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terça-feira, julho 14, 2026
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Caixa abre inscrições para concurso com salários de até R$ 14,9 mil

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Começaram nesta quinta-feira (29) as inscrições para o concurso da Caixa. Com mais de 4 mil vagas para todo o Brasil, incluindo cadastro reserva, as inscrições para o certame podem ser feitas pelo site da Fundação Cesgranrio. 

O valor da inscrição é R$ 50 para cargos de nível técnico e R$ 65 para cargos de nível superior. Candidatos beneficiados por lei podem solicitar a isenção do valor da inscrição.

São oferecidas 2 mil vagas para técnico bancário e 2 mil vagas para técnico bancário na área de tecnologia da informação, todas de nível médio. Há ainda 50 vagas de nível superior, sendo 28 para médicos do trabalho e 22 para engenheiros de segurança do trabalho.

Provas

As provas serão aplicadas no dia 26 de maio e contarão com questões objetivas de conhecimentos gerais e específicos, além de redação.

Para o cargo de técnico bancário, as cidades onde serão realizadas as provas estão vinculadas ao polo escolhido pelo candidato no momento da inscrição.

Já para o cargo de técnico bancário em tecnologia da informação, o candidato pode optar por fazer a prova em uma cidade diferente do polo de escolha.

Benefícios

O cargo de técnico bancário, incluindo a área de tecnologia da informação, tem remuneração inicial de R$ 3.762.

As carreiras de médico do trabalho e de engenheiro de segurança do trabalho têm remuneração inicial de R$ 11.186 e R$ 14.915, respectivamente.

Todos os empregados contam ainda com os seguintes benefícios: assistência à saúde, previdência complementar, participação nos lucros e resultados, auxílio alimentação e refeição, vale transporte, auxílio creche, possibilidade de ascensão profissional e acesso a ações de capacitação e desenvolvimento.

Contratações

Os aprovados serão convocados a partir de agosto deste ano para apresentarem a documentação e realizarem os exames médicos obrigatórios.

O concurso tem validade de 1 ano, prorrogável por igual período, a critério da Caixa.

Laerte Gomes viabiliza convênio entre Detran e Prefeitura de Ji-Paraná

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O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSD), acompanhado do prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca (MDB) e do vereador, Beto Wosniach (PDT), esteve no Departamento de Trânsito de Rondônia (Detran) onde se reuniu com o diretor geral do órgão, Léo Moraes. Na reunião, realizada nesta quarta-feira (28), o parlamentar intermediou a assinatura de um convênio entre Detran e Prefeitura de Ji-Paraná.

“Através de uma indicação de nossa autoria ao Governo do Estado, hoje estamos acompanhando a assinatura do convênio de mais R$ 8 milhões que prevê a instalação de câmeras de videomonitoramento e a sinalização vertical e horizontal de ruas de Ji-Paraná. Quero agradecer ao governador Marcos Rocha, por ter liberado esse recurso e ter atendido a esse nosso pedido que foi uma demanda apresentada pelo vereador Beto. Parabéns ao vereador e ao prefeito Isaú que deve estar bem feliz com mais essa conquista para a cidade”, enfatizou Laerte.

Após a assinatura do convênio, o prefeito Isaú Fonseca agradeceu o deputado Laerte Gomes pelas ações voltadas para o desenvolvimento constante de Ji-Paraná. “Quem ganha com isso é a nossa sociedade. Ji-Paraná está de parabéns por ter um deputado que representa o município com muita maestria e com muita força, além de amar muito a nossa cidade. Estendo meus agradecimentos também ao diretor do Detran, Léo Moraes, ao governador, Marcos Rocha e ao vereador Beto pela indicação. É com essa união que garantimos propriedade para nosso município”, declarou o prefeito Isaú Fonseca.

Léo Moraes, diretor geral do DER comentou sobre o trabalho atuante do deputado em defesa dos interesses do estado de Rondônia. “O deputado Laerte Gomes, nosso líder do Governo, tem feito um trabalho de destaque e, após ter feito a indicação ao Executivo, o governador que nos determina e cobra para que as coisas aconteçam, autorizou a celebração desse convênio com a Prefeitura de Ji-Paraná, cidade que conta com a administração de um prefeito que tem mostrado o trabalho feito no dia-a-dia, próximo das pessoas, com investimentos em infraestrutura e com melhorias para a capital do interior de Rondônia que é a nossa querida Ji-Paraná, sempre pulsante, rica, próspera e que agora receberá o videomonitoramento e as sinalizações horizontais e verticais, conforme o convênio que acabamos de firmar. Parabéns deputado Laerte, parabéns prefeito Isaú”, destacou Léo Moraes.

Ao encerrar a reunião, Laerte Gomes, mais uma vez, comentou sobre a importância de manter uma boa parceria com o Poder Executivo e assim, atender os municípios em suas demandas. “E essa parceria que garante resultados para Ji-Paraná e também para outros municípios do nosso estado. E é isso que estamos fazendo, trabalhando em união para levar recursos, para melhorar a vida do cidadão de Rondônia”, concluiu Laerte Gomes.

As doenças ‘esquecidas’ que deixam 28 milhões de brasileiros sob risco

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Todos os anos, 28,9 milhões de brasileiros correm o risco de sofrer com alguma das doenças tropicais negligenciadas que ainda assolam o país. Isso representa 14% da população total.

Essa estimativa praticamente dobrou no período entre 2016 e 2020 — até 2015, acreditava-se que esses problemas de saúde poderiam afetar cerca de 15 milhões de pessoas (ou 7,3% da população).

Esses são alguns dos dados que aparecem em um boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde no final de janeiro.

Entre as condições que aparecem na lista, algumas possuem diagnóstico e tratamento disponíveis há anos na rede pública, como a hanseníase e o tracoma.

Outras estão diretamente relacionadas às condições precárias de moradia ou à falta de saneamento básico e acesso à água potável, casos de esquistossomose e filariose linfática.

Como mostrou o Censo 2022, 49 milhões de brasileiros (24% da população) ainda vivem em residências sem descarte adequado de esgoto, 18 milhões (9%) não têm coleta de lixo, 6 milhões (3%) não têm abastecimento de água adequado e 1,2 milhão (0,6%) não têm banheiro ou sequer um sanitário.

Há algumas doenças que se espalham praticamente por todo o território nacional, como os acidentes ofídicos (as mordeduras de serpentes), e outras que estão restritas a pouquíssimos municípios, como a raiva humana.

Em editorial divulgado recentemente em uma publicação acadêmica, representantes do Ministério da Saúde admitiram que a existência dessas doenças no país — e o fato de elas afetarem principalmente populações socialmente vulneráveis — “nos envergonha como nação”.

Mas um projeto lançado pelo governo federal nas últimas semanas promete eliminar ou controlar muitas dessas enfermidades.

Problemas esquecidos

Em linhas gerais, as doenças tropicais são definidas como aquelas que acontecem nos trópicos ou nas regiões mais quentes do planeta.

Embora o conceito seja um tanto impreciso — algumas dessas condições também aparecem nas zonas temperadas, por exemplo —, é tradicionalmente usado para reunir uma série de quadros diferentes, que vão desde a malária e a dengue até a dracunculíase e as micoses profundas.

Mas quando uma doença tropical pode ser considerada como negligenciada?

“São aquelas condições em que não existe um investimento importante, principalmente no que diz respeito à inovação tecnológica e à descoberta de novos medicamentos, vacinas ou testes diagnósticos”, diz o infectologista Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Essas enfermidades também costumam estar relacionadas à pobreza e são “esquecidas” do ponto de vista do poder público. Geralmente, não há programas para prevenção, detecção precoce ou tratamento delas.

“Falamos de doenças negligenciadas, mas o correto seria falar de doenças que acometem populações negligenciadas”, argumenta Croda, que também é professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

“Isso porque elas estão associadas a desigualdades sociais e econômicas, o que também leva ao baixo interesse da indústria farmacêutica em produzir inovações, pois do ponto de vista financeiro não se trata de um mercado lucrativo.”

Mosquito

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as doenças tropicais negligenciadas afetam 1,7 bilhão de pessoas no planeta e estão relacionadas a 200 mil mortes todos os anos.

A organização aponta que, além dos custos à saúde e da perda de produtividade, essas enfermidades “são responsáveis por outras consequências, como deficiências, estigmatização, exclusão social e discriminação, que colocam uma pressão considerável sobre os pacientes e as famílias deles”.

A OMS inclui na lista das doenças tropicais negligenciadas 25 condições diferentes.

Destas, dez são citadas diretamente no mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema.

A maioria delas são causadas por vermes, protozoários, bactérias ou vírus.

“O tracoma, por exemplo, tem diagnóstico e tratamento simples, que se baseia em uma dose única de antibiótico. Não é possível que nós ainda tenhamos casos de brasileiros que ficam cegos por causa dessa infecção”, diz Croda.

Vulneráveis duplicados

O número de brasileiros sob risco todos os anos, que se refere ao período de 2016 a 2020, praticamente dobrou em relação ao estimado para 2015.

Mas o que explica um salto tão grande?

Para o médico André Siqueira, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI-Fiocruz), não há um único fator que esteja por trás desse aumento.

“Primeiro, tivemos uma melhora nos sistemas de detecção e informação, que permitem conhecer os cenários em que as pessoas estão mais expostas”, diz.

Ou seja, anteriormente, quando nem se sabia ao certo a verdadeira situação dessas doenças — número de casos e mortes, locais com mais transmissão, etc. — era ainda mais difícil estimar o impacto delas na população.

“Em segundo lugar, existem condições que podem favorecer a ocorrência dessas doenças”, diz o especialista, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Entre essas condições, não é possível ignorar o impacto das mudanças climáticas.

O aumento médio da temperatura do planeta favorece o espalhamento de insetos transmissores de doenças, como a leishmaniose.

Embora não apareçam na lista de doenças negligenciadas do Brasil, o calor também representa uma boa notícia para o mosquito por trás de dengue, zika e chikungunya — o Aedes aegypti.

A epidemiologista Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, cita ainda dois outros elementos que ajudam a entender este cenário.

“O próprio aumento da pobreza que vivenciamos nos últimos anos no Brasil também impactou esses números”, diz Maciel.

“Na Amazônia, tivemos secas recentes, o que fez muitas populações ficarem desassistidas do ponto da saúde, porque há lugares onde você só chega de barco.”

A especialista ainda aponta que o garimpo ilegal “restringiu ou dificultou o acesso à água e aos alimentos no território yanomami e em muitas outras regiões”.

Rio seco em Manaus com barcos ao fundo

Como resolver esse problema?

Para lidar com as doenças negligenciadas e outras condições de saúde, o governo federal anunciou no início de fevereiro o programa Brasil Saudável.

A partir do lançamento do projeto, que contou com a presença do biólogo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a lançar uma política que pretende eliminar ou reduzir o impacto de 14 doenças ou infecções que têm um componente social, relacionado à pobreza ou às populações vulneráveis.

O Brasil Saudável visa erradicar até 2030 doenças como malária, Chagas, tracoma, filariose, esquistossomose, oncocercose e algumas verminoses intestinais.

Além disso, há metas para reduzir casos de tuberculose, HIV, hanseníase e hepatites virais — e acabar com a transmissão vertical (quando o agente infeccioso passa da mãe para o bebê na gestação, parto ou amamentação) de HIV, sífilis, hepatite B, Chagas e HTLV.

O Brasil Saudável é liderado pelo Ministério da Saúde, mas conta com a participação de 14 ministérios reunidos em um comitê, porque muitas das ações não envolvem apenas a prestação de serviços médicos, mas também questões de saneamento básico, moradia e combate à pobreza.

“Precisamos do Ministério da Justiça, porque algumas das doenças se concentram no sistema prisional. Precisamos do Ministério dos Povos Indígenas, porque algumas dessas populações são mais afetadas por determinadas condições. Precisamos do Ministério da Igualdade Racial, uma vez que parte das enfermidades acomete desproporcionalmente a população negra. E assim por diante”, exemplifica Maciel.

“O Brasil pode ser protagonista no enfrentamento de muitas dessas doenças”.

Alguns dos problemas negligenciados que aparecem no boletim epidemiológico já estão bem próximos de virar coisa do passado.

É o caso da filariose linfática, também conhecida como elefantíase. O Brasil tinha poucos focos, em cidades pernambucanas, e não registrou casos nos últimos anos.

Com isso, as autoridades sanitárias fizeram um dossiê no final do ano passado pedindo que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o braço da OMS nas Américas, conceda o certificado de eliminação dessa verminose ao país.

Maciel espera que o Ministério da Saúde consiga fazer ainda em 2024 uma requisição parecida sobre a oncocercose e o tracoma, para que esses quadros também estejam oficialmente fora do mapa brasileiro.

Pessoa com filariose

Siqueira pondera que a eliminação de uma moléstia não significa que a história acabou.

“É possível, sim, eliminar essas doenças, e nosso país já fez isso em outras ocasiões. Mas a fragilidade dos sistemas de saúde locais podem fazer com que elas voltem”, observa ele.

“Para muitas delas, precisamos de estratégias conjuntas que ultrapassam o setor da saúde e estão relacionadas às condições de vida e de habitação melhores.”

Croda também vê com bons olhos a iniciativa do governo e chama a atenção para a necessidade de investimentos.

“É importante existir uma vontade política para eliminar essas doenças, mas precisamos ir além”, aponta ele.

“Necessitamos de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, porque não há interesse da indústria farmacêutica em criar tratamentos, vacinas ou testes diagnósticos para essas condições.”

O infectologista lembra que, há alguns anos, existia uma grande dificuldade em se obter exames para detectar a doença de Chagas — e isso só mudou quando o poder público decidiu que o Brasil iria liderar essa busca por testes.

“Sem investimentos destinados para isso, não conseguiremos atingir as metas de eliminação”, alerta Croda.

Maciel pontua que haverá financiamento para o projeto, e os valores serão maiores ao que é historicamente gasto com as doenças negligenciadas.

“Além disso, o Novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] também tem os vazios assistenciais como alvo, com foco especial no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde muitas dessas condições têm maior concentração.”

Câmara aprova projeto que cria a tarifa social de água e esgoto

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a tarifa social de água e esgoto. Serão beneficiados os usuários com renda per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou em cuja família haja pessoa com deficiência e/ou idoso de baixa renda com 65 anos ou mais. A proposta teve origem no Senado e retornará para nova votação dos senadores, por ter sido modificada pelos deputados.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), para o Projeto de Lei 9543/18, segundo o qual as empresas de saneamento devem incluir automaticamente os beneficiários de acordo com dados a que já têm acesso, sem necessidade de comunicação prévia ao usuário.

Para o cálculo da renda per capita, valores recebidos a título de Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou de Bolsa Família não entram na conta. O usuário que deixar de se enquadrar nos critérios poderá continuar a pagar a tarifa social por três meses, e as faturas referentes a este período devem trazer aviso da perda iminente do benefício.

Valor da tarifa
O valor da tarifa social será equivalente ao menor de dois casos:

  • 50% da tarifa aplicável à primeira faixa de consumo (variável em cada município); ou
  • 7,5% do valor base do programa Bolsa Família (hoje em R$ 600). Com isso, esse percentual do valor base corresponderia a R$ 45.

Em qualquer situação, a tarifa mensal diferenciada valerá para os primeiros 15 m³ por residência habilitada ao benefício. O excedente de consumo será cobrado com os valores da tarifa regular.

Entretanto, esses percentuais e limites serão considerados padrões mínimos a serem seguidos pelos titulares dos serviços públicos de água e esgoto. Outros descontos ou tarifas já vigentes podem continuar a existir.

Se virar lei, o benefício entrará em vigor após 180 dias contados da publicação.

Inclusão e acesso
O beneficiário da tarifa social que ainda não tiver ligação de água e esgoto terá direito a ela de forma gratuita, sem taxas, assegurado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das empresas de abastecimento.

“O projeto cria mais incentivos e estimula o setor para atendermos milhões de brasileiros que não têm água ou esgoto”, afirmou o relator.

Financiamento cruzado
De acordo com o texto, a tarifa social de água e esgoto será financiada, prioritariamente, por meio de subsídio cruzado, aumentando-se o valor cobrado de todas as classes de consumidores finais atendidas pela empresa de abastecimento, proporcionalmente ao consumo individual.

O substitutivo proíbe a limitação de concessão da tarifa social, prevendo o reequilíbrio tarifário para os prestadores do serviço.

Debate em Plenário
Para o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), a proposta aumenta os custos dos consumidores de classe média e das empresas, o que seria uma espécie de imposto disfarçado.

“Não somos contra o intento, no entanto a maneira de financiamento preserva o governo, que não tem dotação orçamentária disso, está criando um novo tributo embutido, de uma maneira totalmente subterfugiada. O método de financiamento é que vai encarecer as empresas e a classe média brasileira. Estes é que vão sair prejudicados”, afirmou.

Quanto ao modo de executar o financiamento da tarifa, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) expôs preocupações, citando o caso do subsídio da tarifa de energia elétrica. “Temos que tomar cuidado com o modo como essa tarifa vai ser paga. A regulação da energia elétrica é federal, mas a de água e esgoto pode ser estadual ou municipal, e nós não teremos como fazer esse subsídio”, disse.

Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira

Em defesa do subsídio cruzado (consumidores sem benefício pagam para os que têm), o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) criticou o que chamou de lobby das empresas locais de saneamento. “Esse lobby sempre buscará defender o interesse privado de quem ganhou a concessão – e não o interesse público do Estado, que precisa garantir água e saneamento para todo mundo”, ponderou.

Conta de universalização
Paralelamente à tarifa social, o PL 9543/18 cria a Conta de Universalização do Acesso à Água, de âmbito nacional e gerida pelo governo federal para promover a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O dinheiro poderá ser usado para incentivar investimentos em áreas de vulnerabilidade social para garantir a ampliação do acesso à água e também compensar os descontos aplicados nas tarifas decorrentes da aplicação de subsídios tarifários e não tarifários para os usuários que não tenham capacidade de pagamento suficiente para cobrir o custo integral dos serviços.

A conta poderá financiar ainda a manutenção do fornecimento de água para as famílias de baixa renda que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica a fim de evitar a interrupção no fornecimento por falta de pagamento; além de promover a educação ambiental e incentivar a adoção de práticas de conservação e uso eficiente da água.

Fontes de financiamento
Essa conta de universalização poderá ser abastecida pelo Orçamento da União; por multas aplicadas pela agência reguladora competente e paga pelas empresas de água e esgoto; e por outros recursos aportados pelo Poder Executivo.

A gestão da conta ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A alocação dos recursos deverá seguir os seguintes critérios:

  • quantidade total de usuários beneficiados pela Tarifa Social;
  • diversificação regional;
  • custo absoluto e necessidade de suplementação financeira de cada prestador; e
  • cumprimento de metas de universalização e adimplemento estabelecidas pelo órgão regulador competente.

As informações necessárias para seguir os critérios serão coletadas pelas agências reguladoras estaduais e centralizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA).

Quando ocorrerem repasses às empresas de água e esgoto para compensar a tarifa social, ele será feito mensalmente e diretamente aos prestadores do serviço. No entanto, somente terão direito ao dinheiro as empresas que adotarem a estrutura tarifária especial da ANA.

Perda do benefício
O substitutivo de Pedro Campos define várias situações nas quais o beneficiário perderá o direito à tarifa social:

  • intervenção nas instalações dos sistemas públicos de água e esgoto;
  • danificar ou modificar propositalmente equipamentos, como o hidrômetro;
  • fazer ligação clandestina de água e esgoto;
  • compartilhar a ligação de residência beneficiada com imóveis não informados no cadastro; ou
  • incoerências ou informações inverídicas no cadastro ou em qualquer momento da vigência do benefício.

Após a empresa detectar qualquer dessas situações, ela deverá notificar o usuário com avisos na fatura por pelo menos três meses, descrevendo a irregularidade e solicitando a regularização antes de retirá-lo da lista de beneficiários da Tarifa Social de Água e Esgoto.

Pedido de inclusão
Caso pessoa com direito à tarifa não seja incluída automaticamente pela empresa de saneamento, segundo as regras do projeto, o interessado poderá pedir sua inclusão nos escritórios da prestadora do serviço de água e esgoto com documentos de identificação, a folha resumo do CadÚnico ou o cartão de beneficiário do BPC ou o extrato de pagamento de benefício ou declaração fornecida pelo INSS, conforme o caso.

Transparência
O governo federal, os prestadores do serviço e os órgãos reguladores competentes deverão divulgar a existência da tarifa social e a forma de acessá-la, assim como as consequências do não cumprimento das condições previstas.

Anualmente, deverá ser atualizado o número total de famílias elegíveis para a tarifa social e o número total de famílias efetivamente beneficiadas, devendo a ANA publicar a lista de empresas de água e esgoto que estão cumprindo a futura lei.

 

Polícia Federal deflagra a 25ª fase da Operação Lesa Pátria

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29/2), a 25ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram e fomentaram os fatos ocorridos em 8/01/2023, em Brasília/DF, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por indivíduos que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas Instituições.

Ao todo, estão sendo cumpridos 34 mandados judiciais, sendo 24 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e sete de monitoramento eletrônico, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Ações ocorrem no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal.

Além disso, foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Apura-se que a quantia dos danos causados ao patrimônio público possa chegar à cifra de R$ 40 milhões.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam em curso, e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais cumpridos e pessoas capturadas.

Medidas judiciais

24 mandados de busca e apreensão (8 – TO), (6 – SP), (2 – MS), (3 – PR), (1 – RS), (1 – MG), (1 – ES), (2 – DF)

3 mandados de prisão preventiva (1 – SP), (2 – DF)

7 monitoramentos com tornozeleira eletrônica (1 – MS), (3 – PR), (1 – RS), (1 – SP), 1 – MG)

Vereador Everaldo Fogaça visita cooperativa de catadores de reciclados em situação crítica e promete apoio

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O vereador Everaldo Fogaça (REPUBLICANOS) esteve nesta quarta-feira na CATANORTE – Cooperativa Rondoniense de Catadores e Catadoras de Recicláveis, localizada na Vila Princesa, próxima ao antigo Lixão municipal. Durante a visita, ele se deparou com os desafios enfrentados por um grupo de catadores que lutam para se manter ativos, mas enfrentam uma queda expressiva em seus rendimentos nos últimos meses.

A presidente da CATANORTE, Maria Conceição, compartilhou as dificuldades enfrentadas pelo grupo, destacando a redução significativa nos ganhos mensais, que passaram de mais de R$ 2 mil para apenas R$ 150 nos últimos três meses. Ela ressaltou que as doações de materiais pelas empresas têm se limitado a papelão, cujo valor de mercado é de apenas R$ 0,18 por quilo. Além disso, a coleta de garrafas pets que tem valor de mercado de R$ 1,00 o quilo também diminuiu, tornando a situação ainda mais desafiadora.

O catador José Maria da Silva expressou sua preocupação, afirmando que desde o fechamento do Lixão, o faturamento dos cooperados da cooperativa despencou, atingindo o valor de aproximadamente R$ 150 por mês. A vida dos catadores tem se tornado cada vez mais difícil diante dessas circunstâncias, disse.

Toni dos Santos mencionou que muitos dos acordos feitos com os catadores não foram cumpridos, acrescentando que a localização atual da CATANORTE se tornou quase inviável com o encerramento do lixão.

Durante a visita com os catadores, o vereador Everaldo Fogaça se comprometeu a apoiar a cooperativa, colocando seu mandato à disposição para buscar soluções em conjunto. Ele reconheceu a importância de encontrar alternativas viáveis que possam restabelecer a sustentabilidade financeira da CATANORTE e permitir que os catadores possam sustentar suas famílias.

A visita do vereador Everaldo Fogaça à CATANORTE ressaltou a urgência de ações concretas para auxiliar os catadores a superar os desafios econômicos enfrentados. A presidente Maria Conceição e os demais membros da cooperativa demonstraram a necessidade de apoio da população, empresas e órgãos públicos para revitalizar suas atividades e garantir uma fonte de renda digna para todos.

“Com o comprometimento do poder público e da sociedade em geral, espera-se que seja possível encontrar soluções que beneficiem a comunidade de catadores e promovam um impacto positivo em suas vidas e na comunidade local”, finalizou o vereador.

Marcos Rocha reúne setor turístico para tornar cidades rondonienses mais atrativas para turistas

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Nesta terça e quarta-feira (28), o governador de Rondônia, Marcos Rocha participou do II Encontro de Gestores Municipais de Turismo de Rondônia, realizado no município de Pimenta Bueno, a fim traçar estratégias para fortalecer atrativos turísticos de Rondônia, além de ser um período de troca de boas práticas e avanços do setor, tanto para a economia, com a geração de empregos e renda quanto à sustentabilidade do Estado.

‘‘Juntos podemos fortalecer o turismo em Rondônia, com o incremento de boas práticas sustentáveis. O Governo de Rondônia apresentará neste evento, os investimentos e inovações aplicadas para tornar as cidades rondonienses mais acolhedoras ao turismo, a exemplo das obras de infraestrutura que têm construído e revitalizado praças, orlas, complexos de lazer e esportivos, tornando os municípios mais desenvolvidos’’, salientou Marcos Rocha.

No evento, o Governo de Rondônia também expôs as oportunidades disponíveis para ajudar no desenvolvimento do setor, a exemplo do Programa de Apoio às Micros e Pequenas Empresas e Empreendedores de Pequenos Negócios do estado de Rondônia (Proampe), que ajuda aqueles que querem empreender; e do Turismo Rural, que pode ser fortalecido no Estado, com auxílio da assistência técnica pública.

PROGRAMAÇÃO

Na programação deste encontro, além da troca de experiências regionais e municipais, houve palestras, workshops e debates sobre temas relevantes para o desenvolvimento do turismo no Estado, que é rico em atrativos como a pesca no Vale do Guaporé, pousadas em comunidade quilombolas e em aldeias, e uma diversidade de belezas naturais de impressionar.

A promoção de um turismo mais sustentável e consciente, assim como maior integração e alinhamento entre os gestores municipais de turismo; disseminação de conhecimentos para impulsionar o desenvolvimento do turismo local e regional; e estabelecimento das parcerias e redes de apoio para fortalecer o setor turístico, são alguns dos principais resultados esperados com este evento.

Pesquisa elege os dez melhores pratos típicos do Brasil e a feijoada se destaca em 1º lugar

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Tradicional prato da culinária brasileira, a feijoada é uma das mais representativas expressões da gastronomia do país. Não atoa ela foi eleita como o melhor prato típico do Brasil, de acordo com a pesquisa feita pela equipe do Guia Viajar Melhor, em conjunto com a Travel Media PR, agência global de marketing turístico e análise de dados. Originada durante o período colonial, a feijoada tem raízes históricas e culturais profundas, refletindo a diversidade e a fusão de influências presentes na sociedade brasileira.

O levantamento reuniu as iguarias mais votadas e criou um ranking com os 10 melhores pratos típicos do Brasil. Entre os mais votados, a feijoada alcançou a primeira posição com um total de 568 votos, sendo 26,4% das respostas. Segundo reportagem do Guia Viajar Melhor, o sabor da combinação de feijão preto com carnes de porco fez com que o prato superasse as demais opções com folga.

Na segunda colocação entre os melhores sabores da culinária nacional ficou o tradicional churrasco brasileiro. Foram 379 votos a favor do preparo, sendo cerca de 17,58% do total das respostas. Completando o top 3, não poderia faltar o arroz com feijão, escolhido por 312 turistas que participaram da pesquisa. A publicação destacou que o prato é frequente na mesa dos brasileiros e vai bem tanto com o feijão preto quanto com o carioca.

Outras delícias entraram na lista do Guia Viajar Melhor, como a moqueca, que ficou com o quarto lugar do ranking que indica os melhores pratos típicos do Brasil, com 106 votos. De acordo com a pesquisa, o maior destaque ficou com a versão da moqueca baiana, feita com peixes, frutos do mar, vegetais, leite de coco e óleo de dendê, mas há também a versão capixaba, que segue um preparo similar, mas não leva leite de coco e óleo de dendê, além de ser servida com arroz e pirão.

O feijão tropeiro apareceu no quinto lugar, com 69 votos. Em seguida, os viajantes indicaram o baião de dois (6º lugar, 59 votos), o acarajé (7º lugar com 52 votos ao todo) e o tacacá (8º lugar com 47 votos). Na 9ª posição, porém, houve um empate entre os mais votados: o vatapá e o cuscuz receberam 38 votos cada. E, finalizando o ranking com os 10 dos melhores pratos típicos brasileiros, os viajantes que participaram da pesquisa elegeram o virado à paulista na décima posição do ranking.

DESTINOS GASTRONÔMICOS – O Guia Viajar Melhor divulgou, também, os três destinos brasileiros mais citados pelos turistas quando o assunto é viagem gastronômica. Os colocados demostram a diversidade culinária nacional e o valor cultural de cada região. Segundo a publicação, o ranking é um desdobramento da pesquisa realizada com os turistas, levando em consideração o número de menções durante o levantamento.

Em primeiro lugar, Minas Gerais levou o título de melhor destino para viajar e comer bem. Segundo a publicação, a culinária mineira tem a maior diversidade de pratos da gastronomia brasileira, com preparos conhecidos em todo o país.

A Bahia que, conforme apuração do guia de viagens, tem uma culinária diversa com influência de diferentes regiões do Brasil, ficou em segundo lugar. Já na região Norte, os pratos do Pará conferiram ao estado o terceiro lugar entre os três principais destinos para viagens gastronômicas, tendo inclusive o tacacá, prato da culinária paraense, conquistado o reconhecimento internacional ao entrar na lista das 100 melhores sopas do mundo, pelo ranking assinado pelo TasteAtlas, uma plataforma especializada em gastronomia.

Jovens são expulsos de cinema por fumarem maconha durante sessão

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Um grupo de jovens foi expulso, na segunda-feira (26/2), de uma sala de cinema em Jaboatão dos Guararapes, no estado de Pernambuco, após outros clientes denunciarem o uso de maconha durante o filme Bob Marley: One Love. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que os jovens são retirados do local por policiais com chutes e tapas.

Segundo o shopping Guararapes, onde o caso ocorreu, a Polícia Militar foi acionada pela administração após reclamações dos clientes sobre o uso de drogas e tumulto na sala de cinema.

O filme do músico Bobh Marley relata a trajetória do astro do reggae, da sucesso internacional na música até a tentativa de assassinato que sofreu em 1976. O artista jamaicano considerava a maconha como uma erva sagrada.

O cantor alcançou sucesso mundial com a banda Wailing Wailers, que eventualmente se tornou Bob Marley & The Wailers. Sempre envolvido em diferentes causas sociais, Bob Marley também foi um grande símbolo na luta por justiça.

Bob Marley morreu em 11 de maio de 1981, aos 36 anos, por causa da propagação de um melanoma nos pulmões e no cérebro.

Plataformas serão obrigadas a excluir conteúdos sabidamente falsos sem pedido judicial, diz TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se antecipou ao Congresso e vai punir plataformas que não retirarem do ar conteúdos sabidamente inverídicos mesmo sem o acionamento da Justiça, apurou a CNN.

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