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sábado, julho 18, 2026
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Pai espancado após ser confundido com estuprador diz que filha está em estado de choque

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Na última segunda-feira (12), um pai que acompanhava a filha no caminho até a escola em Botucatu (SP) foi confundido com um estuprador e acabou sendo espancado por três funcionários do próprio colégio em que estudava a filha. Paulo Vitor Papa, de 37 anos, disse que precisou acalmar a menina de 12 anos após os momentos de terror.

“Ela me viu com a camisa ensanguentada e precisou falar com uma psicóloga para se acalmar. Minha filha está em estado de choque”, disse em entrevista ao UOL.

“Ela queria voltar para casa sozinha e nós sempre negamos. Aí, de tanto que ela insistiu, a gente combinou que eu iria atrás, da saída do Sesi até a casa dela”, contou o pai.

O pai da garota disse que viu pessoas em um carro parando para falar com as meninas. “Um carro branco parou para conversar com elas… Agora eu vou ter que chegar perto”, disse em áudio para a mãe da garota. Em seguida, contou ter sido abordado por esses mesmos homens, ser questionado por que estava seguindo as meninas e ter respondido que era pai de uma delas.

“Aí, os homens desse carro voltaram a abordar a minha filha, perguntando se eu era pai dela. Como ela não me viu, ela disse que não e saiu correndo. Nisso, o diretor do Sesi encostou o carro na minha frente e disse: ‘pega ele’. Três homens começaram a me agredir com socos e chutes. Aí, saí correndo até uma outra escola”, continuou.

Ainda de acordo com o agredido, os homens só pararam e foram embora quando a filha chegou e disse que se tratava do pai dela.

“Estou com hematomas nos pés, joelhos e dores pelo corpo. Não merecia ter passado pelo que passei”, concluiu.

A Polícia Civil aguarda o resultado do exame do IML no pai agredido para definir se o caso será tratado como lesão corporal grave ou leve. Até o momento, apenas o diretor do Sesi-SP foi identificado.

Cães de Caça: novo dorama da Netflix traz boxe e muita ação

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Uma nova série da Netflix está conquistando o público rapidamente: Cães da Caça, atualmente no Top 5 da plataforma, é um novo thriller-drama coreano baseado no webtoon Sanyanggaedeul de Jeong Chan repleto de brigas, amizade e coragem.

Lançado em 9 de junho, o K-drama tem oito episódios em sua primeira temporada, cada um com duração entre 54 e 74 minutos. Se você gosta de séries de drama criminais violentas, essa pode ser a série que você está procurando para assistir.

Cães de Caça: sinopse e trailer do Dorama da Netflix

Ambientada em Seul, a série segue dois jovens boxeadores amadores, Geon-woo (Woo Do-hwan) e Woo-jin (Lee Sang-yi), que se encontram pela primeira vez no ringue quando se enfrentam nas finais de um torneio nacional.

Após o confronto, o par rapidamente forma uma amizade, baseada no respeito mútuo pelas habilidades um do outro e histórias de vida semelhantes. A mãe de Geon-woo é enganada por agiotas predatórios da Smile Capital e a deixam com uma dívida esmagadora.

Seu amigo Woo-jin então o apresenta ao presidente Choi (Huh Joon-ho), um ex-agiota que, agora, é apenas um bilionário filantrópico e paraplégico que faz doações para pessoas menos afortunadas — na tentativa de amenizar a culpa por ter sido um agiota.

Choi não só quita a dívida de Geon-woo, como também contrato ele e o amigo para proteger sua neta adotiva, Heyon-ju (Kim Sae-ron), que está, coincidentemente, desenterrando informações comprometedoras sobre as atividades da Smile Capital, liderada pelo ex-protegido de Choi, Kim Myeong-gil (Park Sung-woong).

Conheça o elenco da série

A série conta com um elenco excelente de atores, entre eles Woo Do-hwan que interpreta Geon-woo e Lee Sang-yi, que faz o Woo-jin, ambos protagonistas do dorama.

Entre os atores também estão Park Sung-woong, que interpreta o malvado agiota Myeong-gil, Heo Joon-ho, o Sr. Choi da série, que já foi uma lenda entre os agiotas, mas agora ajuda as pessoas a pagarem seus empréstimos.

A série também conta com Lee Hae-yeong, Choi Si-won, Kim Sae-ron e Jung Da-eun como membros do elenco de apoio.

Cães de Caça: a série é boa?

Por enquanto, a série está agradando o público. No IMDb, site que agrega notas de filmes e séries, a produção tem uma nota de 8,1 (com base em 307 avaliações). Considerando que a série foi recém lançada, ainda é pouco para uma avaliação concreta com base em resenhas alheias.

Vale destacar que a produção também está crescendo no famigerado top 10 de séries na Netflix. Com isso, a tendência é que o dorama acabe ficando mais popular com o passar do tempo. Você já assistiu? Qual sua opinião sobre Cães de Caça?

Vulcão entra em erupção no Havaí com risco de disparar “cabelos de vidro”

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Autoridades do Serviço Geológico dos EUA (USGS) alertam que o vulcão Kilauea, no Havaí, que entrou em erupção há pouco mais de uma semana, pode começar a expelir perigosos pedaços de vidro vulcânico semelhantes a fios conhecidos como “cabelos de Pele”.

Esse nome é em referência a Peh-leh, deusa havaiana do fogo e dos vulcões. Diz a lenda que Pele habita o interior do Kilauea, localizado dentro do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí.

Os “cabelos de Pele” se formam quando bolhas de gás dentro da lava explodem na superfície. “As bolhas estourando voam para fora e parte delas se estica em fios muito longos, às vezes chegando ou passando de meio metro”, explica Don Swanson, pesquisador geólogo do Observatório de Vulcões do Havaí. “Embora sejam lindos, os cabelos de Pele representam um grande perigo se atingirem os olhos ou forem ingeridos através da água potável”.

De acordo com o site IFLScience, o vulcão começou a entrar em erupção na semana passada, quarta-feira (7), quando começou a lançar magma para a cratera circundante a temperaturas de até 1.150 graus Celsius. Desde então, ele vem sendo constantemente monitorado.

Erupção do vulcão Kilauea chegou a ser considerada código vermelho

O USGS considerou brevemente um código vermelho para a erupção, o nível de alerta de risco mais alto, mas rebaixou para laranja no dia seguinte “porque as altas taxas iniciais de efusão diminuíram e nenhuma infraestrutura está ameaçada”.

Além do risco de emissão dos “cabelos de Pele”, o USGS está agora alertando os moradores que altos níveis de “vog” são previstos conforme a erupção continua. O termo é a junção das palavras “vulcânico”, “poluição” e “névoa”, em inglês, e se refere a uma forma de poluição do ar resultante da combinação entre dióxido de enxofre e outros gases emitidos por uma erupção vulcânica em contato com o oxigênio e a umidade na presença da luz solar.

“Altos níveis de gás vulcânico – especialmente vapor de água (H20), dióxido de carbono (CO2) e dióxido de enxofre (SO2) – são a principal preocupação, pois esse perigo pode ter efeitos de longo alcance a favor do vento”, diz uma atualização emitida pelo USGS. “Como o SO2 é continuamente liberado do cume durante a erupção, ele reagirá na atmosfera para criar a névoa visível conhecida como vog a favor do vento de Kilauea”.

Segundo o órgão, moradores e visitantes devem evitar a exposição a essas partículas vulcânicas, que podem causar irritação na pele e nos olhos.

Uma das erupções mais catastróficas do Kilauea ocorreu em 2018, quando a lava fluiu como um rio através de áreas residenciais da Ilha Grande e destruiu mais de 700 casas em um período de quatro meses, de acordo com o Serviço Nacional de Parques dos EUA. Considerada um código vermelho, aquela erupção se deu várias horas depois que poderosos terremotos sacudiram a região.

Em outubro de 2021, conforme noticiado pelo Olhar Digital, outra erupção no mesmo vulcão chegou a expelir cabelos de Pele. Assim como está acontecendo desta vez, naquela ocasião, a lava ficou confinada na cratera Halema’uma’u, parte do parque de acesso público proibido.

Governo lança projeto ‘Saeb: nossa meta é você!’, para reforçar desempenho da Educação de Rondônia

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Com objetivo de sensibilizar e mobilizar as equipes escolares e suas comunidades, levando a todos os envolvidos a importância de obter um bom desempenho nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb, o Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação – Seduc, lançou o projeto Saeb: nossa meta é você!. O projeto irá envolver 406 unidades escolares numa ação intermunicipal, através de um ciclo de acompanhamento formativo, mobilizando Coordenadorias Regionais de Educação – CREs, gestores, professores, técnicos e pais ou responsáveis das unidades escolares.

As provas do Saeb serão aplicadas nas escolas da rede pública estadual de ensino, no período de 23 de outubro a 3 de novembro. Cada avaliação é constituída por dois blocos de Língua Portuguesa e dois de Matemática. Os estudantes do quinto ano respondem a 22 questões de língua portuguesa e 22 de matemática.

Segundo a titular da Seduc, Ana Pacini, até outubro serão quatro meses de uma ação macro de intervenção, acompanhamento, avaliação e orientação, auxiliando as unidades escolares a alcançarem êxito em seus resultados. “Este projeto surge da necessidade de aprimorarmos o resultado desta avaliação, que irá servir de indicativo da qualidade do ensino e oferecer subsídios para a elaboração, monitoramento e aprimoramento de políticas públicas voltadas à educação rondoniense”, explicou.

MELHORES ÍNDICES

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o projeto tem como meta elevar a educação rondoniense ao topo do país. “Esta é uma iniciativa importante para elevar a aprendizagem dos alunos e manter Rondônia entre os melhores indicadores do Brasil. A nossa meta é conquistar as primeiras posições no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica  Ideb, mas os resultados vão além disso, afinal, um ensino de qualidade abre portas para um futuro promissor e enche nossos estudantes de possibilidades”, declarou.

INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS

Segundo a coordenadora do projeto, Izis Cúbia, a Seduc já deu início a ação de mobilização das equipes escolares, para execução das intervenções pedagógicas, a fim de ressaltar a importância do Saeb. “Estamos identificando problemas, as diferenças regionais da rede de ensino, e ajustando às necessidades diagnosticadas nas áreas e etapas de ensino avaliadas. Posteriormente estaremos trabalhando na sensibilização dos pais ou responsáveis para alcançarmos a meta de participação dos estudantes e focando na elaboração de um Plano de Nivelamento de Aprendizagem por meio de cada CRE e unidade escolar”, ressaltou.

Papa Francisco deixará hospital nesta sexta-feira

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O papa Francisco, hospitalizado em Roma desde o dia 7 deste mês para uma cirurgia abdominal, vai deixar o hospital na manhã desta sexta-feira, anunciou hoje (15) o Vaticano.

A conselho da equipe médica e após evolução clínica “regular”, o papa argentino, de 86 anos, deixará a Policlínica Gemelli “amanhã de manhã, sexta-feira, 16 de junho”, afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, em comunicado.

Francisco passou por uma operação de três horas para reparar uma hérnia abdominal na quarta-feira da semana passada.

Pope Francis visits the children at the paediatric oncology department of Gemelli hospital, in Rome, Italy June 15, 2023. REUTERS/Vatican Media

Depois da cirurgia, os médicos disseram que o papa não deverá ter limitações para viagens e outras atividades após a recuperação. Ele tem viagens marcadas a Portugal, de 2 a 6 de agosto, quando participará da Jornada Mundial da Juventude e visitará o Santuário de Fátima, e à Mongólia de 31 de agosto a 4 de setembro, um dos lugares mais remotos que já visitou.

Arqueólogos no Peru encontram múmia de 3 mil anos em Lima

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Arqueólogos peruanos informaram nesta quarta-feira (15) que descobriram uma múmia de aproximadamente 3 mil anos em Lima, a mais recente descoberta no país andino datada dos tempos pré-hispânicos.

Inicialmente, estudantes da Universidade de San Marcos e pesquisadores encontraram restos de cabelo e o crânio da múmia em um pacote de algodão durante a escavação, antes de descobrir o restante da múmia.

A múmia provavelmente era da cultura manchay, que se desenvolveu nos vales de Lima entre 1.500 e 1.000 a.C., disse o arqueólogo Miguel Aguilar, e estava associada à construção de templos montados em forma de U que apontavam para o nascer do sol.

A pessoa “foi deixada ou oferecida (como sacrifício) durante a última fase da construção deste templo”, disse Aguilar. “Ela tem aproximadamente 3 mil anos.”

Arqueólogos desenterraram outros itens enterrados junto ao corpo, incluindo milho, folhas de coca e sementes, que eles acreditam que podem ter sido parte de uma oferenda.

Governo de Rondônia busca impulsionar relação comercial com a China

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A China é considerado o maior mercado consumidor de commodities do mundo, sendo os produtos agrícolas, um deles, e também é maior parceiro comercial de Rondônia, e para avançar, tanto nas cooperações comerciais com esse país quanto em um alinhamento conjunto para estabelecer uma rota comercial, conectando a América Latina à Ásia pelo Oceano Pacífico, o Governo de Rondônia participou nesta quarta-feira (14) de reunião na Embaixada Chinesa, em Brasília.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, juntamente ao titular da Secretaria de Estado de Finanças – Sefin, Luis Fernando Pereira e o superintendente de Integração do Estado de Rondônia em Brasília – Sibra, Augusto Leonel, foi recebido pelo embaixador da China, Zhu Qingqiao, e pontuou o interesse em ampliar o ingresso da produção rondoniense no mercado chinês. De acordo com os dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico – Sedec, a soja e a carne bovina são os principais produtos exportados do Estado para a China. Mas Rondônia tem muito mais a oferecer aos chineses.

‘‘Rondônia cresceu na produção de alimentos. O Valor Bruto da Produção agropecuária aumentou de R$ 9 bilhões em 2019, para mais de R$ 20 bilhões, em 2023. Na feira agropecuária, a Rondônia Rural Show Internacional, realizada em maio, batemos recorde ao movimentar R$ 3,5 bilhões em negócios que incentivam a produtividade no campo, por meio de tecnologias sustentáveis. E o Governo de Rondônia quer avançar em cooperações com esse tão importante parceiro comercial e mercado consumidor dos nossos alimentos, que é a China’’, afirmou o governador.

CARNE BOVINA E CAFÉ

O governador pontuou, ainda, que os avanços na qualidade da carne bovina, um dos produtos rondonienses mais consumidos pelos chineses. Rondônia tem o maior rebanho do Brasil livre de vacina contra febre aftosa, com mais de 17 milhões de cabeças de gado. Para alcançar esse status, o Estado investiu em boas práticas sanitárias e mantém um controle rígido para manter o rebanho saudável.

O Estado está em 1º lugar na região Norte, como maior exportador de carne bovina, sendo o 6º maior exportador do Brasil. Somente no ano passado, Rondônia exportou 48.753.275 kg de carnes bovina à China, o que gerou uma movimentação de U$ 323.801.202.

O café foi outro produto que entrou na pauta da reunião. Rondônia ocupa a 5ª colocação do ranking nacional de produção de café, e é o principal produtor de café robusta do Brasil. O Governo de Rondônia tem investido na qualidade e produtividade da cafeicultura rondoniense com distribuição gratuita de mudas clonais aliada à assistência técnica aos agricultores familiares, e conquistou todos os lugares no pódio da premiação nacional do Coffee Of The Year 2022, realizada em Minas Gerais, referente à categoria café robusta.

Este ano, Rondônia exportou para a China 19,2 mil kg de café em grãos, o que movimentou US$ 64 mil.

ROTA PELO PACÍFICO

Outro assunto comum entre Rondônia e China, tratado na reunião, é quanto aos investimentos em uma rota comercial, conectando a América Latina à Ásia pelo Oceano Pacífico. A China tem um programa chamado “One belt, one Road” (um cinturão, uma rota), lançado em 2013, que tem justamente essa finalidade, por meio de investimentos em conexões no setor portuário, rodoviário e ferroviário. O Governo de Rondônia sinalizou interesse de que essa rota seja consolidada para trazer mais desenvolvimento ao Estado e para o país.

Violências contra idosos podem ter diferentes facetas

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14/06/2023 Brasília (DF) - Lar dos velhinhos - Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O cuidador de idosos busca animar o grupo. Eles estão no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, em Brasília, uma instituição de longa permanência de idosos na capital federal, conveniada ao sistema público de proteção de pessoas acima dos 60 anos de idade em situação de vulnerabilidade. Lá, em outros lares de acolhimento e nas ruas brasileiras, há histórias de diferentes tipos de violências invisibilizadas. Nesta quinta-feira (15), é Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa. 

O som é o pagode, que anima Maria*, de 75 anos. “Eu gosto de dançar, de ouvir. Só não sei cantar”. Ela, que nasceu em uma cidade do interior nordestino, foi empregada doméstica até se aposentar e morava em região periférica da capital federal. “Eu fiquei viúva muito jovem. Eu trabalhava em casa de família”. 

Antes de ser acolhida no Lar dos Velhinhos, vivia sozinha e contava com apoio de amigos. “Um dia, uma pessoa ficou preocupada comigo porque achou que eu não estava vivendo bem, porque não fazia as três refeições. Foi assim que esse amigo me inscreveu no Lar e me acolheram há três anos nesse lugar maravilhoso”.

O sorriso de Maria diminui quando cita que o único filho não a visita.

“Ele ganha pouco também. Ficou com minhas coisas. Mas meu filho não quer nem saber de mim”.  

O psicólogo do Lar dos Velhinhos Leonardo Tavares afirma que os idosos chegam às casas em diferentes situações de vulnerabilidade e que é preciso uma atenção individualizada a cada demanda. “Cada pessoa que chega aqui é como um universo. São muitas histórias e nosso papel é garantir a individualidade de cada idoso”. O Lar tem hoje 92 idosos acolhidos. “Diante da necessidade e do crescimento populacional, há no Distrito Federal cinco espaços, o que ainda é pouco”, considera. O Lar faz permanente campanha para doações tanto financeiras, de roupas, móveis e agasalhos.

Abandono e negligência 

Histórias de abandono e negligência fazem parte do caminho de violência a que estão submetidos os idosos. Segundo dados coletados pela Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, nos primeiros cinco meses de 2023, pelo caminho de denúncias do Disque 100 (incluindo telefone, e-mail e redes sociais), o Brasil contabilizou 37.441 casos de negligência, 19.987 de abandono, 129.501 de violência física, 120.351 de violência psicológica e 15.211 de violência financeira. Houve um aumento em todos eles se comparados aos números do mesmo período do ano passado.

Arte violência contra idosos

O secretário nacional dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, avalia que os números vinham sendo subnotificados e que a maior quantidade de denúncias pode significar maior confiabilidade nas instituições de que vai haver alguma providência. “Um dos nossos focos neste mês alusivo ao enfrentamento da violência contra o idoso (Junho Violeta) é a maior divulgação do Disque 100”. Ele reconhece que alguns grupos, por diferentes vulnerabilidades sociais, podem estar mais expostos à violência.

Ele diz que os dados têm mostrado que a idade na qual ocorre a violência está começando desde os 60 anos de idade. “A gente entende que vários cenários podem ser causadores dessa violência, não só o âmbito familiar, mas também das instituições. A nossa prioridade é tirar essa pessoa idosa da cena da violência”.

Pandemia e violência dentro de casa

O secretário contextualiza que o período da pandemia expôs dificuldades extremas para os idosos. “Nós temos, infelizmente ainda, a constatação de que boa parte dessa violência ocorre dentro de casa”.

O médico-gerontólogo Alexandre Kalache, um dos principais pesquisadores brasileiros sobre o assunto, avalia que a pandemia expôs diferentes violências contra os idosos. 

“A pandemia nos prestou, de uma forma perversa, o flagrante que o país precisa dar saltos gigantescos para que a gente combata o idadismo, o preconceito contra o idoso. No Brasil, o velho é sempre o outro”.

O pesquisador é presidente do Centro Internacional da Longevidade (International Longevity Centre, ILC Brazil) e co-diretor do Age Friendly Institute, baseado em Boston (Estados Unidos). “A avaliação que eu faço sobre as políticas para o enfrentamento da violência, da negligência e abandono é que nós temos hoje uma oportunidade histórica para retomar aquilo que vinha sendo feito e que infelizmente sofreu um lapso”. Para ele, nos últimos anos, não houve reais políticas públicas de proteção a esse grupo da sociedade. 

Ele leva em conta que o Brasil será um dos três países que mais rapidamente irá envelhecer até o ano de 2050. China e Tailândia estão entre as nações que precisam também se organizar para proporcionar dignidade a uma faixa etária que não para de crescer. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que pessoas com 60 anos ou mais chegaram a 31,23 milhões de pessoas. 

“Realmente nós perdemos muito tempo. Como você pode justificar que um país que tem 3% da população mundial seja responsável por 11% das mortes pela covid-19. Houve muito desleixo porque as principais vítimas da pandemia eram pessoas idosas”, afirmou Kalache.

Além disso, as vítimas principais estavam entre as populações mais carentes. “Ribeirinhas, favelados, população negra e indígenas, quilombolas… A vulnerabilidade no Brasil é da desigualdade social. Você se torna um idoso entre aspas, não por ter cumprido um determinado número de anos, mas por você ter comorbidades”.

O secretário Alexandre da Silva entende que as soluções passam por ações educativas.

“É necessário entender que muitas vezes essa violência começa pequenininha, com um apelido, com o uso indevido do dinheiro da pessoa idosa. Mas envolve também ações físicas, psicológicas, sexuais, e o aumento das violências patrimoniais”.

Ele diz que o governo vai apresentar uma série de ações para minimizar as violências, e fortalecer as parcerias com estados e municípios.  

“O importante é que o idoso nunca se cale. Ele nunca deve consentir com nenhum tipo de violência”. Para isso, segundo orienta o secretário, é possível a todos os cidadãos encontrarem algum órgão com um serviço de saúde ou um espaço socioassistencial, como os Cras e Creas, que são os centros de referência de assistência social.

Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morre em São Paulo aos 64 anos

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Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morreu nesta quinta-feira (15), em São Paulo, aos 64 anos. A informação foi confirmada, em nota, pela família do músico.

Maestro, compositor, fundador e tecladista de uma das bandas de maior sucesso da história do pop rock do Brasil, Schiavon estava internado em um hospital em Osasco, na Grande São Paulo.

Segundo nota divulgada pela esposa de Schiavon, ele lutava contra uma doença autoimune. Nas últimas semanas, tinha passado por uma cirurgia e sofreu complicações após o procedimento.

“É com pesar que a família comunica o falecimento de Luiz Schiavon. Ele vinha lutando bravamente contra uma doença autoimune há 4 anos mas, infelizmente, ele teve complicações na última cirurgia de tratamento e não resistiu.”

“Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo. Portanto, a família decidiu que a cerimônia de despedida será reservada para familiares e amigos próximos e pede, encarecidamente, que os fãs e a imprensa compreendam e respeitem essa decisão.”

“Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações.”

Biografia

Luiz Antônio Schiavon Pereira nasceu em São Paulo e se formou no Conservatório Mário de Andrade, em 1977.

Quando jovem, chegou a cursar a faculdade de arquitetura, mas começou fazer covers de bandas de rock e seguiu carreira musical.

Aos 16 anos, ele conheceu o cantor Paulo Ricardo, com quem fundou inicialmente a banda Aura e, posteriormente, o RPM.

Na TV Globo, comandou a banda do programa “Domingão do Faustão” no período de 2004 a 2010.

História do RPM

Schiavon fundou o RPM na década 1980 na capital paulista junto do vocalista Paulo Ricado, o guitarrista Fernando Deluqui e o baterista Paulo Antônio, o P.A., morto em 2019.

A banda lançou seu primeiro disco em 1985, o Revoluções por Minuto, que vendeu mais de 900 mil cópias naquele ano, e revelou hits como “Olhar 43” e “Rádio Pirata”.

O grupo teve seu primeiro período de crise em 1987, quando teve um hiato de meses e depois lançou o disco Quatro Coiotes, em fevereiro do ano seguinte.

Foram, ao todo quatro pausas até o retorno definitivo em 2011, com show até os dias atuais. O maior período de pausa ocorreu nos oito anos, de 2003 a 2011. O vocalista Paulo Ricardo não integra a formação atual, pois preferiu seguir em carreira solo.

Além de Schiavon, a formação mais recente do RPM conta com o guitarrista e fundador Deluqui, o baterista Kiko Zara e o vocalista Dioy Pallone.

Banda RPM com a formação anunciada em junho de 2018, sem Paulo Ricardo  — Foto: Divulgação

Vídeo: ATENÇÃO – Casos de SÍFILIS adquirida aumentam 30% em Porto Velho

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Os casos de sífilis adquirida, uma Infecção Sexualmente Transmissível, aumentaram 30% nos primeiros cinco meses de 2023, em comparação com o mesmo período do ano passado, revelou a prefeitura de Porto Velho.

Habitação popular em Vale do Paraíso terá inscrições presenciais no CRAS

Famílias de Vale do Paraíso têm três dias para inscrição habitacional no CRAS

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Atendimento será das 7h às 17h, com apresentação dos documentos familiares.
Nutrição no câncer é tema do PrevCast com orientações sobre alimentação e tratamento oncológico

PrevCast explica nutrição no câncer e cuidados durante o tratamento

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Episódio aborda alimentação, obesidade, ultraprocessados, suplementos e mitos no tratamento oncológico.
Julho Amarelo em Rolim de Moura oferece testes rápidos contra hepatites

Ação leva testes rápidos contra hepatites a trabalhadores e estudantes

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Triagem ocorreu no frigorífico Distriboi com atendimento gratuito, seguro e sigiloso.
Saúde prisional em Guajará-Mirim é alvo de recomendação do MPRO

MPRO orienta reforço de saúde na prisão de Guajará-Mirim

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Sejus e direção têm 30 dias para informar medidas ou justificar eventual não acolhimento.
Feira de adoção em Porto Velho reúne cães e gatos no Parque da Cidade

Parque da Cidade terá feira com cerca de 20 animais para adoção

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Cerca de 20 animais estarão disponíveis das 16h às 18h30 no Parque da Cidade.