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quarta-feira, julho 22, 2026
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Programação com shows em Fortaleza do Abunã está definida

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O distrito de Fortaleza do Abunã receberá a 5ª edição do Festival de Praia nos próximos dias 1, 2 e 3 de setembro numa ação promovida pela Prefeitura de Porto Velho por meio da Fundação Cultural do Município (Funcultural).

O festival tem como objetivo principal estimular e promover a cultura, o turismo, o lazer e o entretenimento na região da ponta do Abunã, além de aquecer a economia do lugar movimentando o comércio, a gastronomia e a hotelaria, tendo como motivador central as belezas naturais e a história da região.

 

Para a ocasião, estima-se que um número expressivo de público da capital se faça presente, dada a importância histórica do distrito e o atrativo que ele exerce como espaço natural e propício ao turismo histórico e cultural. Como forma de bem receber e propiciar entretenimento e lazer cultural ao público local e aos visitantes, a Funcultural disponibilizará shows artísticos com atrações da capital.

PROGRAMAÇÃO

As atividades (shows) culturais terão início no dia 1º de setembro ao som do DJ Cleomilson, que comandará os ritmos musicais do evento. Daí em diante a programação transcorrerá no final de semana com o performático e muito prestigiado DJ Alan Pop, um dos mais aplaudidos e requisitados artistas da região, sendo sucedido pela aplaudida e requisitada Krissia Ugalde, expert no ritmo contagiante do axé.

Adiante o cardápio cultural ficará por conta do artista Elly Lima, detentor de uma performance contagiante, no naipe com o melhor do som sertanejo. A programação musical será encerrada com o show Gata Forrozeira, uma atração performática, aplaudida e envolvente e que promove a alegria e a interação por onde passa.

Texto: Funcultural
Foto: SMC

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

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Brasília (DF) -- Novo cartão Bolsa Família 2023. Foto: MDAS/Divulgação

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (22) a parcela de agosto do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. Essa é a terceira parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 686,04. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 21,14 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,25 bilhões.

Desde julho, passou a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, 99,7 mil famílias foram canceladas do programa por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 300 mil famílias foram incluídas no programa em agosto. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício. Desde março, mais de 1,6 milhão de famílias passaram a fazer parte do Bolsa Família.

Regra de proteção

Quase 2,1 milhões de famílias estão na regra de proteção em agosto. Em vigor desde junho, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 377,42.

Reestruturação

Desde o início do ano, o programa social voltou a chamar-se Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 3 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta terça às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 3. O valor caiu para R$ 108, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,63 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o fim do ano.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Governo de Rondônia promove serviços sociais com a emissão de Passe livre a idosos e pessoas com deficiência

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Além das atribuições de recuperação, manutenção e melhoria da malha viária com e sem pavimento sob responsabilidade do Governo de Rondônia, o  Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes – DER também executa serviços essenciais à população no campo social, como a emissão de documentos que garantem o transporte gratuito a determinados grupos de pessoas, como exemplo idosos e pessoas com deficiência, o popularmente conhecido ‘Passe Livre’.

Para efetivação desse direito, há no DER uma gerência específica para analisar e conceder a documentação para pessoas idosas com idade igual ou superior a 60 anos, bem como portadores de deficiência ou diagnosticadas com câncer, desde que comprovadamente carentes. Os beneficiados precisam preencher os requisitos estabelecidos e ter domicílio e residência em Rondônia, garantindo assim, a gratuidade em todo o sistema de transporte intermunicipal de passageiros.

O diretor-geral do DER, Eder André Fernandes explicou que, “todo cidadão que preencha os requisitos tem direito à emissão do documento Passe Livre, que é intransferível e amplia o direito de ir e vir”. Desta forma, em posse da documentação do Passe Livre, o beneficiário tem direito a viagens intermunicipais, entre dois ou mais municípios, de forma gratuita, basta que apresente a sua credencial junto ao documento de Identidade às empresas que fazem o transporte coletivo intermunicipal.

Noêmia Chaves está feliz com a carteira Passe Livre
Noêmia Chaves está feliz com a carteira Passe Livre

A moradora do município de Candeias do Jamari, Noêmia Chaves conta que está muito feliz com sua carteirinha de Passe Livre. “Não preciso mais tirar dinheiro do meu salário para pagar passagem, agora posso viajar dentro de Rondônia para resolver problemas e reencontrar familiares em outras cidades”. Noêmia é mais uma cidadã com seu direito de ir e vir garantido.

PASSE LIVRE

No DER, a Gerência de Passe Livre explica que há algumas instruções a serem seguidas. A passagem deve ser solicitada até três horas antes do início da viagem (horário de partida); as empresas são obrigadas a reservarem quatro assentos por viagem em veículo convencional, para ocupação das pessoas beneficiadas pelo art. 3º da Lei nº 1.307, de 15 de janeiro de 2004. Destes, dois assentos são destinados aos idosos e dois às pessoas com deficiência ou diagnosticadas com câncer.

Fonte
Texto: Antonia Lima
Fotos: George Henrique e Icaro Gabriel
Secom – Governo de Rondônia

Nova scooter elétrica minimalista é elegante e retrô; conheça a Pro.Zui

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Nos últimos anos, foram anunciados vários conceitos de veículos elétricos de duas rodas para andar na cidade. Um dos mais recentes é chamado de Pro.Zui, uma scooter elétrica futurista desenhada pelo designer industrial sérvio Ognjen Docic.

O modelo aposta em visual minimalista e, de acordo com Docic, é a “essência de um dispositivo de mobilidade urbana ideal”.

Como é a scooter elétrica

  • A Pro.Zui promete oferecer aos passageiros um meio prático e mais sustentável de se locomover pela cidade.
  • A ergonomia da scooter promete proporcionar uma posição de pilotagem mais confortável para o condutor (não fica claro se o mesmo pode ser dito do assento, que parece uma prancha reta de madeira pouco confortável nos passeios mais longos).
  • A praticidade é acentuada pelo piso plano, bem como pelo compartimento de armazenamento sob o assento, permitindo que os passageiros levem seus pertences a bordo durante os trajetos diários.
    Apelo moderno da scooter se mistura com uma pitada retrô da Vespa.
    Apelo moderno da scooter se mistura com uma pitada retrô da Vespa.

    Quanto aos aspectos técnicos da scooter elétrica, muito pouco foi revelado pelo criador. Se o veículo sair do papel, a Pro.Zui terá uma bateria capaz de fornecer até 120 quilômetros de autonomia com uma única carga. As especificações de desempenho não foram divulgadas ainda. O que se sabe é que a velocidade máxima deve ficar em torno de 70 km/h.

    O motor elétrico fica posicionado abaixo do assento. Ainda assim, deixa uma boa quantidade de espaço para armazenamento livre. Imagem: Reprodução/Ognjen Docic

    No fim das contas, conceitos como esse podem ou não se tornar realidade, mas certamente servem como indicadores do que esperar para o futuro no mundo das duas rodas.

    O uso de pneus mais grossos sugere que a Pro.Zui consegue ir um pouco além do asfalto, andando bem em terrenos mais acidentados.

 

 

Orientação financeira será oferecida na Praça CEU na próxima quinta (24)

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O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, realiza, na próxima quinta-feira (24), de 8h às 13h, a Rodada de Crédito 2023. O evento ocorrerá na Praça CEU, na rua Antônio Fraga Moreira, 1706-1770, bairro JK, na zona Leste de Porto Velho, e é uma oportunidade para empreendedores conhecerem as ofertas de crédito de diversas instituições bancárias.

A Rodada de Crédito será um momento de apresentação de instituições financeiras como Banco do Povo, Programa de Microcrédito Produtivo Orientado de Rondônia (Proampe), Sicoob, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Bradesco e Santander, que facilitará a tomada de decisão dos empreendedores na hora de solicitar uma linha de crédito.

A Secretaria Municipal de Indústria, Turismo, Comércio e Trabalho (Semdestur), por meio de seu Departamento de Desenvolvimento Socioeconômico (DDS), entende a demanda por conhecimento e orientação financeira dos micro, pequenos e médios empreendedores da capital. “O evento é mais uma entrega da Prefeitura de Porto Velho, em parceria com o Sebrae, visando fomentar os pequenos negócios da capital, que crescem a cada dia” ressalta a secretária Glayce Bezerra.

Texto: Isabella Leite
Foto: Felipe Ribeiro

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

ProUni abre prazo para selecionado apresentar documentação

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Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (21), foi aberto o prazo para que os candidatos classificados na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) 2023, segundo semestre, apresentem a documentação comprovando as informações expostas durante a inscrição. Eles têm até o dia 28 para fazer a entrega dos documentos na instituição de ensino.

O Prouni oferece bolsas integrais ou parciais de estudo em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior.

Prazos

Os prazos e a documentação necessária constam do edital nº9, publicado pelo Ministério da Educação no Diário Oficial da União em junho. Eles valem para a comprovação de formação do ensino médio, bem como para os casos de pessoa com deficiência e de formação para o magistério da educação básica.

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou 276.566 bolsas de estudo para o segundo semestre de 2023. Dessas, 215.530 são integrais e 61.036 são parciais, cobrindo 50% do valor da mensalidade dos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica.

Em Vídeo: Tambaqui de Rondônia recebe reconhecimento de indicação de procedência do Instituto Nacional da Propriedade Industrial

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial – Inpi divulgou o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG), na categoria “Indicação de Procedência”, para a produção de Tambaqui, na região do Vale do Jamari em Rondônia, na terça-feira, 15. O reconhecimento deve-se ao fato desta região ser a maior produtora do peixe Tambaqui da Amazônia (Colossoma macropomumin natura e processado.

Rondônia tem se destacado como o maior produtor de peixes nativos em cativeiro do Brasil, conforme dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixes BR) e a principal espécie produzida é o Tambaqui, que representa 90% da produção do estado. A consolidação como indicação geográfica veio de um trabalho que vem sendo realizado em conjunto entre a Associação dos Criadores de Peixes do Estado de Rondônia – Acripar e Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas – Sebrae.

A indicação Geográfica (IG) é um instrumento de propriedade industrial, que busca distinguir a origem geográfica do produto o qual se divide em duas espécies definidas: índice de procedência (IP) ou denominação de origem (DO). Rondônia já havia conquistado a IG para o café por denominação de origem, que ficou conhecido como Café Matas de Rondônia, e agora conquista a indicação de procedência para o peixe.

De acordo com diretor-presidente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural –  Emater/RO, “a denominação de origem considera o nome geográfico do produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam, exclusivamente, ao meio geográfico, como é o caso das matas para o café, já a indicação de procedência considera o nome geográfico do local que se tornou conhecido como centro de produção, onde se inclui o peixe”, evidenciou.

O Governo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri e Emater/RO, tem priorizado a inovação e produção sustentável e, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – Sedec, vem apoiando a piscicultura em todo o Estado, disponibilizando, por meio do programa Peixe Saudável, os laboratórios móveis que levam assistência técnica gratuita à propriedade familiar.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, as ações voltadas para a melhoria do pescado, visa abrir novos caminhos para comercialização e exportação do produto rondoniense, o que levou o Tambaqui produzido em Rondônia a conquistar apreciadores dentro e fora do país, a exemplo do festival “Tambaqui da Amazônia”, que ganhou espaço nos estados brasileiros. Já, a costelinha de Tambaqui chegou à mesa dos americanos, sendo premiado como o melhor novo produto de foodservice, dos Estados Unidos. “Nossa meta é enviar o peixe de Rondônia para um maior  número de consumidores, principalmente nos Estados Unidos, onde as indústrias estão interessadas em importar o nosso pescado”, disse o govenador Marcos Rocha, salientando que, a perspectiva deste ano é apresentar a iguaria em São Paulo e nas cidades de Orlando e Miami, além de algumas cidades de Rondônia.

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene mendes e Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

Condutas de PMs em 8 de janeiro são alvo de operação da PF e PGR

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Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) cumprem nesta sexta-feira (18) sete mandados de prisão preventiva expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a PGR informou que a operação, denominada Incúria, tem como objetivo reunir novas provas de condutas praticadas por autoridades policiais do Distrito Federal nos atos de 8 de janeiro.

Além dos mandados de prisão preventiva, as providências incluem buscas e apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas. Os pedidos foram feitos pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, Carlos Frederico Santos.

De acordo com o comunicado, ao oferecer a denúncia e requerer as medidas cautelares, o subprocurador-geral da República apresentou relato detalhado de provas já identificadas e reunidas na investigação, que apontam para a omissão dos envolvidos na operação.

“É mencionada, por exemplo, a constatação de que havia profunda contaminação ideológica de parte dos oficiais da Polícia Militar do DF ‘que se mostrou adepta de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e teorias golpistas’. Há ainda menção a provas de que os agentes – que ocupavam cargos de comando da corporação – receberam, antes de 8 de janeiro de 2023, diversas informações de inteligência que indicavam as intenções golpistas do movimento e o risco iminente da efetiva invasão às sedes dos Três Poderes.”

“Segundo as provas existentes, os denunciados conheciam previamente os riscos e aderiram de forma dolosa ao resultado criminoso previsível, omitindo-se no cumprimento do dever funcional de agir”, completou a PGR.

Ainda segundo a nota, os denunciados devem responder, por omissão, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado, além de violação dos deveres a eles impostos; violação de dever contratual de garante; e ingerência da norma.

“Os mandados foram determinados pelo relator do Inquérito 4.923 no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, e cumpridos de forma conjunta pela Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal”, concluiu a PGR.

Líder quilombola de Pitanga dos Palmares é executada na Bahia

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A líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, Yalorixá e ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho (BA), Maria Bernadete Pacífico, foi assassinada na noite desta quinta-feira (17). Criminosos teriam invadido o terreiro da comunidade, feito familiares reféns e executado Mãe Bernadete a tiros. Ela é mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, mais conhecido como Binho do Quilombo, assassinado há quase seis anos, no dia 19 de setembro de 2017. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, determinou que as polícias Militar e Civil sejam firmes na investigação. 

Para Denildo Rodrigues, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Bernadete foi assassinada pelo mesmo grupo responsável pela execução de Binho. “Ela sabia e a Justiça sabia que quem mandou matar Binho tava lá, perto da comunidade. Só que não deu nada. Ela nunca ficou quieta. Agora foi silenciada. Muito triste para nós”, lamentou Denildo.

De acordo com ele, as lideranças das comunidades quilombolas e terreiros de Simões Filho são ameaçadas permanentemente por grupos ligados à especulação imobiliária, interessados em ocupar os territórios. O município fica na região metropolitana de Salvador. A capital da Bahia foi identificada pelo Censo Quilombola do IBGE como a capital com a maior população quilombola do país. São quase 16 mil quilombolas e cinco quilombos oficialmente registrados.

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a Conaq exige que o Estado brasileiro tome medidas imediatas para a proteção das lideranças do Quilombo de Pitanga de Palmares. “A família Conaq sente profundamente a perda de uma mulher tão sábia e de uma verdadeira liderança. Sua partida prematura é uma perda irreparável não apenas para a comunidade quilombola, mas para todo o movimento de defesa dos direitos humanos”, ressalta a entidade.

“É dever do Estado garantir que haja uma investigação célere e eficaz e que os responsáveis pelos crimes que têm vitimado as lideranças desse Quilombo sejam devidamente responsabilizados. É crucial que a Justiça seja feita, que a verdade seja conhecida e que os autores sejam punidos. Queremos Justiça para honrar a memória de nossa liderança perdida, mas também para que possamos afirmar que, no Brasil, atos de violência contra quilombolas não serão tolerados.”

Uma comitiva liderada pelos ministérios da Igualdade Racial, Justiça e Direitos Humanos será enviada nesta sexta-feira (18) para realizar reuniões presenciais junto a órgãos do estado da Bahia e prestar atendimentos às vitimas e familiares para que seja garantida proteção e defesa do território. O Ministério da Igualdade Racial irá convocar reunião extraordinária do grupo de trabalho de enfrentamento ao racismo religioso.

O Quilombo Pitanga dos Palmares, liderado por Bernadete, é formado por cerca de 289 famílias e tem 854,2 hectares, reconhecidos em 2017 pelo Relatório Técnico de Identificação e Delimitação – RTID do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A comunidade já foi certificada pela Fundação Palmares, mas o processo de titulação do quilombo ainda não foi concluído.

Levantamento da Rede de Observatórios de Segurança, realizado com apoio das secretarias de segurança pública estaduais e divulgado em junho deste ano, já apontava a Bahia como o segundo estado do Brasil com mais ocorrências de violência contra povos e comunidades tradicionais. Atrás apenas do Pará, a Bahia registrou 428 vítimas de violência no intervalo de 2017 a 2022.

Edição: Carolina Pimentel

 

Por que dipirona é vendida no Brasil, mas proibida nos EUA e em parte da Europa?

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https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgrky6rmlyo

Uma das soluções para aliviar febre e dor, a dipirona sempre figura na lista dos remédios mais vendidos no Brasil.

Mais de 215 milhões de doses deste medicamento foram comercializadas no país apenas em 2022, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em outras partes do mundo, porém, a realidade é completamente distinta: em lugares como os Estados Unidos e uma parcela da União Europeia, esse fármaco está proibido há décadas.

Por trás do veto da dipirona nesses locais, está uma grande controvérsia sobre um possível efeito colateral grave da medicação: a agranulocitose, uma alteração no sangue grave e potencialmente fatal marcada pela queda na quantidade de alguns tipos de células de defesa.

Mas o que há de evidência científica por trás dessa alegação? E em que casos esse remédio realmente faz a diferença?

Funcionamento misterioso

A dipirona foi criada em 1920 pela farmacêutica alemã Hoechst AG. Dois anos depois, ela já estava disponível nas drogarias, inclusive no Brasil.

Ela ficou conhecida pelo nome comercial Novalgina, que hoje pertence ao laboratório francês Sanofi.

Outros remédios populares que trazem dipirona são o Dorflex (também da Sanofi) e a Neosaldina (da Hypera Pharma).

Todos eles estão disponíveis nas farmácias e não precisam de receita médica para serem comprados pelos consumidores.

“Mas é importante sempre conversar com o farmacêutico para entender se aquela opção é mesmo a melhor para o seu caso específico”, pondera a farmacêutica Danyelle Marini, diretora do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP).

E, apesar dos 100 anos de história, a forma como esse fármaco funciona para baixar a febre e aliviar a dor ainda está cercada de mistérios.

A farmacêutica bioquímica Laura Marise, doutora em Biociências e Biotecnologia, explica que a principal suspeita é que a dipirona atue contra uma molécula inflamatória conhecida como COX.

“A hipótese é que ela iniba a COX, inclusive um dos tipos dessa molécula que é exclusivo do sistema nervoso central, o que aliviaria a inflamação por trás da febre e da dor”, diz ela.

A proibição

A dipirona estava amplamente disponível em boa parte do mundo até meados dos anos 1960 e 1970, quando começaram a surgir os primeiros estudos que criaram o alerta sobre o risco de agranulocitose.

Um trabalho publicado em 1964 calculou que essa alteração sanguínea grave acontecia em um indivíduo para cada 127 que consumiam a aminopirina — uma substância cuja estrutura é bem parecida à da dipirona.

“Tendo como base essa semelhança química, os autores não fizeram distinção entre as duas moléculas e assumiram que os dados obtidos para a aminopirina seriam também aplicáveis à dipirona”, aponta um artigo da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade de São Paulo, publicado em 2021.

A partir dessa e de outras evidências, a Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória dos Estados Unidos, decidiu que a dipirona deveria ser retirada do mercado americano em 1977.

Pouco depois, outros países tomaram a mesma resolução, como foi o caso da Austrália, do Japão, do Reino Unido e de partes da União Europeia.

“E a proibição dela aconteceu justamente nos países que mais fazem pesquisas de eficácia e segurança sobre medicamentos”, destaca Marise.

Segundo ela, isso diminuiu o interesse em fazer testes e investigações sobre a dipirona — o que fez o fármaco se tornar praticamente desconhecido nesses lugares desde então.

A agranulocitose é o principal evento adverso grave observado em alguns estudos com a dipirona
A agranulocitose é o principal evento adverso grave observado em alguns estudos com a dipirona

A partir dos anos 1980, começaram a surgir novas evidências sobre a segurança da medicação — que jogaram mais controvérsia na discussão.

O Estudo Boston, por exemplo, foi realizado em oito países (Israel, Alemanha, Itália, Hungria, Espanha, Bulgária e Suécia) e envolveu dados de 22,2 milhões de pessoas.

Os resultados encontraram uma incidência de 1,1 caso de agranulocitose para cada 1 milhão de indivíduos que usaram a dipirona — o que é considerada uma frequência bem baixa.

Em Israel, uma investigação realizada com 390 mil indivíduos hospitalizados calculou um risco de 0,0007% de desenvolver essa alteração no sangue e de 0,0002% de morrer por causa desse evento adverso.

Já na Suécia, que voltou atrás e liberou a dipirona brevemente nos anos 1990, foram detectados 14 episódios de agranulocitose possivelmente relacionados ao tratamento, com 1 caso para cada 1.439 indivíduos que tomaram esse fármaco.

Essa frequência mais alta, aliás, fez com que o país nórdico proibisse a comercialização do fármaco novamente em 1999.

Mas o que justifica essa disparidade de resultados? Embora não exista uma explicação clara, Marini aponta três fatores que ajudam a entender o cenário.

“Primeiro, há uma mutação genética que parece facilitar o aparecimento da agranulocitose em alguns indivíduos que usam dipirona. E sabe-se que essa mutação é mais comum em populações dos Estados Unidos e de partes da Europa”, diz ela.

“Em segundo e terceiro lugares, dosagens mais altas e uso por tempo prolongado também influenciam nesse risco”, completa.

E no Brasil?

A dipirona foi alvo de uma grande pesquisa realizada na América Latina que ficou conhecida como Latin Study.

Entre janeiro de 2002 e dezembro de 2005, cientistas de Brasil, Argentina e México se debruçaram sobre dados de 548 milhões de pessoas.

Nesse universo, foram identificados 52 casos de agranulocitose — o que representa uma taxa de 0,38 caso por milhão de habitantes/ano.

O trabalho latino ainda mostrou que esses episódios de alteração sanguínea grave são relativamente mais comuns em mulheres, crianças e idosos.

Pouco antes disso, em 2001, a Anvisa realizou um evento chamado “Painel Internacional de Avaliação de Segurança da Dipirona”, em que foram convidados especialistas brasileiros e estrangeiros.

“O objetivo deste painel foi a promoção de amplo esclarecimento sobre os aspectos de segurança da dipirona”, contextualiza a agência, em nota enviada à BBC News Brasil.

“Conforme o relatório final, as conclusões do referido painel foram que há consenso de que a eficácia da dipirona como analgésico e antitérmico é inquestionável e que os riscos atribuídos à sua utilização em nossa população são baixos e similares, ou menores, que o de outros analgésicos/antitérmicos disponíveis no mercado”, complementa o texto.

A Anvisa reforça que, desde a realização do painel há 22 anos, “não foram identificados novos riscos ou emitidos novos alertas de segurança relacionados à dipirona” — e, portanto, não há qualquer discussão sobre uma eventual proibição de venda dela no Brasil.

Além do país, a dipirona também está disponível em Índia, Alemanha, Espanha, Rússia, Israel, Argentina e México, entre outros.

A BBC News Brasil também procurou as farmacêuticas responsáveis pelas versões comerciais mais populares da dipirona no país.

A Sanofi, que fabrica Novalgina e Dorflex, disse que “cumpre rigorosamente toda a legislação brasileira vigente, em especial a legislação sanitária e as regulamentações da Anvisa em vigor”.

“Reiteramos que a dipirona está no mercado mundial há mais de 100 anos e é utilizada por milhões de pacientes em todo o mundo”, diz o laboratório, que também classifica como “inquestionável” a eficácia da medicação.

A Hypera Pharma, que faz a Neosaldina, informou que “a dipirona é um princípio ativo liberado pela Anvisa para comercialização no Brasil” e todos os produtos da farmacêutica que contêm a molécula “contam com registro aprovado na agência, com comprovação de segurança e eficácia”.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde (Acessa) afirmou que, “quando usada de acordo com as indicações médicas e seguindo as doses recomendadas, [a dipirona] é considerada segura para a maioria das pessoas”.

“As instruções presentes nos rótulos dos MIPs devem ser seguidas com rigor, as doses devem ser respeitadas, evitando-se a automedicação excessiva”, conclui a entidade.

Remédios para tratar febre e dor menos graves são vendidos sem prescrição nas farmácias
Remédios para tratar febre e dor menos graves são vendidos sem prescrição nas farmácias

Eficácia e modos de uso

Além das questões envolvendo a segurança, a dipirona foi objeto de uma série de estudos que testaram se ela realmente funciona na prática.

Segundo Marise, que também é fundadora do canal de divulgação científica Nunca Vi 1 Cientista, as evidências sobre a eficácia dela são um pouco mais conclusivas quando comparadas a de outros fármacos comumente usados contra dor e febre.

“Ela tem um efeito bem intenso, a ponto de conseguir competir com os opioides em certos casos ou até mesmo ser usado para aliviar a dor em ambiente hospitalar”, diz ela.

“Mas é claro que não temos tantos estudos para a dipirona como para outras drogas mais modernas, até pela proibição de uso dela nos Estados Unidos e partes da Europa”, complementa.

O Instituto Cochrane, que realiza revisões de publicações científicas para definir o nível de evidência sobre diversos procedimentos, calcula que uma única dose de dipirona é capaz de aliviar a dor moderada ou severa após cirurgias em 7 a cada 10 pacientes.

O número é maior do que o observado com placebo, uma substância sem efeito terapêutico, que resultou em melhoras nos sintomas para 3 em cada 10 indivíduos.

A Cochrane também observa uma eficácia da medicação contra a dor de cólicas renais.

Já para a dor no geral, o efeito da dipirona foi observado em 5 a cada 10 usuários. O índice ficou ligeiramente mais baixo em relação a outras opções farmacêuticas, como combinações de ibuprofeno e paracetamol (70%).

“O uso de uma ou outra opção que atua contra dor e febre, como dipirona, paracetamol, ibuprofeno, entre outros, depende muito de características individuais e costumes familiares”, observa Marise.

Mas é claro que, assim como ocorre com qualquer opção terapêutica, é preciso ler atentamente as informações disponibilizadas pelo fabricante, respeitar o limite de consumo diário e conhecer os possíveis efeitos colaterais.

Segundo a bula da dipirona registrada no Brasil, adultos e adolescentes acima de 15 anos podem tomar de 1 a 2 comprimidos de 500 miligramas até quatro vezes ao dia.

Para esse público, o limite de consumo diário é de 4 gramas (ou 4 mil miligramas)

O remédio não é indicado para crianças com menos de 3 meses de idade ou que têm menos de 5 quilos.

A dipirona em comprimidos não deve ser utilizada por menores de 15 anos — e recomenda-se sempre a supervisão de um médico nesses casos. É possível encontrá-la na forma de xarope, gotas e supositórios, além das versões injetáveis e intravenosas disponíveis em ambiente hospitalar.

Para não ultrapassar os limites de segurança, é importante ler atentamente o rótulo e a bula, pois algumas opções farmacêuticas trazem dipirona na fórmula junto de outros princípios ativos — e um descuido pode fazer alguém exagerar na dose segura sem querer.

O uso da dipirona também deve ser mais cuidadoso em pacientes com problemas nos rins ou no fígado, para evitar crises agudas nestes órgãos vitais.

Exagerar no consumo de dipirona pode provocar enjoo, vômito, dor abdominal, disfunção renal e hepática, tontura, sonolência, coma, convulsões, queda de pressão arterial, arritmias cardíacas e mudança na coloração da urina.

Entre os efeitos colaterais menos graves que a agranulocitose (que é considerada muito rara na população brasileira), algumas pessoas podem sofrer quadros alérgicos ou hipotensão (queda da pressão arterial) após tomarem a dipirona.

Nesses casos, a recomendação é não usar o fármaco — e procurar um profissional da saúde se o incômodo não passar ou piorar.

“É importante reforçar que a dipirona é uma droga segura mas, assim como qualquer medicamento, não é isenta de riscos”, lembra Marini.

“Ela é indicada para tratar quadros agudos de dor e febre, e não deve ser usada de forma contínua, por semanas, meses ou anos, como é comum vermos algumas pessoas fazerem”, conclui a farmacêutica.

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