor da Previdência poderá até ser expulso da legenda. Participaram da reunião 32 dos 54 deputados da legenda. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Felipe Franceschini (PR), não veio.

Os líderes do governo na Câmara e no Congresso, Major Vitor Hugo (GO) e Joice Hasselmann (SP), respectivamente, tiveram brevemente no encontro. Ambos receberam críticas internas nos últimos dias por falta de interlocução com o grupo. Para deputados ouvidos pelo Estado, a conversa com eles serviu para alinhar “alguns pontos” da comunicação interna.

Durante o encontro, parlamentares da legenda também avaliam a informação de que parte da bancada estaria insatisfeita com a liderança do delegado Waldir. Especulado, general Girao (PSL-RN) negou que esteja se candidatando, mas deixou clara a insatisfação. “Não quero ser o líder. Eu quero é ser liderado”, afirmou.

Na saída, Bivar e Waldir negaram desentendimentos internos e avaliaram que o assunto não passava de “fofoca”.

Fogo amigo

A decisão oficial do PSL ocorre após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que não foi à CCJ para não levar “tiros nas costas” dos próprios aliados. Após as declarações, Bivar convocou correligionários para oficializar o apoio

Vítima de violência doméstica terá direito a divórcio imediato

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) projeto que permite à vítima de violência doméstica solicitar ao juiz a decretação imediata do divórcio ou do rompimento da união estável.

projeto é do deputado Luiz Lima (PSL-RJ) e sofreu alterações por parte da relatora Erika Kokay (PT-DF).

Entre as mudanças estão a necessidade da vítima ser informada sobre o direito ao divórcio imediato e também de as discussões a respeito da partilha de bens serem feitas posteriormente.

O projeto será encaminhado ao Senado.

Estudo revela alta concentração de mercúrio no rio Madeira

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Um estudo feito por pesquisadores brasileiros e australianos revelou um nível relativamente alto de mercúrio acumulado no rio Madeira. A extração artesanal de ouro nos últimos anos é apontada como a principal causa da poluição no maior afluente do rio Amazonas. Os resultados da pesquisa foram publicados em uma revista internacional.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, em parceria com pesquisadores da Queensland University of Technology, da Austrália. Além da parceria, o estudo também contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e da Shenzen University, na China.

Segundo a pesquisa, mesmo após o declínio do garimpo de ouro em minas de aluvião a partir de 1985, a garimpagem continua a ser a principal fonte de emissão de mercúrio na bacia do rio Madeira.

Pesquisadores chegaram a relatar no estudo que presenciaram garimpeiros descartando diretamente o mercúrio em lagos do rio Madeira. O metal é considerado tóxico e, portanto, representa um risco a saúde humana já que a contaminação pode acontecer pelo consumo de peixes da região.

Garimpeiros montam estruturas ao longo do rio Madeira para extração do ouro de aluvião.  — Foto: Pedro Bentes/G1Garimpeiros montam estruturas ao longo do rio Madeira para extração do ouro de aluvião.  — Foto: Pedro Bentes/G1

Garimpeiros montam estruturas ao longo do rio Madeira para extração do ouro de aluvião. — Foto: Pedro Bentes/G1

Os pesquisadores fizeram a análise através de dados de sedimentos e de rochas de nove lagos do rio Madeira. O objetivo foi estimar a contribuição do garimpo para a concentração de mercúrio. Eles constataram que a quantidade de minério nos sedimentos do fundo dos lagos é mais elevado do que os encontrados nas rochas que circundam as margens do Madeira.

Dessa forma, os pesquisadores acreditam que, mesmo com a diminuição significativa da garimpagem na região, as emissões de mercúrio em anos anteriores contribuíram para altas concentrações nos sedimentos dos lagos, que costumam registrar evidências de poluição.

O estudo acrescenta, ainda, que as formações geológicas e do solo dos ecossistemas amazônicos influenciam o transporte de mercúrio. Muitos pesquisadores da região afirmam que o Madeira, que nasce nos Andes, é um rio novo e em formação constante.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista internacional Ecotoxicology and Environmental Safety.

A parceria internacional, que teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP (Fapesp), permitiu ampliar as investigações sobre a concentração de mercúrio no rio Madeira, que vêm sendo feitas pela Fapesp desde a década de 1990.

As conclusões alcançadas pelo estudo no rio Madeira agora poderão servir de modelo para uma abordagem semelhante na França.

O autor do estudo, Daniel Marcos Bonotto, professor da Unesp, afirmou que pretende-se usar a mesma abordagem estatística para estimar fontes de emissão de cromo pela indústria de calçados em rios franceses.

 

‘Página virada’, diz Bolsonaro sobre crise com Rodrigo Maia

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (28) que a crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é “página virada”.

Bolsonaro deu a declaração durante entrevista após receber a comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar, em Brasília. Maia era um dos homenageados, porém não compareceu ao encontro.

Nos últimos dias, a relação de Bolsonaro e Maia se desgastou, com troca de declarações ásperas dos dois lados.

Bolsonaro disse que esse tipo de situação “acontece”. Ele classificou o caso como “uma chuva de verão”.

“Página virada, um abraço, Rodrigo Maia. O Brasil está acima de todos. Acontece, é uma chuva de verão”, disse o presidente.

“Outros problemas acontecerão, com toda a certeza. Mas, pode ter certeza, na minha cabeça e na dele, o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, acrescentou.

Relação desgastada

A entrega da comenda em Brasília seria o primeiro evento público com as presenças de Maia e Bolsonaro desde que os dois começaram a trocar farpas, na semana passada.

A discussão tem dificultado a relação entre Câmara e Palácio do Planalto e atrapalha o avanço da reforma da Previdência no Congresso.

Na quarta-feira (27), Maia pediu a Bolsonaro para que o entorno do presidente pare de criticá-lo. Mais cedo, o deputado disse que, enquanto o país tem milhões de desempregados e registra milhares de assassinatos todos os anos, Bolsonaro está “brincando de presidir”.

Em resposta, Bolsonaro afirmou em uma entrevista em São Paulo que “não existe brincadeira, muito pelo contrário”.

Na semana passada, Maia afirmou em entrevista ao site do jornal “O Globo” que iria deixar a articulação para aprovação da reforma da Previdência. Segundo o jornal, o deputado ficou insatisfeito com críticas feitas a ele nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

Trump ameaça novamente fechar a fronteira com México

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O presidente Donald Trump reiterou nesta quinta-feira (28) sua ameaça de fechar a fronteira com o México, acusando o país vizinho de “não fazer nada” para impedir a migração para os Estados Unidos.

“O México não está fazendo nada para ajudar a impedir o fluxo de imigrantes ilegais para o nosso país”, tuitou Trump.

“Eu posso fechar a fronteira sul!”, ameaçou.

“Da mesma forma, Honduras, Guatemala e El Salvador tomaram o nosso dinheiro durante anos, e não fazem nada”, acrescentou.

Trump já fez ameaças semelhantes no passado.

Em dezembro, nos primeiros dias do “shutdown” (fechamento) mais longo do governo federal dos Estados Unidos, ele prometeu fechar a fronteira “completamente”, se o Congresso não aprovasse fundos de 5,7 bilhões de dólares para construir um muro. O montante foi rejeitado pelos congressistas.

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