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domingo, maio 17, 2026
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Ministério do Esporte lança movimento nacional de combate à violência no futebol

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Nesta terça-feira (5/11), às 21h30, durante a partida entre Esporte Clube Bahia e São Paulo Futebol Clube, o setor Sudoeste da Arena Fonte Nova apresentará uma cena marcante: 384 cadeiras vazias cobertas com camisas de diversos times brasileiros.

As cadeiras vazias fazem alusão às consequências muitas vezes irreparáveis da violência: pessoas deixam de ir aos estádios por medo, times precisam jogar de portões fechados como punição e há a ausência permanente das vítimas fatais.

A ação faz parte do lançamento da campanha Cadeiras Vazias e do Movimento de Ocupação pela Paz no Futebol, iniciativas do Governo Federal por meio do Ministério do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg) e os principais clubes do futebol brasileiro, que têm como objetivo promover a paz nos estádios, e criar um ambiente seguro na adoção de comportamentos positivos e na denúncia de atos de violência.

A campanha ainda reflete não somente sobre as violências extremas, que ceifam vidas e arruínam famílias, mas também sobre outras formas graves, como racismo, homofobia, xenofobia, agressões contra a mulher e intolerância religiosa. Todos esses atos levam as pessoas a se afastarem dos estádios e até mesmo a se desencantarem para sempre com o futebol, que é um dos maiores pilares da identidade cultural do país.

O número de cadeiras simboliza o total de vítimas fatais de violência no futebol entre 1993 e 2023, conforme levantamento do jornalista esportivo Rodrigo Vessoni.

“Essa campanha é um marco importante no combate à violência nos estádios. Nosso trabalho é para que o futebol, e o esporte no geral, seja um espaço de união, não de violência. Queremos que a paz ocupe os estádios e que crianças, jovens, adultos, idosos, famílias, todos possam torcer juntos, com segurança. A mudança de cultura é construída no dia a dia, com diálogo e ações que mostrem o impacto real da violência. Nosso objetivo é que o futebol seja um ambiente seguro para todos e que o amor pelo esporte sempre supere qualquer rivalidade”, afirma o ministro do Esporte, André Fufuca.

Durante o evento, jogadores dos dois clubes e torcedores serão engajados em atividades de conscientização, promovendo uma mensagem clara de que todos – sociedade civil, autoridades e instituições esportivas – têm um papel fundamental na construção de um ambiente pacífico no futebol.

“O estádio é um espaço de socialização, acolhimento e boas memórias. O futebol precisa voltar a proporcionar essa experiência de maneira completa para as famílias. Mas, para isso, precisamos acabar com qualquer tipo de violência que se relacione com o esporte mais popular do planeta. O Bahia luta por isso já há algum tempo e vamos continuar assim”, diz Raul Aguirre, CEO do Esporte Clube Bahia

“O São Paulo Futebol Clube acredita que o futebol deve ser um ambiente seguro para que, cada vez mais, crianças e famílias estejam presentes nos estádios e possam torcer pelo seu time em paz. Ações como essa são importantíssimas para o futuro do nosso futebol e sociedade. É preciso saber torcer, respeitar o adversário e rival. Vamos juntos fazer do futebol um momento de alegria e de paz”, afirma Julio Casares, Presidente do São Paulo Futebol Clube

“É com muita satisfação que a Anatorg recebe o convite para participar da campanha Cadeiras Vazias, do Ministério do Esporte. Desde 2014, quando foi fundada, nossa entidade vem trabalhando para estreitar o diálogo entre as torcidas organizadas de todo o Brasil, autoridades e representantes governamentais. A campanha Cadeiras Vazias traz uma reflexão sobre a violência inserida na sociedade e no esporte. O trabalho em conjunto é fundamental para somarmos esforços e começarmos a reverter essa triste realidade. Dessa forma, políticas públicas têm que ser implementadas para conseguirmos alcançar esses torcedores e a sociedade em geral”, opina Luiz Cláudio do Carmo do Espírito Santo, presidente do Conselho Administrativo da Associação Nacional das Torcidas Organizadas do Brasil (Anatorg).

“A expectativa é que todos os envolvidos – clubes, federações, torcedores e autoridades – assumam uma postura ativa e comprometida na prevenção da violência. O combate à violência nos estádios é uma prioridade do Ministério do Esporte e do Governo Federal, mas é também responsabilidade compartilhada, e cada um deve fazer a sua parte para proteger o verdadeiro espírito do futebol. Além de medidas para conscientização e promoção da paz, acredito que punições justas e rigorosas para atos de violência vão ajudar a criar ambientes cada vez mais acolhedores”, completa André Fufuca.

Ato simbólico

Parentes de algumas das vítimas fatais, depois de uma dolorosa ausência em estádios de futebol, estarão presentes no estádio da Fonte Nova para participar do ato simbólico pela paz.

Um dos familiares que estará no jogo é Ettore Marchiano, pai da torcedora palmeirense Gabriela Anelli, morta aos 23 anos no dia 8 de julho de 2023, na capital paulista. Ela foi atingida por estilhaços de uma garrafa após um confronto entre torcedores ao redor do estádio.

Outra presença é Mikaelly Belinasi, irmã gêmea do santista Sergio Henrique, de 21 anos, que faleceu em 23 de agosto de 2020, alvejado por um tiro de arma de fogo. A morte decorreu de uma briga generalizada entre torcedores, na cidade de Mauá, na Grande São Paulo. No mesmo episódio, o santista Higor Matis Toledo, de 22 anos, também morreu, atingido por um disparo de bala.

Outra cadeira vazia será simbolicamente ocupada por Tiago Valdevino, tio de Paulo Ricardo da Silva, torcedor do Sport, morto em 2 de maio de 2014, após o jogo entre os clubes Santa Cruz e Paraná, no estádio do Arruda, em Recife. A vítima fatal, de 26 anos, foi atingida por um vaso sanitário lançado do topo da arquibancada para fora do estádio por um torcedor não identificado.

“São ações como essa campanha, mostrando as sequelas dessa violência, que nos dão esperança de que as vítimas não fiquem no esquecimento e sem justiça. Punições severas para todos que praticarem a violência e cometerem crimes dentro e fora dos estádios, e as devidas reparações às vítimas”, diz Tiago Valdevino

Campanha nas redes

A partir de quinta-feira (7/11), a sustentação da campanha Cadeiras Vazias será impulsionada nas redes sociais com diversos conteúdos a serem compartilhados por atletas, ex-atletas, clubes, torcidas organizadas, influenciadores e outras personalidades. Usando as hashtags #OcupaçãoPelaPaz e #PazNoFutebol, as publicações exibirão peças da campanha, minidocumentários com depoimentos carregados de emoção e saudade de familiares de Paulo Ricardo, Sergio Henrique e Gabriela, informações sobre o panorama da violência no futebol e medidas propostas pelo Movimento de Ocupação pela Paz no Futebol.

Declaração de Rebanho em RO: Novo requisito para produtores a partir de novembro

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A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) inicia em 1º de novembro a segunda etapa da Declaração Anual de Rebanhos, que se estende até 30 de novembro. Nesta fase, produtores que declararem seu rebanho pela internet deverão indicar separadamente o número de animais destinados ao corte e à produção de leite, uma novidade para os que usam o sistema online. A medida visa atualizar a base de dados da pecuária local com maior precisão, contribuindo para o fortalecimento das exportações e a manutenção do status de Rondônia como área livre de Febre Aftosa sem vacinação.

Com o maior rebanho bovino do país reconhecido internacionalmente, estimado em 18 milhões de cabeças, Rondônia exporta carne para 62 países, com a China e Emirados Árabes Unidos entre os principais destinos. A Idaron reforça a importância do cadastro, alertando que a declaração também pode ser feita presencialmente.
Para mais informações acessa aqui

Com informações da Secom

PL para destravar emendas pula comissões e será votado nesta segunda

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O projeto de lei da Câmara dos Deputados que regulamenta o pagamento de emendas parlamentares e atende às determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deve ser votado nesta segunda-feira, 4.

Apesar de ter sido apresentada na quinta-feira, 31, a proposta já foi incluída na pauta do plenário. O texto não passou por comissões – como a de Constituição e Justiça (CCJ) — nem foi alvo de requerimento de urgência — procedimento que encurta o trâmite de matérias legislativas.

Segundo técnicos legislativos ouvidos por O Antagonista, pelas regras da Câmara, como se trata de proposta que trata diretamente de impacto financeiro, além da CCJ o texto, em tese, também deveria passar pela Comissão de Finanças e Tributação.

Apenas cinco dias

Caso de fato seja aprovado nesta segunda, essa proposta terá uma das tramitações mais céleres da história da Câmara: cinco dias.

Como mostramos, Dino suspendeu, em agosto, o pagamento das emendas Pix e de comissão até que o Congresso estabeleça novas regras de transparência. O relator do orçamento 2025, Ângelo Coronel (PSD-BA), havia proposto um projeto de lei para regular o tema com o aval de Pacheco e em negociação com Dino. Agora, no entanto, a Câmara quer ter a paternidade da proposta.

O texto foi apresentado pelo deputado Rubens Júnior (PT-MA), aliado de Flávio Dino. Conforme apurou este portal, o próprio ministro tem ciência do texto.

Na proposta, o parlamentar determina, por exemplo, que as emendas de bancada somente serão destinadas a “projetos e ações estruturantes para a unidade da federação representada pela bancada, sendo vedada a individualização de ações e projetos para atender demandas ou a indicações de cada membro da bancada”.

Alguns senadores viram na proposta uma forma de esvaziar o texto de Coronel. Rubens Júnior, no entanto, declarou a este portal que a proposta será apensada à do parlamentar baiano.

PL tenta acabar com a polêmica sobre as emendas parlamentares
O pagamento das emendas Pix, por exemplo, deve ser feita em uma conta específica destinada, facilitando a rastreabilidade do recurso público.

No caso das emendas individuais, o autor dela deverá informar o “objeto e o valor da transferência quando da indicação do ente beneficiado com destinação preferencial para obras inacabadas”, algo que já vinha sendo defendido pelo Palácio do Planalto.

Na justificativa da proposta, o deputado afirma que “o presente projeto de lei complementar é resultado do acordo entre os Poderes Executivo e Legislativo no sentido de aprimorar as regras em relação às emendas parlamentares ao projeto de lei orçamentária anual”.

“O projeto procura estabelecer critérios detalhados e objetivos para a proposição e a execução das emendas à lei orçamentária anual. Termos próprios da legislação em vigor, nos quais se identificava alguma subjetividade, encontram-se aqui disciplinados, como ‘ações e projetos estruturantes’ e ‘impedimentos de ordem técnica’”, afirma o parlamentar no PL.

“A rastreabilidade, princípio contido no art. 163-A da Constituição, resta observada na autoria identificada das indicações das emendas de comissão; na exigência da publicação do objeto e do valor da transferência, bem como da necessidade de depósito dos recursos em conta bancária específica, no caso das transferências especiais”, declara o deputado.

Coca-Cola é denunciada nos Estados Unidos

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Em um passo importante para combater a poluição plástica, o Condado de Los Angeles entrou com um processo contra as gigantes das bebidas PepsiCo e Coca-Cola. A ação, protocolada recentemente no Tribunal Superior de Los Angeles, acusa as empresas de contribuírem para a poluição plástica através de suas garrafas no condado mais populoso dos EUA.

A principal alegação do condado é que as empresas iludem o público sobre o impacto ambiental e a reciclabilidade de seus produtos plásticos. Embora sejam promovidas como recicláveis, a ação indica que estas garrafas raramente passam por um processo de reciclagem significativo, muitas vezes terminando em aterros ou como poluição.

O condado argumenta que a poluição plástica associada aos produtos da PepsiCo e Coca-Cola constitui um transtorno público, exigindo que sejam responsabilizadas. Além disso, busca-se que as empresas paguem por práticas comerciais consideradas enganosas. Processos semelhantes já foram enfrentados anteriormente, com a PepsiCo lidando com uma ação em Nova York e a Coca-Cola com um processo do Earth Island Institute.

O Desafio da Reciclabilidade

No centro do debate está a veracidade das alegações de sustentabilidade das embalagens plásticas. A American Beverage Association, à qual ambas as empresas pertencem, contesta as acusações, afirmando que as embalagens são recicláveis. No entanto, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente indica que menos de 10% dos plásticos são reciclados globalmente por ano.

Reação das Empresas

Até agora, PepsiCo e Coca-Cola não responderam às acusações atuais, mas anteriormente negaram fazer declarações enganosas e reiteraram seu comprometimento com a sustentabilidade. William Dermody, vice-presidente do grupo, destacou a discordância com as alegações sobre a não reciclabilidade.

Impacto do Plástico em Los Angeles

A poluição plástica é um grande desafio na gestão de resíduos urbanos. Em 2024, o Condado de Los Angeles gerou 246.124 toneladas de resíduos plásticos residenciais e 628.211 toneladas comerciais. Esses dados sublinham a necessidade urgente de solucionar questões relacionadas ao plástico para reduzir seu impacto ambiental.

O processo de Los Angeles se soma a uma onda de ações legais por governos e ambientalistas contra empresas envolvidas na produção de plásticos, cuja resolução pode definir novas responsabilidades corporativas ambientais no futuro.

Médico é suspeito de dopar namorada e fazer aborto sem consentimento

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Goiânia – Uma mulher, de 27 anos, acusa o namorado médico, de 25 anos, de realizar um aborto sem o consentimento dela, após dopá-la. A situação aconteceu em Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal, na última terça-feira (29/10), mas só foi divulgada nessa sexta (1º/11).

À Polícia Civil de Goiás (PCGO), a vítima, que estava grávida de três meses, disse que foi convidada pelo parceiro para uma “lua de mel” no município turístico, no entanto, a viagem se tornou um pesadelo, já que, segundo ela, o homem provocou a morte do feto.

Segundo a vítima, o rapaz teria colocado comprimidos em sua genitália para que a gestação fosse interrompida.

Agredida e dopada

A mulher procurou a Delegacia da Polícia Civil de Pirenópolis e contou ter sido agredida pelo namorado dentro do quarto de um hotel. Ao Metrópoles, o delegado Tibério Martins afirmou que a equipe policial esteve no local, no entanto, o suspeito já havia saído do local.

De acordo com o investigador, a jovem pediu ajuda a uma irmã, que foi ao encontro dela na cidade. Já em Goiânia, ela foi levada para uma clínica médica com sangramentos. Durante o atendimento hospitalar, profissionais de saúde encontraram dois comprimidos dentro do canal vaginal da paciente. O feto precisou ser removido.

Depois disso, a mulher procurou a Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deam). Em depoimento, a vítima disse que ficou sonolenta após tomar um suco que foi servido a ela pelo namorado. Ao acordar, ela flagrou o médico colocando os comprimidos em sua vagina.

“Esse foi o motivo da briga entre eles, mas ela não contou isso aqui inicialmente, aqui em Pirenópolis, ela só contou a história completa em Goiânia. O caso agora vai depender de um laudo médico para comprovar se o aborto aconteceu em Pirenópolis ou em Goiânia, a depender da quantidade de remédio que ele introduziu nela, e isso vai determinar por onde ele será conduzido. Também foram coletadas amostras de sangue para saber que tipo de substância foi usada para que ela ficasse inconsciente, bem como a medicação abortiva”, disse Tibério Martins.

Gravidez inesperada

Ainda de acordo com o delegado, a jovem também era estudante de Medicina. Os dois estudavam juntos e ficavam eventualmente.

“Ela engravidou e ele propôs aborto para ela, mas ela não quis. Ela disse que assumiria a situação e que ele não precisaria ter nenhum compromisso como casal, mas que ela fazia questão do filho, a família dela estava muito feliz e dava apoio a gravidez”, contou o investigador.

“Ele tentou convencê-la de que havia mudado de ideia, de que viveriam o momento juntos e a convidou para ir à Pirenópolis, mas quando chegaram à pousada, aconteceu tudo isso que ele já estava planejando e ele provocou esse aborto”, afirmou Tibério Martins.

O médico não teve a identidade revelada e não foi detido. Ele deve ser investigado por provocar aborto sem consentimento da gestante, cuja pena pode variar de 3 a a 10 anos de reclusão, além de outros crimes que eventualmente estejam no contexto.

 

Fonte: Metrópoles

Url: https://www.metropoles.com/brasil/medico-e-suspeito-de-dopar-namorada-e-fazer-aborto-sem-consentimento

Bandeira amarela passa a valer hoje e contas de luz terão alívio

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Nesta sexta-feira, 1º de novembro, entra em vigor a bandeira amarela para as contas de luz, que oferece tarifas mais baixas do que a bandeira vermelha, que esteve em vigor durante setembro e outubro.

A medida foi divulgada na sexta-feira (25), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que considera uma melhora das condições de geração de energia no país.

Desde setembro, a Aneel impôs a bandeira tarifária vermelha, patamar 2, aos consumidores brasileiros. De acordo com a agência, com o aumento do volume de chuvas e a consequente redução do preço para gerar energia, foi possível acionar a bandeira amarela para novembro.

Assim, a cobrança passa de R$ 7,877 cobrados na bandeira vermelha, patamar 2, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A medida vale para todos os consumidores de energia conectados ao Sistema Interligado Nacional.

A troca da bandeira vermelha pela amarela, segundo a Aneel, foi possível em razão do aumento do volume de chuvas registrado em outubro.

O papel dos homens na queda da fertilidade no mundo

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As taxas de fecundidade estão despencando em todo o mundo, ainda mais rápido do que o previsto. A China está registrando mínimas recordes nas taxas de natalidade. E na América Latina, as estatísticas oficiais de nascimentos estão ficando muito aquém das previsões em vários países.

Até mesmo no Oriente Médio e no norte da África, as taxas de natalidade estão caindo de forma mais drástica do que o esperado. Isso é resultado do fato de as pessoas terem menos filhos, mas também porque, em quase todos os países do mundo, mais pessoas simplesmente não estão tendo filhos.

Isabel criou o grupo Nunca Madres depois que o término de um relacionamento desagradável, aos trinta e poucos anos, a levou à conclusão de que não queria ter filhos.

Ela enfrenta críticas por essa escolha todos os dias, e não apenas na Colômbia, onde mora.

“O que mais ouço é: ‘Você vai se arrepender, você é egoísta. Quem vai cuidar de você quando você ficar velha?”, relata.

Para Isabel, não ter filhos é uma escolha. Para outros, é resultado da infertilidade biológica. E, para muito mais gente, é uma confluência de fatores que faz com que uma pessoa não tenha o filho que desejava — o que os sociólogos chamam de “infertilidade social”.

Uma pesquisa recente mostrou que é mais provável que sejam os homens que não conseguem ter filhos, mesmo que queiram — sobretudo, homens de baixa renda.

Um estudo realizado em 2021 na Noruega constatou que a taxa de ausência de filhos entre os homens era de 72% entre os 5% com renda mais baixa, mas de apenas 11% entre os que ganhavam mais — uma disparidade que aumentou em quase 20 pontos percentuais nos últimos 30 anos.

Quando Robin Hadley estava na faixa dos 30 anos, ele estava desesperado para ser pai. Ele não tinha cursado universidade, mas trabalhava como fotógrafo técnico em um laboratório universitário no norte da Inglaterra.

Antes disso, ele havia se casado e tentado ter um filho com a esposa, mas acabaram se divorciando.

Ele estava sobrecarregado com um financiamento imobiliário, que lutava para pagar — e não podia se dar ao luxo de sair muito. Por isso, namorar era um desafio. Quando seus amigos e colegas se tornaram pais, ele teve uma sensação de perda.

“Cartões de aniversário para crianças ou chás de bebê, tudo isso te lembra do que você não é — e do que se espera que você seja. Há uma dor associada a isso”, diz ele.

Sua própria experiência o inspirou a escrever um livro sobre homens sem filhos. Ao escrevê-lo, percebeu que havia sido afetado por “todos os fatores que impactam os resultados da fertilidade — econômicos, biológicos, de momento dos acontecimentos e escolhas de relacionamento”.

E ele percebeu que na maior parte dos estudos sobre envelhecimento e reprodução que leu, faltavam os homens sem filhos — eles também estavam quase completamente ausentes das estatísticas nacionais da maioria dos países.

A ascensão da ‘infertilidade social’

Há uma série de motivos para a infertilidade social, como a falta de recursos para ter um filho ou o fato de não encontrar a pessoa certa na hora certa.

Mas na raiz disso está outra questão, argumenta Anna Rotkirch, socióloga e demógrafa do Instituto de Pesquisa Populacional da Finlândia, que estuda as intenções de fertilidade na Europa e na Finlândia há mais de 20 anos. Ela observou uma mudança profunda na forma como vemos os filhos.

Fora da Ásia, a Finlândia tem uma das taxas mais altas de pessoas sem filhos no mundo. No entanto, na década de 1990 e no início dos anos 2000, o país foi celebrado por combater o declínio da fecundidade com políticas voltadas para crianças reconhecidas a nível mundial. A licença parental é generosa, as creches são mais acessíveis, e homens e mulheres têm uma participação mais igualitária no trabalho doméstico.

Desde 2010, no entanto, as taxas de fecundidade no país diminuíram em quase um terço.

Rotkirch explica que, assim como o casamento, ter um filho já foi visto como um evento fundamental, algo que os jovens faziam ao iniciar a vida adulta. Agora é visto como um evento culminante — o que você faz quando seus outros objetivos são alcançados.

“Pessoas de todas as classes parecem achar que ter um filho aumenta a incerteza em suas vidas”, observa Rotkirch.

Na Finlândia, ela descobriu que as mulheres mais ricas são as menos propensas a não ter filhos involuntariamente. Por outro lado, os homens de baixa renda são os mais propensos a não ter os filhos que desejavam.

Essa é uma grande mudança em relação ao passado: anteriormente, as pessoas de famílias mais pobres tendiam a fazer a transição para a vida adulta mais cedo — elas abandonavam os estudos, conseguiam empregos e constituíam família em uma idade mais jovem.

Uma crise de masculinidade

Para os homens, a incerteza financeira tem um impacto agravante que diminui ainda mais a probabilidade de terem filhos. Isso foi chamado pelos sociólogos de “efeito de seleção”, em que as mulheres tendem a procurar alguém da mesma classe social ou superior quando escolhem um parceiro.

“Consigo enxergar que estava fora do meu alcance intelectualmente, e em termos de confiança”, diz Robin Hadley sobre o relacionamento que terminou quando era mais jovem.

“Acho que, pensando bem, o efeito de seleção pode ter sido um fator.”

Quando ele tinha quase 40 anos, conheceu a atual esposa, que o apoiou para que fosse para a universidade e fizesse um doutorado. “Eu não estaria onde estou agora se não fosse por ela”. Quando pensaram em ter filhos, já estavam na faixa dos 40 anos, e era tarde demais.

Em 70% dos países do mundo, as mulheres estão superando os homens em termos de escolaridade, o que levou ao que a socióloga da Universidade de Yale, Marcia Inhorn, chama de mating gap (“disparidade amorosa”). Na Europa, isso fez com que os homens sem diploma universitário se tornassem o grupo com maior probabilidade de não ter filhos.

Homens invisíveis

A maioria dos países não dispõe de bons dados sobre a fertilidade masculina porque só consideram o histórico de fertilidade da mãe ao registrar um nascimento. Isso significa que os homens sem filhos não existem como uma “categoria” reconhecida

Alguns países nórdicos, no entanto, consideram ambos. O estudo norueguês, que identificou a enorme disparidade na procriação entre homens ricos e pobres, afirmou que inúmeros homens estavam sendo “deixados para trás”.

O papel dos homens no declínio das taxas de natalidade é frequentemente ignorado, diz Vincent Straub, que estuda a saúde e a fertilidade masculina na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Ele está interessado no papel do “mal-estar masculino” no declínio da fertilidade — a desorientação sentida por homens jovens à medida que as mulheres ganham poder na sociedade e suas expectativas de virilidade e masculinidade mudam.

Isso também tem sido chamado de “crise da masculinidade”, representada pela popularidade de antifeministas de direita, como o controverso influenciador Andrew Tate.

“Os homens com escolaridade mais baixa estão em situação muito pior do que nas décadas anteriores”, afirma Straub à BBC.

Em muitos países de alta e média renda, os avanços tecnológicos tornaram os trabalhos manuais menos valorizados e mais inseguros, o que aumentou a disparidade entre os que têm diploma universitário e os que não têm.

Também aumentou a “disparidade amorosa” — e tem um impacto significativo na saúde dos homens.

“O uso abusivo de substâncias está aumentando globalmente, e é maior entre os homens em idade reprodutiva, seja na África ou na América do Sul e Central.”

Tudo isso tem um impacto na fertilidade social e biológica. “Sinto que há um elo perdido que não está sendo estabelecido entre a fertilidade e esses tipos de mudanças sociais e culturais”, afirma.

E isso pode ter um impacto fundamental na saúde física e mental dos homens. “Os homens solteiros costumam ter uma saúde pior do que a dos homens que estão em uma relação”, observa Straub.

Straub e Hadley descobriram que o debate sobre fertilidade se concentra quase que totalmente nas mulheres. E todas as políticas criadas para lidar com isso estão perdendo metade do cenário.

Straub acredita que devemos nos concentrar na fertilidade como uma questão de saúde masculina (também?) — e discutir os benefícios que cuidar de um filho oferece aos pais.

“Apenas um em cada 100 homens na União Europeia interrompe sua carreira para cuidar de um filho; no caso das mulheres, uma em cada três faz isso”, diz ele. Isso acontece apesar das inúmeras evidências de que cuidar de um filho faz bem à saúde dos homens.

Por meio de sua organização Nunca Madres, Isabel se reuniu com alguns representantes de um grande banco internacional no México. Eles disseram a ela que, apesar de oferecerem seis semanas de licença paternidade, nenhum homem havia tirado a licença.

“Eles acham que esse é um trabalho da mulher, e é assim que os homens da América Latina se sentem”, diz ela.

“Também precisamos de dados melhores”, afirma Robin Hadley. Enquanto não registrarmos a fertilidade dos homens, não seremos capazes de entendê-la completamente — nem o efeito que ela tem sobre a saúde física e mental deles.

E a invisibilidade dos homens nos debates sobre fertilidade vai além dos registros. Embora hoje haja mais conscientização de que as mulheres jovens precisam pensar sobre o declínio da fertilidade, essa não é uma conversa que existe entre os homens jovens.

Os homens também têm um relógio biológico, diz Hadley, citando pesquisas que mostram que a eficácia do esperma diminui após os 35 anos.

Tornar esse grupo invisível visível é uma maneira de lidar com a infertilidade social. Outra poderia ser a ampliação da definição de paternidade.

Todos os pesquisadores que comentaram sobre a questão da ausência de filhos fizeram questão de destacar que as pessoas sem filhos ainda têm um papel vital a desempenhar na criação deles.

Isso é chamado de aloparentalidade pelos ecologistas comportamentais, explica Anna Rotkirch. Durante grande parte da evolução humana, um bebê tinha mais de uma dúzia de cuidadores.

Um dos homens sem filhos com quem Hadley conversou para sua pesquisa, comentou sobre uma família que ele encontrava regularmente no clube de futebol local. Para um projeto escolar, os dois meninos precisavam de um avô. Mas eles não tinham nenhum.

Ele assumiu o papel de avô postiço deles e, por muitos anos, quando o viam no futebol, diziam: “Oi, vovô”. Foi uma sensação maravilhosa ser reconhecido dessa forma, segundo ele.

“Acho que a maioria das pessoas sem filhos está, na verdade, envolvida nesse tipo de cuidado, só é invisível”, afirma Rotkirch.

“Isso não aparece nas certidões de nascimento, mas é muito importante.”

Cadeira de rodas inovadora pode ser controlada com as costas

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Dirigir uma cadeira de rodas tradicional pode ser cansativo, exigindo que o usuário ajuste constantemente a direção ao mover-se, especialmente em superfícies inclinadas.

Uma nova cadeira de rodas inteligente desenvolvida pelos pesquisadores Reto Togni e Stefan Villiger, da ETH Zürich, promete resolver esses problemas de forma inovadora, utilizando encosto móvel para direcionar as rodas dianteiras.

As cadeiras de rodas convencionais têm rodas dianteiras giratórias que, embora permitam manobras, não mantêm direção firme. Isso leva os usuários a compensarem continuamente a inclinação, resultando em esforço excessivo nos braços e ombros.

Nova cadeira de rodas permite que usuário fique menos cansado

  • Segundo nota da desenvolvedora, a nova cadeira de rodas permite que o usuário incline o encosto para direcionar as rodas, liberando as mãos para outras atividades e reduzindo a fadiga;
  • Em testes com 29 voluntários, os resultados mostraram que a nova cadeira exige menos energia e permite que os usuários se movessem mais rapidamente em comparação às cadeiras tradicionais;
  • Embora a nova tecnologia não seja tão eficiente para girar no lugar, uma alavanca permite desengatar o sistema de direção quando necessário.

Togni e Villiger estão comercializando a cadeira por meio da Versive, empresa derivada da ETH Zürich, e esperam lançar o produto até meados de 2027. Togni expressou entusiasmo pelas vantagens que a nova ideia oferece, destacando sua simplicidade e eficácia.

“Ainda há momentos em que somos praticamente levados pelo chão pela simplicidade da nossa ideia”, disse Togni. Abaixo, um vídeo que demonstra como a cadeira de rodas pode ser controlada:

Novembro Azul: Prefeitura reforça cuidados com a saúde masculina nas unidades de saúde

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), intensifica em novembro a conscientização sobre a saúde masculina com a campanha Novembro Azul.

Neste mês, homens são incentivados a buscar cuidados de saúde de forma preventiva, já que doenças como o câncer de próstata, o mais comum entre eles após o câncer de pele, podem ser melhor enfrentadas quando diagnosticadas precocemente.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. O diagnóstico precoce, porém, aumenta significativamente as chances de combate à doença.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Velho, urbanas e rurais, os homens encontram uma série de serviços gratuitos para o monitoramento da saúde, incluindo:

•Aferição de pressão arterial;
•Exames de colesterol e glicemia;
•Hemograma completo;
•Testes de urina;
•Atualização da carteira vacinal;
•Testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, hepatite B e C.

Esses exames são essenciais para o diagnóstico precoce e para a prevenção de diversas doenças.

Para estimular a prevenção, a Semusa realiza atividades em todas as Unidades Básicas de Saúde durante o mês, visando conscientizar os homens sobre a importância do acompanhamento médico regular, e não apenas em casos de doença.

Por que o Novembro Azul é tão importante?

Estudos do Ministério da Saúde revelam que os homens brasileiros vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres. A falta de cuidado preventivo e a baixa procura por serviços de saúde estão entre os principais fatores que afetam a expectativa de vida masculina. Em função disso, a campanha Novembro Azul busca conscientizar e aproximar os homens da rotina de atendimento na Atenção Primária de Saúde (APS).

Cleide Davy, subgerente do Núcleo de Saúde do Homem da Semusa, reforça a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é melhorar o atendimento ao público masculino e reduzir a morbimortalidade. Queremos que os homens entendam que a prevenção salva vidas e que o cuidado com a saúde deve ser constante, não apenas em momentos de doença.”

AUTOCUIDADO

Para uma vida mais saudável e prevenir diversas doenças, o autocuidado é fundamental. A prática de atividade física, alimentação equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool, não fumar, praticar sexo seguro e cuidar do bem-estar mental e físico são medidas importantes para aumentar a qualidade de vida dos homens e reduzir riscos de doenças graves.

Com a campanha Novembro Azul, a Semusa espera que os homens de Porto Velho se sintam incentivados a procurar uma unidade de saúde e se engajar em uma rotina de cuidados com a saúde, promovendo um envelhecimento mais saudável e com maior qualidade de vida.

Novas regras da Caixa para financiamento de imóveis entram em vigor

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A partir desta sexta-feira (1º), os mutuários que financiarem imóveis pela Caixa Econômica Federal terão de pagar entrada maior e financiar um percentual mais baixo do imóvel. O banco aumentou as restrições para a concessão de crédito pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia imóveis com recursos da caderneta de poupança.

Para quem financiar pelo sistema de amortização constante (SAC), em que a prestação cai ao longo do tempo, a entrada subirá de 20% para 30% do valor do imóvel. Pelo sistema Price, com parcelas fixas, o valor aumentará de 30% para 50%. A Caixa só liberará o crédito a quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com o banco.

O valor máximo de avaliação dos imóveis pelo SBPE será limitado a R$ 1,5 milhão em todas as modalidades do sistema. Atualmente, o crédito pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com juros mais baixos, é restrito a imóveis de R$ 1,5 milhão, mas as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não têm teto de valor do imóvel.

Segundo a Caixa, as mudanças se aplicam a futuros financiamentos e não afetarão as unidades habitacionais de empreendimentos financiados pelo banco. Nesse caso, em que o banco financia diretamente a construção, as condições atuais serão mantidas. A instituição financeira concentra 70% do financiamento imobiliário brasileiro e 48,3% das contratações do SBPE.

Em nota, o banco justificou as restrições porque a carteira de crédito habitacional deve superar o orçamento aprovado para 2024. Até setembro, a Caixa concedeu R$ 175 bilhões de crédito imobiliário, alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 627 mil financiamentos de imóveis. No SBPE, o banco concedeu R$ 63,5 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

“A Caixa estuda constantemente medidas que visam a ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao governo, com o objetivo de buscar novas soluções que permitam a expansão do crédito imobiliário no país, não somente pela Caixa, mas também pelos demais agentes do mercado”, explicou o banco em nota oficial.

Falta de recursos

O aperto na concessão de crédito habitacional decorre do maior volume de saques na caderneta de poupança e das maiores restrições para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aprovado no início do ano. Caso não limitasse o crédito, a Caixa teria de aumentar os juros.

Segundo o Banco Central (BC), a caderneta de poupança registrou o maior volume de saques líquidos do ano em setembro, com os correntistas retirando R$ 7,1 bilhões a mais do que depositaram. Esse também foi o terceiro mês seguido de retiradas. Outro fator que contribuiu para a limitação do crédito foi o aumento da demanda pelas linhas da Caixa, em meio à elevação das taxas nos bancos privados. Ainda não está claro se as mudanças serão revertidas em 2025, quando o banco tiver novo orçamento para crédito habitacional, ou se parte das medidas se tornarão definitivas no próximo ano.

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