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domingo, julho 19, 2026
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TSE reserva três sessões para ação sobre inelegibilidade de Bolsonaro

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Fachada do edifício sede do STF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reservou três sessões plenárias para o julgamento de uma ação judicial de investigação eleitoral (Aije) que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como alvo e na qual o PDT pede que ele seja declarado inelegível. O julgamento está marcado para começar na próxima quinta-feira (22). 

A Aije trata de uma reunião organizada por Bolsonaro no Palácio da Alvorada com dezenas de embaixadores e equipes diplomáticas, na qual apresentou acusações sem provas contra a urna eletrônica. O PDT alega que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e econômico ao promover o encontro e atacar o processo eleitoral brasileiro com boatos já desmentidos anteriormente pela Justiça Eleitoral, isso quando já se apresentava como pré-candidato à reeleição. 

O caso é relatado pelo corregedor-geral Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. Ao liberar o processo para julgamento, ele publicou um relatório no qual detalha todas as etapas da Aije, incluindo as alegações finais de acusação e defesa. O relator ainda não divulgou o próprio voto. 

O julgamento das Aijes costuma ser mais longo no TSE, por ser necessário, em geral, a leitura de longo relatório sobre as investigações, pelo relator. Na sessão de quinta-feira (22) deve ser tomada pela leitura desse relatório e as sustentações orais das partes e do Ministério Público Eleitoral (MPE). Cada fala dura até 15 minutos. 

A expectativa, também, é que Gonçalves profira um voto longo e minucioso, o que deve tomar uma segunda sessão plenária. Em seguida ao relator, votam os ministros: Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, a vice-presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, o ministro Nunes Marques e, por último, o presidente do Tribunal, ministro Alexandre de Moraes.

Entenda

A reunião investigada pelo TSE foi realizada em julho de 2022, quando Bolsonaro já era pré-candidato à reeleição. Sua defesa alega não ter ocorrido nenhuma irregularidade, e que o encontro se tratou de evento oficial da Presidência da República, que seguiu todos os trâmites formais para sua realização. 

Os advogados de Bolsonaro alegaram que ele apenas realizou um “diálogo aberto”, no qual  “expôs, às claras, sem rodeios, em linguagem simples, fácil e acessível, em rede pública, quais seriam suas dúvidas e os pontos que – ao seu sentir – teriam potencial de comprometer a lisura do processo eleitoral”. 

Já o Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu que Bolsonaro deve se tornar inelegível, em razão de ter praticado o abuso de poder político e uso indevido de meio de comunicação estatal. Isso porque a reunião com embaixadores foi transmitida e divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

Pelo parecer do MP, Bolsonaro proferiu discurso com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral no qual viria a ser derrotado. A gravidade é maior pela conduta ter sido realizada “em período próximo das eleições, veiculando noções que já foram demonstradas como falsas, sem que o representado haja mencionado os desmentidos oficiais e as explicações dadas constantemente no passado”. 

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) também argumentou que a gravidade do descrédito no processo eleitoral, como disseminado por Bolsonaro, pode ser verificada nos atos golpistas de 8 de janeiro, quando “pessoas convictas de que as eleições haviam sido fraudadas” invadiram e depredaram a sedes dos Três Poderes da República. 

Minuta do golpe

A defesa de Bolsonaro afirmou não ser possível fazer qualquer ligação entre a reunião com embaixadores e os acontecimentos de 8 de janeiro, não havendo nenhum tipo de conexão entre os episódios. Os advogados também defenderam a anulação de provas inseridas no processo com autorização de Gonçalves, entre elas a chamada minuta do golpe, documento apócrifo encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Gomes. 

O texto é uma espécie de decreto de intervenção na Justiça Eleitoral, e foi encontrado no âmbito das investigações sobre os atos antidemocráticos. O relator decidiu manter a minuta como prova no processo, alegando haver possível nexo com as investigações. 

Foram ouvidas como testemunhas no processo o ex-ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, Flávio Augusto Viana Rocha, ex-Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública. Os policiais federais Ivo de Carvalho Peixinho e Mateus de Castro Polastro, que se reuniram com Bolsonaro no dia anterior à reunião com embaixadores, também foram ouvidos. 

Prazo final para pagamento do imposto com 10% de desconto é até o próximo dia 30

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O prazo final para o contribuinte pagar o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) deste ano é o próximo dia 30, com desconto de 10%. Quem não quitar até essa data, vai pagar com juros e multa.

“O dia 30 de junho é a última oportunidade para que o contribuinte, que ainda não pagou o seu IPTU 2023, pagar com o desconto de 10%. Não haverá prorrogação e a partir do dia 1º de julho, já incidirá multa e juros para quem não efetuou o pagamento”, disse a subsecretária de Receita Municipal da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), Sandra Bandeira.

Segundo ela, a guia para pagamento do IPTU 2023 está disponível no site da Semfaz desde o dia 1º de abril, podendo ser acessada com o número de inscrição do imóvel. “Caso o contribuinte não tenha em mãos o número da inscrição, pode procurar a sede da Semfaz, aqui na avenida Sete de Setembro, 744, Centro. O atendimento é realizado das 8h às 14h e o contribuinte pode ainda tirar dúvidas e acessar outras informações acerca do imóvel, se assim desejar”, completou.

Subsecretária, Sandra Bandeira, diz que não haverá prorrogação do prazo

Com a guia de pagamento em mãos, o contribuinte poderá efetuar o pagamento em qualquer casa lotérica, na rede bancária e também em seu aplicativo do banco.

A arrecadação do IPTU é fundamental para que o município possa seguir promovendo investimentos que tragam melhoria para a população, em saúde, educação, agricultura, estradas, asfalto, iluminação pública, na cultura, no esporte e no social e nas demais áreas da gestão municipal.

RESTITUIÇÃO

A Prefeitura de Porto Velho, através da Semfaz, também está fazendo a devolução dos valores de IPTU pagos a mais, pelos contribuintes que fizeram o pagamento no começo de março deste ano.

“Para receber a restituição, o contribuinte precisa acessar o site da Semfaz ou vir pessoalmente à Secretaria, trazendo o comprovante de pagamento e os documentos pessoais, para darmos entrada no processo de devolução”, finalizou.

Submarino turístico que leva passageiros para ver o Titanic desaparece

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Um submarino que era utilizado para levar turistas até o local onde estão os restos do Titanic desapareceu no Oceano Atlântico nesta segunda-feira (19).

A empresa OceanGate, que faz expedições até os destroços do navio, afirmou em um comunicado que a embarcação que sumiu é dela.

As guardas costeiras dos Estados Unidos e do Canadá fazem operações de busca e resgate. Os canadenses afirmaram que enviaram uma aeronave militar e um navio para auxiliar.

Ainda não há informações sobre quantos passageiros estavam no submarino, mas de acordo com o site da OceanGate, as embarcações submersíveis da empresa têm capacidade para 5 pessoas. Os restos do Titanic ficam a cerca de 600 km da costa de Newfoundland, no Canadá.

Imagem do submersível da OceanGate em uma plataforma — Foto: Reprodução/@oceangateexped

“Estamos explorando e mobilizando todas as opções para trazer a tripulação de volta com segurança”, afirmou a empresa OceanGate em um comunicado.

“Todo o nosso foco está nos tripulantes do submersível e suas famílias.” 

A OceanGate cobra US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada passageiro por um lugar em sua expedição para ver os destroços.

Na semana passada a empresa começou a quinta “missão” aos destroços do Titanic, de acordo a página na web da empresa. A previsão de fim da viagem era na próxima quinta-feira.

Mapa mostra a localização dos restos do Titanic.  — Foto: arte/ g1

A viagem dura oito dias. Para descer até o local dos destroços, que fica a uma profundidade de 3.800 metros no Oceano Atlântico, o submersível leva cerca de 2,5 horas.

O que é um submarino turístico

O submarino turístico é uma embarcação que permite aos passageiros conhecerem o mundo submarino sem precisarem ser mergulhadores ou passarem por treinamento especializado.

Geralmente, são menores do que os submarinos militares. As janelas ou visores são grandes, par permitir vistas panorâmicas. Esses visores são de materiais como acrílico ou vidro reforçado, para suportar a pressão da água em profundidade.

Identidade de um dos passageiros

Um dos passageiros do submarino turístico é Hamish Harding, cofundador e presidente da Action Aviation, uma empresa especializada em serviços de aviação e aeroespaciais.

O enteado de Hardin afirmou no Facebook que o padrasto estava “desaparecido em um submarino” e pediu orações.

O próprio Harding havia postado no Facebook, no domingo, que estaria a bordo do submarino. Pelo texto dele, entendia-se que, a princípio, o clima estava desfavorável para a submersão, mas que o tempo havia melhorado. Não houve mais postagens dele desde então.

O que é o Titanic

O Titanic foi um navio transatlântico que foi considerado o maior e mais luxuoso navio de passageiros de sua época. Construído no começo do século 20 pela empresa britânica White Star Line, o navio ficou famoso pelo seu naufrágio.

Em 10 de abril de 2912, a embarcação saiu da cidade de Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York, nos EUA.

Quatro dias depois, em 14 de abril, o Titanic bateu em um iceberg e afundou. Não havia botes salva-vidas suficientes, e mais de 1.500 pessoas morreram.

Depois desse desastre, as leis e regulamentos de segurança marítima foram alteradas (passaram a exigir botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros a bordo, por exemplo).

Os destroços foram encontrados em 1985, a cerca de 650 quilômetros da costa do Canadá.

Álcool no trânsito mata 1,2 brasileiro por hora, revela pesquisa

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Marco na luta contra a violência no trânsito no Brasil, a Lei Seca completa 15 anos nesta segunda-feira (19). Para lembrar a data, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) divulgou dossiê sobre os acidentes provocados pelo uso de álcool no país. Os dados foram coletados do Ministério da Saúde.  

O documento revela que 10.887 pessoas perderam a vida em decorrência da mistura de álcool com direção em 2021, o que dá uma média de 1,2 óbito por hora.

“Esse número é altíssimo se a gente considerar que as mortes atribuídas ao álcool por acidente de trânsito são completamente evitáveis. É só você não beber”, diz o psicólogo e pesquisador do Cisa, Kaê Leopoldo. Segundo o levantamento, cerca de 5,4% dos brasileiros relataram dirigir após beber, índice que tem apresentado estabilidade no país.  

Apesar de alarmante, a taxa de mortes por 100 mil habitantes de 2021 foi 32% menor que a de 2010, quando a Lei Seca ainda tinha apenas dois anos. O número de mortos por ano caiu de sete para cinco por 100 mil habitantes no período.

Para Kaê, o número ainda é excessivamente alto, mas “a gente precisa entender que a tendência é de redução. Vem sempre existindo uma tendência de redução ao longo dos 10 anos analisados”, acentua.  

Hospitalizações em alta

O total de hospitalizações cresceu 34% no período, passando de 27 para 36 internações a cada 100 mil habitantes. A pesquisa mostra, também, que esse crescimento foi puxado por acidentes com ciclistas e motociclistas, uma vez que caíram as hospitalizações de pessoas que estavam em veículos e de pedestres envolvidos em acidentes causados pelo consumo de álcool.  

O pesquisador do Cisa opina que a expansão das hospitalizações envolvendo ciclistas e motociclistas pode estar relacionada ao aumento da frota no período.

“Principalmente na questão dos motociclistas, que representam um caso que merece atenção especial. Cresceu o total de motoboys e de entregadores. Eles passaram a trabalhar em horários que, às vezes, há outras pessoas dirigindo embriagadas [cujos veículos]  podem [atingir] motoboys”, destaca Kaê.  

Diferenças  

Os números de óbitos e hospitalizações variam bastante de acordo com o estado. Enquanto Tocantins (11,8), Mato Grosso (11,5) e Piauí (9,3) registram mais de nove óbitos a cada 100 mil habitantes por acidentes motivados pelo consumo de álcool, Amapá (3,6), São Paulo (3,5), Acre (3,5), Amazonas (3,2), Distrito Federal (2,9) e Rio de Janeiro (1,6) não chegam nem a quatro óbitos por 100 mil habitantes.  

Em relação a hospitalizações, elas podem variar de 85,2 a cada 100 mil pessoas, como no Piauí, até 11,8 a cada 100 mil no Amazonas. A diferença é de mais de sete vezes entre os dois estados. Para o pesquisador, é difícil entender essa diferença.

“Temos alguns indicativos como implementação de políticas públicas, fiscalização, densidade de blitzes, fatores culturais, frota de veículos e qualidade da frota e das estradas. Tudo isso entra no cálculo e afeta na diversidade dessas taxas de óbitos e hospitalizações”, argumenta.  

A socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, diz que as autoridades locais devem aumentar a fiscalização nas ruas e implementar campanhas de educação.

“A educação da população tem um importante papel na segurança viária e, em relação à fiscalização, sabemos que quando não há continuidade o impacto na redução de mortes viárias tende a diminuir, apesar da existência de leis”, opina.  

Perfil das vítimas  

O perfil das vítimas de acidentes envolvendo consumo de álcool é majoritariamente masculino. Isso porque 85% das hospitalizações envolvem homens, enquanto 89% das mortes causadas pelo álcool são de pessoas do sexo masculino. “Em relação à faixa etária, a população entre 18 e 34 anos de idade é a mais afetada”, informa o estudo. 

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool alerta que não há um volume seguro para ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir. Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do Cisa, acentua que muitas pessoas acreditam que a pouca ingestão de álcool não interfere na capacidade de dirigir.

“Em pequenas quantidades, o álcool já é capaz de alterar os reflexos do condutor e, conforme a concentração de álcool no sangue, [ele] se eleva e aumenta também o risco de envolvimento em acidentes de trânsito graves, uma vez que provoca diminuição de atenção, falsa percepção de velocidade, aumento no tempo de reação, sonolência, redução de visão periférica e outras alterações neuromotoras”, finalizou.

Anemia falciforme foi invisibilizada pelo racismo, mostram entidades

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13/06/2023 - Brasília - Dia Mundial do Doador de Sangue. Foto: Hemorio/Divulgação

Ele insistiu, perturbou, implorou. Elvis Magalhães, de 21 anos, não iria desistir. Estava internado no Hospital Universitário de Brasília (HUB), por causa da anemia falciforme, e não deixou em paz a médica até que ela permitisse que ele fosse para o show da banda favorita, a Legião Urbana, naquele 18 de junho de 1988 (há 35 anos), no Estádio Mané Garrincha, com cerca de 50 mil pessoas.

Mas a apresentação terminou em confusão e antes do tempo previsto. O jovem goiano radicado em Brasília, e com nome de astro do rock, saiu encolhido. Teve medo. Além da situação, sentia as dores no corpo causadas pela doença. Mas não se arrepende. “Nem foi tempo perdido. Somos tão jovens”, cantou Renato Russo para alegria de Elvis.

Elvis também queria cantar, se divertir. “A música da minha vida é aquela. Quem acredita sempre alcança” (Mais uma vez, da Legião Urbana). Além das lembranças do show, junho virou um mês forte para ele por outro motivo. O dia 19 viria a ser, a partir de 2008, o da conscientização mundial sobre a doença falciforme. Junho virou mês de cantar mais alto.

Brasília (DF) - Anemia falciforme foi invisibilizada pelo racismo, Elvis com seu irmão Elder.
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Elvis faz o som ir longe contra o racismo (a maior parte dos pacientes é negra) e também a invisibilidade que, segundo ele e outras pessoas consultadas pela Agência Brasil, comprometem o atendimento no sistema público.

O ativista e coordenador científico da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal) foi o paciente mais velho do Brasil a receber o transplante de medula óssea para se curar da doença.

anemia falciforme tem característica hereditária (pode passar de pais para filhos, se ambos os genitores tiverem o traço da doença). Ocorre por causa de uma mutação genética, com a alteração no formato das hemácias (formato de meia-lua ou foice).

Isso gera um problema na produção da hemoglobina, proteína que dá a cor vermelha ao sangue e é responsável por transportar o oxigênio pelo corpo. A doença ocorre por lesões vasculares e anormalidade na coagulação. Entre os sintomas, dores fortes pelo corpo e cansaço.

Transplante

Hoje, aos 56, o ex-relojoeiro diz que nunca deixou de acreditar e insistir com outras pessoas na luta contra a doença, que causa dores fortes e que pode levar à morte. Após “centenas de internações”, ele foi curado graças a um transplante de medula óssea (mais tarde também precisou receber um fígado). 

Elvis pede políticas públicas e denuncia que a doença é invisibilizada pelo racismo estrutural. “A doença foi diagnosticada há mais de um século e só foi avançar nas políticas públicas em 2005”, afirma.

Impacto

A médica Joice Aragão de Jesus, coordenadora de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, também entende que a história do cuidado com a doença mostra que o problema não ganhou a atenção devida em vista de os pacientes serem da população negra e de maior vulnerabilidade.

“O racismo institucional é um processo sutil na população brasileira. Isso tem impacto também na qualidade da assistência prestada a essa população”.

Ela diz que até 2005 não existiam protocolos no Sistema Único de Saúde (SUS), com orientação de tratamentos. “Naquele ano foi publicada a primeira portaria criando a Política Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doença Falciforme”.

Daí em diante, foram estabelecidos protocolos de tratamento de cuidados na rede de hemocentros. “De 2005 a 2015, houve participação e realização de simpósios internacionais e nacionais. Então a doença ganhou mais visibilidade dentro da emergência dos hospitais e nos ambulatórios”.

Ela considera que, nos últimos anos, houve uma desativação de políticas públicas e menos atividades de capacitação e pesquisa. “De fato, há um impacto não só pela pandemia. Houve um arrefecimento nas atividades referentes às políticas públicas”. 

A médica diz que o atual programa é uma referência como política de qualidade dentro do SUS.

“Nós tivemos uma projeção internacional em cooperação com países da África, por exemplo (leia mais aqui sobre o tema). Agora, estamos retomando. A ciência tem possibilitado melhoria na qualidade de vida. Nós mudamos a história natural da doença, que era de morrer até os cinco anos de idade”.

Pouca divulgação

A cientista social Maria Renó Soares, coordenadora da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal), que reside em Belo Horizonte (MG), lamenta a baixa visibilidade da enfermidade. “Mesmo sendo a doença hereditária com maior prevalência no Brasil, pouco se fala. Por ser prevalente na população negra, é pouco divulgada. A gente ainda tem muita dificuldade de acesso ao tratamento. E isso se dá devido ao racismo”, avalia. 

Brasília (DF) - Anemia falciforme foi invisibilizada pelo racismo, Maria Soares
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Ela explica que há uma estimativa de mais de 100 mil pessoas com a doença – “95% das pessoas com a doença são negras e a maioria é beneficiária do Bolsa Família. A maior dificuldade é de acesso ao tratamento, às medicações, às novas tecnologias. Principalmente no que diz respeito à urgência e emergência”. 

A cientista social lamenta que  a mortalidade pela doença no Brasil ainda é muito alta. “Há sobrevida de pessoas de até 42 anos e a morte de mais de 30 mil pessoas por ano no Brasil, que poderiam ser evitadas se tivessem acesso ao tratamento adequado”.

Um dos medicamentos utilizados é a hidroxiureia, de alto custo e que deve ser distribuído pelos poderes públicos. A coordenadora da Fenafal diz que uma demanda importante é a autorização para que o Ministério da Saúde autorize o remédio já fracionado para a criança, a fim de evitar que haja a manipulação incorreta do medicamento a partir do mesmo remédio dado ao adulto. 

Uma política pública importante foi a possibilidade de o Teste de Pezinho poder fazer o diagnóstico precoce. Isso pode salvar a vida da criança, já que o tratamento pode ser iniciado mais cedo. 

Indicação do transplante

No caso de Elvis, os pais descobriram a doença quando ainda era criança. Ele conviveu com dores indefiníveis e incontáveis internações demoradas. O problema só foi resolvido com o transplante de medula óssea. Ele foi um dos primeiros casos no Brasil. “Fui indicado porque tinha muita crise de dor. Em 2005, fez o procedimento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto (SP). 

Para realizar o transplante, ele descobriu que o irmão, Elder, quatro anos mais novo (que não tinha a doença) era 100% compatível. Atualmente, o coordenador científico da entidade de paciente com a doença explica que o procedimento tem sido feito até com compatibilidade de 50% entre paciente e doador. 

Elvis tinha 38 anos de idade quando se submeteu ao procedimento para colocar fim às crises em que precisava até de morfina para amenizar a dor. Outra terapia que o relojoeiro descobriu foi escrever. Fez uma autobiografia: Quatro décadas de lua minguante

Páginas especiais são dedicadas ao irmão. “Nunca briguei na vida com ele. Sempre foi um amigo. Tinha certeza de que ele era compatível”. O irmão, Elder, sabe que Elvis faria o mesmo por ele se precisasse. “Foi emocionante quando soube que poderia ajudá-lo”.

No Distrito Federal, por exemplo, o hemocentro cadastrou, durante o ano de 2023, 26.510 doadores de sangue. Já as pessoas cadastradas no banco de doadores de medula óssea foram 1.283 pessoas. Cabe ao hemocentro “o fornecimento de todos os hemocomponentes necessários para as transfusões demandadas no tratamento dos pacientes com doença falciforme”.

A Fundação Hemocentro explica que o candidato à doação pode colher sangue e se cadastrar como doador de medula óssea no mesmo dia. “Nesse caso, basta agendar a doação e, no dia do atendimento, informar logo na primeira etapa que também deseja se cadastrar como doador de medula”, esclareceu a entidade em nota.

Diagnóstico precoce

Se Elvis é do rock, o servidor público paraibano Dalmo Oliveira, de 56 anos, nascido em Guarabira e radicado em João Pessoa, aprecia o forró e as festas de São João, que ocorrem nesta época do ano principalmente em Campina Grande (PB). Ele é da Associação Paraibana dos Portadores de Anemias Hereditárias e foi diagnosticado com a doença quando era criança. 

Brasília (DF) - Anemia falciforme foi invisibilizada pelo racismo, Dalmo Oliveira
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

“Só descobrimos porque minha mãe me levou para fazer exames em João Pessoa. A minha sorte é que o diagnóstico foi bem precoce para aquele momento. E isso me salvou e me deu uma qualidade de vida até hoje”. O tratamento limitava-se à transfusão de sangue. Lembra-se que precisou fazer transfusão de sangue até os 15 anos de idade. As crises foram diminuindo à medida que foi envelhecendo. E resolveu depois ajudar pessoas que entendiam pouco sobre a doença. 

“Como a doença atinge mais fortemente a população negra, existe ainda hoje uma negligência. Nos estados brasileiros onde a população negra é mais presente, a doença também é mais presente. Mesmo assim, a gente ainda encontra médicos e enfermeiros desinformados sem saber como tratar o paciente que chega à unidade”.

Ele diz que cobra muito das autoridades médicas que proporcionem e conscientizem sobre o aconselhamento genético para casais que pretendem ter filhos.“Um exame de sangue simples, que é a eletroforese da hemoglobina, gratuita pelo SUS, pode identificar se os pais carregam genes com possibilidade de ter um filho com a doença”. Dalmo tem cinco filhos. Nenhum deles tem a anemia falciforme.

Eventos em Brasília

Para proporcionar mais conhecimento sobre a doença, o Ministério da Saúde promove, nesta segunda-feira (19), em Brasília, quatro palestras, das 9h às 12h, com profissionais de saúde especialistas no tema. O encontro será no auditório PO 700, na Avenida W5. 

No dia 22 (quinta-feira), no mesmo local, a coordenação da Fenafal promove seminário nacional, das 13h às 17h, e uma audiência pública no Senado, de manhã (a partir das 9h). O telefone para informações é o (31) 99199.6985.

Prefeitura de Ji-Paraná realiza ação simultânea da Campanha Junho Violeta

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Todas as unidades dos Cras receberam os idosos do CCI na quinta-feira (15) para marcar o 15 de junho, a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf), realizou a Campanha Junho Violeta, mês de prevenção e combate da violência contra a pessoa idosa. As ações ocorreram, simultaneamente, nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) em parceria com o Centro de Convivência do Idoso (CCI), na quinta-feira (15).

Os idosos e suas famílias dos bairros referenciados foram convidados para participar da apresentação de teatro, palestra informativa e confraternização entre os participantes. Mais de 250 pessoas estiveram nos eventos realizados, às 9h (Morar Melhor), 15h (Roda Moinho), 18h30 (São Francisco) e às 19h30 (Jardim dos Migrantes). 

A secretária da Semasf, Mirian Madalon, afirmou que a campanha faz parte das políticas públicas da pasta, inserida no Calendário Colorido, para prevenir e conscientizar os idosos que são assistidos nas unidades de atendimento assistencial. “Pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SCFV), o principal objetivo dos Cras é ofertar o acolhimento aos idosos em vulnerabilidade social e instruí-los sobre como evitar o abuso, maus-tratos e outras violências”, frisou.  

Para a coordenadora do CCI, Paula Gerlinski, uma das principais violências cometidas contra a pessoa idosa é a negligência que eles sofrem dos filhos e demais familiares, seja na saúde, situação  financeira e alimentação. 

Ela reforçou que as ações ocorrem todos os meses  nos Cras, e que com o apoio das demais instituições do poder público e do Disque 100 para que as pessoas denunciem qualquer violência contra as pessoas acima de 60 anos. 

Segundo a aposentada, Alice de Oliveira Rocha, de 67 anos, é de amor e respeito que as pessoas idosas necessitam. Para ela, estar nesta faixa etária é ter a oportunidade de se reinventar na terceira idade e aproveitar para viver o que não podia quando era mais jovem. 

Dados de solicitação de atendimentos do Creas, em 2021, indicam que foram feitas 13 notificações de assistência a idosos em risco de vulnerabilidade. Em 2022, foram contabilizados 25 procedimentos, e, em 2023, foram registradas 10 solicitações de atendimento no primeiro quadrimestre deste ano. 

Vídeo: Aulas de balé na Praça CEU atendem 190 crianças e jovens gratuitamente

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Prefeitura promove as aulas durante três dias da semana

Aulas tem duração de uma hora, sempre às quartas e sextas-feirasAulas tem duração de uma hora, sempre às quartas e sextas-feiras

As aulas de balé clássico no Centro de Artes e Esportes Unificados, a Praça CEU, na zona Leste da capital, seguem atendendo cerca de 190 crianças e jovens da região, de forma gratuita. A ação é da Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur).

“As aulas foram retomadas em fevereiro e estamos atendendo cerca de 190 alunos, entre 7 e 15 anos, de forma gratuita. É uma participação ativa da comunidade, já que os pais acompanham as aulas e isso é muito bom”, destacou a secretária da Semdestur, Glayce Bezerra.

A professora Bárbara é bailarina profissional, formada em Educação Física e responsável pelas aulasA professora Bárbara é bailarina profissional, formada em Educação Física e responsável pelas aulas

Os alunos aprendem o básico do balé clássico, além de jazz e dança contemporânea. A professora Bárbara Santos é quem dá as aulas para as crianças. Ela é bailarina e professora de dança, além de formada em Educação Física.

“É muito prazeroso estar aqui, fazendo o que gosto e ver a alegria, a felicidade de cada uma das nossas alunas. A dança, o balé, tem essa força de despertar o melhor de nós”, completou.

Cada aula tem duração de uma hora, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, de manhã e tarde. “Além do balé e dos cursos, também temos aulas de jiu-jitsu, aulas de zumba, outras atividades esportivas e cursos voltados à comunidade”, finalizou a secretária da Semdestur.

Texto: Eranildo Costa Luna
Foto: Wesley Pontes

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

Exposição ressalta a importância das lanternas para a cultura coreana

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São Paulo (SP), 18.06.2023 - “Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju”, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, em parceria com a cidade de Jinju. As lanternas são um símbolo tradicional da cultura coreana e remontam à Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil

Na cultura coreana, as lanternas coloridas fazem parte de uma festa tradicional, celebrada todos os anos em algumas cidades do país. E são essas lanternas que agora ganham uma exposição luminosa no Centro Cultural Coreano do Brasil (CCCB), na Avenida Paulista, em São Paulo. Intitulada Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju, a mostra é gratuita, teve início neste domingo (18) e vai até o dia 20 de agosto.

“A exposição foi feita em colaboração com a cidade de Jinju, maior fabricante de seda coreana. As lanternas expostas aqui no centro são feitas de seda coreana, de Jinju. Além de fazer roupas, o chamado hanbok [roupa tradicional coreana], eles começaram a utilizar a seda para fazer lanternas. Essa cidade tem um dos maiores festival de luzes da Coreia, que acontece em agosto”, explicou Mideum Seo, responsável pela exposição, em entrevista à Agência Brasil.

Para essa exposição em São Paulo foi criado um túnel com cerca de 1,2 mil lanternas coloridas, que culmina com uma lua cheia e extremamente iluminada onde se forma uma fila para fotos. “Elas [as lanternas] representam a luz, a esperança e a união, e são um símbolo icônico da tradição do nosso país”, disse Cheulhong Kim, diretor do CCCB, em nota.

São Paulo (SP), 18.06.2023 - “Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju”, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, em parceria com a cidade de Jinju. As lanternas são um símbolo tradicional da cultura coreana e remontam à Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil

Ao final da mostra, o visitante se depara ainda com fotos e vídeos mostrando como é o festival em Jinju, com suas tradicionais lanternas flutuantes. “Pelo que sei, ali na cidade de Jinju o festival conta com cerca de 700 mil lanternas acesas”, disse Mideum Seo.

Essa tradição remonta à Guerra de Imjin, em 1592, quando a cidade foi palco de uma invasão japonesa. Foi assim que, para proteger a cidade, as pessoas começaram a iluminar o rio com lanternas. “O público coloca as lanternas no rio da cidade de Jinju. Esse foi o início da tradição”, disse o responsável pela mostra.

Segundo o Centro Cultural Coreano, as lanternas flutuantes foram utilizadas como estratégia militar para impedir que as tropas atravessassem o Rio Namgang.

Mas além da proteção à cidade, essas lanternas também passaram a servir para espalhar mensagens ou para fazer a comunicação entre familiares que estavam separados pelo rio. “A mãe que estava longe do filho soldado fazia flutuar uma lanterna com cartas”, disse.

Secretaria de Desenvolvimento Social de Jaru realiza campanha de prevenção e combate ao trabalho infantil

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A prefeitura de Jaru, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – Semdes, realizará ao longo do mês de junho, diversas atividades em alusão a campanha de prevenção e combate ao trabalho infantil.

A programação contará com palestras nas associações rurais e nas unidades de atendimento do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS I e II, Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, além de pit stop, panfletagem e entrevistas.

O objetivo é orientar e alertar as famílias sobre a importância de garantir um desenvolvimento saudável da criança.

Considerando que o trabalho infantil, interfere diretamente no desenvolvimento físico e intelectual. “A infância é para brincar, sonhar e aprender, por isso crianças com até 12 anos só podem executar tarefas de apoio, conforme a capacidade física e com a supervisão de um adulto, jamais como fonte de renda ou que coloque a saúde e a integridade em risco”, explicou a secretária da Semdes, Edileuza Sena.

CONFIRA O CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

12 de junho – Pit Stop no Semáforo da Avenida Padre Adolpho Rohl com Marechal Rondon

18 de junho – Palestra na Associação ASPROBRER – Linha 632

29 de junho – Palestra Associação ASPAJA – Jaru Uaru

Caixa começa a pagar Bolsa Família com novo adicional de R$ 50

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Brasília (DF) - Bolsa Família inclui um milhão de famílias e bate recorde de valor médio: R$ 672,45. - Francilene e Marcelo em Garrafão do Norte (PA): adicional de R$ 150 amplia cardápios. Fotos: Fábia Prates/Secom

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de junho do novo Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (19) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Essa será a primeira parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício será superior e atingirá o maior da história do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a criação do adicional é a última mudança prevista no programa, que teve a implementação concluída neste mês.

Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 2,7 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.

Apesar do corte, foi concedido prazo de 60 dias para que cerca de 1,2 milhão de pessoas que se cadastraram como de famílias unipessoais no segundo semestre do ano passado regularizem a situação e comprovem os requisitos para retornar ao programa. A principal regra é que a família tenha renda mensal de até R$ 218 por pessoa, conta obtida ao dividir a renda total pelo número de integrantes da família.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Calendário do Bolsa Família

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta segunda-feira às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 1. O valor ainda não foi divulgado, mas deve cair em relação aos R$ 110 pagos em abril, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 6 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o fim do ano.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

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