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domingo, maio 17, 2026
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Abertas inscrições para a 4ª edição do Fórum de Inovação que acontece de 4 a 6 de dezembro em Porto Velho

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De 4 a 6 de dezembro acontece o IV Fórum de Inovação, na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, na Capital. Essa é mais uma iniciativa da prefeitura, no âmbito da inovação, por meio da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH). As inscrições estão abertas, de forma gratuita pelo site da Agência, através do link: https://www.sympla.com.br/evento/iv-forum-de-inovacao-de-porto-velho/2723669.

O evento, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, na gestão Hildon Chaves, acontece a cada dois e tem como objetivo promover a troca de ideias e o desenvolvimento de soluções inovadoras para áreas estratégicas como Govtech, Smart City, Desenvolvimento Sustentável e Acesso a Mercados para Negócios Inovadores com a participação de especialistas, empresas e representantes governamentais.

PÚBLICO-ALVO

O fórum é voltado para servidores públicos e gestores do município, empreendedores e empresários, investidores, representantes de órgãos de representatividade sociais ligadas aos setores produtivos, acadêmicos, professores, pesquisadores, atores do ecossistema local de inovação, bem como instituições de apoio e financiamento, instituições de ensino superior e pesquisa, sociedade em geral e demais atores promotores de desenvolvimento de inovação municipal.

De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento, Leandro Dill, a realização do Fórum reforça a posição da Capital como referência em inovação da região Norte. “O mercado inova constantemente e avança, mas, se a gestão pública — seja municipal ou estadual — não acompanhar esse ritmo, não conseguirá interagir com os demais atores envolvidos. Por isso, é fundamental que a prefeitura discuta como a inovação pode transformar o setor público, aprimorando nossos processos e facilitando o acesso aos serviços,” explicou Dill.

O Fórum irá enfatizar fortemente a inovação no setor público, abordando também a criação de políticas públicas de inovação, como as leis de inovação. “Infelizmente, nosso estado ainda não possui uma lei de inovação estabelecida. Porto Velho tem trabalhado para reduzir essa lacuna e, com uma política de incentivos, melhorar o ambiente de negócios e promover o surgimento de empresas de base tecnológica,” concluiu o presidente da ADPVH.

Transtorno do jogo: o que acontece no cérebro de pessoas viciadas em bets

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Uma vontade irresistível de arriscar. Uma certeza de que, dessa vez, a sorte vai sorrir. Uma falta de controle sobre gastos. Uma ausência de preocupação sobre as dívidas acumuladas.

Essas são algumas frases que podem descrever o que se passa com uma pessoa com dependência em apostas, como as bets — algo que é descrito nos manuais de medicina como transtorno do jogo.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que esse quadro é marcado por “um padrão de apostas repetidas e contínuas, apesar do ato gerar vários problemas na vida do indivíduo”.

A entidade lembra que o problema vai além, e afeta também a família do paciente e toda a sociedade.

Mas o que acontece na cabeça de um indivíduo que é acometido pelo transtorno do jogo? Por que algumas pessoas que fazem apostas desenvolvem esse distúrbio — e outras não? E o que está disponível para ajudar a lidar com esse vício?

Um mergulho no cérebro do apostador compulsivo

O psiquiatra Lucas Spanemberg, pesquisador do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), destaca que a dependência em fazer apostas apresenta uma raiz parecida a de outros vícios, como aqueles relacionados às substâncias (álcool, nicotina, cocaína…) e aos comportamentos (como sexo, alimentação, compras etc.).

“A gente tem uma área no cérebro chamada sistema límbico, em que uma série de estruturas interconectadas formam um circuito de recompensa. Elas são responsáveis por trazer uma sensação de gratificação”, detalha o médico, que também é professor da Escola de Medicina da PUC-RS.

Qualquer coisa que nos traga prazer — a atividade sexual, comer um alimento que gostamos muito, estar próximo de pessoas queridas, etc. — provoca a liberação do neurotransmissor dopamina nesse circuito.

“E esse mecanismo é muito importante para a nossa sobrevivência e evolução como indivíduo e espécie”, observa Spanemberg.

O problema é que existem substâncias e comportamentos que despejam uma quantidade muito maior da dopamina neste sistema do cérebro.

“Há certos fatores que entram no circuito de recompensa e pervertem toda essa experiência”, aponta o psiquiatra.

“Vamos supor que, numa situação prazerosa normal, a dopamina é liberada numa intensidade 10. Quando estamos diante de um elemento aditivo, essa intensidade sobe para 100”, compara ele.

De acordo com o psiquiatra, essa diferença “inaugura um parâmetro diferente de satisfação química no cérebro”, que “distorce a cognição” e “traz uma sensação de que é necessário repetir esse comportamento”.

“Aos poucos, a pessoa deixa de fazer coisas que seriam gratificantes e trariam uma escala de satisfação química normal para o cérebro, para algo que é aditivo e traz muito mais dopamina para esse circuito”, pontua Spanemberg.

Aréa do cérebro responsável por resolução de problemas tem atividade reduzida

O médico Vinícius Andrade, da Comissão de Adicções da Associação Brasileira de Psiquiatria, lembra que outras regiões do cérebro além do sistema límbico estão envolvidas no transtorno do jogo.

“Podemos citar áreas do córtex pré-frontal, que fica perto da testa, e é responsável pela tomada de decisões e resolução de problemas”, diz o especialista, que também é médico assistente do Ambulatório de Transtornos de Impulso da Universidade de São Paulo (USP).

“Em estudos que avaliam indivíduos com transtorno do jogo, foi observada também uma redução na conectividade de áreas como o córtex medial orbitofrontal, o striatum e o córtex cingulado anterior”, detalha ele.

Alguns trabalhos também citam alterações na amígdala, que está relacionada com a regulação do estresse.

Na prática, todas essas diferenças dificultam a tomada de decisões razoáveis ou conscientes — como, por exemplo, gastar ou não muito dinheiro em apostas que envolvem um alto grau de incerteza sobre eventuais ganhos futuros.

Temos, então, um cenário danoso por diversos caminhos: por um lado, há um enorme despejo de dopamina nos sistemas de recompensa, algo que é literalmente viciante; por outro, ocorre uma “bagunça” nos circuitos neuronais que deveriam tomar decisões racionais e ponderadas (como não gastar o dinheiro do aluguel ou das contas em apostas, por exemplo).

Mas será que esses efeitos são os mesmos diante de todas as modalidades de jogos — da aposta feita numa casa lotérica ao cassino e o joguinho instalado no celular?

Segundo os especialistas, a questão aqui está relacionada à disponibilidade.

Enquanto no caso da loteria é preciso se deslocar até um outro local, os aplicativos de aposta estão “grudados” na pessoa o tempo todo, já que o smartphone virou um apetrecho essencial.

“Antigamente, a pessoa tinha que ir até um local para poder jogar. Agora, ela é bombardeada o tempo todo com possibilidades de ganho e recompensa. Isso muda tanto o tempo de exposição quanto a intensidade com que isso acontece”, avalia Andrade.

“Além disso, sabemos que essas empresas de tecnologia coletam dados do usuário, o que aprimora as ferramentas para ampliar cada vez mais o estímulo e prender a atenção”, complementa ele.

Por que algumas pessoas desenvolvem o transtorno do jogo — e outras não?

Uma revisão de artigos publicada em 2019 na revista Nature Reviews e assinada por especialistas da Universidade Yale, nos EUA, e outras instituições americanas, canadenses e australianas, calcula que o transtorno do jogo afeta entre 0,4 e 0,6% da população.

O número varia consideravelmente de acordo com o local em que levantamentos do tipo são feitos. Em Hong Kong, essa porcentagem fica em 1,8%, enquanto na Austrália pode chegar a 2%.

Em linhas gerais, os especialistas e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) concordam que o distúrbio afeta ao redor de uma a cada 100 pessoas.

Mas e dentro do universo de indivíduos que fazem apostas com regularidade? Há uma tendência de o transtorno do jogo ser mais frequente neste grupo?

A resposta é sim. O médico Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório do Jogo Patológico e do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, lembra de um trabalho feito há uma década, que mostrou que 12 a 15% dos brasileiros apostam regularmente.

Na visão dele, esse número deve ter aumentado recentemente, com a liberação das bets e a maior disponibilidade desses serviços em aplicativos de celular.

“Das pessoas que jogam regularmente, em torno de 15% desenvolvem dificuldades com o jogo”, calcula Tavares.

“Ou seja, de sete pessoas que gostam de fazer uma fezinha de vez em quando, uma desenvolve esse tipo de problema”, detalha o especialista.

O psiquiatra destaca que essa é uma taxa média, pois o nível de adição pode variar de acordo com o tipo de jogo.

“Um jogo como o do tigrinho ou do aviãozinho é mais aliciante, então essa porcentagem tende a ser maior. Já uma aposta de loteria é algo mais protegido, porque o indivíduo faz a aposta e demora uma semana para ter acesso ao resultado”, compara ele.

Por trás do desenvolvimento do transtorno do jogo, há uma predisposição genética — embora não tenham sido identificados genes específicos por trás do problema — e também uma série de fatores ambientais.

Além da modalidade de jogo e o tipo de aposta, questões como idade e a presença de outras doenças psiquiátricas podem influenciar por aqui.

“Uma exposição mais precoce, antes dos 18 anos, quando o sujeito ainda não possui um freio inibitório bem desenvolvido no cérebro, é um importante fator de vulnerabilidade”, destaca Spanemberg.

“Pessoas que já têm um outro transtorno, como uma depressão, por exemplo, também apresentam maior risco de desenvolver dependência”, acrescenta ele.

O especialista pondera que todos esses elementos — genética, idade, doenças psiquiátricas, entre outros — não determinam se alguém vai necessariamente ter um problema relacionado ao jogo.

Mas eles aumentam a probabilidade de “desenvolver um comportamento pernicioso, danoso e patológico”, segundo o psiquiatra.

O que define o transtorno do jogo

A Associação Americana de Psiquiatria explica que uma pessoa pode ser diagnosticada com o transtorno do jogo quando tem pelo menos quatro sintomas da lista a seguir:

  • Pensamentos frequentes sobre apostas (como relembrar apostas no passado ou planejar apostas futuras);
  • Necessidade de apostar, com aumento na quantia gasta para alcançar o mesmo nível de excitação;
  • Esforços repetidos e frustrados para controlar, diminuir ou parar de apostar;
    Inquietação ou irritabilidade ao tentar reduzir ou parar de jogar;
  • Ver o jogo como uma tentativa de escapar de problemas ou do estresse;
  • Após perder dinheiro ou algo de valor com apostas, sentir a necessidade de continuar no jogo para “se vingar” — algo também conhecido como “perseguir” as próprias perdas para superá-las;
  • Após perder dinheiro ou algo de valor com apostas, sentir a necessidade de continuar no jogo para “empatar” — ou seja, recuperar aquilo que perdeu;
  • Jogar quando sentir algum tipo de angústia;
  • Mentir para esconder o quanto está envolvido com jogos de azar;
  • Perder oportunidades importantes relacionadas com a vida pessoal e profissional por causa do jogo;
  • Contar com a ajuda de outras pessoas para lidar com problemas financeiros causados ​​pelo jogo.

Andrade chama a atenção para a importância do apoio da família e de amigos nesse processo de diagnóstico.

“Quando a gente fala de jogo, algo muito comum é o indivíduo mentir e mascarar as perdas ou a quantidade de vezes que aposta”, observa o médico.

“Ao mesmo tempo, ele tem uma grande vontade de jogar, num comportamento de fissura muito intenso. É como se você estivesse com fome e não pudesse comer”, compara ele.

O psiquiatra aponta que, se o paciente não conta com esse apoio de todos que o cercam, a busca por uma ajuda profissional acontece muito tardiamente.

“E isso gera um enorme prejuízo econômico e familiar”, lamenta Andrade.

Como tratar o transtorno do jogo

Feito o diagnóstico, é possível lançar mão de uma série de medidas para lidar com a dependência.

“A abordagem depende muito das características do paciente”, diz Spanemberg.

“A maioria deles possui algum outro transtorno psiquiátrico associado, como uma depressão, que também precisa de tratamento”, acrescenta ele.

“O jogo muitas vezes é uma estratégia, um subterfúgio para lidar com um sentimento negativo que está relacionado com outro distúrbio”, reforça Spanemberg.

Ao tratar a doença de base (como depressão ou ansiedade, por exemplo), a tendência é aliviar esses sentimentos negativos — e, por consequência, diminuir aos poucos a necessidade de fazer apostas.

Em linhas gerais, o transtorno do jogo pode ser trabalhado na terapia cognitivo-comportamental, um tipo de psicoterapia em que o paciente e o profissional de saúde avaliam e discutem comportamentos e pensamentos, para que eles possam ser modificados com o passar do tempo.

“Também há a entrevista motivacional, uma abordagem usada para entender o estágio de consciência que o indivíduo está em relação à dependência. Ele pode se encontrar numa fase de negação do problema ou contemplar o que está vivendo. Há também aqueles que já estão na etapa de ação, de trabalhar para sair daquela situação”, complementa Spanemberg.

Em alguns casos, os médicos podem também prescrever medicações.

“Sabemos que remédios da classe dos antagonistas opioides podem ajudar a segurar aquele comportamento típico da aposta”, cita Andrade.

O psiquiatra também lembra dos grupos de apoio. “No Brasil, temos os Jogadores Anônimos e o Gaming Addicts, que fazem um trabalho muito bom”, sugere ele.

Transtorno de jogo: a demanda por tratamento vai aumentar?

Diante da popularidade das bets — que, por exemplo, hoje patrocinam a maioria dos clubes de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro —, existe um temor em termos de saúde pública sobre o aumento de casos de transtorno do jogo.

Entre os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, essa preocupação é clara.

“Precisamos discutir não apenas as repercussões sociais do jogo, mas também todas as questões de saúde mental”, concorda Spanemberg.

Tavares lembra que, em meados dos anos 1990, o Brasil viveu a febre dos bingos e das máquinas caça-níquel.

“Em 1996, os casos começaram a chegar lá no Instituto de Psiquiatria da USP. Eu era professor auxiliar e ouvi uma primeira pessoa dizer que gastava todo dinheiro nos bingos, se arrependia, ficava péssimo e depois tentava recuperar”, lembra ele.

“Resolvi transformar esse e outros relatos no meu objeto de estudo. Em 1998, após terminar meu doutorado, abri o Ambulatório de Jogo, onde fazia longas entrevistas com jogadores compulsivos e oferecia tratamento a eles.”

Com o passar do tempo, o serviço foi formalizado e precisou ser ampliado.

“A depender da época, chegamos a ter entre 5 a 10 profissionais contratados e outros 60 a 70 voluntários no ambulatório. No auge, contamos com cerca de 80 colaboradores”, estima Tavares.

Essa demanda foi reduzida com o fechamento dos bingos, em meados de 2004. Mesmo assim, ela nunca chegou a cessar.

Mais recentemente, de 2018 em diante, com a inundação das bets e outros jogos onlines no Brasil, a procura pelos serviços do ambulatório voltou a subir.

“Com a nossa estrutura atual, conseguimos atender 80 casos novos por ano, além de acompanhar outros 160 pacientes que fazem um seguimento por cerca de dois anos”, informa o psiquiatra.

“Mas diante de um fenômeno como esse que vivemos agora, ficamos com o triplo de pacientes na fila de espera.”

“É claro que esses números não retratam a realidade do Brasil, são apenas gotinhas num oceano muito maior”, avalia o especialista.

Para Tavares, o aumento do acesso às apostas está relacionado a uma demanda na frequência do transtorno do jogo entre a população — e será necessário criar um aparato no Sistema Único de Saúde (SUS) para absorver essa demanda de pacientes.

“O jogo sempre existiu e sempre vai existir. O que varia é a forma como se regulamenta esse setor”, avalia o médico.

“Podemos permitir uma maior ou menor penetração deles na sociedade. Se proibimos tudo, isso diminui a demanda por tratamento, embora sempre exista o mercado ilegal.”

“Agora, caso o jogo seja liberado por uma questão de equilíbrio das contas fiscais e economia, será necessário fazer um investimento equivalente na saúde pública. Isso precisa virar uma política de Estado”, opina ele.

“Se esse investimento não acontecer, o tiro sai pela culatra. A arrecadação com eventuais impostos não será suficiente para tapar o buraco do adoecimento mental e das mazelas financeiras relacionadas ao jogo”, conclui o psiquiatra.

PF diz que plano de execução de Lula e Alckmin foi discutido na casa de Braga Netto em 2022

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O plano para executar Lula (PT) e Alckmin (PSB) após eles vencerem Jair Bolsonaro (PL) na eleição 2022 foi discutido na residência do general Braga Netto em 12 de novembro daquele ano.

O encontro foi confirmado pelo general Mauro Cid, braço direito de Bolsonaro que se tornou colaborador da Justiça, e corroborado por materiais apreendidos com o general de brigada Mario Fernandes, preso nesta terça-feira (19).

Braga Netto estava presente no encontro, segundo a PF. Também estavam lá Mauro Cid e os majores Hélio Ferreira Lima e Rafael de Oliveira – esses dois também foram presos nesta terça, suspeitos de, junto com Fernandes, elaborarem o plano para matar Alckmin e Lula. As execuções ocorreriam em 15 de dezembro.

De acordo com a PF, depois do encontro, o major Oliveira mandou para Mauro Cid um documento em formato de Word intitulado Copa 2022, apontando as necessidades iniciais de logística e orçamento para as ações clandestinas.

O plano previa o emprego dos kids pretos, tropa de elite do Exército da qual os militares envolvidos no planejamento faziam parte.

De acordo com a PF, foi depois desse encontro que teve início o monitoramento de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) relator de investigações contra Bolsonaro, e que também seria executado.

Braga Netto foi um dos nomes mais fortes do governo Bolsonaro

Braga Netto foi um dos nomes mais fortes do governo Bolsonaro. Ministro da Defesa e ministro-chefe da Casa Civil, acabou escolhido pelo ex-presidente para compor a chapa que tentou a reeleição em 2022.

Para a PF, o general é um dos nomes mais envolvidos na tentativa de golpe de estado para manter Bolsonaro no poder apesar da derrota nas eleições, e dificilmente escapa de indiciamento no inquérito que investiga o caso.

Ladrões mascarados invadem residência da família real britânica e roubam veículos

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Ladrões mascarados invadiram o Castelo de Windsor, residência oficial da família real britânica localizada a oeste de Londres, e roubaram dois veículos, de acordo com a polícia local.

O incidente ocorreu em 13 de outubro, mas foi relatado pela primeira vez, no domingo (17), pelo tabloide britânico The Sun.

A polícia de Thames Valley confirmou o roubo em um comunicado à CNN, nesta segunda-feira (18).

Oficiais informaram que os criminosos entraram em um prédio em terras reais. Os suspeitos “fugiram com uma picape Izuzu preta e um quadriciclo vermelho”, segundo o comunicado da polícia, acrescentando que nenhuma prisão foi feita e que uma investigação está em andamento.

O The Sun relatou que dois homens mascarados escalaram uma cerca de aproximadamente 1,83 metros para entrar nas terras e, em seguida, usaram um veículo roubado para quebrar um portão de segurança e fugir do local.

O rei Charles III e a rainha Camilla não estavam no Castelo de Windsor no momento do roubo. Charles III estava na Escócia e só voltou para Londres no dia seguinte ao crime.

O príncipe e a princesa de Gales, William e Kate Middleton, e os três filhos do casal moram em Adelaide Cottage, uma casa que também fica nos terrenos do Castelo de Windsor, e acredita-se que provavelmente eles estavam no local no dia.

O Palácio de Buckingham declarou à CNN que nunca comenta questões de segurança, assim como o Palácio de Kensington.

No dia de Natal de 2021, um homem invadiu o Castelo de Windsor armado na tentativa de assassinar a rainha Elizabeth II, que estava na residência real na época. Jaswant Singh Chail, que tinha 19 anos quando tentou matar Elizabeth II, foi condenado a nove anos de prisão em 2023.

A situação gerou dúvidas sobre a segurança do palácio.

Max Foster e Katharina Krebs, da CNN, contribuíram com esta matéria

Cientistas podem ter descoberto fator para autismo que recebe pouca atenção

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Neurocientistas da Universidade de Stanford propuseram uma nova teoria para explicar o autismo. Segundo eles, a deficiência de um hormônio chamado vasopressina pode desempenhar um papel importante na manifestação da condição.

Há muitas causas potenciais para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que incluem fatores ambientais e genéticos. No entanto, ainda pouco se sabe sobre as causas específicas da condição.

Em um artigo de opinião, publicado no periódico Molecular Psychiatry, pesquisadores da Universidade de Stanford destacaram a deficiência de vasopressina como fator-chave dessa condição em certos indivíduos.

Também conhecida como hormônio antidiurético, a vasopressina desempenha uma gama diversa de funções no corpo humano.

O hormônio antidiurético é mais comumente usado para descrever seus papéis essenciais na regulação da pressão arterial, função renal e concentrações de água no sangue.

Mas ele também desempenha um papel importante na regulação do comportamento social e emocional.

Ainda segundo os pesquisadores, aumentar os níveis do hormônio pode aliviar as dificuldades sociais em algumas crianças autistas.

Alvo de tratamento futuro

Por causa de seu papel nas interações sociais, a vasopressina já vem sendo explorada como alvo potencial para tratamentos futuros em crianças com autismo.

Embora os testes em humanos tenham sido limitados até agora a um pequeno tamanho de amostra, as crianças que receberam esse tratamento introduzido nasalmente mostraram melhorias significativas nas habilidades sociais, bem como redução da ansiedade e dos comportamentos repetitivos.

No entanto, para demonstrar que o autismo é um resultado direto da deficiência de vasopressina, e não algo que pode ser simplesmente mascarado pela introdução do hormônio, os cientistas disseram que precisavam analisar outras funções que ele desempenha e como elas podem ser afetadas em pessoas com autismo.

Os pesquisadores disseram que uma deficiência em vasopressina provavelmente estaria associada a dificuldades em controlar o conteúdo de água do corpo.

Por exemplo, eles podem ver indivíduos com autismo também experimentando sede excessiva, produção excessiva de urina ou uma condição chamada diabetes insípido central, que resulta de uma incapacidade de controlar o equilíbrio de água do corpo.

No entanto, há muito poucos estudos que exploram as ligações entre autismo e essas condições. Vários estudos mostraram que pessoas com autismo são mais propensas a sentir sede excessiva em comparação a indivíduos neurotípicos.

Essas descobertas abrem caminhos promissores, mas ainda são necessários mais estudos para validar sua eficácia do tratamento com vasopressina em larga escala​.

Surto elétrico: o que é e como proteger seus eletrônicos em casa

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Com o calor chegando, as tempestades de verão e o uso contínuo de muitos aparelhos – ar-condicionado, geladeira, ventilador – começa a bater o medo de um surto elétrico acontecer e queimar os eletrônicos.

⚡ Eles acontecem quando há uma elevação repentina na tensão da rede elétrica e são mais frequentes em áreas onde a instalação elétrica é antiga e sofre com a falta de manutenção. Áreas industriais – onde equipamentos pesados gastam muita energia – também estão mais sujeitas a surtos.

?️ Outro risco é quando a eletricidade volta depois de um apagão, já que isso pode causar um pico de energia. Por isso, os surtos elétricos também têm mais chance de acontecer em dias de chuvas fortes e tempestades de raios.

Segundo a Elgin, os principais riscos do surto elétrico são:

1. Danos aos equipamentos: a sobrecarga de aparelhos eletroeletrônicos pode causar a queima de componentes e gerar falhas permanentes.
2. Perda de dados: corrupção de dados e perdas de informações essenciais.
3. Incêndio: a elevação de corrente gerada por um surto pode aquecer os cabos e componentes, gerando risco de curto-circuito e, consequentemente, incêndio.
4. Acidentes: em casos mais graves, os surtos elétricos podem gerar ferimentos devido à proximidade das pessoas com equipamentos e estruturas, especialmente em ambientes industriais.

Para se proteger, é importante realizar manutenções periódicas na rede elétrica e no sistema de aterramento para corrigir problemas antes que eles se agravem.

“O uso consciente dos equipamentos elétricos também é importante. Evitar sobrecarregar tomadas e reduzir o uso simultâneo de aparelhos de alto consumo ajudam a prevenir surtos e prolongam a vida útil dos dispositivos”, conta Fernando Moreira, head de marketing da Steck.

Também se pode fazer uso de equipamentos que ajudam na prevenção de problemas mais graves. Abaixo, o Guia de Compras selecionou alguns itens para esse fim, com preços desde R$ 40 a até R$ 900.

Mas fique atento: nem todos podem ser instalados sem ajuda profissional, já que mexer na rede elétrica sozinho e sem conhecimento técnico pode ser muito perigoso.

Itens que não precisam de instalação profissional

Menos eficientes que os produtos instalados diretamente na rede elétrica, estes itens servem para garantir a proteção de um ou dois aparelhos por vez.

Filtros de linha

Os filtros de linha são equipamentos que ampliam a quantidade disponível de plugues para uma tomada.

Não devem ser confundidos com extensões (também conhecidas por réguas): “Ambos aumentam o número de tomadas disponíveis, mas diferem na proteção oferecida aos aparelhos”, explica Douglas Muniz, especialista em informática da Elgin.

“A extensão interliga sistemas elétricos que estão distantes entre si. Já o filtro de linha, além de multiplicar o número de tomadas, atua contra a sobrecargas e curtos-circuitos, graças a componentes eletrônicos ou fusíveis que protegem contra picos de energia”, diz Muniz.

Se o filtro de linha detecta um aumento repentino de eletricidade na direção do seu dispositivo, ele queima os próprios fusíveis para liberar a energia e poupar seu aparelho.

Vale lembrar que existem também as versões de um plugue só, voltadas para a proteção de um único aparelho ligado na rede elétrica. Elas podem receber nomes como, por exemplo, “protetor de geladeira”, mas, no fim, ainda são filtros de linha.

Nobreaks

O nobreak estabiliza a tensão elétrica e possui uma bateria interna.

“O nobreak atua principalmente para garantir a continuidade de fornecimento de energia”, explica a Intelbras. “Havendo raios ou outras causas de surtos elétricos, ele tem como função evitar que essa descarga chegue até os equipamentos que está alimentando”.

Ou seja, você conecta o seu computador a um nobreak para que o dispositivo não desligue caso aconteça alguma falha elétrica e tem tempo de salvar trabalhos, jogos ou qualquer outra atividade que estiver fazendo.

Itens que precisam de instalação profissional

Os produtos que conseguem garantir o maior nível de segurança geralmente são aqueles que são instalados diretamente na rede elétrica da residência.

Para isso, é essencial que um profissional capacitado seja chamado para fazer a instalação e a manutenção desse tipo de produto, para evitar acidentes. “O improviso aumenta o risco de instalações mal dimensionadas e, portanto, inseguras”, alerta Fernando Moreira, da Steck.

Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS)


Mais conhecidos pela sigla do que pelo nome inteiro, esses dispositivos fornecem uma das mais seguras opções de proteção da casa.

“Estes equipamentos são instalados nos quadros de distribuição de energia e desviam os surtos de tensão para o sistema de aterramento, protegendo toda a instalação”, explica Marcel Serafim, diretor executivo de bens de consumo da Elgin.

“São projetados para detectar a presença de sobretensões transitórias e neutralizá-las antes de danificarem qualquer dispositivo”, completa a Intelbras.

Segundo a Intelbras, são indicados para proteger itens mais robustos, como linhas de telecomunicações e painéis solares, assim como quaisquer aparelhos domésticos.

O consumidor deve fazer a escolha do modelo correto junto a um eletricista, já que existem 3 categorias de DPS indicadas para locais em situações distintas, considerando o tipo de edifício e a presença de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (conhecidas como SPDA).

“É importante escolher a tensão correta e verificar se a corrente é nominal ou máxima. Além disso, o cabo do DPS deve ser o mais curto possível, idealmente com menos de meio metro”, afirma Fernando Moreira.

Disjuntores

Os disjuntores de baixa tensão são os mais comumente encontrados nas residências. Eles protegem os circuitos onde correm as correntes elétricas que alimentam as lâmpadas e as tomadas da casa.

“Os disjuntores têm disparo livre, que garante o desligamento automático do circuito em caso de sobrecarga ou curto-circuito, mesmo se a manopla estiver travada na posição ‘ON’. Isso contribui para maior segurança, eficiência e economia em instalações elétricas”, diz Fernando Moreira.

Pacote cria idade mínima de 55 anos para militar se aposentar

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O pacote de corte de gastos em preparação pela equipe econômica, sob coordenação de Fernando Haddad (Fazenda), deve atingir os militares. A maior novidade deve ser a criação de uma idade mínima de 55 anos para aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas. Hoje, o sistema é regulado pela Lei nº 13.954, de 2019, e basta comprovar o tempo de serviço (pelo menos 35 anos). Ao se aposentar, o militar mantém o salário integral –e sempre recebe aumento quando os da ativa também são promovidos.

Essa idade mínima ainda é menor do que a exigida dos contribuintes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): 65 anos para homem e 62 anos para mulher. Na iniciativa privada, o trabalhador (a depender do salário) contribui com alíquotas de 7,5% a 14%. Os militares pagam 10,5% para sair da ativa com o salário integral –algo impossível para quem está no INSS.

A mudança deve causar alguma reclamação por parte dos militares, mas tudo tem sido amplamente negociado nos bastidores –e ainda é necessário aprovar uma lei no Congresso.

Como haverá regra de transição, vai demorar muito para quem está na ativa sentir a alteração no sistema. O ganho fiscal –com economia para o governo federal– também será mínimo no curto prazo. Mas a equipe econômica enxerga essa mudança como muito relevante para avançar sobre outros feudos quase intocáveis, como o Poder Judiciário, que hoje consome cerca de 1,5% do PIB.

Além da Previdência dos militares, há mudanças que já estão sendo noticiadas, inclusive pelo Poder360, que devem trazer ganhos pequenos em termos de economia –mas serão consideradas importantes por servirem de exemplo para outras áreas do governo.

A seguir, as 4 principais medidas que estão para ser anunciadas:

1) Previdência dos militares – será fixada uma idade mínima em 55 anos. Hoje, não existe idade mínima, mas só tempo de serviço, que é de 35 anos para quem entrou depois da aprovação da Lei nº 13.954, de 2019;

2) “morte ficta” – deve acabar. Ocorre hoje quando militares são considerados inaptos para o serviço e são expulsos. São considerados como mortos, mas seus familiares mantêm os benefícios, recebendo o salário. O “morto ficto” (morto fictício) surgiu com a aprovação da Lei nº 3.765, de 1960, que trata de pensões dos militares. Um fardado que é expulso segue com o soldo porque durante o período em que estava na ativa parte de seu salário era recolhida para custear o benefício. A “morte ficta” consome um valor pequeno por ano: R$ 25 milhões. Esse montante foi divulgado em junho de 2024, quando as Forças Armadas responderam a um pedido de acesso à informação;

3) contribuição para o plano de saúde – serão equalizados os valores cobrados de todos os integrantes das Forças Armadas. Hoje, há quem pague até 3,5% sobre o salário. Mas esse percentual é menor em vários casos. Tudo seria igualado a partir da implantação do corte de gastos;

4) transferência de pensão – prática será limitada ao máximo. Embora essa transferência tenha acabado a partir do ano 2001 (pela MP 2215), quem já havia contribuído anteriormente seguiu mantendo o benefício. Para militar que contribuiu, quando há caso de morte, a pensão fica para a viúva. Se a viúva morre, as filhas recebem. Se uma filha morre, a outra fica com a parte integral. É isso que se pretende acabar agora.

PF prende policial e quatro ‘kids pretos’ em ação sobre tentativa de golpe e plano para matar Lula, Alckmin e Moraes em 2022

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) uma operação contra uma organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado após as eleições de 2022 para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restringir a atuação do Poder Judiciário.

  • quatro militares do Exército ligados às forças especiais, os chamados “kids pretos”: o general de brigada Mario Fernandes (na reserva), o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira.
  • um policial federal: Wladimir Matos Soares.

Segundo a Polícia Federal, entre as ações elaboradas pelo grupo havia um “detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022″ para matar os já eleitos presidente Lula e vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Ainda estavam nos planos a prisão e execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que vinha sendo monitorado continuamente, caso o Golpe de Estado fosse consumado”, diz a PF.

As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes e já tinham sido cumpridas até as 6h50 desta terça. Um dos presos foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República em 2022. Atualmente, é assessor do deputado e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

A operação, intitulada “Contragolpe”, foi autorizada no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado e a sequência de atos antidemocráticos promovidos ao longo do processo eleitoral de 2022, e que culminaram nos atos terroristas de 8 de janeiro de 2023.

Há uma expectativa de que esse inquérito seja finalizado ainda este ano.

PF recuperou arquivos eletrônicos

A PF chegou aos alvos desta terça ao analisar dados desses militares já investigados no inquérito.

Parte dos indícios veio, por exemplo, de material que já tinha sido deletado de aparelhos do coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e foi restaurado pelos investigadores. Cid deve depor novamente à Polícia Federal nesta terça.

Outra parte, ainda maior, veio dos aparelhos celulares de outros militares.

Em fevereiro, uma operação também relacionada ao mesmo inquérito prendeu militares do Exército e um ex-assessor da Presidência e fez buscas contra uma série de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Parlamentares aprovam mudanças na Constituição Estadual e no Regimento Interno sobre eleição da Mesa Diretora

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Os deputados estaduais aprovaram a alteração na Constituição Estadual durante sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (18). A matéria, de autoria coletiva, trata da eleição da Mesa Diretora da Casa de Leis. Também foi alterado o Regimento Interno, por meio do Projeto de Resolução 84/2024.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2024 alterou a alínea b do inciso I do artigo 29 da Constituição Estadual. Com a nova redação, o mandato dos membros da Mesa Diretora continua sendo de dois anos e será permitida apenas uma única recondução sucessiva para o mesmo cargo.

A medida reflete o entendimento consolidado pelo STF em Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 6703, 6658 e 6654), que determinam que, no âmbito das Casas Legislativas, não pode haver mais de uma reeleição ou recondução para o mesmo cargo. A alteração busca promover a alternância de poder, princípio fundamental do regime democrático.

A PEC foi aprovada em dois turnos de votação.

Alteração no Regimento Interno

Já o Projeto de Resolução 84/2024 modifica o caput do artigo 6º do Regimento Interno da Alero, estabelecendo que a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio da legislatura deverá ocorrer no ano anterior ao término do mandato do primeiro biênio, a partir do mês de outubro, em sessão específica convocada pelo presidente da Casa.

A mudança substitui a regra anterior, que permitia que a eleição ocorresse em qualquer data da legislatura, proporcionando maior previsibilidade e conformidade com os princípios constitucionais. Segundo a justificativa apresentada, a alteração regimental visa adequar o processo eleitoral ao ordenamento jurídico brasileiro, garantindo que as eleições da Mesa Diretora sejam contemporâneas ao período de vigência de cada mandato.

O projeto de resolução foi aprovado por todos os deputados presentes.

A população pode acompanhar as sessões presencialmente, ou pelo canal da TV Assembleia, 7.2, ou ainda pelo canal no YouTube. As sessões ordinárias acontecem às terças-feiras, às 15h, e às quartas-feiras, às 9h.

Mais informações acerca dos projetos podem ser encontradas no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (Sapl). Além disso, as pessoas podem verificar todos os projetos aprovados durante as sessões, no site oficial da Alero.

CPI das Bets pode convocar Deolane, Safadão, Tirulipa e Jojo Todynho

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A CPI das Bets pode votar nesta terça-feira (19) a convocação de artistas e influenciadores digitais envolvidos com a promoção de plataformas de apostas virtuais. Entre eles, a advogada e influencer Deolane Bezerra, os cantores Wesley Safadão e Jojo Todynho e o humorista Tirulipa. A reunião está marcada para as 11h.

Dos 168 requerimentos na pauta, 79 são pedidos de convocação (veja a lista completa). A relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), é uma das que quer ouvir os artistas.

“Sua participação é essencial para entender como figuras influentes ajudam a expandir o mercado de apostas e se elas estão cientes dos possíveis danos econômicos e sociais que essa atividade pode causar”, argumenta Soraya.

As convocações também podem chegar a empresários investigados por lavagem de dinheiro. O senador Izalci Lucas (PL-DF) pede a convocação de Deolane Bezerra nesse contexto. Ela foi presa em setembro pela Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investiga um esquema de lavagem envolvendo jogos ilegais. O parlamentar sugere que a influenciadora deponha na condição de testemunha.

“Deolane pode esclarecer como influenciadores têm sido utilizados por plataformas de apostas para atrair consumidores. Pode também fornecer detalhes sobre a rede de influenciadores que promoveu plataformas sob investigação”, justifica Izalci.

A mãe de Deolane, Solange Alves Bezerra, e advogada da influenciadora, Adélia Soares, também podem ser convocadas a depor. Solange foi presa junto com a filha durante a Operação Integration, mas ambas foram liberadas por determinação da Justiça.

Investigados

O senador Izalci sugere ainda o depoimento de dez pessoas na condição de investigadas pela CPI. Todas foram indiciadas ou tiveram os nomes associados à Operação Integration. São elas:

  • Marcela Tavares Henrique da Silva Campos, sócia da Esportes Gaming
  • José André da Rocha Neto, representante da BPX Bets
  • Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha, sócia-administradora da BPX Bets
  • Edson Antonio Lenzi Filho, diretor da Pay Brokers Cobrança
  • Darwin Henrique da Silva, dono da empresa Caminho da Sorte
  • Boris Maciel Padilha, ligado à HSF Entretenimento
  • Thiago Lima Rocha, sócio da Zelu Brasil Pagamentos
  • Rayssa Ferreira Santana Rocha, sócia da Zelu Brasil Pagamentos
  • Italo Tavares de Moura, sócio da ST Soft Desenvolvimento de Programas
  • Djalma Junior dos Santos, sócio da ST Soft Desenvolvimento de Programas

Autoridades

Outro lote de requerimentos sugere o depoimento de autoridades públicas. Dois deles pedem a convocação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Os parlamentares podem votar ainda um convite ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Também constam na lista de possíveis convocados os presidentes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Liáo, e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro Macedo.

Informações

A CPI das Bets pode votar também 57 pedidos de informação. Entre eles estão solicitações ao Coaf de 37 relatórios de inteligência financeira (RIFs). Os documentos podem identificar operações com indícios de crimes. Entre os alvos, há pessoas físicas e empresas ligadas a apostas online e plataformas de pagamento.

A CPI das Bets foi instalada em 12 de novembro para investigar a influência das apostas online no orçamento das famílias brasileiras e a possível associação com organizações criminosas. Os trabalhos do colegiado vão até abril do próximo ano. O presidente é o senador Dr. Hiran (PP-RR).

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