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quinta-feira, maio 14, 2026
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Calor e pragas ameaçam a produção de laranjas no Brasil

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Clima extremo e doenças como greening afetam a produção de laranjas no Brasil. Descubra os desafios do setor e as previsões para o futuro.
Clima extremo e doenças como greening afetam a produção de laranjas no Brasil. Descubra os desafios do setor e as previsões para o futuro.

A produção de laranjas no Brasil enfrenta uma das piores crises da história, impactada pelo clima extremo e por doenças que afetam os pomares. O Brasil é o maior produtor de laranjas e suco de laranja do mundo, mas a atual safra sofreu uma queda de 27%, totalizando 9,1 milhões de toneladas.

A alta temperatura e a escassez de chuvas prejudicaram o florescimento das laranjeiras, resultando na queda prematura dos frutos. Esse problema afetou diretamente a qualidade das laranjas, tornando-as menores e menos saborosas. Além disso, as doenças greening e cancro cítrico ameaçam ainda mais a citricultura brasileira, tornando a recuperação do setor ainda mais difícil.

No mercado internacional, a escassez do suco de laranja brasileiro elevou os preços. Em Nova York, a tonelada do suco concentrado passou de US$ 1.700 para US$ 6.600, tornando a bebida menos acessível para consumidores em diversos países.

Os desafios não param por aí. Um estudo do Instituto Geológico prevê um aumento de até 6°C na temperatura nos próximos 25 anos na principal região produtora, além de um crescimento no número de dias de calor extremo. Diante desse cenário, produtores buscam novas regiões, como Mato Grosso do Sul e Bahia, para garantir a continuidade do cultivo.

O futuro da citricultura brasileira dependerá de investimentos em tecnologia, controle de pragas e adaptação ao novo cenário climático. Entidades do setor e universidades trabalham juntas para desenvolver soluções sustentáveis, mas, por enquanto, o setor ainda depende das condições da natureza para se recuperar.

Rondônia bate recorde e exporta mais de 35 mil toneladas de café

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O café rondoniense ganha destaque global, com mais de 35 mil toneladas exportadas.
O café rondoniense ganha destaque global, com mais de 35 mil toneladas exportadas.

Rondônia alcança recorde histórico de exportação de café com mais de 35 mil toneladas em 2024

Rondônia atingiu um marco histórico nas exportações de café, com um total de 35,056 mil toneladas exportadas em 2024, segundo a Comex Stat, plataforma que reúne dados do comércio exterior brasileiro. Esse feito coloca o estado como um dos protagonistas na produção e comercialização do grão brasileiro no mercado internacional, resultado de uma série de ações estratégicas voltadas ao aumento da produção e qualidade do café rondoniense, realizada pelo governo do estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Entre os principais destinos das exportações do café de Rondônia destacam-se países como Vietnã, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, México, Itália, Espanha, Argélia e Índia. Esses mercados são essenciais para garantir o escoamento do café rondoniense, cujas características de sabor e qualidade ganham cada vez mais reconhecimento.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, salientou a importância do recorde à economia do estado e para os produtores locais. “Esse crescimento é resultado de um trabalho conjunto entre o governo, produtores e instituições que apoiam a cadeia produtiva. A expansão das exportações reforça nossa posição no mercado global e faz com que busquemos mais países que ofereçam novas oportunidades de negócios.”

TECNOLOGIA E CAPACITAÇÃO
Segundo o secretário da Seagri, Luiz Paulo, nos últimos anos, a gestão estadual tem investido fortemente em tecnologia e capacitação, a fim de melhorar a qualidade da produção de café. “A realização da 1ª Feira Tecnológica dos Cafés de Rondônia, em outubro de 2024, em Cacoal, foi um passo importante nesse sentido, trazendo soluções e inovações aos produtores”, ressaltou.

FOMENTO À PRODUÇÃO
A Feira Tecnológica dos Cafés de Rondônia, que ocorreu de 24 a 26 de outubro em Cacoal, reuniu especialistas, produtores e empresas do setor cafeeiro, promovendo o desenvolvimento do agronegócio local. O governo do estado também participou do Taste and Feel Rondônia Coffee Fest, em Londres, em busca de expansão no mercado global, onde o café de Rondônia tem ganhado destaque.

Além disso, o estado promoveu a 9ª edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé), uma iniciativa que visa premiar os melhores grãos produzidos no estado e valorizar as boas práticas no cultivo. O concurso contribui para a melhoria contínua da qualidade do café e aumenta a competitividade no mercado internacional.

Outro fator fundamental para o crescimento das exportações foi a entrega de mais de 2 milhões de mudas de café aos produtores locais entre 2019 e 2024. O programa de distribuição de mudas tem sido essencial à renovação das lavouras e ampliação da área plantada, impulsionando a produtividade do estado e aumentando a oferta de café de qualidade para os mercados externos.

DESENVOLVIMENTO CAFEEIRO
O impacto econômico do recorde é significativo. A produção e exportação de café geram emprego e renda em várias regiões de Rondônia, beneficiam milhares de famílias que dependem da cultura como principal fonte de sustento. Além disso, o aumento das exportações representa uma contribuição importante ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado e para a balança comercial do Brasil. Com a valorização da produção e das exportações de café, Rondônia se posiciona de forma cada vez mais competitiva no cenário global. O desafio é consolidar esses resultados e

Governo anuncia retomada de 478 obras de saúde em todo o país

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Rondônia cresce como polo cafeeiro com destaque em qualidade e sustentabilidade. Conheça os municípios que lideram a produção de café.
Rondônia cresce como polo cafeeiro com destaque em qualidade e sustentabilidade. Conheça os municípios que lideram a produção de café.

Governo anuncia retomada de 478 obras na área da saúde
O Ministério da Saúde anunciou a retomada de 478 obras inacabadas no setor de saúde em todo o país. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (27/1). Serão investidos R$ 189 milhões para reativar 282 obras paralisadas ou regularizar projetos já iniciados. Além disso, outras 196 obras foram autorizadas para repactuação.

Investimento de R$ 189 milhões para conclusão de obras
De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, o avanço só foi possível devido à aplicação da Lei do Pacto Nacional da Retomada de Obras Inacabadas. “Estamos resolvendo o problema de mais 478 obras inacabadas na saúde, o que impactará positivamente a população”, destacou Barbosa.

Lista de obras que serão retomadas no Brasil
Entre as obras contempladas pelo programa estão:

  • 109 Academias de Saúde;
  • 2 Centros de Atenção Psicossocial (Caps);
  • 5 Centros Especializados em Reabilitação (CER);
  • 340 Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • 19 Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Benefícios para 290 municípios brasileiros
As obras anunciadas beneficiarão diretamente 290 municípios em várias regiões do país, ampliando a capacidade de atendimento de saúde para milhares de pessoas.

O Programa de Retomada de Obras na Saúde avança no país
Desde seu lançamento, em janeiro de 2024, o programa já reativou 1.478 obras, atingindo cerca de 60% dos projetos que apresentaram documentação completa para participar. No total, 5.573 obras foram identificadas como paralisadas ou inacabadas.

Histórico e metas do programa de retomada de obras
Em setembro de 2024, a pasta havia anunciado a retomada de mil obras. Agora, com as 478 novas inclusões, o governo federal dá mais um passo rumo à reativação de serviços essenciais de saúde para a população.

Café em Rondônia: potencial e crescimento sustentável

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Descubra como Rondônia se tornou destaque nacional na produção de café. Cidades como Cacoal e São Miguel do Guaporé lideram no setor.
Descubra como Rondônia se tornou destaque nacional na produção de café. Cidades como Cacoal e São Miguel do Guaporé lideram no setor.

Rondônia tem se consolidado como um dos maiores polos produtores de café do Brasil. Com a presença significativa de pequenos e médios agricultores, municípios como São Miguel do Guaporé, Alta Floresta d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Buritis, Ministro Andreazza e Cacoal lideram a produção do grão, que se tornou essencial para a economia e o desenvolvimento regional.

A força da cafeicultura em Rondônia

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância da cafeicultura para o estado. Segundo ele, o governo continua investindo para melhorar a qualidade e aumentar a produção. Esses esforços buscam não apenas fortalecer a economia, mas também promover o desenvolvimento sustentável na região.

Cacoal: a capital do café em Rondônia

Cacoal é amplamente reconhecida como uma das principais referências no setor cafeeiro do estado. A combinação de clima favorável, solos ricos e infraestrutura eficiente tem tornado o município uma potência na produção e exportação de café de alta qualidade.

São Miguel do Guaporé: excelência e sustentabilidade no café

Outro município de destaque é São Miguel do Guaporé, conhecido pela qualidade de seu café e por práticas sustentáveis que garantem a competitividade local. Iniciativas como o Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) têm dado visibilidade ao trabalho dos produtores locais.

Apoio governamental impulsiona o café rondoniense

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), liderada por Luiz Paulo, implementou programas que oferecem capacitação técnica e mudas de alta qualidade aos produtores. Esses esforços têm elevado Rondônia ao cenário nacional e internacional como um dos maiores polos de produção de café do país.

Com investimentos em tecnologia, infraestrutura e apoio aos agricultores, Rondônia reforça sua posição no mercado cafeeiro, garantindo um crescimento sustentável e competitivo.

Emergência na Saúde Pública: Situação Crítica em Porto Velho

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A Prefeitura de Porto Velho decretou, nesta segunda-feira (27), Situação de Emergência na Saúde Pública do Município devido à grave crise que ameaça o sistema local. A decisão, anunciada em coletiva de imprensa na sede do poder Executivo Municipal, com o Decreto nº 20.763, de 27 de Janeiro de 2025 assinado pelo prefeito Léo Moraes, foi fundamentada em relatório técnico da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e visa conter o agravamento da crise, garantindo a continuidade dos serviços essenciais.

O relatório revela um cenário crítico, marcado pela desassistência generalizada e risco iminente de colapso no atendimento à população. Entre os principais problemas identificados estão a falta de servidores e equipamentos em cinco unidades de saúde, como as unidades Manoel Amorim de Matos e Três Marias, deixando mais de 70 mil pessoas sem atendimento básico.

Além disso, uma fila de espera de 23 mil pacientes para consultas ambulatoriais, com especialidades como cardiologia, psicologia e fonoaudiologia evidencia a dificuldade de acesso a serviços médicos, com casos de espera que chegam a quatro anos. Outro fator alarmante é a ausência de exames essenciais, como tomografia, mamografia e radiologia contrastada, prejudicando o diagnóstico precoce de doenças graves, incluindo o câncer.

A crise é agravada pelo risco de desabastecimento de insumos e medicamentos básicos, além da falta de testes de covid-19 na maioria das unidades de saúde, situação detectada em fiscalizações recentes do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO).

Prefeito reforça o compromisso de garantir o direito fundamental à saúde da população
Prefeito reforça o compromisso de garantir o direito fundamental à saúde da população

O déficit de profissionais de saúde também é significativo. Atualmente, a Semusa enfrenta uma carência de 584 servidores, número que tende a aumentar com o vencimento de contratos emergenciais nos próximos meses. “Essa situação resulta em sobrecarga das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e prolongamento de tempos de espera, comprometendo ainda mais o acesso da população aos serviços de saúde”, explicou o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola Filho, que também participou da coletiva, assim como a adjunta da Semusa, Mariana Aguiar, o Procurador Geral do Município, Salatiel Lemos Valverde e também o Superintendente Municipal de Comunicação, Paulo Afonso Júnior.

Além dos impactos sociais, a crise gerou implicações legais, com diversas Ações Civis Públicas movidas por órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Essas ações cobram da administração municipal medidas urgentes para corrigir irregularidades e garantir condições dignas de atendimento à população e aos servidores.

Segundo o prefeito, diante desse cenário, a decretação da Situação de Emergência permitirá que o Município adote medidas rápidas e extraordinárias para mitigar a crise. Quase 20 ações estão planejadas, entre as previstas estão a contratação emergencial de profissionais de saúde, aquisição imediata de insumos e medicamentos, reestruturação das unidades inoperantes e a criação de uma Comissão de Crise para coordenar os esforços.

“Nós precisamos ampliar a equipe de Estratégia de Saúde da Família, abastecimento das UBS e maternidade, garantir a adesão aos programas de saúde do Ministério da Saúde, melhorar o aporte de recursos, enfim, nós reforçamos o compromisso de garantir o direito fundamental à saúde da população. A situação é alarmante, mas com medidas ágeis e coordenadas, vamos restabelecer o funcionamento do sistema de saúde e assegurar o atendimento necessário aos nossos cidadãos”, concluiu o prefeito Léo Moraes.

Proibir Celular na Escola é Solução? O Papel da Família e da Escola na Educação Tecnológica

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Proibir celulares nas escolas é suficiente? Entenda como o uso consciente da tecnologia pode transformar a educação.
Proibir celulares nas escolas é suficiente? Entenda como o uso consciente da tecnologia pode transformar a educação.

Proibição de Celulares nas Escolas: Solução ou Medida Incompleta?

Foi graças ao celular que Débora Garofalo, professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu transformar suas aulas em algo inovador. Por meio de atividades de programação, ela impulsionou um projeto de robótica com sucata que a levou a estar entre os finalistas do Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da educação”.

Débora Garofalo - Eu não sou contra, mas acho que é uma medida incompleta. Estamos esquecendo que o papel principal da escola é educar.
Débora Garofalo – Eu não sou contra, mas acho que é uma medida incompleta. Estamos esquecendo que o papel principal da escola é educar.

Débora foi a primeira brasileira a chegar ao top 10 desse prêmio internacional, em 2019. Desde então, defende que os celulares, tão presentes no dia a dia dos jovens, podem ser aliados valiosos na educação, quando utilizados com intencionalidade pedagógica.

Contudo, a recente sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proibindo o uso de celulares nas escolas brasileiras, reacendeu o debate: banir ou educar para o uso consciente?

Educação ou Proibição? O Dilema das Escolas e da Tecnologia

Débora Garofalo destaca que proibir celulares é uma medida inicial válida, mas incompleta. “Não dá para falar em proibição, que é uma ação radical, se a gente não educar as crianças para um uso consciente da tecnologia”, afirma ela.

A lei sancionada visa salvaguardar a saúde mental e física dos alunos, considerando os riscos de ansiedade e depressão associados ao uso excessivo de telas. Para o ministro da Educação, Camilo Santana, a proibição reflete uma demanda dos professores, que têm enfrentado desafios para manter a atenção dos estudantes em sala de aula.

Entretanto, Débora alerta que o banimento precisa vir acompanhado de iniciativas que promovam a educação digital e midiática, preparando os alunos para lidar com o mundo tecnológico de forma crítica e responsável.

Celulares: Vilões ou Aliados na Educação?

Em sua experiência como professora, Débora utilizou celulares para superar a falta de infraestrutura nas escolas públicas. Aplicativos gratuitos e acessíveis permitiram que os alunos programassem e participassem de projetos inovadores, como a robótica com sucata.

Apesar do potencial pedagógico, a educadora reconhece os desafios do uso descontrolado de celulares. O excesso pode prejudicar a concentração e, fora do ambiente escolar, a falta de orientação dos pais contribui para o uso desenfreado, o que reforça a necessidade de uma parceria entre escolas e famílias.

“Não adianta a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada. A educação para a tecnologia precisa acontecer em todos os espaços”, destaca.

O Papel da Educação Digital e da Inclusão Tecnológica

Uma pesquisa de 2022 revelou que 71% dos estudantes do ensino fundamental público não têm acesso à internet em casa. Nesse contexto, o celular representa uma ferramenta essencial de inclusão digital.

No entanto, sem políticas públicas adequadas, como a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Computação, muitos alunos continuarão despreparados para o futuro digital.

“Precisamos de políticas que melhorem a conectividade e a infraestrutura das escolas em todo o território brasileiro”, enfatiza Débora.

Além disso, ela ressalta que a formação dos professores é fundamental para que a tecnologia seja usada de forma efetiva na educação. “Ainda há um déficit de competências digitais nos docentes, o que dificulta a aplicação de práticas inovadoras em sala de aula.”

Proibição Não É o Fim, Mas o Começo

Embora a proibição dos celulares seja um passo inicial para retomar o controle das salas de aula, especialistas concordam que ela não pode ser a solução final. Medidas pedagógicas, inclusão digital e a colaboração entre famílias e escolas são fundamentais para que a tecnologia se torne uma aliada no processo educativo.

“A máquina pode contribuir muito no ensino, mas nunca substituirá o papel do professor” afirma Débora Garofalo. Para ela, a inteligência artificial e outras tecnologias devem ser ferramentas para personalizar e enriquecer a educação, mas nunca como substitutas da interação humana e do papel mediador do educador.

Com a implementação da nova lei, espera-se que o debate sobre a inclusão digital e a educação midiática ganhe força no Brasil, pavimentando um caminho mais equilibrado entre o uso consciente da tecnologia e o aprendizado tradicional.

INSS Garante Reagendamento de Perícias Durante Greve Médica

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INSS enfrenta greve médica e garante reagendamento automático de perícias. Confira como acompanhar seu novo agendamento pelo Meu INSS.
INSS enfrenta greve médica e garante reagendamento automático de perícias. Confira como acompanhar seu novo agendamento pelo Meu INSS.

INSS: Perícias Médicas em Greve Serão Reagendadas Automaticamente

A partir desta segunda-feira (27), as perícias médicas suspensas devido à greve dos peritos do INSS serão reagendadas automaticamente pela Dataprev. A iniciativa tem como objetivo assegurar a continuidade dos serviços para os segurados afetados pela paralisação.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, os médicos em greve terão suas agendas suspensas, e haverá desconto integral dos salários correspondentes ao período de ausência. Já os segurados receberão notificações sobre o novo dia e horário do atendimento por meio da Central 135 ou do aplicativo Meu INSS.

Como Funcionarão os Reagendamentos?
A remarcação automática será direcionada a peritos médicos que seguem atendendo normalmente. Essa medida administrativa é uma estratégia para proteger os direitos dos requerentes e garantir a prestação dos serviços essenciais da Perícia Médica Federal.

O ministério ressaltou que a greve, iniciada em setembro de 2024, envolve cerca de 10% dos peritos. A paralisação foi motivada por descontentamentos com decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou ilegais dispositivos de um acordo de 2022, responsável por reduzir em 40% a produtividade dos profissionais.

Impacto da Greve e Adaptação do INSS
A greve contraria a Lei n.º 7.783/1989, que exige comunicação prévia nos casos de paralisação de serviços essenciais. Isso dificultou a organização dos atendimentos e a mitigação de danos à população.

Para enfrentar os desafios, o Ministério da Previdência Social implementou um novo Programa de Gestão e Desempenho (PGD), aumentando a produtividade dos peritos. Atualmente, 90% da categoria já aderiu ao programa.

Consulta do Novo Agendamento
Os segurados que aguardam perícias podem acompanhar os reagendamentos por meio da Central 135 ou do aplicativo Meu INSS. Essa solução garante que ninguém fique desassistido durante a greve, reforçando o compromisso do INSS com a prestação de serviços essenciais.

EUA e Colômbia Resolvem Impasse sobre Voos com Deportados

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Crise sobre voos de deportados entre EUA e Colômbia termina em acordo. Acompanhe os detalhes e as reações de líderes!
Crise sobre voos de deportados entre EUA e Colômbia termina em acordo. Acompanhe os detalhes e as reações de líderes!

Colômbia Cede à Pressão dos EUA sobre Deportados

Os Estados Unidos e a Colômbia superaram um impasse diplomático envolvendo voos militares com imigrantes deportados. A crise começou após o presidente colombiano, Gustavo Petro, proibir a entrada de aeronaves militares dos EUA com deportados no último domingo. A situação escalou rapidamente com o ex-presidente Donald Trump ameaçando tarifas de 25% sobre produtos colombianos e sanções de visto.

Trump celebrou o desfecho como uma vitória de sua política linha-dura, destacando que a Colômbia aceitou todas as condições propostas pelos EUA, incluindo a recepção de cidadãos repatriados em aviões militares.

Segundo a Casa Branca, o acordo inclui garantias de que os voos serão realizados “sem limitações ou atrasos”.

Acordo de Última Hora

Inicialmente, Petro afirmou que aceitaria apenas aviões civis e rejeitou a ideia de tratar seus cidadãos como criminosos. Após intensas negociações, no entanto, o governo colombiano anunciou que aceitaria os voos militares para evitar as tarifas ameaçadas por Trump, que poderiam impactar fortemente a economia do país.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia destacou que continuará dialogando com os EUA para “garantir a dignidade de nossos cidadãos”. Ao mesmo tempo, o ministro Luis Gilberto Murillo confirmou que viajará a Washington para reuniões de alto nível.

Brasil Também Reage

O Brasil, por sua vez, demonstrou indignação com o tratamento dado aos brasileiros deportados pelos EUA. No último voo que chegou a Manaus, cidadãos relataram terem sido algemados durante o trajeto, o que gerou críticas do governo brasileiro. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um avião da Força Aérea Brasileira para buscar os deportados e concluir o trajeto até Belo Horizonte em melhores condições.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou o tratamento como “degradante” e “inaceitável”, reiterando que espera o cumprimento dos termos acordados com os EUA.

Uma Crise Resolvida, mas Instável

Apesar do acordo com a Colômbia, a Casa Branca afirmou que as tarifas propostas permanecem “totalmente redigidas” e podem ser implementadas caso o governo colombiano não cumpra os termos. Trump também prometeu manter inspeções mais rigorosas para colombianos na fronteira e outras medidas restritivas.

Essa disputa ocorre em um contexto de deportações em massa, com os EUA intensificando políticas migratórias. Desde o início do mandato de Trump, foram assinadas ordens executivas que expandem os poderes da imigração e autorizam o uso de aviões militares para deportação.

Para o Brasil e a Colômbia, a questão das deportações expôs o impacto das políticas migratórias americanas sobre outros países e trouxe à tona debates sobre dignidade e direitos humanos para imigrantes em situação irregular.

O impasse diplomático reforça a complexidade das relações entre os EUA e seus vizinhos latino-americanos, especialmente diante de políticas migratórias cada vez mais restritivas. Para os imigrantes deportados, no entanto, a busca por tratamento digno e respeito aos seus direitos continua sendo o grande desafio.

Programa de Crédito Fundiário Eleva Teto para R$ 293,5 Mil em 2025

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O Programa de Crédito Fundiário agora permite financiar imóveis rurais até R$ 293,5 mil, facilitando o acesso à terra para agricultores familiares.
O Programa de Crédito Fundiário agora permite financiar imóveis rurais até R$ 293,5 mil, facilitando o acesso à terra para agricultores familiares.

Programa Nacional de Crédito Fundiário aumenta teto para R$ 293,5 mil e fortalece agricultura familiar

O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) passou por uma atualização importante que beneficia diretamente os agricultores familiares. O limite de financiamento para a aquisição de imóveis rurais foi elevado de R$ 280 mil para R$ 293.527,64, uma medida que reforça o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da agricultura familiar e a democratização do acesso à terra.

O que é o Programa Nacional de Crédito Fundiário?

O PNCF é uma iniciativa que oferece condições de crédito especiais para trabalhadores rurais adquirirem terras. O programa é destinado a agricultores com idades entre 18 e 70 anos que possuam, no mínimo, cinco anos de experiência na atividade agropecuária, ou àqueles que já têm propriedades rurais, mas cuja área é insuficiente para garantir o sustento familiar.

Novo limite de R$ 293,5 mil amplia oportunidades no campo

Com o aumento do teto, o PNCF se torna ainda mais competitivo e alinhado às necessidades do mercado de terras no Brasil. Segundo Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária e Desenvolvimento Territorial, o reajuste foi uma resposta às demandas das famílias do campo. “Estamos ampliando as oportunidades de acesso à terra para fortalecer a produção rural e melhorar a qualidade de vida das famílias beneficiadas”, destacou.

Agricultura ganha força! Crédito Fundiário ajusta limite e facilita aquisição de imóveis rurais com financiamento acessível.
Agricultura ganha força! Crédito Fundiário ajusta limite e facilita aquisição de imóveis rurais com financiamento acessível.

Como funciona o Crédito Fundiário?

O programa oferece condições únicas, como:

  • Prazo de pagamento: até 22 anos para quitação total.
  • Carência inicial: três anos antes do pagamento da primeira parcela.
  • Taxa de juros: apenas 0,5% ao ano, uma das mais baixas do mercado.
  • Incentivo ao pagamento pontual: descontos de até 40% no valor das parcelas para agricultores que quitarem as parcelas em dia.

Resultados expressivos fortalecem a agricultura familiar

Entre 2023 e 2024, o programa beneficiou mais de 3,2 mil famílias, com um investimento total superior a R$ 487 milhões. Esses números mostram o impacto positivo do Crédito Fundiário na inclusão social e no desenvolvimento econômico de pequenos agricultores.

Um programa essencial para o futuro do campo

Shirley Abreu, diretora de Governança Fundiária, ressaltou que o novo limite do financiamento está mais ajustado à realidade do mercado. “O aumento do teto permite que agricultores, especialmente os jovens, tenham mais acesso a terras que antes estavam fora do alcance do programa”, afirmou.

Com isso, o Programa Nacional de Crédito Fundiário segue como uma das principais ferramentas de incentivo à agricultura familiar, promovendo inclusão social, geração de renda e acesso à terra para trabalhadores rurais de todo o Brasil.

Autoridade Nacional suspende coleta de dados de íris no Brasil

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Saiba por que a oferta de criptomoedas e o escaneamento de íris pela Tools for Humanity foram barrados pela ANPD.
Saiba por que a oferta de criptomoedas e o escaneamento de íris pela Tools for Humanity foram barrados pela ANPD.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa multinacional Tools for Humanity (TFH) interrompa “a oferta de criptomoedas ou de qualquer outra compensação financeira pela coleta de íris de titulares de dados no Brasil”. A decisão administrativa foi tomada dois meses e meio após o início de uma fiscalização sobre o tratamento de dados biométricos realizado pela empresa, que possui sede em São Francisco, nos Estados Unidos, e Munique, na Alemanha.

O objetivo da coleta de dados biométricos pela TFH

A Tools for Humanity, fundada em 2019, afirma ser uma “empresa de tecnologia que desenvolve projetos para humanos na era da inteligência artificial”. O propósito declarado da coleta de íris humanas seria alimentar a plataforma World ID, que tem como objetivo comprovar que cada indivíduo é um ser humano único e vivo, promovendo maior segurança digital no uso de ferramentas de inteligência artificial.

Por que a oferta de criptomoedas viola a LGPD?

De acordo com a ANPD, a prática da empresa infringe a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O órgão destaca que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis, como os biométricos, deve ser fornecido de forma livre, informada, inequívoca e para finalidades específicas. A oferta de criptomoedas pode comprometer a liberdade de escolha, pois usuários podem consentir sem compreender totalmente os riscos envolvidos.

Especialistas alertam para riscos no escaneamento de íris

Especialistas apontam que muitas pessoas não têm conhecimento suficiente sobre as implicações do escaneamento de íris. Segundo Karen Borges, do NIC.br,

“não sabemos ainda como essas informações serão utilizadas em combinação com algoritmos avançados, o que pode abrir portas para abusos, crimes e irregularidades”.

A resposta da World sobre a decisão da ANPD

A World, plataforma vinculada à TFH, declarou que está em conformidade com as leis brasileiras. A empresa afirmou que relatos imprecisos e atividades em redes sociais influenciaram a decisão da ANPD. Ainda assim, a companhia se comprometeu a dialogar com o órgão para garantir a continuidade de seus serviços no Brasil.

Mais de 1 milhão de brasileiros já baixaram o aplicativo da World, e mais de 400 mil permitiram o escaneamento de suas íris, o que reforça a importância de maior fiscalização e proteção de dados pessoais.

A situação envolve um equilíbrio delicado entre inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais, como a privacidade. Embora a proposta da TFH possa oferecer benefícios em segurança digital, a falta de clareza e transparência sobre o uso de dados biométricos e as potenciais implicações para os usuários justificam a postura cautelosa da ANPD. A fiscalização e regulação são passos essenciais para proteger os brasileiros em um contexto de crescente avanço tecnológico.

Montagem editorial mostra prédio dos Correios, caixas de encomendas e compras internacionais ligadas ao comércio eletrônico.

Fim da taxa das blusinhas pode abrir novo fôlego aos Correios

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Mudança nas compras de até US$ 50 reacende disputa por encomendas e expõe desafio financeiro da estatal.
Montagem sem texto mostra obra em Jaru na Linha 625 com máquinas, estrada em preparação e vista aérea urbana

Jaru retoma obra de R$ 15 milhões na Linha 625

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Retomada da pavimentação reforça mobilidade, segurança e qualidade de vida em área estratégica de Jaru.
Aposentado consulta declaração do Imposto de Renda 2026 em ambiente doméstico com notebook e celular

Aposentados e pessoas com doenças graves podem pagar menos IR em 2026

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Entenda quais regras podem reduzir a cobrança, garantir isenção e antecipar a restituição para grupos prioritários.
Operação policial em Rondônia com agentes, viaturas, suspeitos detidos e cão policial durante ação contra facções e crimes de fronteira

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Cerco integrado avança com foco em rotas estratégicas, inteligência policial e repressão a grupos criminosos no estado.
Paisagem seca com fumaça de incêndio ao fundo representa risco de calor extremo e queimadas com El Niño em 2026.

El Niño pode agravar calor extremo e elevar risco de incêndios em 2026

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Cenário global acende alerta com oceanos aquecidos, gelo em queda e risco crescente de queimadas severas.