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sexta-feira, maio 15, 2026
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A Mentira Venceu: Como Fake News Desestabilizam o Governo

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O Pix revelou, de forma contundente, a incapacidade do governo em lidar com a propagação de desinformação de maneira eficaz.
O Pix revelou, de forma contundente, a incapacidade do governo em lidar com a propagação de desinformação de maneira eficaz.

Pix Sob Ataque: Uma Onda de Desinformação

Nos últimos dias, o Pix, ferramenta amplamente elogiada por sua eficiência e praticidade, foi alvo de uma avalanche de notícias falsas. Narrativas distorcidas alegavam que o método de pagamento passaria a ser tarifado ou fiscalizado de forma abusiva. Essas mentiras geraram pânico entre comerciantes e consumidores, obrigando o governo a revogar uma instrução normativa da Receita Federal que sequer previa taxações, mas que foi manipulada e usada como arma política.

A Medida Provisória e Seus Objetivos

Em resposta à crise, o Governo Federal editou uma Medida Provisória (MP) que reforça a gratuidade do Pix, proíbe diferenciação de preços entre pagamentos digitais e em dinheiro, e reafirma o sigilo bancário. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o objetivo é salvaguardar a economia popular e proteger consumidores contra práticas abusivas. Contudo, a necessidade de revogar o ato normativo anterior evidencia a força da desinformação ao desestabilizar a opinião pública e forçar decisões emergenciais.

A Reação do Governo: Tardia e Insuficiente?

A Advocacia-Geral da União e a Polícia Federal foram acionadas para investigar os responsáveis por disseminar essas mentiras. No entanto, o governo tem mostrado lentidão em implementar ações proativas contra a desinformação. Em vez de antecipar-se às fake news com campanhas educativas e regulamentações mais claras, o Estado parece atuar apenas após os danos já terem sido causados.

Precedentes Perigosos: A Vitória da Mentira

Ao ceder à pressão das narrativas falsas, o governo sinaliza que os mentirosos podem vencer. Essa hesitação em adotar medidas preventivas e sancionadoras contra a desinformação enfraquece a confiança da população nas instituições e abre precedentes perigosos para o futuro. Enquanto a desinformação continuar sendo tratada como um problema secundário, sua capacidade de moldar políticas públicas e prejudicar milhões de brasileiros só aumentará.

Uma Lição Amarga

A edição da MP foi uma reação necessária, mas que carrega o peso da fragilidade do Estado ao lidar com a guerra informacional. Sem ações mais robustas contra as fake news, a mensagem que fica é clara: a mentira não só vence, como governa. O governo precisa transformar essa lição amarga em oportunidade para fortalecer suas defesas contra um inimigo que cresce em alcance e impacto.

Plataforma Geração Emprego: 2.470 Vagas e Cursos Gratuitos Disponíveis

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Confira as 2.470 vagas de emprego e cursos gratuitos oferecidos pelo Geração Emprego em Rondônia. Capacite-se e amplie suas oportunidades no mercado!
Confira as 2.470 vagas de emprego e cursos gratuitos oferecidos pelo Geração Emprego em Rondônia. Capacite-se e amplie suas oportunidades no mercado!

Oportunidades de Trabalho e Capacitação no Geração Emprego em Rondônia

O governo de Rondônia segue comprometido com o desenvolvimento econômico e social ao promover a plataforma Geração Emprego, que disponibiliza 2.470 vagas formais de trabalho em diversas áreas e cursos gratuitos para capacitação. A iniciativa busca ampliar as chances de ingresso no mercado de trabalho, atendendo às demandas da população e dos setores produtivos.

Os interessados podem acessar as oportunidades pelo site oficial da plataforma ou pelo aplicativo “Geração Emprego para Trabalhadores”, que permite pesquisar vagas e cursos de forma prática, por área de interesse e localização. A ferramenta é uma solução acessível e gratuita para facilitar a conexão entre empregadores e candidatos.

Segundo o governador em exercício, Sérgio Gonçalves, a diversificação de oportunidades é fundamental para o desenvolvimento do estado. “Estamos empenhados em proporcionar mais dignidade e qualidade de vida à população, oferecendo não apenas emprego, mas também qualificação profissional por meio da plataforma Geração Emprego”, afirmou.

Vagas disponíveis em todo o estado

As oportunidades abrangem diversas regiões, incluindo municípios como Porto Velho, Ji-Paraná, Vilhena, Cacoal, Jaru, Pimenta Bueno, e Ariquemes. Entre as vagas destacam-se:

  • Operador de Caixa (12 vagas)
  • Repositor de Mercadoria (20 vagas)
  • Vendedor (51 vagas)
  • Atendente de Lojas (12 vagas)
  • Auxiliar de Logística (30 vagas)

Cursos gratuitos para capacitação

Além das vagas de emprego, a plataforma oferece cursos gratuitos em áreas como Atendimento, Gestão, Marketing e Gastronomia. Essas capacitações ajudam os trabalhadores a aprimorar suas habilidades e se destacar no mercado de trabalho.

O Geração Emprego Rondônia é uma ferramenta indispensável para quem busca melhorar sua colocação profissional e contribuir para o crescimento econômico do estado.

Tancredo Neves e o fim da ditadura militar: 40 anos da Nova República

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Conheça os bastidores da eleição de Tancredo Neves, um marco na redemocratização do Brasil e no encerramento de uma era autoritária no país.
Conheça os bastidores da eleição de Tancredo Neves, um marco na redemocratização do Brasil e no encerramento de uma era autoritária no país.

Eleição de Tancredo Neves marcou o início da Nova República e consolidou a transição democrática no Brasil.

BRASÍLIA – Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo de Almeida Neves foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral, simbolizando o encerramento de duas décadas de regime militar no Brasil. Com 480 votos (72,7%) contra 180 de Paulo Maluf (27,3%), a eleição marcou o advento da Nova República e acendeu esperanças de uma nação mais democrática.

A Histórica Eleição de Tancredo Neves

“Se todos quisermos, podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la!”, declarou Tancredo em um discurso que emocionou a nação. A ocasião foi precedida por uma frustrada campanha pela Emenda das Diretas, liderada pelo deputado Dante de Oliveira. Entre novembro de 1983 e abril de 1984, milhões de brasileiros foram às ruas exigindo eleições diretas, culminando em comícios históricos como o do Vale do Anhangabaú, em São Paulo, que reuniu 1,5 milhão de pessoas.

Tancredo e o Movimento Diretas Já

Apesar da rejeição da emenda pelo Congresso em 25 de abril de 1984, o movimento “Diretas Já” fortaleceu a oposição e abriu caminho para articulações políticas que resultaram na formação da Aliança Democrática. Essa coalizão, liderada pelo PMDB e aliados dissidentes do PDS, garantiu a vitória de Tancredo no Colégio Eleitoral.

Tancredo Neves: Um Político Conciliador e Experiente

O próprio Tancredo simbolizava conciliação e experiência. Natural de São João del Rei (MG), iniciou sua trajetória como vereador em 1935 e exerceu cargos como ministro da Justiça de Getúlio Vargas e primeiro-ministro durante o parlamentarismo de João Goulart. Foi um dos únicos políticos a acompanhar Goulart no exílio após o golpe de 1964, embora tivesse evitado a cassação de seus direitos políticos.

Os Desafios da Transição Democrática

A transição para a democracia não foi isenta de desafios. Tancredo liderou negociações complexas para a formação de seu ministério, que incluiu nomes associados ao regime militar. No entanto, o período também trouxe promessas de mudanças significativas, como a remoção de leis autoritárias e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

O Trágico Desfecho e o Legado de Tancredo Neves

Infelizmente, Tancredo não assumiu o cargo. Em 14 de março de 1985, véspera de sua posse, foi internado com dores abdominais. Apesar de sete cirurgias, faleceu em 21 de abril, aos 75 anos. A sucessão foi assumida por José Sarney, que conduziu o país à promulgação da Constituição de 1988 e à realização de eleições diretas em 1989.

40 Anos Depois: O Legado da Eleição de Tancredo

Quatro décadas depois, o legado de Tancredo Neves continua vivo como um marco na história da redemocratização brasileira, lembrando que a democracia é um projeto coletivo e continuo.

 

Onda de Ataques a Ônibus em Rondônia Intensifica-se Mesmo com Reforço da Força Nacional

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Criminosos ampliam ataques a ônibus em Rondônia, com veículos incendiados em Porto Velho e Jaci-Paraná. Força Nacional é enviada para conter o crime organizado.
Criminosos ampliam ataques a ônibus em Rondônia, com veículos incendiados em Porto Velho e Jaci-Paraná. Força Nacional é enviada para conter o crime organizado.

Ataques a Ônibus em Rondônia Crescem Apesar do Reforço da Força Nacional

Criminosos intensificaram os ataques a ônibus em Rondônia durante a madrugada de quarta-feira (15). Mesmo com o envio de 60 agentes da Força Nacional pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a violência segue escalando.

Cinco ônibus de uma empresa particular foram incendiados em Porto Velho, enquanto outros cinco veículos escolares foram destruídos no distrito de Jaci-Paraná. De acordo com a Polícia Militar (PM), também foram registrados ataques a um carro e a uma viatura policial.

Motivações dos Ataques

Segundo a PM, os atos são represálias às operações policiais realizadas no residencial Orgulho do Madeira, zona Leste da capital, uma área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho. O local, onde vivem cerca de 15 mil pessoas, tem sido alvo de investigações e confrontos com a polícia.

No domingo (12), o cabo Fábio Martins foi assassinado com seis tiros na cabeça no mesmo residencial, em um possível ato de vingança contra ações policiais. Após o crime, a polícia intensificou as operações no local, resultando em prisões e em mais uma morte por confronto.

Primeiros Ataques

Os primeiros ataques ocorreram na segunda-feira (13), após uma megaoperação policial no Orgulho do Madeira. Criminosos incendiaram veículos de transporte público em Porto Velho e nas cidades vizinhas, como Candeias do Jamari e Mirante da Serra.

Impactos no Transporte

Com o aumento da violência, a principal empresa de transporte público da região suspendeu a circulação de ônibus na segunda-feira (13). O serviço foi retomado nesta quarta-feira (15), mas com frota reduzida e horários limitados até 19h30.

Reação das Autoridades

A Prefeitura de Porto Velho solicitou ao governo estadual reforço na segurança pública para garantir a normalização dos transportes. Em resposta, o MJSP enviou agentes da Força Nacional, com mais reforços prometidos nos próximos dias.

A situação continua sendo monitorada, com esforços redobrados para conter o avanço do crime organizado e garantir a segurança da população.

Governo Federal Envia Força Nacional a Rondônia Após Onda de Ataques Criminosos

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Após uma série de ataques criminosos, o Ministério da Justiça envia agentes da Força Nacional a Rondônia. O objetivo é conter facções e restaurar a segurança na capital e região.
Após uma série de ataques criminosos, o Ministério da Justiça envia agentes da Força Nacional a Rondônia. O objetivo é conter facções e restaurar a segurança na capital e região.

O Envio da Força Nacional a Rondônia

O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil autorizou o envio da Força Nacional para Rondônia, após uma série de ataques criminosos na capital, Porto Velho, e em outras cidades, como Mirante da Serra. A missão dos agentes federais será auxiliar os órgãos de segurança pública estaduais a conter os ataques criminosos registrados nos últimos dias.

Objetivo da Operação e Mobilização de Agentes

O emprego da Força Nacional foi autorizado pelo ministro Ricardo Lewandowski, a pedido do governo estadual. Os agentes atuarão nas atividades e serviços essenciais para a preservação da ordem pública e garantia da segurança das pessoas e do patrimônio. Embora o número de agentes mobilizados não tenha sido divulgado por questões estratégicas, a operação visa conter a onda de violência na região.

A Escalada de Ataques em Porto Velho

Ataques orquestrados a ônibus têm gerado grande temor entre a população de Porto Velho. A cidade amanheceu sem transporte público nesta terça-feira (14), quando rodoviários decidiram recolher os ônibus por receio de ataques. Temendo pela integridade de motoristas, cobradores e passageiros, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, solicitou ao governo estadual o reforço da segurança pública na cidade para garantir o funcionamento do transporte público e a ordem na capital.

Facções Criminosas como Motivo dos Ataques

No ofício enviado ao governador Marcos Rocha e ao secretário estadual da Segurança, Defesa e Cidadania, Felipe Bernardo Vital, o prefeito atribui os ataques a facções criminosas. Em Porto Velho, ao menos três ônibus foram incendiados, e em Mirante da Serra, um ônibus e um caminhão também foram alvo de ataques. Esses incidentes são vistos como uma reação à Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura, deflagrada no final de 2024.

Operação Aliança Pela Vida e Reações das Facções

A Operação Aliança Pela Vida, focada em conjuntos habitacionais dominados por organizações criminosas, já resultou na retomada de aproximadamente 70 apartamentos invadidos por facções, além da apreensão de drogas e armas. A facção criminosa, segundo a Polícia Militar, obtém lucros não apenas com a venda de drogas, mas também com roubos e com a exploração de imóveis invadidos. A reação violenta dos criminosos culminou na morte do cabo Fábio Martins, do Batalhão de Polícia Ambiental, em um atentado ocorrido na noite do último domingo (12).

Segunda Fase da Operação e Reforço da Polícia Militar

Após o assassinato do cabo Fábio Martins, a Polícia Militar deflagrou a segunda fase da Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura, com mais de 200 policiais em ação. A operação foi intensificada no conjunto habitacional Orgulho do Madeira, com o objetivo de responder de maneira enérgica aos ataques e garantir a segurança da população. A ação visa ainda enfraquecer as facções criminosas e restaurar a ordem pública.

Expectativas com o Apoio da Força Nacional

Com o apoio da Força Nacional, espera-se que os ataques sejam rapidamente contidos e que as forças de segurança possam retomar o controle das áreas afetadas. O reforço da segurança, tanto estadual quanto federal, é crucial para garantir a tranquilidade da população e o funcionamento dos serviços essenciais, como o transporte público, em Porto Velho e nas demais cidades afetadas pela violência.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/governo-federal-autoriza-envio-da-forca-nacional-para-atuar-em-rondonia

Política de Conduta de Ódio da Meta Já Vigora no Brasil

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Nova política da Meta no Brasil será tema de audiência pública com especialistas e governo.
Nova política da Meta no Brasil será tema de audiência pública com especialistas e governo.

Mudanças na Meta Causam Preocupação no Governo Brasileiro

A Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu, na última segunda-feira (13/01), uma manifestação da Meta Platforms, Inc. em resposta à notificação extrajudicial enviada pelo governo brasileiro na semana anterior. A empresa informou que o Programa de Verificação de Fatos Independente, atualmente em funcionamento nos Estados Unidos, será substituído pelas Notas da Comunidade. No Brasil, no entanto, o programa de checagem de fatos será mantido por enquanto.

Política de Conduta de Ódio Já Vigora no Brasil

A Meta confirmou que a nova Política de Conduta de Ódio já está em vigor no Brasil. A justificativa da empresa é que as alterações visam “garantir maior liberdade de expressão e permitir debates amplos sobre temas relevantes à sociedade”. Contudo, órgãos do governo brasileiro expressaram preocupação com os impactos potenciais dessa mudança.

A AGU, junto a outros ministérios, avalia que a nova política pode violar preceitos constitucionais e abrir espaço para a disseminação de discursos de ódio. A mudança contrasta com declarações anteriores da Meta sobre o Marco Civil da Internet, em que a empresa assegurava que suas políticas de governança de conteúdo já eram suficientes para proteger direitos fundamentais.

Governo Convoca Audiência Pública

Diante dessas preocupações, a AGU e outros ministérios anunciaram a realização de uma audiência pública, marcada para quinta-feira (16/01).

O evento reunirá representantes governamentais, especialistas, acadêmicos e entidades da sociedade civil para discutir os efeitos das mudanças implementadas pela Meta.

Entre os temas a serem debatidos estão o dever de cuidado das plataformas digitais, os riscos associados à substituição do Programa de Verificação de Fatos e medidas para assegurar o cumprimento da legislação brasileira. Especialistas em direitos humanos também participarão para avaliar possíveis violações resultantes das novas políticas.

Impactos e Próximos Passos

A audiência pública busca encontrar soluções para equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. O governo reforça que as plataformas digitais devem estar em conformidade com as leis locais, garantindo um ambiente online seguro e responsável.

O evento será realizado em Brasília, com horário ainda a ser confirmado.

Leia a íntegra da resposta da META em português.

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Reviravolta: MP Solicita Soltura de Suspeita de Envenenar Crianças no Piauí Após Laudo Surpreendente

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MP solicita soltura de suspeita de envenenar crianças no Piauí após perícia indicar falta de veneno em cajus. Entenda os desdobramentos.
MP solicita soltura de suspeita de envenenar crianças no Piauí após perícia indicar falta de veneno em cajus. Entenda os desdobramentos.

Perícia nos Cajus: Nenhum Vestígio de Veneno Encontrado

O Ministério Público (MP) do Piauí pediu a revogação da prisão de Lucélia Maria Gonçalves, vizinha acusada de envenenar os irmãos Ulisses Gabriel, de 8 anos, e João Miguel, de 7 anos, em Parnaíba. A solicitação ocorre após a perícia descartar a presença de veneno nos cajus consumidos pelas crianças antes de morrerem. Lucélia, que nega envolvimento no crime, teve sua casa incendiada por populares após as suspeitas.

Família Devastada: Quatro Mortes e Investigação Conturbada

Os irmãos faziam parte de uma família que sofreu outro ataque em 1º de janeiro, quando um baião de dois com pesticida vitimou quatro pessoas, incluindo dois filhos da mãe das crianças. O padrasto da mãe, Francisco de Assis Pereira da Costa, foi preso após contradições em depoimentos e é o principal suspeito do envenenamento. Segundo a polícia, ele nutria ódio pela enteada e desprezava seus filhos.

Principal Suspeito: Contradições no Depoimento de Francisco

Investigação aponta novo suspeito em Parnaíba
Investigação aponta novo suspeito em Parnaíba

De acordo com a investigação, o veneno foi adicionado ao baião de dois após seu preparo inicial, o que explica os sintomas tardios. Francisco, que mantinha um baú trancado próximo ao fogão, é descrito como tendo uma personalidade complexa e aversão à convivência familiar.

Reviravolta: MP Pede Liberação de Vizinha Suspeita

A reviravolta no caso ocorreu após a perícia demonstrar que os cajus não continham terbufós (“chumbinho”), o que lança dúvidas sobre a hipótese inicial. O promotor Silas Lopes afirmou que é necessário reavaliar o caso diante de novas evidências.

A Busca pela Verdade: Perícias e Dados Aguardam Análise Final

Até o momento, a investigação segue em andamento, com novas perícias e análises de dispositivos apreendidos. A polícia também considera outras possibilidades para esclarecer os fatos.

Andressa Urach Exibe Bronzeado Ousado e Anuncia Novos Projetos

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Andressa Urach exibe bronzeado ousado e anuncia retorno ao conteúdo adulto, buscando parceiros para novas produções.
Andressa Urach exibe bronzeado ousado e anuncia retorno ao conteúdo adulto, buscando parceiros para novas produções.

Andressa Urach, de 37 anos, compartilhou recentemente com seus seguidores no Instagram o resultado de seu mais recente bronzeado. A modelo posou seminua, usando apenas um biquíni de fita isolante, exibindo seu corpo sarado e tatuagens, o que gerou grande repercussão na rede social.

Retorno ao Conteúdo Adulto

A publicação faz parte de sua preparação para retomar a produção de conteúdo adulto, após um período de férias. Urach, que voltou a produzir para plataformas como Privacy e OnlyFans, não apenas atualizou os fãs sobre seu retorno, mas também anunciou uma “vaga” para quem deseja gravar vídeos ao seu lado, um movimento que promete atrair grande atenção.

ndressa Urach surpreende seguidores com fotos seminua e convite para gravação de vídeos adultos.
Andressa Urach surpreende seguidores com fotos seminua e convite para gravação de vídeos adultos.

Destaque no Privacy

Desde que retornou ao universo do conteúdo adulto, Andressa Urach tem se destacado. Em 2024, foi apontada como o principal nome do Privacy, uma plataforma que vem ganhando popularidade. Seu conteúdo variado e a forma direta de se comunicar com os fãs têm sido pilares de seu sucesso.

Faturamento Milionário

A modelo revelou que seu faturamento com essas produções é milionário, consolidando sua posição como uma das mais bem-sucedidas criadoras de conteúdo adulto do Brasil. “Estou muito feliz com o retorno e com o carinho dos fãs”, afirmou Urach em uma de suas recentes publicações.

Modelo retoma atividades no OnlyFans e Privacy, revelando faturamento milionário e novidades para os fãs.
Modelo retoma atividades no OnlyFans e Privacy, revelando faturamento milionário e novidades para os fãs.

Anúncio de Parceria

Além disso, Urach anunciou que está em busca de parceiros para a criação de novos conteúdos, oferecendo uma oportunidade para quem deseja participar de suas produções. Essa iniciativa tem gerado grande interesse e expectativa entre seus seguidores e no meio do entretenimento adulto.

Planos Futuros

Com planos de expandir ainda mais sua presença nas plataformas de conteúdo adulto, Andressa Urach continua inovando e buscando novas formas de engajar seu público, mantendo-se relevante e influente no cenário atual.

Plano Nacional de Educação: Metas e Impactos na Educação

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Descubra os objetivos e desafios do novo PNE, que busca transformar a educação no Brasil nos próximos 10 anos."
Descubra os objetivos e desafios do novo PNE, que busca transformar a educação no Brasil nos próximos 10 anos."

Educação em Foco: Conheça as Metas do PNE para os Próximos 10 Anos

O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que terá vigência por dez anos, pode ser votado pelo Congresso Nacional neste ano. O cenário a ser enfrentado pelo PNE inclui uma taxa de analfabetismo de 7%, escolas públicas com falta de infraestrutura e professores com salários defasados, entre outros desafios.

O projeto de lei que institui o novo plano (PL 2.614/2024) deveria ter sido enviado pelo Executivo em 2023, mas só foi encaminhado ao Congresso no ano passado. Para ter validade pelos próximos 10 anos, conforme a intenção do governo, os parlamentares têm de aprovar o texto até o final de 2025.

Atualmente, a proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados — e, depois de passar por essa Casa, será analisada no Senado. O texto contém 18 objetivos, 58 metas (que permitem o monitoramento dos objetivos) e 253 estratégias (orientações para atingir os objetivos e as metas).

Os objetivos, metas e estratégias (veja a lista completa na página 7 do projeto) a serem cumpridos se referem às áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

Entre os objetivos estão a consolidação da gestão democrática do ensino público; a superação do analfabetismo entre jovens e adultos; e a garantia da qualidade e da equidade nas condições de oferta da educação básica.

Projeto em debate no Congresso estabelece metas, objetivos e estratégias para a educação nos próximos 10 anos Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Projeto em debate no Congresso estabelece metas, objetivos e estratégias para a educação nos próximos 10 anos – Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O Senado já começou a se debruçar sobre o tema. No segundo semestre de 2024, a Comissão de Educação e Cultura (CE) promoveu um ciclo de dez audiências públicas, com a participação de educadores, pesquisadores, representantes do governo, dos sistemas de ensino e da sociedade civil. Esses debates foram uma iniciativa do senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da comissão.

Os debatedores elogiaram algumas das medidas e características do novo PNE, como a visão sistêmica do planejamento educacional e a intersetorialidade das políticas públicas nacionais. Mas tambem fizeram críticas e sugestões, como a recomendação de que o plano seja instituído junto com o Sistema Nacional de Educação — que está previsto no PLP 235/2019, projeto de lei de Flávio Arns — e de que haja definições mais claras sobre a execução das estratégias.

Veja a seguir algumas das medidas previstas no novo PNE e as avaliações feitas pelos especialistas que participaram dos debates no Senado.

Visão sistêmica

Para os debatedores, entre os pontos positivos estão a visão sistêmica do planejamento educacional e a intersetorialidade entre políticas públicas. Segundo eles, esse avanço foi possível porque o projeto levou em consideração as discussões com a sociedade civil e o monitoramento do PNE atualmente em vigor.

Além disso, o texto traz contribuições do grupo de trabalho do Ministério da Educação, de representantes do Congresso Nacional e de conselhos de educação, entre outros — a proposta incorpora, inclusive, sugestões feitas durante a Conferência Nacional de Educação, que aconteceu em janeiro de 2024.

Para Paulo Fossatti, conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, um dos principais desafios é estabelecer o PNE como política de Estado (ou seja, sem o risco que o plano seja “desmontado” ao longo do tempo, conforme os governos forem se alternando no poder), com um sistema de execução integrada entre União, estados e municípios.

— Se quisermos levar adiante o PNE, com seriedade e efetividade, nós precisamos pensar num sistema nacional de educação que dê conta disso. Um sistema que integre a federação, os estados e os municípios em um grande trabalho em rede, para que de fato haja uma política de Estado, e não uma política de governo de quatro ou de oito anos — alertou ele.

Fossatti ressaltou que o Brasil ainda registra cerca de 9 milhões de analfabetos e mais de 60 milhões de jovens que não terminaram o ensino fundamental. 

Especialistas defendem que plano integre as ações da União com as dos estados e municípios Paula Maciulevicius/Setescc-MS
Especialistas defendem que plano integre as ações da União com as dos estados e municípios Paula Maciulevicius/Setescc-MS

Sistema Nacional de Educação

Além de Fossatti, outros debatedores também argumentaram que, para a implementação do próximo PNE, é fundamental a instituição do Sistema Nacional de Educação — que está prevista no PLP 235/2019, projeto de lei complementar do senador Flávio Arns.

Esse projeto alinha políticas, programas e ações entre União, estados e municípios (e também o Distrito Federal), no âmbito de uma articulação colaborativa dos entes da Federação. Seu texto foi aprovado no Senado e atualmente está em análise na Câmara dos Deputados.

Para os especialistas que discutiram o tema no Senado, o regime de colaboração entre as três esferas de governo previsto no Sistema Nacional de Educação viabilizará o planejamento e a execução das políticas públicas determinadas pelo novo PNE.

— Paralelo à discussão do Plano Nacional de Educação, defendemos também a aprovação do Sistema Nacional de Educação, porque são dois instrumentos que têm necessariamente de dialogar entre si. Não dá para aprovar um e não aprovar o outro, porque isso causaria um descompasso que acabaria impedindo a sua implementação — declarou Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Flávio Arns concorda com essa avaliação. Segundo ele, as metas e estratégias do PNE só poderão ser executadas com um sistema que estabeleça de forma clara as responsabilidades de cada ente da federação — inclusive possibilitando que municípios e estados elaborem seus próprios planos e sistemas (a previsão é que o PNE, após ser aprovado no Congresso, dê origem a planos estaduais e municipais de educação).

— Para termos, por exemplo, um plano municipal de educação com metas bem definidas pela comunidade educacional, a gente precisa ter o Sistema Nacional de Educação para que o município saiba com o que pode contar nesse debate tripartite entre União, estados e municípios. Porque senão fica difícil para os municípios estabelecerem suas metas sem saber qual apoio terão — disse Arns.

Flávio Arns: responsabilidades de cada ente federativo devem ser estabelecidas com clareza Pedro França/Agência Senado
Flávio Arns: responsabilidades de cada ente federativo devem ser estabelecidas com clareza – Pedro França/Agência Senado

Alfabetização x evasão

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) aponta para uma queda significativa na porcentagem de estudantes alfabetizados no segundo ano do ensino fundamental: de 60% em 2019 para 44% em 2021. Segundo o Ministério da Educação, a redução pode ter sido resultado da pandemia de covid-19.

Para tentar reverter tal tendência, a Meta 3.a visa assegurar que, até o quinto ano de vigência do plano, pelo menos 80% das crianças  estejam alfabetizados ao final do segundo ano do ensino fundamental. Essa meta também visa assegurar que, após 10 anos do plano, todas as crianças estejam alfabetizadas ao final do segundo ano do ensino fundamental. 

Além disso, o novo PNE propõe universalizar, até o terceiro ano de vigência do plano, o acesso à escola para toda a população de 6 a 17 anos de idade. Propõe ainda elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais visando superar o analfabetismo até o final da vigência do PNE.

Para reduzir a evasão, o plano prevê a ampliação da oferta de educação em tempo integral na rede pública.

Na avaliação de Hugo Silva, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os problemas com a estrutura e o funcionamento das escolas públicas de educação básica estão entre as causas da falta de interesse do aluno em permanecer no sistema educacional. Ele afirma que as escolas precisam ser transformadas para atrair os jovens e para apresentar a educação como uma opção para a vida pessoal e profissional deles. 

— Muitas escolas parecem presídios. A gente visita escolas em que existem mais grades do que bebedouros. A gente precisa que esse PNE estruture o que vai ser a construção dessa escola com a nossa cara. Uma escola com cultura, uma escola com esporte, uma escola com produção de ciência e tecnologia. Uma escola onde a gente sinta vontade de estar lá.

O projeto do PNE prevê, por exemplo, uma meta para a redução da desigualdade na oferta de infraestrutura entre as escolas da educação básica (Meta 18.d). Mas Hugo Silva ressalta que a previsão em lei não é suficiente; ele enfatiza que é necessário fiscalizar a implementação da meta pelos estados.

De acordo com o Ministério da Educação, 68 milhões de pessoas com mais de 18 anos não haviam concluído a educação básica em 2023. E o Censo Demográfico de 2022 indica que 9,5 milhões de pessoas com 15 anos ou mais são analfabetas.

Uma das estratégias do novo PNE para os ensinos fundamental e médio é a elaboração de propostas curriculares alinhadas às transformações da sociedade e do mundo do trabalho, assegurando o acesso à cultura e ao conhecimento científico (Estratégia 4.5). Espera-se, dessa forma, que o processo de ensino e aprendizagem se torne “contextualizado, atrativo e significativo aos estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio”.

Também foi inserida como estratégia de permanência o fomento a políticas de apoio financeiro aos estudantes em situação de vulnerabilidade econômica (Estratégia 4.8 e Estratégia 10.4), como é o caso do Programa Pé de Meia.

Indicadores e tribunais de contas

A proposta do novo plano mantém o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como responsável pelo monitoramento do PNE. A cada dois anos, esse órgão deve publicar o índice de alcance das metas, como já ocorre hoje, por meio de indicadores. O órgão usa atualmente cerca de 50 indicadores.

Além disso, o projeto prevê o fomento a avaliações diagnósticas e formativas nas unidades educacionais e nos sistemas de ensino, visando definir estratégias para o processo de alfabetização e recomposição das aprendizagens dos estudantes (Estratégia 3.9 e Estratégia 5.9).

O texto também prevê o aprimoramento contínuo dos processos de avaliação e a apropriação dos resultados educacionais pelas escolas, considerados os níveis alcançados por diferentes grupos sociais, com vistas à redução das desigualdades existentes e ao apoio ao planejamento e à gestão (Estratégia 3.10 e Estratégia 5.8).

Durante as audiências no Senado, vários debatedores cobraram melhorias nesse quesito. Eles defendem, por exemplo, a inclusão dos tribunais de contas dos estados (TCEs) nesse processo.

— Temos trabalhado continuamente nessa área e temos essa capilaridade e essa responsabilidade de analisar o que o Brasil tem feito, evidenciando boas práticas e pontos a serem aperfeiçoados. Nesse projeto de lei, é fundamental que se preveja a participação dos tribunais de contas nas fases de cumprimento e avaliação das metas da educação. Esse projeto não pode ser apenas uma carta de intenções; ele deve ter objetivos factíveis para alcançarmos melhorias significativas na educação, tanto em níveis de aprendizagem quanto em qualidade e equidade, eficiência e efetividade — declarou Vinicius Schafaschek de Moraes, servidor do Tribunal de Contas de Rondônia e membro da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Especialistas defendem importância de monitoramento e fiscalização do cumprimento das metas do PNE Tânia Rêgo/Agência Brasil
Especialistas defendem importância de monitoramento e fiscalização do cumprimento das metas do PNE – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Já Bruno Loureiro Mahé avalia que o novo PNE precisa definir melhor as metas, as estratégias e os indicadores, além de prever apontamentos de trabalho específicos da competência do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele é coordenador de ações de controle da Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do TCU.

Mahé também apontou a necessidade de melhoria na elaboração e no monitoramento dos planos subnacionais. 

— O plano nacional tem que servir de guia, mas os demais entes, os estados e os municípios, têm que criar um alinhamento com o plano nacional de acordo com a realidade local ou regional. E aí se perceberam algumas fragilidades. Por exemplo, deficiências no apoio técnico prestado pelo MEC tanto na elaboração quanto no monitoramento desses planos [estaduais e municipais]. O MEC iniciou uma rede de apoio que teve um resultado positivo no início, mas, depois, ela foi sendo, de certa forma, deixada de lado. Mesmo no início, por exemplo, os entes tiveram dificuldades no diagnóstico educacional […] E o que se percebeu foi que houve falhas nesse diagnóstico educacional. Além disso, houve também falhas no desenho e na realização de monitoramento e avaliação desses planos subnacionais e também falhas no gerenciamento e na alimentação dos sistemas do MEC que tratam desse assunto.

Povos indígenas, rurais e quilombolas

Uma novidade do projeto é o Objetivo 8, que trata das modalidades de educação escolar indígena, educação do campo e educação escolar quilombola. Também prevê a produção de materiais didáticos específicos e o desenvolvimento de instrumentos de acompanhamento que considerem as identidades e as especificidades dessas populações.

Além disso, o texto propõe a adaptação do currículo e do calendário escolar de acordo com a realidade, a identidade cultural, as condições climáticas da região e as necessidades dos estudantes.

O Censo Escolar de 2022 contabilizou 3.541 escolas de ensino básico localizadas em terras indígenas (quase  2% do total de 178,3 mil escolas de ensino básico do país). Também verificou que 3.597 delas oferecem educação indígena por meio das redes de ensino. 

Entre os quilombolas, estima-se que a taxa de analfabetismo seja 2,7 vezes maior que a média do Brasil: enquanto o índice nacional é de 7%, o da população quilombola alcança 18,99%.

Projeto contém um objetivo específico para escolas indígenas, rurais e quilombolas Jackson Souza/Pref. Boa Vista
Projeto contém um objetivo específico para escolas indígenas, rurais e quilombolas – Jackson Souza/Pref. Boa Vista

Durante as audiências no Senado, Arlindo Baré, coordenador do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, destacou algumas das demandas urgentes da educação indígena: a garantia do acesso e da permanência dos alunos indígenas, desde a educação básica ao ensino superior; a prioridade orçamentária para a política de educação nos territórios étnicos, visando assegurar autonomia de gestão; e o investimento na educação digital.  

— A gente precisa promover uma educação digital para um uso crítico, reflexivo, étnico das tecnologias de informação nas comunidades indígenas. Por que eu considero isso importante? Para além de trazer coisas que já estão muito evidentes, como a precarização das escolas indígenas, muitas delas não são, de fato, escolas adequadas e, principalmente, não possuem o que seria uma estrutura educacional na concepção dos povos indígenas. Então, para além disso, garantir esse acesso vai garantir a qualidade e a permanência em todos os níveis — argumentou Baré. 

Investimento

A Meta 18.a prevê a ampliação do investimento público em educação para 7% do PIB até o sexto ano de vigência do novo PNE. Para o final da vigência desse plano (ou seja, após 10 anos), a meta prevê ampliação para 10% do PIB.

Mas, para muitos especialistas que participaram dos debates no Senado, a meta de 7% no sexto ano é um retrocesso — considerando que o PNE atualmente em vigor já tinha essa mesma meta (7%) para 2019, e ela não foi alcançada. Atualmente, o investimento público em educação é de aproximadamente 5% do PIB.

Romualdo Portela de Oliveira, representante do Centro de Estudos Educação & Sociedade, apontou o que, segundo ele, é uma incoerência: a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é semelhante às metas dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas o Brasil não investe na educação o mesmo volume de recursos que os países da OCDE investem.

— O nosso gasto por aluno é substantivamente inferior ao dos países da OCDE. E aí eu acho muito interessante que a gente estabeleça como meta do Ideb a média dos países da OCDE e não tenha nos nossos planos de educação a ideia de que temos que gastar a média dos países da OCDE por aluno. Você cria um desejo e não cria as condições necessárias para que ele venha a ser cumprido — criticou ele.

O Ideb utiliza dados sobre a aprovação dos estudantes e as médias de desempenho nas avaliações. É calculado a partir do Censo Escolar e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Seu índice, que mede o desempenho dos alunos, varia de 0 a 10. A meta atual é atingir o índice 6 — que é equivalente ao desempenho médio registrado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado pela OCDE.

Formação de professores e plano de carreira 

A Estratégia 5.12 prevê políticas de formação inicial e continuada de professores. Dessa forma, espera-se a ampliação do número de professores “com formação adequada à área de conhecimento e modalidade que lecionam”.

Também se espera que a formação inicial e continuada de docentes os capacitem a atuar em turmas heterogêneas, inclusivas, e em contextos territoriais, sociais, socioambientais e culturais diversificados (Estratégia 3.6 e Estratégia 5.13).

O projeto também propõe planos de carreira para todos os profissionais da educação básica (em sua Meta 16.c). Para os profissionais do magistério, o novo PNE prevê como referência o piso salarial nacional profissional e o limite máximo de dois terços da carga horária para atividades de interação com os alunos.

Para Suzane Gonçalves, presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação, o projeto deveria incluir a percepção de que os profissionais da educação são todos aqueles que atuam no espaço escolar e no ensino superior, e não apenas os professores.

O projeto prevê políticas de formação inicial e continuada de professores Divulgação/Pref. Fortaleza
O projeto prevê políticas de formação inicial e continuada de professores – Divulgação/Pref. Fortaleza

Ela também recomendou que o novo PNE garanta que os profissionais trabalhem em suas áreas de formação. E que, além de planos de carreira, sejam realizados concursos públicos.

— Hoje a carreira docente baixa atratividade. Cursos de licenciatura têm baixíssima procura, e um dos motivos desse quadro está no fato de a carreira ser pouco valorizada, tanto do ponto de vista da remuneração quanto da previsão de crescimento [profissional]. Os dados que temos são preocupantes quando vemos, no Brasil, quase 50% dos professores em contratos temporários e precários. Isso reflete num ensino sem qualidade — argumentou.

A Meta 16.d do projeto é assegurar que, no mínimo, 70% dos profissionais do magistério em cada rede pública de ensino tenham vínculo estável por meio de concurso público até o fim da vigência do novo PNE.

Cenário atual 

O Plano Nacional de Educação atualmente em vigor foi instituído pela Lei 13.005, de 2014. Esse texto previa que o Poder Executivo deveria ter enviado ao Congresso Nacional uma novo projeto para o PNE até junho de 2023.

Como isso não aconteceu, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) apresentou um projeto de lei para prorrogar o plano atual até 2025. Esse projeto (PL 5.665/2023) foi aprovado pelo Congresso Nacional e se transformou na Lei 14.934, de 2024.

A proposta do novo PNE (PL 2.614/2024), elaborada pelo Ministério da Educação, foi enviada pelo Executivo em junho de 2024.

Professora Dorinha Seabra é a autora do projeto que prorrogou a vigência do PNE atual até 2025 Edilson Rodrigues/Agência Senado
Professora Dorinha Seabra é a autora do projeto que prorrogou a vigência do PNE atual até 2025Edilson Rodrigues/Agência Senado
Reportagem: Bárbara Gonçalves
Edição: Ricardo Koiti Koshimizu
Infografia: Diego Jimenez
Edição de fotos e multimídia: Bernardo Ururahy
Design web: Mateus Mativi
Imagem de abertura: José Luis da Conceição/Gov. São Paulo

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

AGU avalia resposta da Meta sobre o fim da checagem de fatos.

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Mark Zuckerberg, fundador da Meta, companhia controladora de plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads
Mark Zuckerberg, fundador da Meta, companhia controladora de plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads

Meta responde à AGU sobre fim da checagem de fatos; reunião avaliará impacto no Brasil

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou recentemente o fim de seu programa de checagem de fatos nos Estados Unidos. A iniciativa será substituída por um sistema de “notas da comunidade”, semelhante ao implementado pela plataforma X (antigo Twitter).

Repercussão no Brasil

Decisão da Meta de substituir checagem de fatos por notas da comunidade preocupa autoridades brasileiras

A decisão despertou preocupações no Brasil, especialmente em relação à propagação de desinformação e discursos de ódio nas plataformas digitais. Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a Meta, exigindo esclarecimentos sobre as medidas que serão adotadas para cumprir a legislação brasileira, em especial no combate a crimes como racismo, homofobia e violência de gênero.

Análise da resposta da Meta

A Meta respondeu dentro do prazo estipulado, e o conteúdo da resposta será analisado pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) em uma reunião técnica agendada para esta terça-feira, 14 de janeiro de 2025. O encontro contará com a participação de representantes dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Impactos nas plataformas

O advogado-geral da União, Jorge Messias, ressaltou a importância de entender os impactos das mudanças implementadas pela Meta no cotidiano das plataformas e na vida dos brasileiros. Apenas após uma análise detalhada, a AGU e outros órgãos competentes definirão os próximos passos e divulgarão o conteúdo da manifestação da empresa.

Riscos de desinformação

Especialistas alertam para aumento de desinformação após decisão da Meta; AGU convoca reunião para avaliar medidas no Brasil.

Especialistas em tecnologia alertam que o encerramento do programa de checagem de fatos pode aumentar a disseminação de desinformação e tornar os usuários mais suscetíveis a conteúdos falsos. Autoridades brasileiras também demonstraram preocupação com a decisão e os possíveis efeitos no ambiente digital do país. O governo reforça o compromisso de garantir que as plataformas digitais operem em conformidade com a legislação nacional, protegendo os direitos fundamentais e promovendo um espaço informacional íntegro.

Liberdade de expressão e responsabilidade

A decisão da Meta ocorre em um contexto de busca por maior liberdade de expressão nas plataformas, conforme defendido por seu CEO, Mark Zuckerberg. Contudo, é imprescindível equilibrar essa liberdade com a responsabilidade de combater a desinformação e proteger os usuários de conteúdos prejudiciais. As próximas ações do governo brasileiro dependerão da análise das informações apresentadas pela Meta e das negociações entre as partes envolvidas.

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